Iron Lung - Oceano de Sangue

3/13/2026 09:02:00 PM |

Costumo dizer que é muito difícil acertarem a mão em longas baseados em jogos de vídeo game, pois acabam não agradando nem os fãs do jogo, nem os amantes da sétima arte que vão na sessão e acabam não entendendo nada. Porém hoje com o longa "Iron Lung - Oceano de Sangue" posso dizer que ao menos a trama me deixou interessado pelo que poderia ocorrer durante toda a projeção, que claro dava para ser reduzida em pelo menos uns 30 minutos, mas a essência em si de algo misterioso para um condenado buscar no fundo do oceano aonde só se vê algo pelas fotos em raio-x, o desespero de não saber o que querem, junto da loucura da falta de oxigênio ou algo extraterrestre falando com o personagem conseguiu prender o espectador. Claro que não sei se no jogo é dessa forma, mas a pegada mesmo sendo lenta teve um dinamismo que funcionou para não cansar, e assim se der bilheteria, acredito que irão continuar de onde a trama parou.

O longa nos conta que as estrelas desapareceram. Os planetas sumiram. Apenas indivíduos a bordo de estações espaciais ou naves estelares restaram. Após décadas de decadência e de infraestrutura em ruínas, a Consolidação de Ferro fez uma Descoberta em uma lua árida designada AT-5: um oceano de sangue. Na esperança de encontrar recursos desesperadamente necessários, eles lançam imediatamente uma expedição. Um submarino é construído e um condenado é soldado dentro dele. Devido à pressão e à profundidade do oceano, a vigia frontal foi revestida com metal. Se tiver sucesso, ele conquistará sua liberdade. Se não, outro o seguirá. Esta será a 13ª expedição.

Um detalhe bem interessante é que o longa certamente foi bem barato, afinal o diretor e roteirista Mark Fischbach também é o protagonista e editor do filme, ou seja apenas precisou pagar os direitos da ideia para o criador do jogo David Szymanski, e embarcar na loucura das gravações, conseguindo alguns outros atores para os áudios que ouvimos dentro da cabine, e basicamente um cubo escuro com alguns controles. Claro que ele provavelmente era bem fã do jogo para saber a pegada que deveria entregar, mas soube dosar intensidade com estilo fazendo um filme denso aonde tudo pode acontecer ou até mesmo nada pode acontecer, e esse é o charme de tudo.

No conceito da atuação, diria que Mark Fischbach conseguiu trabalhar bem os trejeitos de seu Simon, de modo que teve atos com medo, desespero, outros com mais intensidade e raiva, sabendo segurar bem os espectadores e convencendo do que estava fazendo, para parecer interessante, claro que os atos finais ficaram meio que exagerados pela maquiagem, mas ainda assim a essência funcionou. Quanto aos demais vemos rapidamente apenas Caroline Kaplan com sua Ava, mas ela ao menos ainda teve muitos áudios de gritaria com o protagonista, então de certa forma trabalhou um pouco, já os demais nem sequer existem muito.

Visualmente chega a ser até piada falar algo do filme, pois como disse no começo temos uma cabine fechada com algumas soldas, alguns líquidos escorrendo aos poucos e no final já muito da meleca vermelha entrando por todos os cantos com algumas ramificações, alguns controles bem simples e um túnel embaixo, além de uma tela que aparecem as fotos da câmera de raio-x, e absolutamente nada mais, ou seja, nem equipe de arte foi necessária para o que entregaram.

Enfim, passa longe de ser uma trama incrível de ser vista, mas ao menos passou longe de ser a bomba que estava imaginando. Só reclamaria bem da duração que dava para ser bem menor, e talvez um pouco mais de explicação sobre a comunidade em si, mas acredito que tenham deixado isso para o segundo filme. Então é isso meus amigos, fica sendo uma dica meio que mais para os fãs do jogo, mas que dá para quem não conhecerem nada curtir também. Eu fico por aqui agora, mas vou aproveitar que estou no shopping e ver mais um longa hoje, então abraços e até logo mais.


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