Michael

4/22/2026 02:17:00 AM |

Sinceramente não tenho absolutamente nada contra biografias chapa branca, aonde apagam os erros do passado do protagonista para que tudo fique bonitinho como uma grandiosa homenagem para o personagem, mesmo que depois de morto, e isso geralmente ocorre muito quando colocam a família no apoio da produção, mas volto a frisar que não ligo para isso, desde que a produção fique realmente do tamanho que a pessoa foi ou é (em casos vivos), e que impacte principalmente o público e os fãs, afinal a bilheteria no mundo moderno depende disso, ninguém quer ver coisa ruim na telona, pra isso já temos os telejornais e documentários, então como costumo dizer, na ficção vale tudo, até voar se esse era um sonho do personagem, que se funcionar dentro da proposta, segue o jogo. Dito tudo isso, o longa "Michael" tem suas falhas, os amigos da crítica estão descendo a lenha no longa, mas é o famoso filme que funciona para o fã, entrega tudo aquilo que os fãs queriam ver, do jovem que sofria nas mãos do pai, que sempre sonhou grande, que se reinventou por completo e tudo mais, ou seja, essa primeira parte (já dando um spoiler que esse longa acaba em 1988) traz um período mais "tranquilo" da vida do astro, aonde o diretor pode brincar com suas aparições iniciais na TV, a produtora da Motown ficando encantada com o que viu, e como ele mudou a forma como muitos artistas negros passaram a ser vistos também por todos, e não só por negros como era antigamente separado. Ou seja, o longa passa longe de ser aquele que quem não for fã vai sair apaixonado pelo Michael, principalmente pela falta de uma emoção mais impactante para pegar o público, mas ainda assim é bonito de ver, o som da maior sala possível te faz imergir para dentro do show, e assim os fãs ao final aplaudem, pois o diretor é bom, o jovem ator soube puxar a essência completa do tio, mesmo não ficando exatamente semelhante visualmente à ele, e assim funcionou com louvor.

O longa retrata a vida e o legado do cantor, desde a descoberta de seu espetacular talento como líder do Jackson Five até o impacto cultural de sua visão artística ímpar. Para além da música, este drama biográfico traça as ambições criativas de um homem que buscou ativamente se tornar um dos maiores artistas do mundo, destacando os passos dados por Jackson fora dos palcos. Performances icônicas de sua carreira solo, ainda, compõem esse retrato íntimo e nunca antes visto do artista.

Particularmente gosto muito do estilo de direção de Antoine Fuqua, pois mesmo no filme que precisa ser o mais simples possível, ele pega e faz algo grandioso, e aqui ele não nos desaponta nesse sentido, pois se Michael Jackson foi alguém gigante, ele pegou e jogou o nível da produção na estratosfera, criando ambientes luxuosos, dinâmicas imponentes e shows ambiciosos e muito mais que o filme pedia, fazendo com que o público se envolvesse com toda a proposta, visse o crescer do astro, e principalmente mostrasse que ele não era só música, embora trabalhasse que nem um maluco sempre em busca de novas canções, novas danças e tudo mais. De tal forma que vemos sim os produtores da família dando seus pitacos em muitas mudanças cênicas, mas o diretor levou isso com boas ideias, e soube brincar com a essência para que o filme tivesse uma boa fluidez na tela, o que acabou tornando tudo tão grandioso, que o longa que era pra ser único, acabou dividido (com tudo já filmado, se não me engano!), e assim fará uma grande bilheteria, pois o personagem Michael levava multidões aonde fosse, e seu filme não ficará para trás.

Quanto das atuações, sendo o primeiro filme de Jaafar Jackson diria que ele ainda estava um pouco cru demais para um papel tão grandioso, porém encontrar pessoas tão semelhantes ao Michael jovem sem precisar entupir de maquiagens, e claro, tirar os "clichés" e traquejos dos sósias do personagem, era algo que o diretor queria desde o começo da produção, então foi muito certeiro em desenvolver o rapaz, e fazer com que ele virasse o personagem, e não fosse alguém que já fazia o personagem, e assim sendo ele conseguiu ser marcante e bem dosado, criando momentos marcantes, e principalmente não virando uma esquete do tio. Essa também foi a estreia nas telonas do jovem Juliano Valdi que fez Michael pequeno, e o garoto teve grandes cenas para marcar na telona, sofrendo claro com as cintadas do pai, mas ainda assim tendo um carisma grandioso e marcante do começo até sua passagem de bastão, ou seja, tem futuro com o que mostrou na tela. Agora sem dúvida alguma Colman Domingo deu seu nome para Joseph Jackson, sendo daqueles pais irritantes tanto como parte da família quanto como agente do personagem principal, ao ponto que você chega a ficar irritado com as coisas que ele faz, meio que quase um vilão na telona, ou seja, se o longa chegar longe é bem capaz dele ganhar uma indicação pelo papel. Quando vi nos créditos finais o nome de Miles Teller precisei fazer uma volta cerebral para tentar achar o ator no longa, mas agora vendo que ele fez John Branca, o homem que fez Michael decolar em carreira solo, fez todo sentido, pois ele é um tremendo ator, mas aqui estava tão diferente que nem se fez presente, e isso mostra sua boa atuação no papel. Outro que foi muito bem em todas suas cenas, sendo bem mais um amigo de Michael do que seu segurança foi KeiLyn Durrel Jones com seu Bill, sendo sutil nas cenas mais densas, e sabendo se portar muito bem em cada momento da trama, agradando bastante com o que fez. Nia Long até foi bem com sua Katherine, porém seu papel ficou muito em segundo plano na trama, sendo sim uma mãe presente e bem emocional, mas dava para terem usado mais a atriz, pois ela é bem boa no que sempre faz.

Visualmente o longa é gigante e incrível, de modo que até sabemos que muitas cenas são montagens para termos os estádios dos shows tão cheios, mas a ambientação com figurinos clássicos e todas as casas que passam, estúdios, e claro os diversos animais do cantor, além de um quarto todo cheio de referências, fez com que cada detalhe fizesse parte da cena, de modo que com toda certeza muitos fãs irão enxergar muito mais em cada momento, mas é algo que funcionou tão pleno dentro de tudo, que você acaba minimizando os erros mais jogados, além claro de vermos algumas filmagens de seus mini-filmes como chamava os seus videoclipes, com destaque claro para "Thriller".

Enfim, é uma produção incrível, que me agradou por demais, afinal como costumo dizer sou mais fã de grandes produções do que de grandes histórias como a maioria dos meus colegas críticos, e o único aquém que colocaria que acabou faltando, ao menos nessa primeira parte, foi emocionar mais o público que não é fã declarado, pois assisti, gostei do que vi, mas não me comoveu ao ponto de querer sair pulando no final da sessão, e isso dava para ter sido melhor trabalhado, mas ainda assim foi um filmão que funcionou bastante na tela, então aguardaremos para ver como vão entregar a segunda parte. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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