Amazon Prime Video - Apreensão (Tow)

10/23/2026 09:22:00 PM |

Gosto bastante de conferir tramas baseadas em histórias reais, pois muitas vezes não conhecemos algumas situações, e pasmem só na abertura de "Apreensão", que estreou na Amazon Prime Video, já levei um choque ao saber que quase 3 milhões de pessoas moram em carros nos EUA e são considerados sem-teto, mas costumo sempre falar que para uma trama funcionar como filme ela precisa conter situações ficcionais que puxem o espectador para a tela, pois apenas jogar a história real acaba sendo um serviço para documentários, e se não for incrementado suficientemente o longa corre risco de ficar monótono demais e não atingir uma meta maior e mais chamativa. Ou seja, é uma história interessante, afinal a verdadeira Amanda passou mais de um ano tentando recuperar o seu carro/moradia, e claro a dignidade de poder voltar a visitar sua filha e sair de um abrigo, também tivemos uma atuação brilhante de Rose Byrne na tela para conseguir passar uma verdade com os seus atos, mas ok, amanhã já nem lembrarei direito de ter visto o filme, e é isso o que mais acabou faltando na tela.

O longa conta a história de Amanda Ogle, uma moradora de rua de Seattle, que lutou para sair do inferno da empresa de reboque para recuperar sua vida e seu carro depois de receber uma conta de reboque de $21.634.

Diria que faltou ousadia para que a diretora Stephanie Laing conseguisse trazer para a tela a história sem ser algo documental, pois você fica acompanhando os perrengues da protagonista como algo meio que forçado demais, aonde é crível que ela tenha passado por isso, mas sem atitudes mais fortes, o resultado acaba sendo monótono demais na tela, aonde você tenta a todo momento procurar ser ajudado pelos personagens, mas acaba não acontecendo. Ou seja, talvez com uma mão mais forte nas desenvolturas da trama, o resultado seria algo bem impactante e cheio de sentimentos, e que ajudado pelas ótimas atrizes do elenco acabaria levando o público para rumos melhores de se envolver.

E já que falei das atuações, Rose Byrne vem mostrando uma potência imensa em suas últimas atuações, e aqui não foi diferente, tanto que em momento algum você vê a atriz em cena, mas sim a personagem Amanda se envolvendo e desenvolvendo, tendo um ego até grande demais para não falar que precisava de ajuda, e isso a atriz soube passar com trejeitos próprios e muita personalidade, ou seja, deu show novamente. Octavia Spencer dispensa elogios, e mesmo tendo um papel simples aqui com sua Barbara consegue amarrar bem suas cenas e botar banca quando precisou se jogar, e assim acabou agradando com o que fez. É engraçado ver como Dominic Sessa fica jovem demais na maioria dos filmes, parecendo realmente que seu Kevin acabou de sair da faculdade de Direito e quer resolver o caso da protagonista a qualquer custo, sendo singelo, mas efetivo nas suas cenas. Tivemos outras boas participações como a de Demi Lovato e a de Simon Rex, mas tudo apenas muito que jogado na tela sem desenvolvimentos, e isso foi um grande erro da diretora.

Visualmente a trama focou bem em dois lugares praticamente, tendo a jovem e o advogado indo quase todos os dias nos pátios de veículos, todos os momentos dentro do abrigo dentro da Igreja com suas regras e dinâmicas, além do tribunal e do escritório do rapaz, no início ainda tivemos alguns atos para contrastar o luxo dos cachorros no petshop versus a pobreza da jovem morando no carro, com suas roupas sendo lavadas a mão no porta-malas, o carrinho de feira carregando tudo, e isso foi algo bem legal da brincadeira da equipe de arte para que a ousadia funcionasse.

Enfim, é um filme que teve potência ao mostrar a situação da protagonista, mas que ficou documental demais na tela, realmente contando dia a dia dela sem criar grandes desenvolturas, e assim sendo não impactou o quanto deveria, resultando em algo quase que esquecível com ótimas atuações. Sendo assim fica a dica para conferir sem esperar muito dele. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas vou conferir mais um longa hoje, então abraços e até logo mais.


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