Enzo

3/15/2026 07:11:00 PM |

Particularmente gosto bastante das tramas francesas, pois elas geralmente entregam bem mais do que apenas o esperado, porém também digo que prefiro mais os dramas cômicos do país afinal não precisam incorporar tantas situações em um único filme. E comecei dessa forma o texto do longa "Enzo", que estreia na próxima quinta 19/03 nos cinemas, pois é um filme bem interessante e intenso, mas que trabalha tantos temas, que ficamos realmente pensando aonde o diretor desejava chegar ao trabalhar tudo isso, mas ao menos a maioria funciona bem na tela, envolvendo bem e se desenvolvendo de forma interessante, o que acaba chamando muita atenção e agradando quem gosta de tramas com um peso extra na tela.

O longa nos conta que Enzo, de 16 anos, desafia as expectativas de sua família burguesa ao iniciar um trabalho como aprendiz de pedreiro, um caminho muito distante da vida prestigiosa que haviam imaginado para ele. Em sua luxuosa vila no ensolarado sul da França, as tensões fervilham enquanto perguntas e pressões implacáveis pesam sobre o futuro e os sonhos de Enzo. No canteiro de obras, no entanto, Vlad, um carismático colega ucraniano, abala o mundo de Enzo e abre as portas para possibilidades inesperadas.

Diria que os diretores e roteiristas Robin Campillo e Gilles Marchand foram bem amplos no que desejavam mostrar na tela, pois é a famosa saga dos 16 anos aonde a maioria dos jovens não sabem o que querem da vida, e que muitas vezes querem experimentar e até confrontar as pessoas, e aqui ao brincar com essa essência acabaram jogando com muitas facetas para que o protagonista entregasse tudo na tela, o que acabou ficando bem bom de ver, mas que claro para alguns vai parecer que tentaram forçar a barra apenas para jogar com as diversas "lacrações", mas não consegui ver sob essa ótica, pois na tenacidade completa o longa teve pegada e funcionou bem na dinâmica de como chamamos muito por aqui de "aborrecentes", e que muitas vezes pegam bem em alguns riquinhos da vida.

Quanto das atuações, diria que o jovem Eloy Pohu estreou com muita classe para que seu Enzo tivesse uma personalidade ampla, cheia de dúvidas e que cada trejeito seu fosse algo misto entre repreensão e sentimento, de tal forma que o envolvimento funciona em cada momento seu, e o acerto acabou sendo perfeito. Ainda tivemos bons atos com os pais vividos por Pierfrancesco Favino e Élodie Bouchez, que trabalharam as dúvidas e as intensidades bem com o estilão de pais ricos, mas quem teve maiores envolvimentos na tela foi Maksym Slivinskyi com seu Vlad bem encaixado na proposta, sabendo aonde se impor e aonde chamar mais para si, sendo simples, e deixando que o protagonista se destacasse ao máximo.

Visualmente a trama foi bem imponente com a casa chique da família rica com suas festas regadas a bebidas, piscina e tudo mais, tivemos a obra e até o apartamento simples dos ucranianos, mas sem ser algo jogado na tela, tendo poucos elementos cênicos, mas que funcionam quando colocados lá.

Enfim, é um filme simples, porém com uma boa estrutura cênica, e uma representação melhor ainda, que consegue emocionar e envolver como o roteiro pedia, então vale bastante a indicação para conhecer um pouco mais desse estilo, principalmente quem tem jovens nessas idades. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje agradecendo os amigos da Mares Filmes, e volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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