O longa nos conta que uma mulher aceita um emprego como empregada doméstica em um arranha-céu de Nova York, sem conhecer a história de desaparecimentos do prédio, mas logo percebe que a comunidade está envolta em mistério.
Não conheço os trabalhos anteriores da diretora e roteirista russa Kirill Sokolov, mas pelo que vi hoje diria que ela não é bem normal, pois a ideia em si da trama até tinha uma pegada interessante de sobrevivência e luta, mas acabou fazendo alto tão cheio de acelerações, de situações impossíveis até para grandes ninjas, que ficou parecendo querer forçar para funcionar, e isso é algo que não funciona bem na tela. Ou seja, brincar com terror e humor é a famosa linha tênue que poucos conseguem agradar, mas o principal é não forçar a barra, deixando que tudo flua naturalmente, ou então que se jogue ao máximo para nem tentar ser algo com uma pitada que seja de realismo, e aqui ela quis colocar um pouco de envolvimento demais, e no final a bagunça ficou maior do que o normal.
Quanto das atuações, ainda não fui totalmente convencido do estilo de Zazie Beetz, pois ela entra em tantos filmes com ares cômicos tentando ser engraçada e não consegue, ou seja, não sei que fórmula que usa para que os diretores a achem cômica suficiente para entrar em comédias, mas acredito que sua luta é bem pautada, e aqui sua Asia tem momentos bem intensos colocados, o que acaba sendo funcional ao menos. É engraçado que o filme tem vários atores imponentes, mas os personagens foram tão jogados que você nem tem vontade de destacar ninguém, pois Patricia Arquete até tentou ser séria com sua Lily, mas pareceu mais perdida que tudo em cena, Paterson Joseph até fez um Ray interessante tentando ajudar a garota, mas ficou tão em segundo plano que logo esquecemos dele, e Tom Felton até tentou aparecer com seu Kevin, mas não convenceu em momento algum, ou seja, sobraria um pouco mais para a irmã da protagonista que Myha'la fez, mas a jovem nem tentou aparecer cenicamente, ou seja, um elenco inteiro desperdiçado.
Visualmente temos de início a cena delas fugindo de um pai abusivo, e logo depois já temos o prédio com seus andares bizarros, muitos túneis aonde ficaram passeando engatinhando, tivemos o andar das empregadas e tiveram rápidas amostras dos outros andares como do sexo e dos que ficam na sombra, e um porão aonde rolou o culto ao porco, tudo isso regado à muito sangue, cortes de membros de todas as formas, tiros, facões, pauladas e o que mais tivesse para rolar, ar congelado, ganchos e por aí vai, aonde a equipe de arte certamente trabalhou aos montes com o pessoal de próteses, mas tudo de uma forma bem bizarra na tela.
Enfim, é um filme que talvez tivesse algum potencial, mas que quem realmente gostar dele deverá pensar em algum tipo de tratamento, pois o nível de bizarrice é bem alto, e sendo assim não diria que recomendo o longa para muitos não, pois acabou sendo um mediano maluco bem feito, mas que devo esquecer rapidamente de tudo o que vi hoje. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, e volto amanhã com mais textos, então abraços e até breve.







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