A sinopse nos conta que um vídeo do resgate de uma jovem surfista viraliza na internet e revela o encontro inesperado entre Maya e Pedro, dois talentos promissores do surf. Ao serem apresentados por PH, um ídolo do esporte, eles se surpreendem ao descobrir que já estão ligados pelo salvamento que ganhou as redes — e que ambos são treinados pelo mesmo mentor. Enquanto se preparam para um campeonato decisivo em Salvador, enfrentam conflitos familiares e vivem um romance. Mas nem só de sonhos vive o verão baiano: para vencer as ondas, é preciso enfrentar as tormentas.
Diria que a diretora e roteirista Joana Di Carso até tentou fazer um filme bonitinho, com um romance bacana que aparentemente funcionaria bem na tela, mas focou tanto em ficar mostrando os pontos turísticos da Bahia, as mentorias do personagem secundário para a vida dos protagonistas, e as músicas a todo momento entrando na tela, que acabou esquecendo que precisava de uma história para desenvolver na tela, de modo que o resultado se perde fácil. Ou seja, talvez como um média-metragem ou até um curta mesmo, a trama funcionasse muito mais do que em um longa, pois acabou parecendo alongado e recheado de situações desnecessárias para dar o tempo de tela, e isso é uma falha bem grave quando se vai além. Claro que o filme cumpre com a proposta dele, não sendo nada de muito impacto, mas dava para criar situações mais desenvolvidas para que ficasse realmente como um filme deve ser.
Quanto das atuações, ao menos os personagens tiveram um pouco de química na tela e são bonitos, ponto crucial para um romance funcionar nas telonas, mas as situações em si deles foram meio que jogadas demais na tela, não parecendo algo muito verossímil, de modo que Bárbara França fez uma Maya com um carisma até que bem alocado, com seus medos bem próximos dos acontecimentos, e até sendo envolvente com toda a situação, porém tudo acontece rápido demais, faltando ir mais além no desenvolvimento dos conflitos, e assim seus trejeitos combinariam mais na tela. Já Lucca Picon ficou naquele meio do caminho família, amigos e paixão, parecendo ser tão adolescente com seu Pedro, que por vezes você fica pensando qual a idade real do personagem, ou seja, dava para ser mais maduro na tela. Já Felipe Roque fez uma mistura de surfista com coach/mentor com seu PH que chega a incomodar, mas como sabemos que a maioria dessas pessoas são dessa forma, posso dizer que ele acertou no que tinha de fazer na tela, agora o papel dava para ter ido um pouco mais além. Quanto aos demais personagens, os pais dos protagonistas foram apenas os elos das explosões deles, não tendo muito o que se expressarem para chamar atenção, a influencer é melhor nem entrar no que pensei e o amigo bobão foi um enfeite cênico chato que é melhor nem dar o nome para queimar.
Visualmente Salvador tem o lado lindo e o lado que ninguém quer mostrar como toda cidade do mundo, e aqui casualmente como acontece em todas novelas, só vemos praias lindas, uma competição de surfe bem organizadinha, um restaurante simples da família, um hotel chique, e vários cartões postais da cidade para fazer fotos, ou seja, a equipe valorizou a cidade e fez bem o que precisava, mas sem ter nada que impactasse, tanto que o afogamento foi tão rápido que a equipe nem teve tempo de preparar algo mais chamativo enquanto estava mostrando um video culinário.
Enfim, é um filme que talvez funcione para a galera mais adolescente que goste desse estilo de romancinhos mais jogados, mas quem for conferir esperando um algo a mais não conseguirá se empolgar muito com o resultado mostrado, afinal como disse, lembra bem mais um episódio de "Malhação" do que um longa realmente. E assim sendo fica a dica para quem curtir o estilo ver o longa em cinemas selecionados a partir do dia 05/03, e eu fico por aqui hoje agradecendo aos amigos da TMZ Assessoria e a Swen Entretenimento pela cabine, mas volto amanhã com mais dicas.







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