O longa acompanha a mudança da família Smallbone da Austrália para Nashville nos EUA após o pai David perder sua bem-sucedida empresa de música. Em busca de um futuro melhor, e carregando seis filhos e muitas bagagens consigo, David e a esposa grávida Helen começam uma nova vida. Vendo o potencial musical de seus filhos, o casal investe nos sonhos e nas habilidades de suas crianças, tornando-os artistas de sucesso no ramo cristão. Sempre inspirados por sua fé, os Smallbone vão atrás de resistir aos obstáculos para construir e inspirar uma reviravolta em seus destinos.
Claro que pontuei como uma grande sacada Joel David Smallbone se dirigir e contar a história da própria família, mas também diria que foi um grande risco, afinal você contar sua vida para alguém e essa pessoa ser um diretor imponente que sabe como contar as coisas é bem diferente de contar sua história para seus filhos, enaltecendo ali ou aqui, porém diria que ele não quis apontar só as qualidades e mostrou bem os atos fortes do pai, tendo momentos marcantes e dinâmicas bem colocadas. Também diria que nas mãos de algum diretor mais impositivo o resultado acabaria impactando um pouco mais, principalmente por ser o primeiro trabalho de Joel na função (quem sabe até o irmão Ben se daria melhor nas escolhas), mas de certa forma o filme teve um conteúdo bem trabalhado e claro mostrou bem o vértice no reconhecimento de força da mãe da família.
Quanto das atuações, o diretor Joel David Smallbone fez bem seu pai na tela, de modo que sendo um cantor já tinha boas expressividades, e conseguiu manter a essência nos atos mais técnicos, porém mesmo o personagem sendo um pouco arrogante na maioria dos atos dava para dar um carisma maior para ele, afinal o papel principal precisava aparecer mais, mas se dirigir é algo complexo, e costumo falar que não dá muito certo. Já por outro lado Daisy Betts trabalhou sua Helen com dinâmicas fortes e olhares bem expressivos e sonhadores, de modo que soube amarrar bem toda a família, trazer a personalidade para si em diversos momentos, e com isso o filme fluiu de uma forma bem gostosa ao seu redor, ou seja, puxou até mais o protagonismo para si do que para os demais que talvez fossem mais importantes na tela. Quanto das crianças/jovens, claro que o foco maior ficou em Kirrilee Berger com sua Rebecca, afinal o vértice principal recai para como virou a salvação da família, e se a garota tinha esse vozeirão mesmo e o pai não viu isso antes, ele foi muito burro, mas também tivemos outros bons colocados, de modo que claro o diretor quis mostrar um pouco mais Diesel La Torraca que fez ele quando criança, ou seja, teve uma certa exposição maior.
Visualmente o longa foi bacana por mostrar bem a queda de classe, de uma família bem rica na Austrália, produzindo vários shows, com uma casa bem imponente, viajando de classe turística, passando perrengue na imigração (afinal com 6 crianças e suas bocas que não ficam fechadas!), depois vivendo de serviços braçais de limpeza nos EUA, e morando em uma casa simples sem móveis, vemos também as ajudas dos membros da igreja, e claro a casa grande de alguns artistas, além de algumas cenas em audições, ou seja, um pacote completo de situações simples, porém bem feitas.
Enfim, é um bom filme biográfico, que consegue envolver e até emocionar dentro do que entrega, porém o longa poderia ser ainda mais imponente com poucos ajustes, então vale como um bom representante religioso sem ficar apelando tanto para a reza em si, mas não confira esperando ser daqueles que vai fazer você se emocionar ao máximo, que não é esse um exemplar. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado por comentar em meu site... desde já agradeço por ler minhas críticas...