Sendo um épico mágico e fantástico, o longa acompanha a jornada perigosa de uma jovem de 13 anos chamada Prue McKeel que precisa recuperar seu irmão mais novo de uma horda de corvos que o raptou. Mac foi levado para uma cidade desconhecida para além dos limites de Portland, um lugar no qual ninguém deveria pisar, nem ao menos saber que existe. Mas determinada a salvar seu irmão, a obstinada e corajosa Prue, junto com sua desafortunada e nerd colega de classe Curtis, resolve se embrenhar nas profundezas dessa escondida floresta mágica. Prue acha que está velha demais para contos de fadas, mas se vê no centro de um reino encantado repleto de animais falantes estranhos, bandidos desonestos e figuras sombrias com intenções macabras. Wildwood é um conto sobre amor, perda, sacrifício e segredos que explora o crescimento de uma jovem numa fase amarga e agridoce entre a infância e a adolescência.
O diretor Travis Knight já vem mostrando já um bom tempo que sabe trabalhar com boas histórias em suas animações, e após não ter dado muito certo com os filmes com humanos retornou para onde não deveria ter saído, pois com muita técnica ele trouxe o que fez de bom em "Kubo e as Cordas Mágicas" e incrementou o estilo para algo que marca demais, afinal a protagonista tem carisma, os vários personagens tem impacto e dinâmicas tão bem colocadas que ficamos impressionados em como conseguiram animar frame a frame para que o resultado virasse algo cheio de personagens e gigantesco no melhor estilo que os longas de guerras tradicionais, sendo direto e funcional da melhor forma possível. Ou seja, ele criou algo que tem classe e impacto, que funciona bem na tela principalmente pela técnica em si, mas diria que o exagero da ousadia em querer uma trama mais densa pesou, tanto que o longa não anda fazendo a bilheteria que merecia, e isso para um estúdio pesa mais do que a qualidade em si, então precisará ganhar muitos prêmios para ao menos explodir nesse sentido.
Quanto dos personagens, nem tenho o que falar da qualidade das estruturas, pois em momento algum você fala que está vendo um filme de massinhas, e sendo assim a equipe mandou bem demais em tudo, entregando algo incrível, cheio de texturas, sombras e formatos, impactando demais, além de que a personalidade de cada um é tão diferente que acabamos nos envolvendo demais do começo ao fim, primeiro com a protagonista Prue imponente, astuta e com traquejos que seguraram demais cada ato dela. Depois passando para a vilã Alexandra que se mostrou bem mais do que apenas uma bruxa, mas sim uma líder imponente, cheia de momentos de impacto na tela, e conseguindo trabalhar as dinâmicas com tanta intensidade que chega até incomodar, e isso é o fato de um bom vilão. Ainda tivemos o garotinho Curtis que chega a ser irritante pela essência meio que boba e pela timidez, mas se entrega bem nos atos finais e acaba agradando. Além do rei dos bandidos bem imponente, a Iphigenia bem doce e cheia de sínteses, e os coiotes bem marcantes, ou seja, um elenco de personagens de peso, que tanto na versão brasileira quanto na original tiveram ótimas dublagens e com certeza fizeram o filme funcionar como a densidade da trama pedia.
E falando em densidade de trama, nem tem como não aplaudir aos montes cada dedicado criador que fez o filme ter tantas camadas, e se pensarmos que tudo foi construído, desde cada detalhe da cenografia, passando pelos personagens, pelos figurinos, pelos trejeitos e tudo mais, com cores bem impactantes e escuras, mas sem perder o brilho em momento algum, ou seja, a equipe de arte que é muito maior em um estilo como esse mostrou que sabe bem aonde queriam chegar e deram show, ao ponto que facilmente levarão todos os prêmios nos festivais de animação mundo afora, e devem brigar muito nas categorias do estilo nas demais premiações.
Enfim, é um filme que funciona demais na tela, que tem personalidade, e que mesmo sendo longo não teve tantos pontos de corte, daqueles que ficamos olhando e falando que daria para ser eliminado, porém como disse no começo não é um filme para a criançada, sendo que os mais jovens (acima dos 12 anos) devem até embarcar na ideia toda, mas temos guerra, sangue, cabeças cortadas, suicídios e tudo mais que precisa pensar bem antes de levar os menores, e sendo assim não acredito que vá chamar tanta gente para as sessões, mas as mensagens são bem colocadas e vale a conferida. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas hoje ainda tenho mais duas sessões, então abraços e até logo mais.







0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado por comentar em meu site... desde já agradeço por ler minhas críticas...