Operação Presente em 3D

11/20/2011 11:49:00 PM |

Anote essa data na sua agenda, 02 de Dezembro de 2011, pois você tem o compromisso de ver se não a melhor animação desse ano, no mínimo uma das melhores. "Operação Presente" é a volta das boas animações com roteiro consistente capaz de divertir tanto adultos quanto crianças, o que não vinha acontecendo há tempos, pois para ser bem feito ou era extremamente infantil (vide "As Aventuras de Sammy") ou era extremamente pesado para as crianças (vide "Rango"). E com isso creio que deva ser a sensação de dezembro nos cinemas a nova aventura que conta a história das gerações/filhos do Papai Noel.

O filme nos revela a incrível e nunca antes vista resposta de toda criança: "Como é que Papai Noel entrega todos os presentes em uma noite?”. A resposta: Uma emocionante operação ultra-high-tech do Papai Noel escondida embaixo do Pólo Norte. Paralelo a isto, existe uma família em estado de disfunção e um herói improvável, Arthur, que tem uma urgente missão que deve ser concluída antes da manhã de Natal.

O que mais me fascinou no longa foi uma animação com roteiro envolvente e diálogos que surpreendem a cada frase dita, pois conseguiu amarrar numa história com muitos detalhes e grandiosidade algo que sempre foi perguntado por todos. E com isso os produtores de "A Fuga das Galinhas" e "Wallace e Grommit" conseguiram enfim colocar nos cinemas um filme sensacional que traz toda a magia do Natal nas telas do cinema, acrescido de ótimos personagens cativantes (destaques para Vovô Noel e a duende empacotadora) que conquistam o carisma do público a cada momento que aparecem em cena.

A diretora, estreante em longas, Sarah Smith mostra que tem uma mão e tanto para conduzir que com certeza pelo primeiro trabalho, já estou como fã esperando os próximos, pois não se vê algo perdido com cenas jogadas apenas para fazer rir ou se emocionar, todo o período do longa está interligado desde os quadros presos na parede no início até o final com explicações de acontecimentos pós filme (o qual pra mim é o único defeito, pois poderia ser narrado ao invés de apenas escrito, lembrando que haverá crianças nas salas e a maioria dos pais precisou ler para os filhos o que estava escrito na tela, pra minha pessoa não atrapalhou nada, mas pensando nos pequeninos será um problema para os que não souber ler).

O conteúdo de ação que já é mostrado no trailer, pode considerar apenas como uma pequena amostra, o que deixa o filme com uma velocidade a qual não se consegue desviar o olho da tela quase em nenhum momento, e aliado com um bom 3D de profundidade (poucas coisas saindo da tela, mas com um visual de camadas muito bem feito, o qual em vários momentos nos dá a sensação de estarmos conduzindo o trenó ou estar passando ao lado de alguma máquina do filme) ficou extremamente no ponto de agradar sem exageros. Além de bons cenários criados para ilustrar os vários países pelo qual passam as entregas (apenas faltou algo para representar a passagem pelo Brasil, ou será que Papai Noel não visita a gente?). Boas trilhas foram escolhidas para ajudar no ritmo do longa e agradam em cheio, fazendo com que não apenas as músicas natalinas conhecidas permaneçam no longa em diversas mixagens.

Outro ponto que achei interessante foi a "omissão" que desde os vários teasers espalhados pelas salas de cinema não mostravam praticamente nada do que se tratava o filme, mas agora com o novo trailer lançado já começa a mostrar que é algo bem complexo de ser visto nos cinemas. Porém não se assuste com a complexidade para levar suas crianças, pela aparência e animação das que estavam presentes na mesma sala que assisti, todas gostaram do que viram.

Enfim, com a distribuição da Sony deve chegar em todos os cinemas no Brasil na data prevista(02/12/11) e agradar a todos, pois é um filme muito bem feito que me animou demais e emocionou também em alguns momentos. Recomendo com certeza que todos vejam, pois fez minha viagem para São Paulo compensar mais ainda além do que já tinha para fazer por lá, ao poder ver ele numa sessão especial que fui convidado. Bom é isso, fico por aqui por hoje. Até mais. Abraços pessoal.


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Reféns

11/15/2011 12:46:00 AM |

Filmes desse gênero de assaltos, já vamos assistir sabendo a premissa e o final, não vai mudar nunca desde que o cinema é conhecido como cinema, salvo raras aparições por ai, e não seria "Reféns" que iria mudar isso né. Pois bem, é um filme razoável, que por insistir tanto em acontecimentos anteriores, vai e volta tantas vezes que o filme de 91 minutos parece ter pelo menos umas 2 horas de duração por tanta coisa que acontece, e o pior quase 90% ocorrendo no mesmo ambiente.

O filme nos apresenta o casal Kyle e Sarah que vivem em uma elegante e segura casa com todos os confortos modernos. Sua única filha, Avery  é uma adolescente linda mas ainda muito rebelde. Tudo está bem até o momento em que a casa é invadida por criminosos e a família é feita refém. Agora todos os segredos da família deverão ser revelados na luta contra os invasores.

Quando vi o trailer e a sinopse em outro site, fiquei um pouco apreensivo por ver esse longa considerando que já passei por um caso semelhante à uns anos atrás com o medo de um trauma voltar, mas como é de minha missão pra esse ano ver tudo (ou praticamente tudo), fui conferir. A forma de execução de um sequestro ou assalto é praticamente a mesma em todos os filmes, algumas vezes mais fortemente mostradas, outras mais brandas. Nesse optaram menos pelo terror psicológico que é o mais comum em diversos casos e ficaram com os atos físicos, que particularmente não gosto muito de ver em filmes do gênero.

O diretor Joel Schumacher poderia ter usado um pouco melhor o orçamento de US$ 35 milhões em cenografia ou locações, pois o filme se passa quase o tempo todo dentro do escritório da casa, e detalhe é o cenário da casa com menos riqueza de detalhes, não possui um sofá, uma cadeira mais aparentada nada, parece que tudo sumiu do ambiente, só fica aparecendo os atores e o cofre somente. Alguns poucos momentos são saídas para um quarto com poucos elementos e uma cozinha onde se vê apenas uma taça e algumas facas, cadê a riqueza de cena? Ou se fosse o caso, incrementasse mais em planos detalhe, pois a todo momento temos planos abertos ou médios que revelam todo o ambiente vazio.

Já que iniciei culpando o diretor por esse pecado, claro já coloco aí a direção de arte que foi altamente econômica e esqueceu de fazer o seu trabalho. A fotografia escolhida com meia-luz até cria um pouco de tensão, mas com a edição maluca de idas e voltas a tensão é quebrada a todo momento com flashes de momentos que antecederam e o porque de cada coisa, então com isso também a função escolhida é morta.

No quesito atuação tenho dois detalhes a falar Nicolas Cage é amado pelos brasileiros, isso é um fato nato todos os filmes dele pode ser a maior porcaria que sempre haverá um bom público na sala, porém não acho que o papel coube nele, ele atua bem como sempre faz, mas parece que é um bobão em cena atuando no automático num papel que caberia uma boa interpretação. O outro ponto é Liana Liberato, que ou foram filmados em duas épocas diferentes ou ela literalmente fez dois papéis no longa, no começo parecia um robô de sim e não, e ao final já está histérica e cheia de caras e bocas, porém nenhum dos dois pontos dá a ela algum crédito e é apenas uma peça jogada no longa para lá e para cá. Nicole Kidman nem parece a atriz ganhadora de Oscar e de boas atuações que já vimos, atua até que considerável, mas longe de estar nos seus melhores dias, porém é a que está um pouco melhor no filme. Quanto dos assaltantes me recuso a falar de qualquer um, são mais frouxos, atrapalhados e perdidos em cena que chega a dar dó.

Enfim, a trama poderia ser melhor desenvolvida, com atores mais focados no projeto e sem tantas idas e vindas de história, que com certeza seria bem melhor, não chega a ser um filme ruim, mas está bem longe de ser algo bom que agrade. Não irei recomendá-lo pois acho que é um gasto desnecessário de se ver no cinema. Talvez uma locação ao sair seja o mais indicado. É isso, encerro essa semana curta de estréias por aqui e na sexta tem mais. Abraços.




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Cinco Dias Sem Nora

11/13/2011 04:09:00 PM |

Alguns filmes estrangeiros, demoram meses às vezes anos para surgirem por aqui, "Cinco Dias Sem Nora", é um exemplo daqueles que nem no Brasil quase passaram, pois estreou no México em 2008, no Brasil em Maio/2011 e agora aparece aqui pelo interior através do Projeto Cinecult. E se você pensa que é um filme ruim, esteja muito enganado, pois é o que chamamos de um drama com um roteiro muito bem pontuado tanto que nem parece ser uma comédia de tão bem elaborado a história que vemos. Claro, faz rir em bons momentos, mas está mais para um drama familiar onde tudo acaba sendo cômico que para a comédia mesmo em si.

O filme começa com o suicídio de Nora por overdose de comprimidos. O ex-marido José, de quem ela está divorciada há vinte anos, entra em cena, descobre o corpo e aos poucos vai percebendo que a ex-mulher orquestrou detalhadamente a própria morte. Dona de um senso de humor macabro, ela até mesmo teve o cuidado de deixar instruções para o preparo de bolinhas de matzá e gefilte fish para a festa de Pessach.

Como se pode ver pela minúcia da sinopse já dá para imaginar o que será visto na tela será muitas trapalhadas, e não apenas isso, pois o longa é maestrado com muitos planos detalhe no seu início, mostrando exatamente o plano de Nora através de imagens impecáveis e que fazem uma bela abertura. No delongar do filme a diretora Mariana Chenillo, estreante na direção de longas, soube organizar as idéias de forma a fazer algo dinâmico e engraçado em diversos momentos.

No quesito atuação apenas temos de falar sobre Fernando Luján, que interpreta José, o ex-marido de Nora, o qual domina o longa com boas faces e palavras bem ditas, quando necessário muitas vezes apenas o olhar já dizia tudo, ao se dirigir para os demais do elenco que vão aparecendo muitas vezes até sem falas, mas nunca atrapalhando o andamento da história, e até vezes fazendo a comicidade vir à tona.

A fotografia embora bem tradicional, faz com que o longa não seja simplório e nem exagerado de planos diferenciados que nem caberiam no contexto previsto para ele. Juntamente com trilhas sonoras bem pontuadas, faz no melhor estilo o longa passar como foco principal a atuação do protagonista ao invés de entupir de outras coisas.

A chave do filme, além do bom roteiro, está além do armário trancado de Nora, está nas mãos da direção de arte que soube colocar diversos elementos cênicos para sempre estar trabalhando com algo, num capricho tão imenso quanto a preparação feita pela morta antes de se matar, é incrível a quantidade de elementos que podemos ver em cena e ligar em algo que faz parte do plano final da morta.

Enfim, é uma pena que longas nesse nível não chegue às telas de todas as cidades e muito menos seja visto por todos, mas recomendo a locação assim que ver na prateleira, pois agrada bem e com certeza será melhor visto do que eu vi no Cinemark com todos os problemas de exibição deles, lastimável o que fazem com os clientes nas salas. Recomendo que assistam o longa, que tem um ótimo roteiro, porém bem leve de se ver. Encerro por aqui hoje, abraços e até amanhã pessoal.


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11-11-11

11/11/2011 10:12:00 PM |

Uma coisa que preciso parar de fazer, é ir ver filmes com uma expectativa, e não me surpreender com algo. Quando vi o poster com o nome de Darren Lynn Bousman, o qual fez o genial "Jogos Mortais II", que na minha opinião é um dos melhores filmes de terror, já fiquei numa empolgação completa para o longa. Não que o filme seja ruim, muito pelo contrário, é um longa bem interessante, porém está mais para um drama/suspense "religioso demoníaco"com doses homeopáticas de sustos que para um terrorzão mesmo.

O filme nos mostra que após a trágica morte de sua esposa e filho, o famoso escritor Joseph Crone viaja dos Estados Unidos para Barcelona, Espanha, para se reunir com seu irmão Samuel e seu pai  que está morrendo. No entanto, o destino tem um plano diferente para Joseph, pois sua vida torna-se atormentada por acontecimentos inexplicáveis e com aparições constantes dos números 11-11. A curiosidade se transforma em obsessão, e Joseph percebe que este número tem um significado obscuro – não só para si mesmo, mas para toda a humanidade. Isolado em um país estrangeiro, somente com o apoio de sua amiga Sadie, Joseph descobre que 11/11/11 não é somente uma data, é um AVISO!

Darren Lynn consegue amarrar bem o longa, fazendo que ficássemos com a atenção presa do início ao final, porém o que poderia ser uma história mais aterrorizante, acaba ficando mais dramática e porque não dizer pragmática e demoníaca. E acabamos nos assustando mais com cenas pegas do nada que da própria história em si. Sabe aquele lance que sempre falo que adoro, de ficar tenso na poltrona pensando no que pode acontecer, ele infelizmente não ocorre nesse longa e a explosão final de explicações costumeiras que Darren sempre põe em seus filmes e que sempre sempre me fizeram vibrar acabou inexistente nesse longa.

Da parte dos atores, temos boas interpretações com Timothy Gibbs e Denis Rafter, este último responsável por nos dar alguns bons sustos, e o primeiro soube conduzir bem a história de modo que a mesma não ficasse cansativa. Agora a moça Wendy Glenn, até pode ter uma pequenina função se é que entendi uma das cenas finais, porém suas atuações no delongar do filme são completamente inúteis e ruins. Michael Landes até convence com seu personagem, mas principalmente na cena final apenas, nas demais também é quase mero figurante de luxo. Os demais personagens podem ser considerados figurantes, pois ou não tem falas ou nem quase aparecem, e quando aparecem pelo menos não chamam a atenção para si atrapalhando o andamento do longa.

A fotografia escura escolhida soube deixar um bom suspense no ar e não revela bem o motim da história, isso é importante, pois deixa para os 20 minutos finais toda a revelação e com isso nos arrepiar com um bom climax final, porém 100% explicado, ou seja muitos irão reclamar. A arte também soube ser bem explorada com objetos e livros demoníacos que só uma cidade altamente religiosa como Barcelona poderia proporcionar.

Um dos pontos mais favoráveis do longa está na trilha feita por Joseph Bishara, responsável por outras boas trilhas de terror que vimos ultimamente, entre elas Sobrenatural. Com a trilha o longa se torna denso que acredito que era o que o diretor procurava para manter o público conectado à trama.

Enfim, é um filme interessante de se ver, esperava muito mais vindo do diretor, porém ainda assim recomendo o filme, apenas aqueles que não gostam de filmes que envolvam religião ou coisas demoníacas que devem evitar. Encerro por aqui hoje, mas amanhã tem mais. Abraços pessoal.


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Capitães da Areia

11/10/2011 09:23:00 PM |

É incrível quando vou ao cinema ver um filme nacional e a sala está lotada, realmente me emociona, claro que um dos motivos da lotação é a chegada do vestibular no final do ano, onde sempre cai alguma coisa da obra, também pode ser pelo preço mais acessível e ser o único estreante realmente no festival, mas o que não posso excluir de forma alguma como um bom motivo é que "Capitães da Areia" é uma obra audiovisual de primeira linha. Com uma fotografia primorosa e planos que praticamente nunca vimos no cinema nacional, o longa se separa completamente da linha tênue que vive o cinema nacional no qual sempre é comparado e muitas vezes rodado no mesmo estilo das novelas, aqui a diretora estreante soube ilustrar com brilho a obra escrita de seu avô.

A sinopse mostra que os "Capitães da Areia" - Pedro Bala, Professor, Gato, Sem-Pernas, Boa Vida e Dora são personagens que Jorge Amado um dia criou para habitarem eternamente na memória de seus leitores. Abandonados por suas famílias, eles são obrigados a lutar para sobreviver pelas ruas de Salvador. Mais atual do que nunca, a história destes personagens imortais da literatura mundial nos emociona e inspira de forma profunda.

No seu primeiro longa como diretora, anteriormente apenas havia trabalhado como assistente de direção, Cecília Amado mostra que tem muita bala na agulha ao optar por planos muitas vezes velozes e diferenciados para o padrão nacional. Temos alguns momentos lentos, mas são poucos. Com congelamentos de cena e acelerações vistas muitas vezes nos filmes blockbusters, mas colocados aqui com muita originalidade e com o principal uma boa função dramática, ou seja não apenas jogado ali porque a diretora acha bonito, mas sim porque tem necessidade do plano.

Outro ponto muito favorável para o longa é o lançamento de uma garotada fera de atuação,quase todos mostram uma boa interpretação frente às telas e demonstram que podem progredir, uns mais outros menos. Na minha opinião os grandes destaques estão com os dois "protagonistas" Robério Lima e Jean Luis Amorim, mas principalmente o primeiro que faz o Professor de uma forma encantadoramente maravilhosa, palmas para o garoto. Além disso, creio eu que todos são baianos ou o trabalho de estudo de cultura e preparação de elenco de Christian Durvoort foi o mais minucioso possível, que todos estão perfeitamente característicos do local onde se passa o longa.

A fotografia casada com a direção de arte é minuciosa, e temos alguns dos planos vistos no cinema nacional mais lindos e trabalhados, faz muito tempo que li o livro (basicamente para prestar o vestibular a anos), mas era como se eu estivesse lendo o livro e visto os detalhes citados pelo autor pintados numa imensa tela em movimento. Fantástico de se ver. Reconstrução de época perfeita, roupas, acessórios, locações e trejeitos. Um ótimo trabalho em equipe que tem de tirar o chapéu para Guy Gonçalves e Adrian Cooper, claro com suas equipes respectivamente de fotografia e arte.

Do ponto sonoro, Carlinhos Brown é o nome da vez, e com uma trilha 100% composta para o longa, mostra seus arranjos e sua característica própria que coube em cada momento usado. Achei um pouco exagerado a quantidade de momentos musicais no longa, mas pode ter sido uma opção do roteiro para que o longa não fosse necessário de uma narração e pudesse colocar todos os elementos da obra escrita. Apenas cansa um pouco, mas não atrapalha a maravilha do enredo e serve também como transições temporais.

O único ponto que pra mim atrapalhou um pouco o longa, é que pela maioria do público que está visualizando ele ser altamente jovem, maioria que vai prestar o vestibular e quer economizar um livro a menos para ler (pelo menos era essa a carga que estava em minha sessão), não chega a ser nem um problema é a caracterização minuciosa da cultura baiana, leia aqui a Umbanda, que em determinado momento o ritual se torna motivo de chacota para a garotada da sala que passou mais a rir do que o momento deveria ser. Talvez numa sessão com menos "adolescentes" a cena não seja vista dessa forma.

Enfim, se você cansou de ver filmes brasileiros novelescos, esse é mais um bom exemplo (olha três em um ano, estamos progredindo, que ano passado tivemos apenas 1. "Homem do Futuro" e "Meu País" são os outros dois exemplos desse ano) para se ver. Recomendo com certeza para todos, é uma boa adaptação do livro, embora não vou saber afirmar se 100% fiel, pois como falei o li a muito tempo atrás. Encerro a semana cinematográfica por aqui, mas amanhã já inicio a outra. Até amanhã então e abraços.




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A Casa Dos Sonhos

11/08/2011 12:24:00 AM |

É incrível, quando todos falam mal de um filme, vai lá o Coelho e gosta dele, será que tenho algum tipo de problema? A crítica em peso está falando mal de "A Casa dos Sonhos", o diretor pediu que seu nome fosse retirado do filme, daí pego vou assistir sem nenhuma noção do que pudesse ser, apenas tendo visto o trailer e para minha surpresa o longa é bom, claro possui alguns furos de roteiro, ou de edição mal-feita como diz o diretor, porém não comprometem o resultado final não.

O longa nos apresenta Will Atenton, um editor de livros que deixa Nova York e se muda com sua esposa  e suas duas filhas para uma cidadezinha exótica. A nova casa dos sonhos dessa família já foi cenário para um assassinato cruel: uma mulher e seus filhos, e o principal suspeito é o pai daquelas crianças, único sobrevivente do crime. Will, então, começa a investigar o caso e conta com a ajuda da vizinha Ann. Em meio as descobertas, Will percebe que este não é o único caso aterrorizante daquela casa. Outros que passaram por ali tiveram suas vidas drásticamente mudadas.

O maior problema do longa está em revelar rapidamente a idéia principal do filme e a partir daí ter um novo enfoque. Mas como isso já foi apresentado no trailer, o suspense acaba rapidamente, então todos já chegam para ver o filme sabendo o que vai ver. Só não consegui ainda entender completamente o motivo do diretor ter ficado tão bravo com a edição a ponto de pedir a retirada do seu nome do longa. Tudo bem é notável a mão de um produtor no que vemos nos 92 minutos de projeção, pois não é um longa que necessite exercitar a mente para entendê-lo, tudo está exposto para quem quiser ver, diferentemente do que aconteceria nas mãos de algum diretor que preze por tentar iludir o espectador, e com certeza isso foi o motivo de briga na pós-produção do longa. Porém na minha visão eu até acho isso interessante, que para a maioria da crítica não é legal.

No quesito atuação, temos 3 grandes nomes em tela, e todos estão bem, Daniel Craig se não soubéssemos o que é realmente pelo já estragado no trailer conseguiria convencer a todos do contrário completamente, e as cenas que envolvam alguma emoção ele consegue dominar perfeitamente embora seu ar rude tente encobrir. Naomi Watts embora apareça pouco mostra a que veio nas cenas finais, bem encaixada tanto no final quanto nas cenas esporádicas. Rachel Weisz também tem atuação na veia e faz digna de nos enganar desde o início deixando claro sua interpretação rica.

A fotografia envolvendo lugares ermos com neve sempre consegue me agradar, dá um ar ao mesmo tempo tão tenso e tenebroso que o mistério ficaria suspenso até as cenas finais caso não quisessem demonstrar, é a melhor maneira de nos prender e assustar num suspense. A arte também convence por não exibir tanto detalhes do que é e como aconteceu, que pelo menos é mantido até o final.

Enfim, é um bom suspense sim, agrada, você não terá de se esforçar para entendê-lo e com certeza é isso que todos estão bravos com o longa, mas para a minha concepção eu curti bastante, não que seja o melhor do gênero, mas está bem colocado sim. Recomendo para os fãs do gênero de suspense mas desde já não espere ter de descobrir algo, apenas aproveite a boa trama. É isso, encerro por aqui e só quinta tem novos filmes na área, então até lá. Abraços.


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O Preço do Amanhã

11/06/2011 10:01:00 PM |

Se me permitem que seja cedido um pouco do seu tempo em ler o meu texto, hoje falarei sobre um filme que tudo gira em torno do tempo: "O Preço do Amanhã". Com a premissa voltada para o famoso Carpe Diem o longa mistura elementos que vão desde "Robin Hood" até um pouco de "Blade Runner", mas fica mais próximo do primeiro filme citado por conter a temática mais envolvente num drama do que num policial, que é como foi classificado nos cinemas.

O filme nos mostra como o tempo se tornou a maior moeda de todas. Os cientistas conseguiram descobrir uma forma de destruir o gene do envelhecimento. Então, quando uma pessoa chega aos 25 anos, para de envelhecer, mas possui apenas mais um ano de vida, a não ser que tenha dinheiro para pagar pelo tempo extra. Na busca por poder e tempo de vida, um homem é acusado injustamente de homicídio e se vê obrigado a sequestrar uma bela jovem para conseguir ganhar mais tempo e provar sua inocência.

A ideologia do filme é bem interessante, pois quase sempre nos vemos falando "Não tenho tempo pra isso", "Quanto tempo ainda você tem?", "Isso é muita perda de tempo!", e o principal "Tempo é dinheiro" que acaba sendo transformado em toda a lírica do longa ao fazer com que as pessoas paguem e recebam em tempo de vida, e fazendo com que o protagonista viva e passe para sua partner a imagem que disse do Carpe Diem, para que tenha apenas 1 dia para viver que pra quem sempre viveu com pouco tempo, 1 dia é muito tempo.

Muitos estão reclamando do início do filme onde é explicado exatamente o funcionamento e não deixando que o público em si descubra como funciona tudo, mas por uma cagada normal do Cinemark que não trocou a lente de projeção, tive o prazer de perder os primeiros 10 minutos sem ver a história contada, claro depois arrumaram, voltaram o filme e vi tudo sendo explicado nos mínimos detalhes, e posso falar não faz diferença explicar no começo ou não, pois tudo flui completamente na sequência. Então parem para analisar a história e parem de reclamar disso.

Um dos pontos que mais me preocupava no longa foi a escolha dos protagonistas, pois tanto Justin Timberlake quanto Amanda Seyfried apenas estão no seu momento, saindo em todos os filmes pois são carismáticos com o público e com isso chamam espectadores para o filme, porém eles conseguiriam manter uma trama policial com ação e um roteiro denso? Essa era a pergunta que rolava em minha mente, e infelizmente comprovei que a resposta é não. Eles até estão bem no filme, conseguem manter a linha, sabem fazer boas interpretações para as câmeras, mas senti falta de um feeling policial, algo que não me deixasse com sono em certas cenas, mas não é um caso perdido e graças aos mestres do cinema e do diretor, ele não deixou que isso estragasse o longa. Os outros atores, principalmente Cillian Murphy e Vincent Kartheiser, até fazem bem seus papéis, mas como são coadjuvantes nem podem se mostrar demais, mas mesmo assim conseguem aparecer melhor em cena que os protagonistas.

Um dos fatores mais interessantes claro além do fator do tempo no longa está em sua fotografia futurista com tons azulados que já vimos bem colocada em "O Livro de Eli" que unida a uma arte com um design conceitual mas interessante, faz com que o longa se mantenha no clima policial do início até o final. Poderia ser mais bem situado em termos de data, mas isso serviu para que não fosse necessário idealizar demais as construções.

Outro lado muito gostoso de pontuar é toda a característica sonora que está presente no filme, desde o barulho das transferências de tempo de uma pessoa para a outra ou de máquinas para pessoas, até o barulho dos motores dos carros todos referenciam para o que já era imaginado de um futuro desde a época do "De Volta Para o Futuro" e isso agrada não apenas por ser uma referência que estamos aptos a ouvir bem como por ser uma tendência ao que vem aparecendo nos motores dos carros top de linha. Quanto das trilhas sonoras, embora não seja algo que fique constantemente notável foi bem escolhida e mantém o clima.

Enfim, a temática do "Viver o momento" me agradou bastante, o lance Robin Hood de roubar os ricos para dar aos pobres é interessante também, mas já foi tão usada que embora feita de uma forma um pouco diferente, incomoda ao invés de agradar. Não será um filme que eu vá recomendar, mas também não posso falar que ele é ruim, é apenas interessante pela premissa e envolvente pela produção e direção em si, mas faltou colocar algo mais inovador no conceito de "salvar o mundo" pelas mãos de uma única pessoa e atores mais de ação que de carisma na tela. Fico por aqui hoje, mas amanhã tem mais. Abraços pessoal.


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Terror Na Água em 3D

11/05/2011 01:13:00 AM |

Tem filmes que quando vejo na programação que irão lançar, já me bate um desespero quase certo de que vai ser difícil assistir. E "Terror Na Água" eu já comecei a achar isso ao descobrir sobre o filme que nem trailer nos cinemas teve, então já é algo a se pensar e não pensem que a distribuidora é fraquinha não, no Brasil está sendo distribuido pela Walt Disney(que pelo jeito por não ter gostado tanto do filme nem faz questão de aparecer seu nome em cartazes, trailers e nem mesmo nos créditos finais, sim eu esperei até o último pra ver se apareceria).

O filme conta a história de um grupo de amigos que vão se divertir durante um fim de semana em uma cabana a beira de um lago. Mas as coisas fogem do controle quando o maior predador de águas salgadas aparece, inesperadamente, no lago e os amigos precisam lutar contra o tubarão para não serem os próximos na fila de refeição dele.

Claro, fui assistir esperando ser um terror trash ao melhor estilo de "Piranhas 3D", que foi extremamente divertido. Mas esse não me fez rir, ele até cumpre em partes o que promete de ser um longa de terror, pois me deixou intrigado como e porque aquilo estava ocorrendo e usando a melhor tecnologia do 3D submerso (O filme de Cameron "Santuário" fica literalmente no chinelo perto do que esse nos proporciona) eu já estava até no clima, claro com muitas coisas absurdas rolando, porém na hora que um dos "protagonistas" fala o motivo de tudo, eu só não saí da sala porque queria ver o término do filme.

No critério atuação, temos uma lambança de jovens atores que fizeram "pontas" em diversos filmes e ao meu ver nenhum deles está preparado para jogar um papel principal nas mãos, pareciam todos estarem perdidos frente as câmeras e muitas vezes olhando sabe la Deus pra onde, fora muitos erros de continuidade em cena com coadjuvantes e até figurantes que estão correndo, e de repente estão sentados. Fora diálogos jogados ao vento onde nem 10% das falas se aproveita pra algo. Um terror realmente.

A arte do filme se é que posso usar esse termo é quase imperceptível, pois temos pessoas de roupa de banho ou moletom de faculdade, uma casa sem detalhes, e alguns tubarões que até dão um pouco de medo, mas eles são os protagonistas da história né então nem devo considerar no quesito arte. As trilhas sonoras até foram bem agradáveis de ouvir, não é ainda a tensão de "Tubarão", mas mantém o clima. E caso tenha paciência após os créditos(que demoram) tem um clipe musical de rap bem bacaninha com cenas do filme e os atores encenando e "cantando".

A fotografia escolhida no início me incomodou por demais com cenas aceleradas sem nenhum fundamento, se ainda na primeira acelerada tivessem usado para créditos ficaria mais interessante, mas já havia rolado uma abertura péssima no começo desnecessária. No decorrer até melhora com planos mais fechados e algumas câmeras até interessantes, até voltar ao final com algo meio perdido novamente.

Mas se teve uma coisa muito bem aproveitada no longa foi o 3D, nas filmagens submersas, como falei comparando com "Santuário", que prometia sufocar os espectadores debaixo da água, aqui foi muito aprimorado, e nos momentos que os atores estão inteiramente submersos, dá um certo desespero, e em algumas vezes me vi com a boca fechada(pode chamar de retardado, que aceito), mas essa é a premissa da tecnologia 3D submersa que deveria ter sido usada no filme que estou comparando e devem usar muito agora pra frente. E nos efeitos, muito pouco usado, mas a cena da explosão do barco é praticamente um show de pedaços voando no público. E até a profundidade de campo foi usada algumas vezes, principalmente nas tomadas bem abertas que o diretor soube explorar.

O mais estranho do diretor David R. Ellis, é seu alto e baixos, pois fez um ótimo "Premonição 2", como praticamente sua estréia na direção de grandes filmes, e depois só vem fazendo coisas ruins, inclusive "Premonição 4"(que na minha opinião é o pior da série), passando por "Serpentes a Bordo", então acredito que o excesso de filmes por ano anda pesando tanto que está com 4 filmes em pré-produção segundo o IMDB, espero que melhore e volte a ser o que vi em "Premonição 2" e não o pecado imenso que foi jogado no lixo nesse filme que tem uma ótima tecnologia nas mãos e destrói com um roteiro fraco e atores mais fracos ainda.

Enfim, não recomendo o longa, se der e tiver seu próprio óculos apenas entre numa sessão para dar uma olhada no submerso que é interessante, se não der, não se preocupe e economize, pois é um dos longas mais desnecessários desse ano e se não fosse o 3D que tem seria a pior nota do ano. Encerro hoje por aqui, mas amanhã tem mais. Abraços pessoal.


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O Retorno de Johnny English

11/02/2011 10:51:00 PM |

Se você gosta de comédia pastelão, esse pode ser um filme bem agradável para você, pois a sala onde fui assistir riu demais, para o estilo de comédia que gosto achei forçado demais. Rowan Atkinson para mim será o eterno Mr.Bean e apenas sua cara já faz com que as pessoas riam, mas o longa é exageradamente forçado. Ele aparenta inicialmente seguir como uma continuação verossímil do original de 2003, até exagerada em alguns momentos que faz com que quem não tenha visto o anterior acredite que está perdendo alguma coisa, mas não, pode assistir tranquilo que com certeza não fará falta.

O longa nos mostra a volta de  Rowan Atkinson no papel do agente secreto acidental, que não conhece o medo nem o perigo, na comédia de suspense e espionagem O Retorno de Johnny English. Em sua mais recente aventura, o mais improvável funcionário da inteligência do Serviço Secreto de Sua Majestade deverá deter um grupo de assassinos internacionais antes que eles eliminem um líder mundial e causem o caos global.

O filme não é ruim, pelo contrário é muito bem produzido, cheio de locações e efeitos, mas assim como todos do gênero pastelão abusam de piadas de mau gosto ou que façam rir por absurdos e não em si pela história. Os furos nesse estilo acabam ocorrendo até por demais, e por ser uma grande produção com várias explosões, saltos, etc. acaba acontecendo e aparecendo com mais facilidade do que em longas onde não se exagera tanto.

Os atores estão incrivelmente infantis, e em alguns momentos me perguntei se estava vendo um filme para crianças que até para se ter uma cena com um beijo só fizeram uma enrolação sem tamanho que até fica ridículo. Rowan tem sua cara engraçada, isso é fato e vai percorrê-lo até a morte, me provem o contrário colocando ele num drama e espero que isso não aconteça. Os demais atores podem ser considerados como enfeites de luxo em cena que falam algumas palavras, e não estou exagerando nem um pouco, pois se o longa fosse um filme mudo acredito que seria até melhor.

O melhor de tudo com certeza está na produção em si, que junto com a direção de arte fez com que o longa se passando em diversas locações desse um certo dinamismo no melhor estilo 007 de ser, com carros e equipamentos espiões que até ironizam em alguns momentos o próprio 007 original (claro ainda nem se compara ao feito no primeiro Johnny de 2003, mas ainda tem suas tiradas). E com isso o filme até fez valer o meu ingresso, mas se dependesse das piadas, que até agora estou tentando entender o porque do público rir tanto, pra mim o filme teria sido inútil.

As trilhas sonoras no melhor estilo de espionagem, então nem preciso falar nada, se você viu qualquer filme do gênero saberá o que vai escutar, e é isso da primeira até a última cena, tirando uma ou outra música cantada que é colocada para fazer fundo em cenas que não está ocorrendo a ação.

Enfim, economize seu dinheiro para algum outro filme e veja em casa quando passar na TV, nem pra aluguel  em DVD serve para a população em geral, agora caso goste do estilo, repito mais uma vez pastelão, talvez até saia da sessão com a sensação de ter se divertido. Encerro a semana cinematográfica por aqui, já na espera de sexta para as estréias da semana. Até mais pessoal, abraços.


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Qual Seu Número?

11/01/2011 12:27:00 AM |

Comédias românticas vem cada dia mais perdendo o público, devido a vários clichés que tem se tornado impregnantes em todos do gênero. Mas sempre dá para aproveitar algo em quase todos. A forma visual de "Qual Seu Número" achei bem interessante, e embora eu tenho rido de situações que a maioria da sala não riu, ele pode adentrar ao gênero. O caso principal que mais ando ficando preocupado novamente com o gênero é o fato de tudo acontecer de mero acaso, o que se contrapõe em boa dose a realidade.

O longa se inicia quando Ally lê um artigo numa revista, no qual alega-se que ´mulheres que já tiveram 20 ou mais parceiros na sua vida têm grande chance de ficarem solteiras para sempre´. Após contar os homens da sua vida, Ally começa a perder as esperanças de se casar. Prometendo a si mesma não ultrapassar a contagem atual, ela pede a ajuda a seu vizinho bonitão e torna-se obcecada por localizar seus ex-namorados para ver se ela deixou escapar o cara certo.

Um dos pontos interessantes da trama é o fechamento da tela para um quadrado menor sempre ao mostrar as situações inusitadas com a qual a protagonista vivenciou com seus ex-namorados, e é nesses momentos que vemos praticamente as situações mais cômicas do longa fazendo, pelo menos que eu soltasse algumas risadas, nada que fizesse eu gargalhar, mas diverte. Porém de romance mesmo temos algumas pitadas inseridas ao final e só, o que o deixa com um ar falso de interesse amoroso e com cenas inacreditáveis de acontecer em qualquer cidade do planeta, e nele temos a quase todo momento, fica mais inverossímil de acreditar ainda mais, ou seja 100% ficção cômico-romântica sem envolver qualquer criatura diferenciada além de seres humanos.

Da parte de atuação também surgiu um pequeno problema, o qual fazia tempo que não via, a de os coadjuvantes roubarem a cena da protagonista, e aqui Anna Faris se esforça para manter o foco nela, mas qualquer pessoa em cena chama mais atenção para si que a luz própria dela, então Chris Evans se destaca e até em alguns momentos Ari Graynor que tem poucas cenas em realce consegue chamar mais a atenção pra si. Não falo que a protagonista tenha sido ruim, mas os diálogos inseridos para a personagem e o próprio carisma da atriz não colaboraram para alavancar ela como "a protagonista".

Da parte artística e fotográfica nada muito além do que estamos acostumados a ver, tirando a forma dos quadrados menores que citei no início quando mostra o passado da protagonista. As trilhas sonoras escolhidas dão pelo menos uma velocidade interessante para o longa, deixando dinâmico com boas músicas conhecidas.

Falar que é um filme regular, seria exagerado da minha parte, pois me diverti com ele, porém o lance que me incomoda é de situações 100% falsas colocadas nesse gênero de filmes que não incrementam nada no filme, vou citar um pequeno spoiler para dar exemplo: O que leva Chris Evans, seu vizinho da frente, a sair na porta nu, apenas com um paninho toda vez que a protagonista abre a porta de seu apartamento, simplesmente não leva a nada isso e não acredito que ocorra em lugar algum numa civilização comum. Então pra que apelar a esse ponto, apenas para atrair mulheres ao cinema? Não tenho resposta pra minha pergunta.

Enfim, um longa que fará você rir em algumas cenas, com diálogos razoáveis, com uma idéia até interessante, mas não aproveitada do lance numérico, então não digo que recomendo ele, apenas falo que é agradável de assistir e perder algumas horas, mas melhor perdê-las quando sair na TV ou na locadora do que na própria sala de cinema. É isso, encerro por aqui hoje, mas amanhã tem mais. Abraços.


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O Palhaço

10/30/2011 11:07:00 PM |

Filmes brasileiros tem melhorado constantemente, isso é um fato, mas uma coisa que viviam pecando ultimamente era no quesito fotografia, e hoje em "O Palhaço", vi uma das mais belas obras de arte nesse quesito. Não foi o filme brasileiro que mais me agradou no ano, com toda a certeza, mas ainda assim conseguiu transmitir todo o sofrimento da transmissão de problemas de pai para filho numa empresa em forte deterioramento, no caso em questão: um circo mambembe.

A sinopse do longa nos apresenta Benjamim e Valdemar que formam a fabulosa dupla de palhaços Pangaré e Puro Sangue. Eles vivem pelas estradas na companhia da divertida trupe do Circo Esperança. Mas Benjamim acha que perdeu a graça e parte em uma aventura atrás de um sonho. Venha rir e se emocionar com este grande espetáculo.

Li em tantos lugares a palavra mambembe quando se referia ao filme que fiquei curioso para saber o significado, então vou postar aqui para todos verem e aqueles assim como eu que não conhecia a palavra, tenha uma boa idéia do motivo de usá-la para as denominações:
adj. De má qualidade; imprestável, ordinário. (Diz-se principalmente dos espetáculos ou grupos teatrais de baixa categoria: circo mambembe.)
S.m. Lugar afastado, sem recursos nem conforto, desagradável.
Grupo de atores ambulantes que dão espetáculos de baixa categoria.


Com isso em mente, fica mais fácil interpretar a ideologia usada para criar e dirigir que Selton Mello escolheu, pois o que é retratado no longa bem resumido de apenas 90 minutos, é exatamente isso. Sabe aqueles circos que você vê acampado em pequenas cidades, ou nas periferias das grandes, todo destruído com personagens simplórios onde todos fazem tudo (desde apresentar seu número, até controlar luzes e vender doces)? Essa é a visão retratada pelo diretor e de forma perfeita. A paranóia da crise de graça do personagem principal, também no caso o próprio diretor foi muito bem transmitida pelo ator. Porém o longa ficou no meio termo da risada e da emoção e apenas piadas contadas não fizeram esse Coelho ranzinza aqui jogar nem pra um lado nem para o outro.

Selton, que já era um grande ator do cinema, faz uma atuação primorosa e bem interpretada, e acompanhado de Paulo José fazem um bom espetáculo no picadeiro. Todos os atores estão bem dirigidos em cena e não vemos defasagens costumeiras dos filmes brasileiros, de atores perdidos em cena. E isso é um grande ponto positivo do longa. Só ficou devendo pra minha pessoa sair de cima do muro, ou fazer rir mais ou emocionar mais, pois o meio termo todos os atores fizeram.

Como já falei no início, na minha opinião, o melhor do longa é a fotografia de Adrian Teijido que com planos, as vezes bem abertos conseguem dar a dimensão dos lugares remotos que o circo se instala, e outras vezes com detalhes sutis nos personagens consegue nos demonstrar a emoção passada por cada personagem integrante da trupe. Aliado a uma direção de arte bem colocada com elementos cênicos, altamente estudados dos circos do mesmo estilo que estão espalhados por todo Brasil, temos o glamour aos inversos exposto na tela do cinema. Perfeito.

Da parte musical, achei bacana, mas com certeza mais as originais colocadas do que as escolhidas para fundo musical cantado, claro representa a época que é passado o longa, mas achei não bem escolhidas. Mas a imersão escolhida caiu bem de sempre serem utilizadas com função dramática. A dupla tocando no circo fazendo o acompanhamento da trupe também muito bem usada.

Pra resumir, é um bom roteiro, bem dirigido e bem atuado, só fiquei ainda ressentido de não ter saído do muro e com isso eu nem ri exageradamente como alguns na sala que assisti, nem me emocionei tanto como diz no cartaz, mas nem por isso deixa de ser um bom longa e que Selton está rumando bem para o lado de direção e claro no cinema, o qual eu o prefiro mais do que na TV. Deve dar um bom público no circuito comercial, e principalmente na semana que vem nos Cinemark com o filme estando entre um dos que estarão sendo exibidos por R$2,00 no dia 07/11 no Projeta Brasil. Veremos as bilheterias ao final do período de exibição. Encerro hoje aqui, mas amanhã tem mais, abraços pessoal.


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Incêndios

10/29/2011 08:01:00 PM |

Alguns filmes de arte são mau vistos no circuito comercial, principalmente pelo quesito velocidade, pois costumam ser bem mais lentos que os blockbusters, mas uma coisa é inegável, no quesito roteiro sempre nos surpreendemos com finais completamente não esperados. O que vi em "Incêndios", candidato canadense ao Oscar de Filme Estrangeiro 2011, que apareceu por aqui somente agora no CineCult foi exatamente isso, e olha se não estava me interessando por ele na primeira hora de duração, nos 70 minutos finais foi algo de ficar vidrado e a cada momento se interessar mais ainda por como iria acabar.

O filme mostra os gêmeos Simon e Jeanne ao descobrirem na leitura do testamento de sua mãe, que têm um irmão desconhecido e um pai, o qual os dois achavam que havia falecido, mas esta vivo. Dentre muitos pedidos, a maioria desconfortantes, o último e mais importante vinha com duas cartas seladas: encontrar os dois e entregar-lhes.

Como falei no início, o maior problema do filme é sua velocidade que é extremamente devagar e com acontecimentos bem estranhos do comum de serem visto em filmes tradicionais, e com isso a primeira metade do filme cansa de passar e é até um pouco confusa, principalmente por ser bem recortado com cenas do passado e atuais, e a filha e mãe serem bem parecidas. Mas ao entrar na segunda metade o filme desanda com muitas revelações fortes e agrada em cheio com o final.

Outro ponto favorável, mas estranho de associar, principalmente por não fazer parte do nosso cotidiano, é a questão das guerras pela diferença ideológica Islamismo versus Cristianismo, mas nada que você já não tenha visto nos telejornais passado para a linguagem cinematográfica. E o diretor conseguiu transmitir muito bem a essência para as telas com frases bem fortes até de serem ouvidas.

No quesito de atuação, ainda acho que mesmo a mãe mostrando todo seu sofrimento, as cenas iniciais, que vamos descobrir no final o motivo do choque, ela faz interpretações muito leves, o que não é condizente com a ideologia completa do longa. Porém a garota que faz a filha soube emocionar principalmente no ponto de virada. Da parte masculina não gostei da atuação de nenhum em particular, mas não decepcionam não.

A fotografia escolhida achei particularmente exagerada em tons escuros, o que dificulta um pouco visualizar onde a pessoa está e com isso confunde como falei mãe e filha, mas as locações escolhidas foram muito bem colocadas no longa e mostra a essência que é essa guerra ideológica/religiosa. Existem muitos travelings e panorâmicas que achei desnecessárias mas não estragam o longa não.

Bom, é um filme artístico, então com muita certeza mais da metade que assisti-lo não irá gostar do que vai ver. Porém tem seus valores e com um final surpreendente conseguiu me agradar no final, se continuasse os 138 minutos da mesma forma que iniciou era garantido uma nota baixíssima, Enfim, recomendo como filme de arte, mas garanto que não agradará a todos não. Fico por aqui hoje, mas amanhã tem mais. Abraços.

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Contágio

10/29/2011 02:27:00 AM |

Advertência para começar, se você tem qualquer tipo de TOC(Transtorno Obsessivo Compulsivo) cuidado ao ver esse filme, a chance de você querer se levantar da poltrona sem nem relar a mão nela é altíssima. "Contágio" é um longa denso, altamente documental (uma ficção quase realística), com muitos termos técnicos explicativos (o que dificulta um pouco o entendimento) e que muitos vão dizer "Que Filme Chato", mas o teor de tensão que o diretor conseguiu transmitir ao delinear do longa é de sair pensando: "E se isso acontecer mesmo daqui a alguns dias?", pois se você chegar na sua casa e ler a matéria sobre o filme na Isto É, verá o quadro em destaque onde pesquisadores reais afirmam ser algo possível de acontecer o que é mostrado no longa.

O filme narra a disseminação veloz de um vírus transmissível pelo ar que mata em poucos dias. Enquanto a epidemia se espalha cada vez mais rapidamente, médicos de todo o mundo correm contra o tempo para encontrar a cura e controlar o pânico que se espalha mais rápido do que o próprio vírus. Ao mesmo tempo, pessoas comuns lutam para sobreviver diante do desmoronamento da sociedade.

O interessante da história é que por ter grandes atores, souberam dimensionar cada um para o seu lado, envolvendo múltiplas facetas de tudo que pode rolar desde um pai de família que quer cuidar da filha adolescente que não quer ficar em casa, até a médica de alto escalão que quer descobrir a cura, passando por todos os demais, inclusive um vlogeiro famoso (ao melhor estilo PC Siqueira que conhecemos, mas dignamente interpretado por Jude Law) . E com isso temos um cinema de qualidade, pois não está nas mãos de qualquer um e sim de 5 ganhadores de Oscar além de outros grandes atores, colocaria inúmeros spoilers contando sobre cada ator, mas vou preferir deixar que confiram.

Outro fato bacana, é que o diretor exagera em totalidade nos planos detalhe, nunca vi um filme com tantos closes em mãos, barras, vidros, cartões de crédito, botões, telefones, e por aí vai para mostrar realmente a forma de transmissão, todos que viram o que rolou com o H1N1 ano passado vai se lembrar claramente como os noticiários falavam tanto. E assim o diretor cria a camada chamada tensão de espectador, o qual chega a dar nervoso com o povo tossindo na sua cara, ou logo após passando a mão em algo público, e um dado do filme que chega a ser desesperador que tocamos a mão de 3000 a 5000 vezes por dia no corpo.

Um ponto que ao mesmo tempo é positivo, mas pode cansar é que como o longa se passa em muitas cidades, o que foi um ótimo trabalho da produção/direção de arte (afinal não sei se gravaram realmente nas várias cidades), então a todo momento aparecem as legendas embaixo identificando a cidade e a população, chega a ficar enumerado demais pro meu gosto. Porém consegue mostrar que se vai atingir vai com tudo. Outro ponto favorável da arte foi ter gravado cenas em lugares oficiais como alguns Centros de Controle, o que deu mais fidelidade ainda pro longa.

As trilhas, achei um pouco fora de colocação, mas não atrapalham, porém a sonoridade nas cenas em que fica sem trilha nenhuma é de dar desespero, ainda mais por serem cenas de tensão extrema, na qual o público da sala também está agonizante, então não se ouve um barulho mínimo na sala nem no filme, apenas acompanhando as imagens, de tirar o chapéu na escolha disso.

Enfim, como falei no início terá muita gente que não irá gostar do filme, principalmente por ter a característica realística, mesmo sendo uma ficção, o público acaba não gostando muito de ver algo possível e até meio que jornalístico, mas é um filme de uma excelência ímpar a qual o diretor soube aliar história (fatos recentes reais e ao mesmo tempo incorporar um bom tanto de ficção possível de acontecer) com grandes nomes de Hollywood. É bem interessante de assistir e refletir com amigos depois, não é perfeito, mas eu recomendo sim. Encerro por aqui hoje, mas amanhã tem mais. Abraços pessoal.


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Gigantes de Aço

10/27/2011 01:30:00 AM |

Existem filmes que nos ganham na emoção, e esses tem sobrenome de produção denominado Spielberg, desculpe o palavreado mas o miserável (pra não por algo pior aqui) sabe onde por seus milhões e recuperá-los facilmente. E em "Gigantes de Aço" não é diferente, o longa começou morninho, com cara de que ia ser algo custoso a passar os 130 minutos de duração, mas ao final o que eu via na sala era eu e mais metade do público  desferindo golpes no ar de empolgação, ou seja as palavras que podem mais do que defini-lo é Emoção + Superação + Empolgação que resulta em algo sensacional.

O filme mostra Charlie Kenton, um pugilista decadente que perdeu sua chance de ganhar um título quando robôs de quase uma tonelada e 2,5 metros de altura assumiram o ringue. Agora, como um insignificante promotor de lutas, Charlie ganha o suficiente para sobreviver juntando sucata de robôs entre as lutas clandestinas de boxe. Quando Charlie chega ao fundo do poço, ele reluta em formar uma equipe com seu filho Max para construir e treinar um lutador para o campeonato. Conforme os riscos se tornam cada vez mais brutais na arena, Charlie e Max, contra todas as probabilidades, têm uma última chance de dar a volta por cima.

Confesso, o trailer não me empolgou a ver o filme, tanto que deixei ele por último na semana, e se hoje tivesse uma máquina para voltar no tempo, com certeza teria sido o primeiro, pois sem dúvidas é um dos filmes que mais me empolgou nesse ano. Assim como vocês já devem ter lido em todos os sites, que temos uma mistura de Rocky com Transformers, eu concordo apenas em partes, se analisarmos os robôs, neste temos vários tipos e aqui eles se partem de forma tão real de uma luta que vemos o ringue encaixado de Rocky unido a emoção que o longa das antigas nos trouxe.

Uma das coisas que li por aí e me deixou extremamente feliz de ver nas telas, é que para dar movimento aos robôs e treinar Hugh Jackman colocaram nada menos que Sugar Ray Leonard, grande pugilista que soube através de captação de movimentos mostrar uma fidelidade de luta aos robôs que impressiona. E soube ensinar bem os movimentos para mais uma impressionante atuação de Jackman. O garoto Dakota Goyo também merece ser bem citado, esse consegue nos emocionar com sua atuação digna de um Oscar Mirim, caso existisse essa categoria.

Outro ponto interessante do longa é os diálogos, que não estão soltos, e em momento algum ouvimos besteiras comuns de filmes de ação, pelo contrário citam lutadores épicos da nossa atualidade(que pra eles é passado, afinal o filme se passa em 2020) e até citam as coisas que os brasileiros gostam de inventar moda.

Bem, da parte de produção, o mestre Steven Spielberg está apenas no executivo, mas tenho certeza de que não pôs apenas grana no longa, é nítido seu dedo impresso em algumas cenas, e com isso temos uma super produção com tudo que é possível ver, grandes cenários, inúmeros figurantes, tecnologia de ponta e tudo mais para impactar e nos mostrar as maravilhas que só o cinema pode proporcionar.

O diretor Shawn Levy consegue conduzir do início ao final uma trama, claro cheia de referências(iria citar a cena final, mas daria um spoiler imenso, então melhor deixar vocês conferirem) e muitos falarão em clichés, que fez esse Coelho que vos fala vibrar em diversos momentos, se emocionar em alguns e até torcer para o personagem, e isso faz com que eu tire o chapéu pra ele, pois se tem uma coisa que mais me irrita ao assistir um longa é que você saia de uma sala de cinema inerte ao filme, e nesse caso se você sair sem ter torcido ao menos os 15 minutos finais, faço uma recomendação vá assistir novela e não apareça mais no cinema.

Outro espetáculo do longa está nos efeitos sonoros de latas retorcendo, que caso assista em salas de som forte demais é garantia de dor de cabeça assim como estou agora, mas temos fidelidade sonora, isso é algo extremamente importante, ao chegar na sua casa bata 2 panelas e verá que é o mesmo som que você ouve durante todo o filme. As trilhas também muito bem escolhidas caem como uma luva durante toda a sua duração.

Enfim, o longa já está entre os meus favoritos do ano, quiça de todos que vi, caso alguém queira me presentear esse com certeza é um dos títulos que quero ter em minha prateleira para ver e rever, e mais do que recomendo esse ótimo filme futurista(estamos perto de 2020, será que acertarão o futuro dessa vez?) que emociona e fez esse Coelho aqui ficar muito contente ao encerrar a semana cinematográfica. Como já falei a nota muitas vezes será dada pela sensação que o longa me trás, então nem reparei tanto em defeitos técnicos que possam ter aparecido. Eu fico por aqui, e na sexta tem mais. Abraços pessoal.


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Atividade Paranormal 3

10/24/2011 11:32:00 PM |

É interessante como eu sempre falo, ver um filme no cinema é uma experiência completamente diferente que ver um filme em casa, e isso pode ser sentido com muita certeza na franquia "Atividade Paranormal" que chega na sua terceira versão, 2ª prequência(o que quer dizer que o 2º acontece antes do 1º, e agora o 3º ocorre antes do 2°), pois todos os anteriores já vi eles tanto no cinema quanto em casa e não dá o mesmo medo,  ou aquela diversão de ver as pessoas apavoradas com algo que está ocorrendo. Então mais do que nunca recomendo, que veja o filme nos cinemas.

O terceiro longa da franquia contará a origem dos acontecimentos dos primeiros filmes, quando as irmãs Katie e Kristi ainda eram crianças. Os pais das meninas são perseguidos por um espírito maligno em sua própria casa, onde eles vivem com suas filhas. Em uma tentativa de desvendar esse mistério, eles instalam câmeras por toda a casa para capturar as ocorrências dessas atividades estranhas.

Basicamente na história não temos nada de novo, e sim todos vão mantendo a origem criada por Oren Peli lá atrás em 2007, agora apenas como produtor dessa terceira etapa, e o mais interessante, diferente das demais franquias é que se mantém a mesma linha do primeiro, claro vindo explicando de onde é proveniente toda a maldição e acredito que não vá mais para trás numa 4ª versão.

Um dos lances mais interessantes que curti nessa versão além da recriação de época(tais como bichos de pelúcia de 88 e a gravação em fitas VHS com mesa de edição das antigas) foi a idéia criativa de ter uma câmera panorâmica usando a base de um ventilador(idéia genial hein amigos filmmakers???) o que possibilitou boas cenas misturando o que ocorria na sala e na cozinha da casa, tendo a cena quebrada sempre por uma espécie de lareira. Achei fascinante e os maiores lances foram pegos ali nessa passagem.

Agora, embora tenha reconstituído tudo e criado uma boa dose de suspense no longa, pra mim esse foi o que menos me deu susto(não sei se já estava psicologicamente preparado para tudo, depois dos sustos que levei no 2°) e mais me fez rir, pelos acontecimentos na própria sala de cinema com as pessoas levando sustos e ficando bravos com os personagens(no melhor estilo de minha avó brigando com as novelas). O mais incomum foi que isso pelo contrário ao invés de me deixar nervoso, me deixou feliz com o longa, pois ele passa a ser algo desmistificado de que o filme fique apenas na tensão(que é muito bem mostrada nos seus últimos minutos), ainda que tenha deixado mais coisas abertas para um próximo longa.

Da parte de atuação, assim como nos anteriores, não temos grandes expressões, mas aqui temos até um pouco mais de falas, pois cada ano que passa temos um pouco mais de história para contar/descobrir, então consequentemente mais diálogos, felizmente não legendaram como no trailer(Bloody Mary -> Maria Sangrenta) a famosa história conhecida no Brasil como Loira do Banheiro.

Enfim, é um bom suspense, manteve as origens e deve ainda ter mais versões, acredito que não mais prequências senão daqui a pouco estaremos utilizando as câmeras dos irmãos Lumiere mas enquanto forem honrando com o original sem estragá-lo que continuem, pois é um longa barato e que rende bem. Como falei no início recomendo que se veja no cinema, pois vale o ingresso sim. Ainda na minha opinião o 2° é melhor que esse, mas não deixou a desejar nos sustos não. Encerro por aqui, mas essa semana ainda tem mais. Abraços.


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