O longa nos mostra que Pablo, um jovem milionário recluso que vive na Patagônia, ainda é assombrado por um trágico acidente de carro que mudou sua vida. Sua rotina isolada começa a mudar quando ele conhece Lara por meio de um aplicativo de namoro centrado em uma premissa peculiar: a troca de um objeto misterioso conhecido como “a caixa azul”. À medida que a conexão deles se aprofunda, Lara gradualmente tira Pablo de sua solidão autoimposta. No entanto, um aviso anônimo logo levanta questões inquietantes sobre sua identidade e verdadeiras intenções. O que começa como um relacionamento íntimo rapidamente evolui para um tenso jogo psicológico de manipulação e suspeita. À medida que a confiança diminui, Pablo é forçado a confrontar seu passado e a mulher enigmática pela qual está se apaixonando, antes que a verdade por trás de Lara seja revelada tarde demais.
Já assisti alguns longas do diretor Martín Hodara e sei que gosta de nos pegar com algumas viradas de prumo, porém ele é um dos diretores mais "secos" que conheço no mundo todo, sem enrolações ou desenvolvimentos amplos para que seu filme seja completamente conveniente com a proposta, e isso não é ruim, afinal vivo falando que quem enche linguiça nas tramas são diretores sem saber o que fazer, porém as vezes algum floreio é bacana. Dito isso, aqui a sacada foi brincar com as reviravoltas, pois ao descobrirmos os dois pontos de virada, o resultado acaba sendo marcante, e o diretor não nos desaponta nesse sentido, além claro de fazer um final completamente diferente de qualquer longa hollywoodiano, pois com toda certeza veríamos algo bonitinho e enfadonho, mas ele optou pelo inverso, e assim mostrou muito serviço na tela, fazendo com que seu filme funcionasse de uma forma diferente e bem colocada.
Quanto das atuações, Luisana Lopilato é uma boa atriz e sabe disso, sabendo brincar com as facetas que lhe são dadas e aqui sua Lara, que depois revela seu nome correto, já entrega muito rápido suas dinâmicas, de modo que talvez nem começaria o longa da forma que foi para brincar mais com a ideia da virada em determinado momento, mas isso é um erro do roteiro/direção/edição, e não da atriz, então posso dizer que ela soube segurar bem seus momentos e agradou com o que fez. Diria que Gustavo Bassani teve momentos bem colocados para seu Pablo, mas não explodiu como precisava nos seus atos, tendo praticamente duas personalidades bem diferentes, o que acabou ficando um pouco estranho no momento da virada, ou seja, faltou ampliar a dinâmica do personagem para que seus atos mais fortes não fossem tão rápidos, e assim ficou no meio do caminho. Ainda tivemos alguns momentos rápidos com Jean Pierre Noher com seu Javier e Pedro Merlo com seu Marcus, mas ambos não foram muito além na tela, e assim serviram quase como enfeites cênicos, assim como Silvana Goldemberg com sua Elena.
Visualmente a caixa azul mesmo foi quase algo tão sutil que vamos lembrar mais do cavalo que tem uma grande importância do que realmente dela, mas a equipe ainda trabalhou com a casa do protagonista bem ampla e chamativa, tivemos uma cabana no meio do mato que poderia ter até mais dinâmicas intensas, e também alguns momentos em restaurantes, mas sem grandes chamarizes para também não onerar no orçamento final, ou seja, a equipe de arte foi sucinta e acabou agradando na entrega.
Enfim, é um filme bem interessante que funciona bem com seus pontos de virada, que talvez pudesse ter ido mais além, mas ainda assim consegue impactar e agradar, valendo como um bom passatempo chamativo, então fica a dica para play. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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