A sinopse é bem simples e nos conta que depois de salvar o Reino dos Cogumelos, Mario e seus amigos se encontram em uma missão intergaláctica para deter um novo vilão ameaçador.
Costumo dizer que fico bem feliz quando os produtores resolvem manter os diretores originais na continuação, pois geralmente não precisam reinventar a história toda e contar tudo novamente, e hoje diria que Aaron Horvath, Michael Jelenic e Pierre Leduc voltaram com a corda toda após o sucesso do primeiro filme, que até era esperado já que o jogo é um dos mais amados que já existiram no mundo, e aqui eles brincaram muito com cores, com cenas em alta velocidade, cenários gigantescos em uma ambientação tão fluida que acaba divertindo dentro das sacadas, mas como disse no começo, o roteirista do original que também continuou aqui Matthew Fogel abusou da sorte em misturar tantos elementos e dinâmicas, deixando o longa um pouco confuso demais na tela, que claro não atrapalha a experiência de ver um bom jogo de essência funcionando na telona, mas para quem não for jogador nato da saga Galaxy acabará apenas se divertindo sem saber o porquê está se divertindo, e isso é um risco. Volto a frisar que não ficou algo ruim, muito por ter mantido a essência original, mas dava para seguir um rumo menos complexo que funcionaria ainda melhor.
Os personagens que já conhecemos no longa anterior voltam sem grandes mudanças nas entregas, tirando que agora os encanadores tem muitos novos poderes, mas por incrível que pareça, tanto Mario quanto Luigi ficaram muito em segundo plano no novo filme, ou seja, quiseram dar mais voz para os novos personagens, e claro para a conexão entre as princesas que o deixaram eles menos marcantes. E claro que tivemos Yoshi fazendo as vezes na tela com sua língua gigante e fome insaciável, tivemos um Bowser Jr. completamente insano com seus sonhos de conquista, e até souberam usar bem a Princesa Rosalina com todos seus poderes, mas sem entrar a fundo nas dinâmicas da personagem. Ou seja, é um filme aonde todos tiveram grandes participações na tela, mas que nenhum se destacou ao ponto de marcar mesmo o filme, e até mesmo a participação de Fox McCloud, líder da Star Fox acabou sendo bacana de ver pela essência, mas sem grandiosos momentos.
Agora no conceito visual o longa é incrível, com cenas de vários mundos, vários koopas de tudo quanto é jeito, fora a concepção do universo que o Bowser Jr. criou formando o jogo como se ele estivesse realmente jogando dificultando a vida dos personagens para chegar até ele, tivemos ainda um mundo que parecia saído da cabeça do Nolan com coisas andando lateralmente, invertendo posições e tudo mais, e ainda todo o ambiente cósmico bem bacana de ver com tudo tendo muitas cores e dinâmicas para encantar desde os menorzinhos até os mais velhos fãs do jogo. No conceito 3D, posso dizer que o filme inteiro tem muita profundidade, diversos elementos saindo da tela, e um conceito de proximidade também bem interessante que funcionou na telona, então quem curte a tecnologia irá gostar bastante do que verá na telona.
Enfim, é uma animação que funciona para os fãs, funciona para a garotada, mas que trouxe muito mais elementos do que um filme realmente precisaria, sendo algo carregado demais de informações que não se desenvolvem na tela, mas sim fora dela, e assim os mais velhos que não jogaram essas versões mais recentes do game é capaz de não saírem tão empolgados com tudo, como acabou acontecendo no primeiro filme. Ou seja, recomendo ele sim como uma boa animação na tela, mas dava para ter ido bem mais além, e assim acaba sendo a dica. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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