O longa nos conta que Kenna Rowan é uma jovem que, no passado, cometeu um erro que a colocou atrás das grades. Cinco anos mais tarde, agora como ex-detenta, ela tenta reconstruir a vida, retornando à sua cidade natal em Wyoming. Sem oportunidades, ela passa a enfrentar a dura realidade de um mundo marcado pelo preconceito enquanto tenta se aproximar da filha pequena Diem que nunca a conheceu. Continuamente rejeitada pelos avós de Diem, que se recusam a deixar Kenna se reconectar com a filha, a jovem encontra consolo e uma compaixão inesperada em Ledger Ward, ex-jogador da NFL e dono do bar mais famoso da região. À medida que se aproximam, um romance secreto e profundo se desenvolve, colocando os dois em perigo. Kenna, então, precisa lidar com os traumas do passado, buscando se perdoar e se permitindo viver um amor capaz de curar as maiores dores de um coração partido.
Não assisti ao longa anterior da diretora Vanessa Caswill, mas diria que ela fez até que uma boa adaptação do livro de Colleen Hoover (que anda tendo todos os seus livros lançados no cinema), pois diria que ela deu uma dinâmica até que gostosa de conferir, sendo tudo bem básico, mas porém com a dose emocional funcionando bem na tela. Ou seja, vemos um estilo bem formatado na tela, daqueles aonde se você assistir qualquer filme baseado em livro saberá bem os rumos para onde tudo vai rolar, mas que do seu jeitinho conseguiu ter algo mais funcional e menos forçado, o que acaba agradando dentro de tudo. Claro que passa longe de ser um filme que vou lembrar da diretora, mas ao menos ela não fez um que desejasse não ver mais nada seu, pois tem alguns diretores que não sabem dosar a quantidade de açúcar para colocar na água, deixando tudo tão melado que fica indigesto, o que não foi o caso aqui.
Quanto das atuações, diria que acostumamos tanto a ver Maika Monroe em filmes de terror que desconhecia seu jeitão mais romantizado, sendo que sua Kenna foi até singela de entregas sensuais, sendo bem encontrada naquele meio termo do olhar bem representativo, e assim soube segurar as pontas nos atos mais românticos e também nos emocionais, ou seja, talvez pudesse ter sido mais explosiva em algumas dinâmicas, mas para isso precisariam desenvolver mais tudo na tela, e assim o resultado até que foi aceitável. Da mesma forma, Tyriq Withers também foi mais visto em longas de terror e aqui seu Ledger até tem uma boa presença, mas sem passar emoção nos olhares, sendo tudo meio que seco demais, principalmente para um filme água com açúcar, ou seja, ele trabalhou bem com o que tinha de fazer, mas faltou encontrar um sentido maior nos atos emocionais para convencer, principalmente na química entre os protagonistas. Os demais personagens pareceram soltos demais na tela, de modo que certamente possuem atos bem mais expressivos no livro, mas ainda assim o resultado até que agrada, valendo dar destaque para Rudy Pancow com seu Scotty, Monika Mayers com sua Lady Diana, Lauren Graham com sua Grace, e principalmente a graciosidade de Zoe Kosovic com sua Diem cheia de carisma.
Visualmente a trama foi simples de entrega, chovendo muito para as cenas serem mais emocionais, tendo alguns atos bem rápidos em um presídio, muitas cenas no bar do protagonista, e claro também diversos momentos num conjunto de apartamentos de estrada bem simples, sendo tudo montado sem grandes ambientes, mas que foram representativos para as entregas na tela, e assim funcionando até que bem.
Enfim, é um filme gostosinho de assistir, que me impressionou apenas pela versão de Morgan Harper-Jones para "Yellow" do Coldplay, que deu um tom muito mais bonito para a canção que já era boa, e claro que sendo bonitinho funcionou para os fãs do estilo se emocionar, e talvez até agrade os fãs do livro, mesmo que não seja tão imponente assim. Ou seja, é algo que agrada para quem não for esperando muito, mas acredito que dava para ter ido um pouco mais além para realmente envolver a todos. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas vou conferir mais um longa hoje, então abraços e até mais tarde.







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