Netflix - Dia do Sim (Yes Day)

3/13/2021 01:09:00 AM |

Se você curte filmes mais bobinhos com dinâmicas familiares, posso dizer que muitos longas estão sempre sendo criado para esse nicho, e geralmente acabam funcionando bem como um passatempo para aqueles que não querem ficar pensando muito, ou até mesmo para que famílias confiram junto um longa com uma certa irreverência, porém algo que costumo dizer é que se a trama se encaixa como uma comédia, ela precisa fazer rir, nem que apele ao máximo para isso, e o resultado do lançamento da semana da Netflix, "Dia Do Sim", tentou ao máximo criar situações divertidas para mostrar o que aconteceria com pais extremamente rigorosos ao liberar tudo para os filhos por 24 horas, e acaba entregando momentos de uma certa curtição, porém assim como aconteceu com outros filmes baseados em livros infantis, o resultado acaba dependendo muito da curtição dos protagonistas, e aqui nem todos pareceram empolgados com todas as cenas, o que resultou em um filme interessante, leve, descontraído, mas que não chega muito longe, e não empolga como deveria.

A sinopse nos conta que cansados de estar sempre dizendo NÃO para os filhos e colegas de trabalho, Allison e Carlos decidem oferecer às crianças um DIA DO SIM: durante 24 horas, são elas que criam as regras. Mas eles nem imaginavam que acabariam embarcando em uma aventura alucinante por Los Angeles que aproximaria ainda mais a família!

O diretor Miguel Arteta já brincou com a protagonista Jennifer Garner em outro longa familiar em 2014, e por incrível que pareça o resultado aqui é imensamente semelhante à "Alexandre e o Dia Horrível, Terrível, Espantoso e Horroroso", que até entrega bons momentos, consegue ter situações irreverentes, mas parece preso dentro de tudo o que deseja passar e não chega muito além, e que mesmo trabalhando conceitos químicos, brincadeiras insanas, cenas com exageros de comidas, e claro bagunças que fazem os pequenos se desesperar pelos conselhos da mãe, não mostra o potencial claro que o diretor poderia chegar. Ou seja, ficamos em cima do muro esperando a decisão dele se vai dar alguma lição mais forte ou se vai fazer rir realmente, e isso é algo que faz muita falta, pois o gênero pede essa decisão, e certamente como já vimos em outros exemplares do estilo funcionaria muito mais.

E já que falei de Jennifer Garner, aqui sua Allison é bem trabalhada e entrega bem aquelas mães exageradas que surtam por qualquer coisa e não desapegam dos filhos, fazendo tudo ao contrário do que sempre fez na juventude, porém no filme sua personagem foi oposta demais, e ao tentar voltar não encaixa como poderia, fazendo bem várias cenas, mas não mostrando a personalidade que o papel lhe pedia, e olha que é uma tremenda atriz, mas anda não chamando a responsabilidade para si. Edgar Ramirez brincou bem com seu papel, e o mais bacana foi o diretor ter puxado o espanhol como língua da família também, dando algumas nuances diferenciadas para que o ator brincasse com seu Carlos, porém faltou usar mais a empresa de brinquedos que o personagem trabalha, faltou mostrar mais o pai bonzinho versus o autoritário na empresa, ficando tudo tão rápido que acaba não pegando como deveria, e assim o ator acabou sendo mais simbólico em alguns atos do que realmente importante para a trama. Quanto das crianças, a pequenina Everly Carganilla foi daquelas que trazem fofura para um personagem que cairia muito bem com ideias diabólicas, mas não foi usada dessa maneira e acabou soando graciosa mesmo não indo muito além com sua Ellie, o jovem Julian Lerner brincou bastante com toda a ideia de cientista, mas deixou se desesperar em alguns atos, ficando sem muitas atitudes com seu Nando, sendo o claro filho do meio que não marca presença, e claro Jenna Ortega já tentou mostrar a famosa fase do final da adolescência que ninguém mais suporta com sua Katie, querendo ser independente demais, mas se desesperando no primeiro momento sem os pais, e com um ar meio que arrogante demais não cativou tanto a personalidade que poderia mostrar. Quanto aos demais, a maioria foi bem jogada na trama, e tirando as bobeiras de Nat Faxon com seu Mr. Deacon, nem vamos lembrar de qualquer outro que tenha aparecido, além claro da cantora H.E.R que canta no final do longa.

Visualmente o longa teve um aproveitamento até que interessante, com momentos bacanas num desafio insano dentro de uma sorveteria, uma lavagem de carro numa máquina com vidros abertos, uma guerra de bexigas de água colorida, um hospital, uma corrida dentro de uma ambulância, um dia de parque de diversões com várias idas em montanhas russas e desafios de bichinhos, além de uma delegacia e um festival de música, ou seja, a equipe de arte precisou de muitas autorizações para filmagens, e trabalhou bem em cada locação para ser simbólica com o que tinha para mostrar, funcionando bastante.

Enfim, é um passatempo bacana de conferir, com uma pegada bobinha, mas que não recai tanto para o lado infantil que deveria ter, mas que muitos pais vão pensar duas vezes antes de fazer um dia do sim com os filhos, então vale para quem gosta desse estilo, e mesmo não sendo nada impressionante demais, é leve e bem humorado, dando para recomendar. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


0 comentários:

Postar um comentário

Obrigado por comentar em meu site... desde já agradeço por ler minhas críticas...