Balada do Amor e do Ódio

9/17/2011 05:12:00 PM |

Filmes criados apenas para festivais, sem tino comercial costumo ir ver com temor, pois já estou calejado de ver coisas que não me agradaram. Ao chegar no cinema e ver que haviam colocado um filme da sessão Cinecult na melhor sala do complexo, já pensei o que está acontecendo aqui hoje? E agora ao vir escrever sobre ele tiro a conclusão de dizer muito obrigado pelo presente para Ribeirão Preto pessoal do Cinecult (http://twitter.com/cinecult) pois o filme "Balada do Amor e do Ódio" é uma obra rara como poucas vista nos cinemas.

Durante a Guerra Civil espanhola, o Palhaço Branco, recrutado a força pela milícia destrói a foiçadas os soldados do Exercito Nacional sempre vestido de palhaço. Muitos anos depois, Xavier, o filho do palhaço vai trabalhar como o Palhaço Triste num circo onde encontra figuras das mais extraordinárias. Ali ele encontra Sergio, outro palhaço. É o início da historia dos dois na luta pelo amor da mais bonita e sedutora mulher do circo.

A história embora você esteja lendo e falando nossa parece que vi isso esses dias mesmo, sim você viu algo hollywoodiano chamado "Água Para Elefantes" que faltou tudo, amor, drama e ficou sendo mediano. Aqui no parente próximo franco-espanhol temos praticamente a mesma história, claro envolvendo algo mais forte que é a loucura, a vingança e o ódio só que embasado praticamente nos mesmos moldes: a briga de dois homens por uma mulher. E com essa essência, o filme retrata um circo decadente e o que uma fagulha de ódio pode causar num homem que ama.

A forma de condução da história chega a ser fortíssima devido as cenas escolhidas pelo diretor Alex de La Iglesia, não que isso seja ruim, muito pelo contrário, ele conseguiu que em hipótese alguma o filme ficasse superficial, sendo uma marcação nua(literalmente) e crua na pele do protagonista ou porque não dizer dos protagonistas. As descaracterizações finais dos personagens, ao beirarem a loucura e chegarem aos semblantes que estão no pôster é genial, em momento algum de um filme eu imaginaria como chegariam a esse ponto. Confesso que ao começar o longa estranhei por demais, pensando nossa é um filme de guerra que vim assistir, mas o delinear que segue me fez viajar pela história depois.

A fotografia escolhida pelo diretor também mostra que não é necessário criar um picadeiro magnífico para mostrar um circo e escolhendo ficar com os bastidores, aí sim pode demonstrar a essência dos personagens e tirar o máximo de todos os atores que fazem o círculo principal da narrativa. Com figurinos não evoluídos, podemos apenas nos prender na maquiagem dos personagens e na atuação clara e bem presa ao roteiro.

Como já falei em vários parágrafos acima, os atores conseguiram passar a essência e principalmente sem colocar spoiler, mas o plano final mostra exatamente tudo(infelizmente nossos amigos do Cinemark cortaram os créditos finais), mas o fechamento da cena me fez ir embora feliz por demais. Carlos Areces soube mostrar desde um singelo palhaço triste até um assassino violento(o que faz todo o link com o que fala para o personagem de Antonio de la Torre numa das cenas iniciais). Ok, vou parar de falar senão vou entupir o texto de spoilers.

Para que eu não fale muito mais, apenas vou colocar isso: Assistam esse filme que beira toda uma beleza tanto na questão mais singela do amor, até a sobriedade profunda do rancor e do ódio violento. O ganhador do Leão de Prata do Festival de Veneza 2010, deu o ar da graça aqui no Brasil no RioFan 2011, Festival esse que o filme que produzi("Caolha, O Tentáculo da Vingança") teve a honra de participar e agora está em cartaz aqui no interior. Simplesmente sensacional, recomendo com certeza e só não foi melhor devido a legenda extremamente fina(infelizmente meu espanhol é péssimo, então precisei ler praticamente tudo), mas tirando isso é um espetáculo de ser visto. Encerro por aqui, hoje e até mais. Abraços.


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Manda-Chuva: O Filme em 3D

9/16/2011 08:54:00 PM |

Alguns desenhos que vi na minha infância começam a surgir no formato de filmes, alguns em live-action outros apenas em desenhos mais longos, "Manda-Chuva: O Filme" é um exemplo da segunda forma, temos apresentado uma adaptação(razoavelmente fiel) do original da Hanna-Barbera da década de 60 e reprisado algumas vezes depois. O pessoal do México e da Argentina que produziram o longa tentaram, mas não conseguirão o sucesso do original.

O filme mostra que a vida de Manda-Chuva é abalada por uma nova onda de crimes em Nova York. Quem comanda este cenário é um vilão poderoso, que usa recursos tecnológicos para dominar a cidade. O Guarda Belo anda preocupado porque seu chefe está insatisfeito com sua atuação e pede providências urgentes. Manda-Chuva e sua turma estão prontos a ajudar e, claro, também a atrapalhar no meio disso tudo.

A história diferentemente do que ocorreu com "Os Smurfs" e "Zé Colméia" não tentaram aproximar da época atual e sim continuou preso ao original, não que isso seja ruim, muito pelo contrário seria excelente, mas episódios que eram de 30 minutos no máximo e continham histórias curtas mas divertidas(até um pouco emo, com personagens pobres e tristes para a época) ao ser alongado para 87 minutos, perdeu um pouco a magia e em vários momentos o foco desaparece do protagonista e fica quase focado no antagonista, o que deve fazer com que crianças acabem não gostando muito do desenho. E por consequência os pais também não vão agradar muito também.

O traço também está muito semelhante, ficando bem interessante de se ver, ponto positivo do filme na minha opinião são as cenas da cadeia para cães, que teve a excelente sacada das semelhanças, não vou falar spoilers senão estraga a graça da cena, mas ela salvou um pouco o filme de ser um fiasco na minha opinião.

Quanto do 3D, temos boas profundidades para um desenho teoricamente desenhado à mão, a computação fez milagres com o filme, não temos muita coisa saltando, mas o que vemos são boas cenas que fazem "quase" o beco dos nossos amigos se tornar algo praticável e existente. Mas como o filme não é bom, será um gasto além pagar para ver apenas o 3D.

A trilha original americana foi mantida pelos produtores, e graças aos mestres do cinema não dublaram(Aleluia!), mas acho que faltou um pouco mais de músicas durante a duração integral do longa, é tocada a canção 2 vezes e mais nada. Desenho tem  de ter animação, senão perde um pouco o sentido de ser chamado desenho animado ou animação apenas não é?

Em resumo, não me agradou, fica apenas como um desenho mediano e bem feito, não diverte e tenho quase certeza de que não agradará nem famílias nem aqueles que forem ver para relembrar o original, há e na dublagem faltou claro a voz de Lima Duarte que fazia no original. Não vou recomendar, pois seria hipocrisia da minha parte, apenas aluguem quando sair em DVD para que seus filhos vejam alguns gatinhos pobres. É isso, fico por aqui hoje, mas essa semana teremos bastante atualizações aqui. Aguardem!!! Abraços pessoal e até amanhã.


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Cowboys & Aliens

9/12/2011 08:34:00 PM |

Alguns filmes nos comovem pela história, outros pela grandeza da produção, "Cowboys e Aliens" é um bom exemplo dessa segunda modalidade. Com uma mistura enorme de gêneros (sci-fi, western, aventura, suspense e até pitadas de comédia) geram o que chamamos de mashup. E toda essa junção conseguiu fazer algo que me agradou bastante.

Em 1873, um estranho, sem memória do seu passado, acorda na estranha cidade de Absolution com uma misteriosa pulseira em seu braço. Logo, ele descobre que não é bem-vindo e nenhum habitante faz algo sem a ordem do coronel Dolarhyde. No entanto, quando a cidade é invadida por alienígenas, o estranho que eles rejeitaram torna-se a única esperança de salvação. Com a ajuda da viajante Ella, ele reúne um bando formado por seus ex-adversários(Dolarhyde e seus homens), guerreiros Apache, entre outros moradores da cidade para combater os perigosos invasores.

A história embora seja uma mistureira com uma gama imensa de clichés do cinema, consegue empolga e emocionar e com isso deixa o filme cativante e não perde o ritmo em praticamente nenhum momento. Vai só empolgando a cada cena um pouco mais. Nem vou incrementar a grande experiência que pude ter de assistir ele numa sala IMAX, que sem dúvida foi de uma grandeza inenarrável, ainda estou bobo até agora com o tamanho da tela e quero uma sala dessa em minha cidade(vai sonhando Fernando!!!).

Mas voltando ao filme, temos uma fotografia bem feita, muito bem caprichada que não deixa nenhum filme western pra trás não, cenas bem tradicionais nos filmes do gênero, os efeitos estão bem colocados e estes poderiam com muita certeza destruir o longa, mas não seguem de forma bem colocada.

Como falei no início, a grandeza da produção é vista em detalhes, pois tudo é muito grandioso, as cenas abertas bem feitas mostram uma riqueza de cenografia abundante, que a equipe de arte soube escolher a dedo para que mesmo quando colocado algo futurista, não perdesse a pequenez de uma vila da época. Unido a isso as boas trilhas e sons colocados condizem com o filme, até dão um certo suspense em alguns momentos(característica completa de um bom sci-fi).

Os planos escolhidos pelo diretor na versão final ficaram bem encaixados, claro temos alguns exageros(vide a cena que Daniel Craig salta em uma das naves alienígenas), mas não destoam o longa, pois a intensão do filme é justamente essa loucura. E fazendo isso mesmo sendo absurdo as cenas ficam interessantes de se ver.

Quanto da atuação, nem temos como falar que sairia algo ruim, com um elenco de peso: Daniel Craig, Harison Ford e Olivia Wilde protagonizando e porque não falar detonando. E um elenco de apoio que não estraga uma cena se quer, vemos que todos estão muito bem dirigidos em cena e fazem tudo bem pontuado sem fazer expressões exageradas.

Confesso que já estava empolgado desde que vi o trailer, mas ao ler um pouco sobre o filme achava que poderia essa mistureira toda destruir um bom enredo e acabar não virando nada, mas graças ao bom cinema, temos um longa que vale a pena ser visto.

Em resumo, um bom filme, não é algo que você vá falar nossa que espetacular(claro a não ser que você faça assim como eu e vá ver numa sala IMAX, o qual recomendo com certeza que você faça isso pelo menos uma vez na vida, ou várias se puder), mas é agradável e recomendo com certeza pra todos. É isso, fico por aqui nessa semana de pouquíssimos filmes e até a próxima. Abraços.




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Conan - O Bárbaro em 3D

9/10/2011 12:55:00 AM |

Que nem diria uma tia minha, pode pegar o pano e ir limpar o chão após a sessão que está escorrendo sangue pela tela. Agora ao chegar em casa para escrever e ver que a censura é 16 anos me espantei, a quantidade de violência é altíssima, bem forte mesmo, mas isso deixa "Conan - O Bárbaro" mais fiel ainda as HQs de Robert Howard, se o que tanto os fãs de HQs reclamavam era de falta de fidelidade no cinema, aqui verão muita coisa em sintonia.

O maior e mais lendário bárbaro de todos os tempos está de volta. Prosperou e evoluiu para oito décadas consecutivas na imaginação do público em quadrinhos, jogos, tela grande e pequena - explorar Conan na Era Hiboriana será como nunca, seu mundo ganhou vida em um filme em 3D colossal, cheio de ação de aventura. A busca feroz do guerreiro cimério começa como uma vingança pessoal, mas logo se transforma em uma batalha épica contra seus rivais hukking, monstros, e situações impossíveis, Conan é a única opção para salvar as grandes nações da Hyboria de uma invasão Sobrenatural.

Quando na sinopse, que os cinemas estão fornecendo que coloquei acima, diz colossal pode ter certeza do que vai ver, enormes cenários(muitos computadorizados, claro!) onde você verá um dos filmes com maior fidelidade aos quadrinhos, diferentemente do que costumo fazer, que é ver primeiro o filme e depois ler algo sobre, dessa vez preferi ler a história de Conan no maravilhoso livro "Os Quadrinhos No Cinema" e isso me deixou com uma visão que a cada cena que via sendo mostrada na telona eu captava com algo na minha mente do que já tinha lido. Não que isso vá influenciar na história é algo completamente assistível e que assim como qualquer outro épico existem palavras, pessoas e lugares com nomes estranhos que você até se confunde um pouco tentando fazer alguma ligação e minha recomendação é: não faça isso, se desligue e embarque na aventura.

Como já falei em termos de cenografia, o longa é grandiosíssimo, com muitos cavalos, figurantes, armas e vestimentas do mundo que Howard criou, a era Hiboriana(uma grande recomendação preste bastante atenção na introdução do filme que é explicado muita coisa que será necessário durante todos demais minutos dele). A fotografia do longa só achei um pouco corrida demasiada na edição, então a mistura de planos vindo de diversos ângulos nas batalhas, principalmente as iniciais nos deixa sem saber quem está ganhando ou quem é "bonzinho".

Do ponto de vista de atuação, não achei ruim como se ouvia o povo dizer, mas também não achei nada glorioso. Jason Momoa com sua cara meio desfigurada de cicatrizes faz boas cenas de batalha, mas quando está falando soa um pouco estranho. Rose McGowan com seu belo penteado(estou irônico ok) está bacana, mas parece mal dirigida e em certos momentos de cena não sabe nem onde se posicionar (grosseiramente visto em cena, isso é triste). Rachel Nichols está linda, mas não mostra a que veio, fora que grita tanto nas cenas finais que se eu sou o Conan ao invés de tentar salvá-la metia a espada na garganta dela logo para parar de berrar. Stephen Lang é bom,  mas o papel só pede que lute com espadas e mais nada, então ele lutou.

Quanto do 3D que é a pergunta custodial de sempre, como sabemos foi convertido, não está porcamente feito como vimos em "Fúria de Titãs", mas também não é nada glorioso. Temos alguma profundidade em pouquíssimos momentos e uma ou duas cenas com algo saindo de tela, mas que nem chega a fazer diferença. Ou seja, como sempre se tiver passando em salas normais, economize.

Em resumo, é um longa interessante de se ver, claro elimine tudo que tenha visto dos longas da década de 80 com Arnold Schwarzenegger, pois não tem nada a ver com ele. É altamente violento, então se você não gosta de ver cenas fortes de cabeças rolando e sendo esmagadas não veja. Extremamente barulhento de espadas, correntes e todo tipo de som batendo bem alto(vi na primeira sessão da pré-estréia, portanto devem baixar o volume naturalmente), mas vai incomodar muita gente que sei. Porém com todos esses defeitinhos, vale o ingresso sim e eu recomendo, sinceramente não sei porque foi tão mal de bilheteria lá fora, acho que a alta violência afastou o público, veremos como será por aqui. É isso, fico por aqui hoje e essa semana teremos apenas mais um por aqui, então nos vemos em breve. Abraços pessoal.




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A Árvore da Vida

9/05/2011 10:56:00 PM |

Tem certos filmes que são feitos apenas para festival, e não devem ser lançados comercialmente, pois o público vai pagar por algo que não deve ser pago. Este é o caso de "A Árvore da Vida", novo filme de Terrence Malick. Que o diretor é um cineasta espetacular isso sem dúvida, é um longa captado em 3 anos e com imagens lindíssimas e.... só. O longa não possui história nenhuma, um pouco de conflito familiar e mais um milhão de imagens que fazem você pensar em algo, mas e a ligação de tudo cadê?

Hoje a sinopse vai ser o que achei na net, pois pra mim não teve história o longa. A trama aproxima o foco na relação entre pai e filho de uma família comum, e expande a ótica desta rica relação, ao longo dos séculos, desde o Big Bang até o fim dos tempos, em uma viagem pela história da vida e seus mistérios, que culmina na busca pelo amor altruísta e o perdão.

Ler isso é lindo demais, e até ajuda um pouco no entendimento das imagens, passando pela discussão que tive com meu amigo Cardoso, logo após a sessão. As imagens ficam claro isso essa ligação de início e começo da vida, mas de forma tão, mas tão experimental, que fica tão vago, que ao final metade da sala riu, e se via que era uma risada irônica de acabou assim, aff. A expressão da maioria das pessoas era de desentendimento e raiva por não ter entendido nada. Dai eu faço o seguinte questionamento: Somos tão burros assim, ou o diretor Terrence Malick é inteligente demais que nunca chegaremos ao seu nível para entender o longa?

Prefiro não opinar sobre o que penso, ou melhor vou opinar sim. Na minha concepção, como falei no primeiro parágrafo e juntando com o que falei e ouvi no debate sobre "Estamos Juntos", o filme é feito apenas para o umbigo do diretor e mais nada, isso não é cinema na minha opinião. Me dá um tremendo pesar quando vejo todo o dinheiro gasto para um filme sem propósito algum e pior que críticos renomados estão falando imensamente bem. Vocês vão falar, lá vem o Coelho novamente brigar com os críticos, e vou mesmo, não vou me conformar nunca de ter brigado meses a finco com distribuidora, por não terem trazido na estréia, com cinemas por não colocar na programação e ter que ao chegar aqui, ver isso.

Vamos falar de algo bom do filme, apenas 3 pontos: fotografia impecável e maravilhosa; direção de arte minuciosa e riquíssima; e maquiagem muito bem feita que fez ao iniciar eu falar: "Nossa, como o Brad Pitt está acabado".

Quanto da atuação, nos momentos que aparecem, é bom frisar isso, porque quase 75% do longa são imagens aleatórias. Brad Pitt está rude que faz com que fiquemos com ódio e falando "Ainda bem que meu pai não foi assim!", Jessica Chastain faz boas expressões e, narra bem nos momentos que ouvimos sua voz; e Sean Penn........... muitos pontinhos pois cadê ele no filme?

Bom isso tudo passado em quase 2 horas de projeção, se você tiver estomago e quiser ver a versão de 6 horas que o diretor prometeu no blu-ray boa sorte pra você, eu com apenas 2 já quase dormi e fiquei sem entender nada, com 6 capaz de quebrar minha TV. Encerro a semana bravo demais e espero sexta para que venha uma boa salvação para meus olhos. É isso pessoal, até sexta, abraços.

PS: A nota está composta por 2 coelhos para a boa fotografia e 1 coelho para direção de arte e maquiagem, o resto nem que dessem muita cenoura para o Coelho melhoraria algo.




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Apollo 18

9/04/2011 07:32:00 PM |

Como já falei muitas vezes aqui, adoro ser surpreendido por filmes que pelo trailer eu não dou nem um centavo do ingresso, e ao assistir chego em casa na maior empolgação para escrever sobre ele. "Apollo 18" é mais um exemplo claro disso, um filme com baixíssimo orçamento que assim como "Atividade Paranormal" usa dos mesmos recursos, de "parecer" algo feito em casa, a partir de filmagens não autorizadas e mostrar algo que tenha ocorrido e só porque as câmeras estavam filmando acidentalmente estamos mostrando. Ótima premissa escolhida.

O filme nos mostra que oficialmente, a Apollo 17, lançada em 17 de dezembro de 1972, foi a última missão à Lua divulgada. Mas, um ano depois, dois astronautas americanos foram enviados para lá em uma missão secreta, financiada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O que você está prestes a ver são imagens reais que eles fizeram durante a missão Apollo 18. Enquanto a NASA nega a sua autenticidade, outros acreditam que essa foi a verdadeira razão para o Homem nunca ter voltado à Lua.

O melhor desse longa que mesmo você já indo ao cinema com toda essa ladainha, agora não caímos mais em ser algo "real", mas mesmo assim o suspense colocado fica de uma forma tão natural que agrada, mesmo as imagens que estamos vendo estarem inteiramente corrompidas, sujas, com defeitos(claro quiseram tentar mostrar como algo recuperado), ai talvez esteja um pequeno furo de roteiro, ou não, mas não vou lotar de spoiler, pois esse filme quero opiniões diversas do pessoal.

Quanto da fotografia, como falei acima a imagem está degradada e cheia de defeitos "propositais", para manter o estilo que o longa pedia, e com isso, fora que um longa inteiro filmado em estúdio não temos paisagens para ver e isso é o interessante dele, nos deixa com claustrofobia em alguns momentos e tão apreensivos com o que está acontecendo que com certos "sustos" você realmente pula e vê que todos na sala de cinema(lotado por sinal, não esperava ver isso nesse filme) também se assustaram.

Da atuação, mesmo os atores se passando por oficiais normais, se vê um bom trabalho feito e mesmo não sendo tão conhecidos, passam bem pelo perigo e desespero de estarem sendo "vítimas" de alguma armação do governo americano.

Em suma, antes que eu acabe revelando coisas demais do filme, um ótimo suspense, bem feito, e assim como falei uma boa comparação com os "Atividade Paranormal", se você curte o estilo é bem possível que saia vibrando do cinema, caso contrário se não gostou do estilo nem vá ver que sairá decepcionado. Eu como sou um fã do gênero, fiquei muito feliz com o que vi, me assustei e recomendo. Por hoje é só, e amanhã tem mais por aqui. Abraços pessoal.


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Larry Crowne - O Amor Está de Volta

9/04/2011 02:40:00 AM |

Adoro subtítulos que podem nos fazer esperar algo e não trazem 100% do que prometem. É bem assim o filme "Larry Crowne - O Amor Está de Volta", onde quem realmente está de volta é apenas Tom Hanks, querendo ser Deus agora, assumindo roteiro, direção, produção e atuação principal, só faltou atacar de maquinista e daí poderia sim aumentar o letreiro um filme de Tom Hanks para um filme 100% de Tom Hanks.

A história mostra que antes de ser demitido, o amável Larry Crowne era um líder de equipe desde o seu tempo na Marinha. Agora sem saber o que fazer com seu tempo livre, Larry volta para a sala de aula, na faculdade, para começar uma nova vida. Em uma das turmas, se apaixona subitamente por sua professora Mercedes Tainot, que já perdeu sua paixão por ensinar e pelo seu marido. E com esta aula, este cara simples aprenderá uma lição inesperada.

Fui assistir na pré-estréia esse filme por um único motivo, estava esperando que fosse ao estilo de "O Terminal", um filme simples, em que a boa atuação de Hanks consegue dar uma lição surpreendente ao final, e infelizmente não foi bem isso o que vi, o filme é simples apesar de ser várias locações está tudo dentro do comum, sem exageros de uma super-produção(claro tirando a tonelada de scooters que aparece em cena).

O mais belo do filme é a passagem de simplicidade de atuação que tanto os protagonistas como o elenco de apoio consegue passar e com isso até deixar uma pequena mensagem de moral: "Quando você pensa que tudo o que vale a pena já passou pela sua vida, descobrirá que sempre vai existir uma nova razão para viver". Tanto Hanks quanto Julia Roberts mostram um carisma em cena que nem parecem ser os grandes figurões de Hollywood.

Mas eu faço a pergunta ficar 100% na simplicidade é bom? Depende, assim como Larry ao se apresentar para a turma dando uma receita de rabanadas diz que está esquecendo algo, pra mim Hanks também esqueceu algo ao fazer o roteiro, por algo mais, algum ponto de virada ou até mesmo um ápice, confesso que se tivesse na faculdade ainda e estivesse tendo prova de roteiro, iria ficar confuso ao dizer onde a história muda, é muito, extremamente linear, do começo ao final o mesmo tempero insosso. E olha que preferi nem falar da parte cômica, porque vocês já devem induzir que ficará apenas em míseras cenas onde você esboçará um pequeno sorriso ao invés de rir mesmo.

Porém, é o que estava discutindo com alguns amigos na sexta-feira, existem filmes que mesmo sendo fracos irão atrair público devido aos atores, e este por mais simples que seja, tem dois dos atores mais amados no cinema, ou seja público garantido. E se o amor está de volta como diz o pôster, posso dizer Hanks volta mostrando o que sabe fazer bem atuar, show de expressão(longe de um náufrago, mas ainda assim faz bem suas interpretações). Quem sabe fazendo num próximo apenas atuando saia melhor.

Enfim, mais um filme mediano presse fim de semana, setembro começou difícil de agradar esse Coelho aqui viu, recomendo esperar sair na locadora e economizar com o cinema, ao invés de assisti-lo. Amanhã tem mais por aqui, espero que seja melhor pelo menos. Até mais pessoal, abraços.





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O Retrato de Dorian Gray

9/03/2011 05:15:00 PM |

Como um filme com uma história clássica pode fracassar de bilheterias, nem chegar a ser praticamente lançado no Brasil(foi lançado em pouquíssimas salas em Março/2011), e após quase 2 anos de seu lançamento lá fora aparecer rodando sua cópia pelo Cinecult? Hoje vou tentar explicar isso utilizando "O Retrato de Dorian Gray" como exemplo.

Na clássica história de Oscar Wilde temos Dorian é um belo jovem privilegiado que deseja que sua imagem em uma pintura envelheça em seu lugar. O que ele considerava uma vantagem, torna-se uma maldição e, quanto mais velho e corrupto Dorian fica, o retrato guardado no porão se torna um monstro.

Na minha concepção, o grande problema do filme é que sendo um suspense, temos a idéia clássica de um filme lento correto, mas no filme em questão chega a ser exagerado a forma de condução das idéias, não que isso tenha deixado ele cansativo, muito pelo contrário é passado toda a história de forma linear clássica com um belo brilho, claro isso para pessoas que gostem de filme assim, a maioria do público cansa ao ver que não tem ápices, tais pessoas essas que ou nem vão ver um filme desse estilo ou vão e acabam saindo na metade.

Quanto ao trabalho de arte, impecável retrato de época bem feito, tudo toma forma bela e clara numa Londres sombria, só acho que faltou um pouco de névoa mas tudo bem, mas em questões de figurino e cenários um belo visual na tela.

A profanação da promiscuidade é gigantesca, mas é o que dá um pouco de velocidade ao longo e não o deixa tão tedioso. Porém pra uma classificação 12 anos, se for acompanhado de seu filho, se prepare para um bombardeio de perguntas depois, portanto não é recomendável mesmo para crianças.

Quanto da atuação, é artisticamente bem feita, tanto Ben Barnes quanto o premiado Colin Firth estão simplesmente impecáveis em cena, Colin consegue fazer um canastrão tão bem quanto fez um gago e prova mais uma vez que é um grande ator(claro invertendo as ordens, pois ele fez primeiro esse e depois o "Discurso do Rei").

Outro ponto que me deixou confuso, só que teria de colocar um spoiler, portanto caso não queira saber pule esse parágrafo, é o desfecho da história e a ligação com outro filme "A Liga Extraordinária", pois em ambos Dorian aparece e não fica claro em qual momento ele esteve presente. Confuso.

Em resumo, o problema do filme não é na história e sim na forma de condução da história, na minha opinião o longa poderia se resumir dos 112 minutos para uns 90 com muita facilidade e acredito que teria muito mais presença nas telas e teria sido muito melhor de bilheteria. Bom é isso, não achei ele ruim, é muito bem feito e é bem interessante de se ver, porém não será todos que irão gostar. Enfim recomendo com muitas ressalvas, veja e opine aqui no blog. Fico por aqui, mas de madrugada tem mais. Abraços.


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Deu a Louca na Chapeuzinho 2 em 3D

9/02/2011 11:59:00 PM |

Diversão??? Fui buscando isso que escolhi hoje ir ver "Deu a Louca na Chapeuzinho 2", e é possível ter, mas bem pouco. Comparado ao primeiro faltou muita coisa, no primeiro ria a todo momento, nesse temos mais aventura, porém a história achei um pouco fraca.

Na história, dessa vez nossa heroína está treinando com uma organização secreta quando é chamada para ajudar a Agência de Espionagem Feliz Para Sempre a descobrir o paradeiro de João e Maria que desapareceram misteriosamente. A grande confusão começa quando Chapeuzinho percebe que terá que se unir ao sem noção do Lobo Mau, a corajosa Vovózinha e ao pilhado esquilo Ligeirinho para salvar as crianças.

Diferentemente do primeiro filme, que era bem bacana, com histórias ligadas e boas sacadas, nesse as piadas até ficaram bacanas(claro as sacadas da dublagem devem ter ajudado um bom grado) mas mesmo assim não salvam o longa de algo bem mediano com apenas um palavreado de várias gerações(incluso o "Pede pra sair" em vários momentos, e outros mais antigos). Até o bode cantor ficou meio tolo.

Outra coisa que desvalorizou o filme é que no primeiro o longa era tanto para crianças, quanto para adultos, nesse segundo ficou algo mais de ação para adultos, mas peraí é um desenho animado, então o que fazer para as crianças se divertir assistindo também além de cores alegres? Essa deveria ter sido a pergunta respondida, mas o pessoal não fez nada, o que vi no cinema foi a prova clássica disso, enquanto na maioria dos desenhos as crianças costumam ficar vidradas no filme sentadinhas, nesse não, o que se via(ou ouvia no meu caso que só olhei pro lado uma vez e voltei o foco para o longa) era as crianças brincando correndo entre as escadas do cinema ao invés de assistir, pois o que ouvi de uma garotinha que estava ao meu lado foi a frase: "Que filme chato!".

Agora nem tudo é ruim no longa, adoro quando dublagens são bem feitas, e aqui temos vários exemplos, tanto quando criam frases, que com certeza nenhum ator/atriz americano falariam com trejeitos, e a voz de Maria que é a melhor de todas(única coisa que me fez rir bastante, se não me engano é a mesma dubladora do Baby da Família Dinossauro). Outra coisa boa do filme são as artes e cenários, tanto que tem paisagens tão bem feitas que nem parecem um desenho. E só.

Quanto do 3D, pra variar economizem, o máximo que fez foi deixar os personagens mais humanos(com tridimensionalidade) que em certos momentos pareciam até serem modelados como um stop-motion, mas logo que outra cena sem 3D aparece já volta ao normal, ficou um pouco estranho isso. O que valeu do 3D foi mesmo as paisagens que dai deram um grande campo de visão, mas nada que afete ver numa cópia normal e economizar uns trocos.

Em resumo, vai ter aqueles que vão gostar claro, a animação é bem feita, porém achei desnecessária a continuação(e já contando o final, dando uma deixa para um terceiro) que poderia ter ficado lembrado como um ótimo filme para crianças que não se destruiu em continuações como vemos sempre acontecer. Pena. É isso pessoal, fico por aqui, mas amanhã tem mais. Abraços.


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O Rei Leão em 3D

8/30/2011 10:39:00 PM |

Como vocês bem sabem rever filme não faz parte do cotidiano do Coelho aqui, mas quando vi que viria para os cinemas "O Rei Leão" eu não resisti, nem tanto pelo 3D(que sinto dizer, mas apenas a abertura da vinheta Disney tem além de alguns vôos de Zazu), mas porque praticamente foi meu primeiro filme no cinema há exatos 17 anos atras(nossa to ficando velho) e confesso os olhos lacrimejaram mais que nas primeiras vezes que vi.

Nessa nova versão temos o clássico filme de 1994, agora convertido para terceira dimensão, que conta as aventuras de Simba, um filhote de leão que está ansioso para se tornar rei. A inesperada morte de seu pai e as armadilhas de Scar, seu tio, levam Simba a uma jornada heróica em busca do autoconhecimento. Ele conhece Timão e Pumba e aprende a levar uma vida mais livre e divertida. Durante este período, Simba amadurece e decide seguir o seu destino: voltar para a Terra do Rei e enfrentar os desafios que o esperam.

A história nem precisaria ter contado, mas é bom relembrar, o filme é lindo e sem dúvida alguma um dos melhores clássicos da Disney antiga(antes de se juntar a Pixar), e olha assistir hoje logo após ter visto o filme de ontem "Reino dos Felinos", vemos o quão real foi a pesquisa feita pelo diretor e toda a equipe, os movimentos, carícias e forma de agir do desenho beiram(claro na época não tínhamos toda a tecnologia de hoje para dar textura, movimentos precisos, etc) a perfeição.

As trilhas mostram que em 94, Hans Zimmer já era foda na escolha de temas, só fico triste de mais uma vez no cinema ter de assistir dublado e não ouvir em cena(a música original toca durante os créditos) a canção de Elton John.

Quanto do 3D e da colorização feita para essa nova versão, não é algo que compense, até chega a desfocar alguns traços em poucos momentos, claro apenas a galera mais exigente verá esses deslizes, mas não chega a perder tanta a qualidade assim, acredito que ver a versão final pra blu-ray deva ser algo mais interessante de ver.

Em resumo, se você quer rever o filme dentro de uma sala de cinema com um mega som vale muito, desde que não repare tanto nesses probleminhas técnicos. Quanto ao filme ser bom, dispensa qualquer comentário,  toda vez que passar na TV, estaremos lá dispostos a assistir seja no horário que for. É isso, encerro hoje essa semana de várias estréias, e já aguardando sexta para novos filmes. Abraços.

PS: A nota está em relevância aos problemas técnicos, não com  relação ao filme que é nota 10.


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Reino dos Felinos

8/29/2011 09:46:00 PM |

Sempre fui fã de ver os documentários produzidos pela National Geographic e agora essa nova produtora Disneynature vem com tudo e o melhor passa em todos os cinemas. Só tenho a agradecer de poder ter assistido hoje "Reino dos Felinos", o terceiro documentário de natureza sob esse novo selo da Disney, simplesmente uma das melhores fotografias que já vi, aliadas por uma ótima história e com os um dos bichos que mais curto.

No longa, a Disneynature dá vida ao Rei Leão em sua mais recente aventura da vida selvagem, que conta as fantásticas histórias dos reis da savana africana. O filme captura o amor, o humor e a determinação verdadeiros dos majestosos felinos, entre eles: Mara, a filha de uma leoa ferida, porém determinada; Sita, uma corajosa guepardo, mãe solteira com cinco filhotes recém-nascidos, que tenta fazer do lugar mais selvagem da Terra o seu lar; e Kali, um leão que foi banido de seu bando e retorna com os filhos para retomar o seu lar. Uma incrível aventura que mescla intimidade familiar com poder e perspicácia naturais.

A narração empolgada do narrador, também nos faz entrar no clima do filme(gostaria de ver a versão original com Samuel L. Jackson, mas na versão nacional a voz também é bacana) e se emocionar com esses animais tão fortes mas que tem sentimentos tão bonitos como a relação de mãe/filho. Essa é a essência do longa mostrar os dramas que as mães(no caso leoas e guepardo) tem para criar e ensinar os tropeços da vida para seus filhotes.

Como falei no parágrafo inicial a fotografia obtida pelas lentes das câmeras é de uma magnitude que não se pode ter idéia, imagino esse filme em blu-ray como vai ficar, fora a proximidade das câmeras com uns bichinhos que mesmo sendo mega engraçados em alguns momentos, em outros pra te comer com uma abocanhada só é facílimo. Se alguém souber de algum vídeo com bastidores desse estilo de filmagem, me mandem que gostaria realmente de ver.

Outra coisa muito gostosa de se ouvir no longa são as trilhas, mesmo repetindo a mesma sinfonia várias vezes mudando apenas os acordes, a trilha consegue conduzir a cada momento o que deve ser sentido. Fora a música final cantada por Jordin Sparks, que não tive como e vou colocar o clipe logo abaixo, que mistura cenas do filme com a cantora cantando.

Enfim, é muito lindo mesmo, recomendo para todos, claro quem entrar no cinema esperando ver um filme de ficção sairá frustrado bem antes do longa começar, como fizeram algumas pessoas da sala onde fui ver, mas para se ver a realidade desses lindos animais bem de perto em uma tela grande só indo no cinema mesmo. É uma exclusividade do Cinemark então caso não estejam passando na sua cidade reclamem e peçam, porque vale cada centavo pago.






Clipe da música final


Trailer Dublado
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Amor A Toda Prova

8/28/2011 06:04:00 PM |

Tem filmes que podem decolar e outros apenas permanecer bons, mas que você vai esquecer dele ao terminar uma contagem de 1 a 10, esse será o destino de "Amor a Toda Prova". Não é um filme ruim, mas não me empolgou, e como todos sabem adoro esse gênero das comédias românticas. Para se ter idéia, olhei no relógio 2 vezes para ver quanto tempo havia passado, e isso pra mim é o maior sinal de que um filme desandou.

O longa nos mostra o quarentão Cal Weaver que tem a vida dos sonhos: bom emprego, boas condições de vida, é casado com seu amor da adolescência, filhos bem comportados... Mas essa vida perfeita desaba depois da descoberta de que Emily, sua esposa, está tendo um caso e quer divórcio. Desamparado, Cal conhece Jacob Palmer, um cara que vai ensiná-lo a ter estilo, beber e paquerar mulheres.

O roteiro é interessante e pelo trailer, o qual eu havia gostado bastante, esperava ser uma comédia com boas doses românticas e que desse boas risadas, porém não é bem isso que vemos no decorrer do longa, ele até nos dá alguma lição de moral sobre amor, mas de uma forma até diria deprimente, experimente ver o filme após qualquer briga amorosa e é garantia de suicídio. Acho que faltou mais doses de romance e/ou juntar com as boas cenas cômicas, as quais aparecem apenas 1 hora após o início do longa e terminam em praticamente 30 minutos, voltando ao marasmo que estava no começo(porém nesse marasmo ocorre ainda uma das sequências de edição mais bonitas que já vi nos últimos tempos, gostei bastante da tela rolando com a imagem de todos os protagonistas fazendo algo).

O elenco estrelado teria tudo para fazer um belo filme, porém não acertou a química completa entre os protagonistas. Steve Carell que poderia animar muito o longa está depressivo, e seus momentos divertidos, praticamente desaparecem na soma total pois já são todas as cenas que vimos no trailer. A única tentativa boa de romance está quanto já ao final, o que era pra ser uma cena provavelmente curtíssima, o diretor viu que seria a "salvação" foi a relação entre Ryan Gosling e Emma Stone, ali sim valeu o ingresso para ver um belo romance em cena. Os demais personagens até estão bons, mas não dão conexão favorável para agradar ou até mesmo dar um upgrade no filme.

Nos quesitos técnicos, as trilhas estão legais, são bons enquadramentos usados em tudo, e até como disse Steve Carell numa cena: "Que cliché!!", a fotografia usada naquele momento caiu boa com uma chuva, e mesmo sendo de praxe, foi um cliché agradável de se ver no longa.

Em resumo, esse é o tradicional que estamos acostumados a ver, um trailer bom com um filme mediano, que nos mostra que o amor verdadeiro pode ser de várias formas, e as vezes até inexistente como disse o jovem ator Jonah Bobo em seu discurso final. Não é um filme tão ruim que eu vá recomendar que você não assista, mas será um filme que com certeza se me perguntarem sobre ele semana que vem não lembrarei de quase nada pois não me marcou. É isso, fico por aqui hoje, mas amanhã tem mais. Abraços.


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O Homem do Futuro

8/28/2011 02:28:00 AM |

Quando se vê o nome das maiores produtoras do Brasil reunidas na abertura de um filme já é de se assustar, ou vem a grande bomba do ano ou vem o melhor filme do ano brasileiro. E ao final posso dizer de boca cheia "O Homem do Futuro" é o melhor filme brasileiro desse ano até o presente momento, muito bom mesmo, tem comédia, ação, romance e ficção juntos num único filme(e claro pro ex-matemático aqui, uma dosezinha de física quântica).

Na história temos Zero é um cientista brilhante e solitário que acredita ser infeliz porque 20 anos atrás foi humilhado pelo grande amor da sua vida. Ao tentar criar uma forma revolucionária de energia, volta acidentalmente ao passado e se vê diante da chance de encontrar a si mesmo mais jovem e "corrigir" os erros de sua prória vida. Tentar manipular os caminhos do tempo é mais difícil e confuso do que possa parecer.

Muitos vão falar que o roteiro pode ser considerado uma mistura de "De Volta Para o Futuro" abrasileirado, mas a história convence, tem sua homenagem, mas não ficou presa nisso. O diretor soube dosar todos os gêneros de forma gostosa de se ver(e colocando Alinne Moraes no meio põe gostosa nisso). Não ficou aquele romance meloso, nem aquela comédia pastelão, muito menos uma ficção maluca sem fins intencionais. E principalmente não ficou novela global, salve o cinema feito para ser cinema.

A fotografia aliada aos efeitos(muito bem feitos por sinal, que foi o que faltou em "Nosso Lar") soube remeter cenas mesmo que pouco, claro para dar uma economizada na produção e também não desfocar do tema, os anos 90 no Brasil. A direção de arte soube utilizar fantasias que eram comuns naquela época para manter o foco na data durante as cenas internas que são a maioria, assim ficando bem característico.

Outro ponto bem positivo, que vocês verão aqui na minha opinião acho que apenas foi a pesquisa que o diretor teve para criar o roteiro e diálogos, pois muito do que é falado são coisas realmente ditas em aulas de física quântica, não foram meras palavras jogadas num roteiro, e isso caiu muito bem para que tanto pessoas que fossem da área vissem e não xingassem, quanto para leigos acharem que tudo aquilo realmente é algo abstrato que somente físicos e cientistas loucos sabem.

Quanto da atuação, definitivamente Wagner Moura é o ator da década, não tem outro no páreo e nem vai ter, ele sabe como interpretar ele mesmo em 3 épocas diferentes e ponto, o que se vê em cena é um brilhantismo cômico que não víamos desde a novela "Paraíso Tropical" com seu inesquecível Olavo. O diretor escreveu esse papel pra ele, e somente ele poderia fazer, mais ninguém. Alinne Moraes é dificílimo falar sem pensar na cena na qual ela está com essa roupa do pôster, afinal além de estar deliciosa no filme soube interpretar bem seu papel, nas cenas em que foi necessário(vide a cena do futuro no filme). Todos os demais coadjuvantes estão muito bem em cena e não estragam nem chamam a cena pra si, o que costumamos ver em muitos filmes brasileiros ultimamente.

As trilhas sonoras escolhidas, mesmo que repetida 5 vezes "Tempo Perdido" do Legião Urbana, foram todas bem empregadas e condizem com o momento. Nenhuma destoa e agrada, claro se você gosta ou não da música estará cantarolando ela no corredor do shopping até chegar no seu carro, isso é  normal ok?

Enfim, quando já tinha visto o trailer e ouvia o burburinho que lia pela mídia de ser a aposta brasileira do ano, eu gostava do que via, mas estava exitante em concordar com o que ouvia, porém agora após assistir realmente concordo em número, gênero e grau, o filme é muito bom, gostoso de ver, passa tão rápido que mesmo indo na última sessão, com suas quase duas horas não dá sono e faz voltar toda aquela vontade que outros filmes tinham rancado de mim de fazer filme no Brasil, ainda há esperanças. Recomendo sim para todos, e pena não ser o tipo de filme que indicamos a prêmios, pois pra mim cinema é isso: causar entretenimento e não sair desapontado de uma sala de cinema. Fico por aqui hoje, mas amanhã tem mais. Abraços.

PS: Vocês devem estar falando, nossa com tantos elogios o Fernando vai dar 10 coelhos finalmente para um filme brasileiro, até gostaria, mas não gostei de algumas tomadas dos pensamentos do protagonista com tantos desfoques de tela, e a cena de sexo entre o casal poderia ser feita de outra forma, não me agrada aquele tipo de enquadramento. Então por isso apenas um 9, mas tirando essa minha opinião de enquadramentos o filme é 10.


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Planeta dos Macacos - A Origem

8/27/2011 02:24:00 AM |

Como todos bem sabem não sou fã de prequels(ou filmes que contam o que acontece antes de determinado filme já existe), pois se você assistiu o original sabe como acabará o prequel. Porém "Planeta dos Macacos - A Origem" é bem amarrado com o original e até nos deixa mais integrados sabendo motivos de porque aconteceu tudo.

Nesse novo filme da franquia 'O Planeta dos Macacos' conta os eventos acontecidos antes da primeira aventura da série. Uma história de origem, que se passa na atual cidade de São Francisco. Uma ficção científica que mistura arrogância da humanidade, o desenvolvimento da inteligência dos macacos e o início de uma guerra pela supremacia.

O mais interessante do filme é que souberam amarrar tão bem com os filmes que já existiam que as continuações(que claro vão aparecer), deverão ser praticamente refilmagens dos que já existem. Porém pra mim o roteiro não é perfeito, há inúmeros furos e cenas que talvez tenham sido cortadas na versão final e deixam falhas perceptíveis mesmo você estando tão chocado com tudo que ocorre.

Pra mim, os 3 elos desse filme se chamam: fotografia perfeita + atuação primorosa + trilha espetacular = ótimo resultado mesmo com os furos que disse acima. A trilha final é uma das melhores que já ouvi, emociona e pretendo tê-la. A fotografia soube acompanhar imagens perfeitas de selva e aliada as cenas de alta velocidade em que a computação gráfica se confunde com a realidade e nos perguntamos: "Como foi feito isso?", os mestres em computação gráfica devem saber explicar melhor que eu.

Da parte de atuação, é uma pena que sempre Andy Serkis está escondido pela CG(Gollum, King Kong, agora Caesar e em breve Capitão Haddock), pois o cara é perfeito no que faz, seus gestos, suas atuações beiram o brilhantismo e estando escondido nunca irão premiá-lo como ator. Não que os demais atores estejam ruins, mas ele rouba a cena com seu macaco, passou uma humanidade que dá vontade de ir amanhã ao Zoo olhar se um macaco tem tantos trejeitos quanto ele tem.

Dos efeitos, muito bem colocados, aliás como falei acima é imperceptível você falar que os macacos são atores mascarados por computação gráfica, então ficou show. Até coloco uma pergunta aqui que já ouvi pela internet, será que daqui uns dias apenas 1 ator ou até nenhum ator irá interpretar um filme inteiro através da computação? É algo a se pensar.

Em resumo, é um filme que nos faz pensar e mais que isso, faz querer rever os outros para ligar todos os pontos. Porém ainda acho que houve cortes errados, que removeu partes necessárias do longa que deixou alguns momentos estranhos, pelo menos pra mim. Ainda assim é um ótimo filme que recomendo ver com certeza. A briga do Oscar será algo bem interessante de se ver no próximo ano, pois começou a pegar fogo. Encerro hoje por aqui, e essa semana ta cheio, então aguardem mais coisas durante os próximos dias. Abraços.


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Professora sem Classe

8/25/2011 12:09:00 AM |

Tá permitido palavrões hoje no texto? Não porque a censura é 14 anos, com o perdão da palavra isso literalmente fodeu com o filme. Me citem um filme com temática erótica que caia num filme escolar sem prejudicar: "Show de Vizinha"; agora me cite um filme com temática escolar que caia num filme erótico sem prejudicar? ....... Sem entrar nos vários títulos pornôs brabos que aparecem por aí no submundo do crime não existem. Porque perguntei isso, o que fizeram com "Professora sem Classe" é exatamente isso, o filme teria tudo para ser, não erótico, mas muito mais escrachado com censura 18 anos, porém fizeram um filme que imaginavam cair numa Sessão da Tarde da vida, só que não empolga nem os mais velhos nem serve de base com o pouco de "erotismo/palavreado" que é colocado para mostrar para a molecada.

O filme mostra como alguns professores simplesmente não estão nem aí. Por exemplo, há Elizabeth. Desbocada, cruel e inapropriada; ela bebe, fica alta e mal consegue esperar para receber seu vale refeição e dar o fora do seu trabalho entediante. Quando ela é abandonada por seu noivo, logo traça um plano para conquistar um professor substituto rico e bonito, mas que tem a atenção disputada por uma colega excessivamente enérgica, Amy. Quando Elizabeth também se vê lutando contra os avanços de um sarcástico e irreverente professor de educação física, as consequências de seus esquemas selvagens e exóticos dão aos seus alunos, colegas de trabalho e até para ela mesma uma lição como nenhuma outra.

É lindo ler uma sinopse e refletir, claro o lance da moral, que tem de ter em todos os filmes colocados para a faixa etária 14 anos nos EUA, até hoje não sei se isso é lei, mas tá sempre lá escondido em algum momento. A história em si não é ruim, e a forma mostrada até diverte(leia aqui como faz rir) em alguns momentos, mas em outras cenas, eu me fiz a pergunta: "O que eu to fazendo aqui?". Chega a ser exagerado de infantil, e ao mesmo tempo é forte demais para uma criança ver.

Sei que vocês já devem estar confusos com essa mistureira que eu estou fazendo de perguntas e comparações, mas aí que está todo o lance do filme, o que eu vivo falando de erro ao escolher o público alvo que anda ocorrendo demasiadamente nos últimos filmes. O roteirista pega e faz um roteiro para ser colocado de 16 a 18 pra mais, pega um produtor/diretor que quer ganhar grana e faz um longa para 14 apenas adaptando um texto. Peraí né, tem público pra ambos os gêneros, mas misturar só desenho faz e mesmo assim alguns andaram patinando ultimamente.

As atuações, beiram o básico sessão da tarde mesmo, fracas e não objetivas, Cameron Diaz é linda, isso todos sabemos, mas humoristicamente falando não caiu bem nesse filme, Justin Timberlake eu prefiro nem opinar, agora Lucy Punch é o cúmulo de caras e bocas, meu DEUS o que é aquilo. Em resumo não olhe pra atuação senão você terá um algo que eu nem sei o que você terá.

Nossa que texto mais maluco esse que eu escrevi. Colocando um spoilerzinho acho que isso que me deixou mais maluco foi ver uma cena de sexo com duas pessoas sem tirar a calça jeans, tudo fechado apenas de forma esfregação, com final acontecendo na própria calça. Bom com essa eu encerro o texto, veja por sua conta e risco, eu achei mediano, não é tão ruim quanto o povo fala, mas que poderia ser imensamente melhor se tivesse sido feito para censura 18 anos. É isso encerro essa semana cinematográfica, e a partir de sexta tem muito mais por aqui. Abraços.


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