O longa acompanha Elliot, um jovem ingênuo que consegue emprego com a renomada artista Erika Tracy. Ela o escolhe para participar de uma dinâmica de experiências sexuais e o que parecia a realização de suas fantasias rapidamente se transforma em uma relação muito mais profunda e imprevisível.
Não conhecia o estilo do diretor e roteirista Gregg Araki, mas posso dizer pelo que vi aqui que ele sabe brincar com a ousadia sem que ficasse abusiva na tela, de modo que a trama tem todo o cunho erótico, mas passa o estilo provocativo na frente de tudo e isso é algo bacana de se trabalhar, sendo claro que por ter a classificação de 18 anos, as piadas puderam ser aquecidas e intensas de modo a funcionar melhor dentro da síntese da produção. Ou seja, o filme funciona bem como uma comédia deve ser, fazendo com que o público ria das situações em que o personagem principal se mete, e um único defeito que apontaria é que faltou o diretor trabalhar as expressões dos policiais do interrogatório, pois fico imaginando a minha cara com alguém contando uma história desse naipe, e certamente os trejeitos deles chamaria atenção e seria até engraçado ver.
Quanto das atuações, nunca tinha reparado em Olivia Wilde como um mulherão, mas aqui sua Erika Tracy não tem apenas pegada, mas sim um estilo dominatrix que impacta, cheia de intensidade e chamarizes, que claro pode parecer meio abusivo, mas que é desenvolvido e principalmente chama a atenção em sua entrega, não sendo algo perfeito, porém para a personalidade que o papel exigia acabou dando show. Outro que não tinha reparado no estilo de atuar é Cooper Hoffman que soube entregar para seu Elliot um jeitão meio que abobado, mas que funcionou exatamente para a proposta, sendo estranho seus traquejos, mas certamente muitos ficariam dessa forma com as propostas da chefe, então o ator se jogou por completo e foi muito bem em cena com tudo o que fez. Ainda tivemos outros vários atores bem colocados, mas a base mesmo foi focada nos dois protagonistas, valendo leves destaques para Mason Gooding com seu Zap, e Chase Sui Wonders com sua Apple, mas sem grandes atos que fossem impactar no desenvolvimento da trama.
Visualmente a trama teve a entrega bem dentro do mundo artístico abstrato, afinal a protagonista é uma dessas malucas que compram obras estranhas e que também faz obras e apresentações sexualizadas, de modo que o conceito foi interessante com cores vibrantes tanto no estúdio quando na casa dela, e além disso tivemos a simplicidade nos apartamentos e casas dos demais, mas tudo contendo bons elementos cênicos para dar vida ao mundo intenso que a proposta pedia, ou seja, a equipe de arte precisou vivenciar um pouco do lado masoquista e também do luxo e abstrações da arte contemporânea, e assim o resultado ficou até bem interessante.
Enfim, é uma comédia bem diferente das usuais que funciona bem dentro do fazer o público se divertir, que até tem alguns atos apelativos, mas que volto a frisar que dentro da proposta funcionou, então é a famosa ousadia que até fica estranha num primeiro momento, porém que acerta no tom e se desenvolve bem na tela, agradando quem gosta de algo diferente do padrão. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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