Vingadora (Protector)

3/28/2026 09:55:00 PM |

Hoje fui conferir o longa "Vingadora" meio que já sabendo que seria algo bem básico e lotado de clichês do estilo, mas aí veio uma reviravolta final tão grande, que se o diretor não refizesse todas as cenas em modo de flashback para entendermos a loucura que ele colocou na tela, iria sair da sala xingando o longa do roteiro mais furado impossível, mas como ele explicou bem explicadinho, até que ficou aceitável, e até que remontando tudo na cabeça fez algum sentido. Ou seja, é o famoso filme simples que facilmente veríamos numa sessão em casa num dia sem nada para fazer, mas que para ser lançado no cinema precisaram ter muita coragem, pois é bem fraquinho no conceito de história e violento na medida do possível, mas nada que impressione realmente.

No longa conhecemos Nikki, uma veterana e heroína de guerra que deixa a carreira militar para trás para poder se dedicar à criação de sua filha Chloe. Ela é obrigada a voltar à ativa quando acorda em um galpão industrial abandonado com a notícia de que sua filha teria sido sequestrada. Com desespero, sangue e violência nos olhos, Nikki parte em uma missão alucinante pelo submundo do crime da cidade, enquanto é perseguida por policiais e militares, para resgatar Chloe.

Diria que o diretor Adrian Grunberg até tentou fazer algo diferenciado, mas a ideologia dos longas de sequestros para tráfico humano já chegaram naquele limite clássico que tudo parece mais do mesmo, fora que já vimos uns 100 filmes do Liam Neeson socando todo mundo quando mexem com a família dele, então apenas trocaram ele por Milla Jovovich que é bonita, mas desde muitos filmes atrás bate  bem mais que muito brucutu sarado, ou seja, ele tentou dar uma reinventada na roda e até que o filme convenceu durante um tempo, sendo daqueles que você fica apenas esperando para ver até onde vai chegar tudo, porém quando ele deu o vértice da sacada, diria que ele ficou louco por alguns segundos, mas conseguiu contornar bem dentro do esperado, só poderia talvez ter ido mais além na tela.

Quanto das atuações, Milla Jovovich é daquelas atrizes que sabem entregar boas cenas de tiro, lutas e pancadaria sem pensar em nada mais, e aqui sua Nikki ainda é daquelas ex-combatentes que passou por milhares de guerra e está completamente pronta para matar quem estiver na sua frente, de modo que a atriz fez suas caras e bocas tradicionais e não se desligou nem quando estava com sono, ou seja, fez bastante na tela, não sendo algo muito chamativo, mas ao menos segurou o longa. Não precisei nem de dois minutos de tela de D.B. Sweeney com seu Capitão Michaels para ter certeza que o personagem era comprado pelo crime, pois fez trejeitos e imposições muito claras para que os policiais fossem desesperadamente atrás da protagonista, só sendo uma pena que não teve tempo da protagonista chegar nele, pois valeria umas pancadas, pois além de não enganar ninguém, ainda fez trejeitos ruins. Matthew Modine fez de seu Coronel Joseph Lavelle, o fator explicação do filme, sendo importante apenas para isso, pois não foi muito além na tela. Isabel Myers até trabalhou bem sua Chloe nos poucos atos que apareceu antes de ser sequestrada, tendo expressões fortes para discutir e tudo mais, mas depois apareceu mais machucada e com traumas que nem falar muito pode para se expressar, ou seja, dava para ter dado um pouco mais de tempo de tela para ela. Quanto aos demais, a maioria só apanhou e fez caras e bocas para tentar pegar a protagonista, de modo que Michael Ferragamo com seu Açougueiro foi quem mais teve tempo de diálogos, enquanto Don Harvey com seu Sullivan só apanhou e Gabriel Sloyer com seu Presidente foi mero enfeite cênico.

Visualmente o longa foi até que bem trabalhado, tendo casas chamativas desde a da protagonista, passando pela do Sullivan e tendo um hotel meio que simples aonde o tal Presidente residia, sendo algo até meio fraco nesse sentido, além disso tivemos o tal açougue aonde a protagonista aparece pendurada junto com outras carnes normais e corpos, e tivemos algumas explosões e tiroteios interessantes, mostrando uma produção simples, porém bem feita, que acabou funcionando dentro da proposta.

Enfim, é um filme bem mediano que não tinha também como inventar demais, sendo básico e bem colocado na tela apenas para passar um tempo, sendo daqueles que facilmente vamos esquecer que vimos um dia. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas hoje vou ver mais um filme na telona, então abraços e até mais tarde.


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