O longa segue a engenheira Frances Haugen. Ela trabalha no Facebook e tem acesso a informações privilegiadas sobre o funcionamento da empresa. Ao descobrir pesquisas internas que provam os impactos negativos da plataforma sobre seus usuários, ela decide expor o que está acontecendo e concorda em conversar com o jornalista Jeff Horwitz. No drama baseado em fatos reais, Frances compartilha tudo que sabe com Jeff e mostra as práticas que contradizem o discurso público da companhia. Conforme as denúncias ganham repercussão, ela passa a enfrentar consequências das suas ações que colocam em risco sua carreira e a própria segurança.
Gosto demais do estilo do diretor e roteirista Aaron Sorkin, pois ele tem pegada e sabe construir histórias baseadas em fatos reais enchendo de diálogos e textos, aonde por vezes você até se perde na estrutura, mas tudo ganha um volume que faz você pensar realmente aonde ele quer te levar, e assim quando você se dá conta já está tão interessado na trama que se ele mostrar um copo amarelo e falar que ele é azul é capaz que concorde e entre até na história para provar que quem não está vendo azul está errado. Ou seja, ele é daqueles diretores que possuem um poder de argumentação muito marcante, e principalmente sabe brincar com isso para que seus filmes, mesmo recheados de história e diálogos, não fiquem cansativos em momento algum, e isso nessa trama foi algo brilhante de ver, pois facilmente poderia ser mais dinâmico e explosivo na tela, mas não causaria nem metade do impacto que foi trabalhado de maneira mais lenta, e acertiva.
Quanto das atuações preciso me redimir com Mikey Madison, pois ao roubar a premiação do Oscar de Fernanda Torres e Demi Moore quem não a xingou certamente já tem a vaga garantida no céu, pois não entregou nada em "Anora" e ganhou, mas aqui ela mostrou todo o seu potencial expressivo com uma Frances Haugen perfeita, cheia de imposições, de traquejos, de entregas e dinâmicas, parecendo até ser extremamente tímida, mas sabendo aonde encaixar suas imposições e forças, ficando realmente perfeita para o papel na tela, e assim foi a protagonista do jogo do começo ao fim. Outro nome potente em cena é o de Jeremy Allen White que conseguiu passar muito bem a essência do jornalista Jeff Horwitz na tela, brincou com um lado sério mais fechado e até estranho de se encontrar e ser alguém que não vive dentro do mundo das redes sociais e da tecnologia atualmente, e principalmente soube ser jornalista, o que é raro em atores que pegam essa função na tela. Ainda tivemos Jeremy Strong trabalhando seu Mark Zuckerberg seco de expressões, mas completamente preparado para as respostas e acusações, sendo treinado brilhantemente por Wunmi Mosaku fazendo de sua Raya alguém que conhece todas as facetas de um julgamento, ou seja, um time pronto para segurar o filme do começo ao fim.
Visualmente o longa ainda entrega alguns gatilhos para muitos que é ver os anos 2019 e 2020 com a pandemia explodindo, pessoas perguntando se já foram testadas, máscaras na cara e tudo mais que foi muito bem representado, tivemos alguns atos em hotéis e claro muitos atos dentro dos ambientes da Meta, mostrando os times de engenheiros, os times de preparações e claro a sala gigantesca do dono de tudo, além de alguns escritórios de jornais bem esvaziados tanto pela doença quanto pelo mundo mais digitalizado, ou seja, pouquíssimos cenários, mas tudo muito bem representado na tela.
Enfim, é daqueles filmes que você vai mergulhar por completo na história e se envolver de qualquer forma, seja pela boa atuação dos personagens, seja pela trama ser boa, ou principalmente por ficar com medo (ou concordar com a forma que trabalham), mas certamente não sairá da sessão sem algum sentimento como é o caso de alguns filmes, e assim sendo vale demais a conferida. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, afinal essa semana veio bem recheada, então abraços e até logo mais.







0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado por comentar em meu site... desde já agradeço por ler minhas críticas...