A sinopse nos conta que o que começou como uma chamada de rotina vira um pesadelo quando dois policiais se envolvem em um acidente fatal. Bryce, desesperado para proteger seu emprego e sua família, convence seu parceiro a destruir todos os registros para esconder a verdade. Mas conforme a madrugada avança, eles percebem que as câmeras não eram as únicas testemunhas e que algo sobrenatural acompanhava cada movimento deles naquela noite.
Diria que o diretor Brandon Christensen apenas cruzou os braços, ensaiou com os atores e deixou que eles fizessem o resto, pois como praticamente 100% do longa é filmado pelas câmeras corporais dos atores e iluminado pelas lanternas deles também, o resultado acabou sendo algo bem fácil de se dirigir, mas claro bem complexo depois para editar, afinal material de duas ou três câmeras em tempo integral de filmagens, escolher melhores ângulos e desenvolver tudo bem dá um bom trabalho, e claro que ele conseguiu isso, pois volto a frisar que dava para ficar algo bem pior, e como meu amigo citou tudo até precisava fazer algum sentido na tela, e com isso o trabalho foi bem desenvolvido na edição. Claro que olhando de relance, como prefiro fazer sem me preocupar em tentar encontrar sentido na tela, e o que muitos fazem, principalmente quando a obra vem apenas dublada para a cidade, o resultado geral vai soar muito esquisito, mas se lapidar bem, a ideia da demonização das drogas faz bem sentido.
Quanto das atuações, vou analisar rapidamente os personagens, pois como disse, só vieram cópias dubladas para a cidade, e a gritaria que ambos os protagonistas fazem é pra chamar os policiais de frouxos de nível máximo, mas tirando esse detalhe, tivemos o policial ruim, que ao cometer um crime tenta apagar as provas e só vai piorando tudo conforme vai fazendo as coisas, no caso Bryce, e tivemos o policial bobinho, no caso Jackson, talvez novato no cargo, que quer mostrar tudo da maneira correta, leva o amigo até a mãe que pode ajudar com algo, que até é corajoso num primeiro momento, mas viu que a coisa ia azedar correu tanto que quase destrói ele e a câmera sozinho. Quanto aos demais personagens, a mãe de Jackson que ajuda pessoas drogadas a se curarem, tivemos uma jovem hacker que surta na primeira olhada de vídeo, e muitos drogados nas ruas da cidade, parecendo quase um The Walking Dead versão drogados, ou seja, dava para pegar mais da ideia do longa de modo mais fácil.
Visualmente o longa chega a dar um pouco de tontura pelos excessos de movimentos das câmeras corporais, mas mostrou bem uma cidade tomada por viciados, mostrou uma casa bagunçada com um poço depois que leva para um estilo de fábrica, além da viatura da polícia e a casa da mãe do protagonista que tem uma espécie de centro de tratamento, porém como a trama é extremamente escura, vemos tudo aos poucos, que até funciona, mas dava para ir mais além. E quanto ao demônio que aparece no fim, que bicho feio e sem noção, que saberá de onde imaginaram algo dessa forma.
Enfim, é um longa mediano que poderia ter ido mais além sem precisar ficar jogando em linhas subliminares, e talvez com um final "menos" forçado com um demônio representativo ficaria melhor determinado, mas ainda assim vai ter quem goste bastante, e quem vai odiar, ficando a dica por sua conta. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.







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