O longa acompanha uma investigação a cargo da detetive Stéphanie, uma investigadora do departamento de assuntos internos da polícia nacional francesa, isto é, a polícia da polícia. O caso envolve um incidente com um jovem rapaz severamente machucado durante um protesto em Paris que, inesperadamente, toma um rumo muito pessoal para Stéphanie. Esse elemento surpresa perturba a agente e transforma o caso 137 em algo mais importante do que se previa.
O diretor e roteirista Dominik Moll gosta de trabalhar temas policiais, e seu filme anterior "A Noite do Dia 12" foi simplesmente incrível, e recomendo demais, e se lá ele deu mais voz para a polícia em si, aqui ele já foi mais crítico, mostrando duas coisas principais, que dentro de uma corporação sempre vão defender os seus, e como num passe de mágica ninguém irá lembrar o que fez em tal dia, e que no meio de um conflito gigantesco aonde ninguém sabia exatamente o que fazer, apenas que todos de coletes eram "do mal", os linhas soltas que querem descontar algo vão fazer o pior, isso seja na França ou em qualquer país do A ao Z, ou seja, o diretor foi muito preciso nesse sentido, colocando muita sinceridade tanto na sua opinião, quanto na sua pesquisa para que o filme ficasse o mais preciso possível. Ou seja, o diretor soube que seu longa poderia ser bem conflitivo e levantar muitas situações, principalmente ao trabalhar um tema complexo como é a polícia da polícia, e ao não se limitar com determinados anseios foi sincero com o que tinha levantado e não foi totalmente "chapa branca" como costumamos dizer, funcionando para ambos os lados na tela.
Quanto das atuações, Léa Drucker é daquelas atrizes que gostam de pegar papeis que deem para se desenvolver melhor em trejeitos e dinâmicas, e quando isso é puxado para algo mais retraído, aí é que explodem por completo na tela, de modo que a sua Stéphanie tem uma pegada séria e densa, cheia de nuances expressivas, mas sempre próxima de uma explosão, embora nunca puxem o gatilho, e essa sacada de trejeitos seus é muito bom de ser visto, tanto que acabou levando os dois principais prêmios franceses desse ano (o Cesar e o Lumière), ou seja, foi presente e marcou presença nos principais momentos, fazendo com que o filme fosse dela. O mais interessante de tudo é que o filme sendo de Léa, mais ninguém conseguiu se destacar na tela, ao ponto que todos os personagens viraram praticamente figurantes em cena, claro tendo alguns com mais intensidade e outros com menos, mas infelizmente não vale destacar ninguém na telona.
Visualmente o longa foi interessante, porém seco demais, tendo muitos atos dentro da delegacia com os protagonistas analisando imagens, tivemos algumas boas reproduções do acontecido na época, e também algumas cenas da protagonista passando por centrais sindicais nas viagens, além de alguns atos na casa dos pais da protagonista e seu apartamento, não tendo muito para onde sair, mas ficando interessante por conseguirem segurar a dramaticidade dentro de muitos interrogatórios monossilábicos.
Enfim é um filme bem funcional dentro da proposta, porém dava com poucos ajustes para ser ainda mais intenso, aonde a pegada causaria mais dinâmica e o resultado impactaria com uma representação maior na tela, mas ainda assim é bem bacana de vermos que não é só por aqui que muita coisa não vai para frente nas investigações, então fica a dica para conferir ele nos cinemas a partir do dia 16/04. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje agradecendo a Autoral Filmes através de sua assessoria pela cabine, e fico por aqui hoje, então abraços e até amanhã com mais dicas.







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