O longa conta a história de Amanda Ogle, uma moradora de rua de Seattle, que lutou para sair do inferno da empresa de reboque para recuperar sua vida e seu carro depois de receber uma conta de reboque de $21.634.
Diria que faltou ousadia para que a diretora Stephanie Laing conseguisse trazer para a tela a história sem ser algo documental, pois você fica acompanhando os perrengues da protagonista como algo meio que forçado demais, aonde é crível que ela tenha passado por isso, mas sem atitudes mais fortes, o resultado acaba sendo monótono demais na tela, aonde você tenta a todo momento procurar ser ajudado pelos personagens, mas acaba não acontecendo. Ou seja, talvez com uma mão mais forte nas desenvolturas da trama, o resultado seria algo bem impactante e cheio de sentimentos, e que ajudado pelas ótimas atrizes do elenco acabaria levando o público para rumos melhores de se envolver.
E já que falei das atuações, Rose Byrne vem mostrando uma potência imensa em suas últimas atuações, e aqui não foi diferente, tanto que em momento algum você vê a atriz em cena, mas sim a personagem Amanda se envolvendo e desenvolvendo, tendo um ego até grande demais para não falar que precisava de ajuda, e isso a atriz soube passar com trejeitos próprios e muita personalidade, ou seja, deu show novamente. Octavia Spencer dispensa elogios, e mesmo tendo um papel simples aqui com sua Barbara consegue amarrar bem suas cenas e botar banca quando precisou se jogar, e assim acabou agradando com o que fez. É engraçado ver como Dominic Sessa fica jovem demais na maioria dos filmes, parecendo realmente que seu Kevin acabou de sair da faculdade de Direito e quer resolver o caso da protagonista a qualquer custo, sendo singelo, mas efetivo nas suas cenas. Tivemos outras boas participações como a de Demi Lovato e a de Simon Rex, mas tudo apenas muito que jogado na tela sem desenvolvimentos, e isso foi um grande erro da diretora.
Visualmente a trama focou bem em dois lugares praticamente, tendo a jovem e o advogado indo quase todos os dias nos pátios de veículos, todos os momentos dentro do abrigo dentro da Igreja com suas regras e dinâmicas, além do tribunal e do escritório do rapaz, no início ainda tivemos alguns atos para contrastar o luxo dos cachorros no petshop versus a pobreza da jovem morando no carro, com suas roupas sendo lavadas a mão no porta-malas, o carrinho de feira carregando tudo, e isso foi algo bem legal da brincadeira da equipe de arte para que a ousadia funcionasse.
Enfim, é um filme que teve potência ao mostrar a situação da protagonista, mas que ficou documental demais na tela, realmente contando dia a dia dela sem criar grandes desenvolturas, e assim sendo não impactou o quanto deveria, resultando em algo quase que esquecível com ótimas atuações. Sendo assim fica a dica para conferir sem esperar muito dele. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas vou conferir mais um longa hoje, então abraços e até logo mais.







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