Amazon Prime Video - Bola Pra Cima (Balls Up)

4/20/2026 01:01:00 AM |

Olha, tem dias que fico realmente me perguntando o motivo de existir streaming na minha vida, pois se tem alguém que sabe escolher mal lançamento de streaming, essa pessoa sou eu! Hoje com preguiça de sair com tudo o que anda ocorrendo (mas aqui não é um muro das lamentações) achei uma boa dar um play numa comédia que estava no top-10 da Amazon Prime Video, ou seja, dificilmente seria algo ruim já que tanta gente está vendo o lançamento, e com atores que ao menos pareciam saber os projetos aonde entram, fui lá e dei play em "Bola Pra Cima", e meus amigos se no dicionário não tinha uma imagem para ilustrar vergonha alheia, podem colar esse filme por completo, pois é vergonha do minuto 0 ao 104, conseguindo alguns feitos que nem em sonho conseguiria imaginar para escrever um roteiro tão sem base, desde uma Copa do Mundo fora de ano de Copa, passando por facções gringas no Brasil, ativistas hippies vivendo no meio da floresta e transando na frente dos caçadores que matam e enforcam, até um organizador de evento se pendurando em um lustre nu em plena boate, ou seja, tudo isso regado à atores brasileiros falando um inglês meia boca e americanos falando um português péssimo, o que chega a dar uma revolta estomacal gigantesca. Sinceramente foram os 104 minutos mais mal gastos da minha vida, mas assisti até o final na esperança de ter uma salvação, e a salvação é eu indicar que vocês nem pensem em relar no botão play desse filme.

A sinopse nos conta que os executivos de marketing Brad (Mark Wahlberg) e Elijah (Paul Walter Hauser) vão com tudo ao propor um patrocínio de preservativos com cobertura total para a Copa do Mundo. É quando uma comemoração regada a álcool no Brasil vira um escândalo global, e eles precisam fugir de fãs furiosos, criminosos e autoridades sedentas por poder para salvar suas carreiras e voltar para casa vivos.

Sei que muitos não gostam dos longas do diretor Peter Farrelly por exagerar em muitas situações, mas confesso que já ri com ele no passado e gostei muito de algumas obras suas, porém aqui posso dizer que perdeu a mão por completo, entregando algo que não tem graça alguma, que força a barra do começo ao fim para tentar soar engraçado, e se perde tão rápido dentro das essências da trama, que talvez alguns estrangeiros deem risada achando que no Brasil é bem assim como é mostrado, mas nem que a pessoa odeie o país por completo vai conseguir achar um mínimo humor na trama. Ou seja, são muitos erros de ideologia, são muitos erros de gravação, e são muitos erros de tentar existir uma comédia sem nexo como essa, aonde tudo é falho, sendo daqueles que você até lembre futuramente para citar como a pior coisa que já viu na vida, pois foi isso o que vi hoje.

Chega a ser decepcionante falar de dois grandes atores que aceitaram fazer um filme desse estilo, pois Marc Wahlberg já até fez alguns longas bem ruins, mas já fez outros incríveis, e aqui certamente ele deveria até apagar de sua filmografia que esteve presente, pois seu Brad até teve algumas cenas com alguma expressividade, mas é tanta falha, tanto momento bizarro que chegamos a ver até o ator bravo com o que estava fazendo em alguns deles, ou seja, nem ele estava a vontade com tanta cena jogada. Já Paul Walter Hauser é o típico ator que não tem graça alguma, caindo bem em alguns papeis dramáticos com poucas pegadas cômicas, não em algo que seria "humorístico", e aqui a entrega de seu Elijah beira o ridículo, incomodando com muita força em tudo o que faz, ou seja, foi jogado aos leões e literalmente foi devorado, pois não conseguiu uma cena que marcasse algo diferenciado, e assim também não ajudou o longa a ir além. Ainda tivemos Sacha Baron Cohen fazendo seu tradicional personagem não muito definido em trama alguma, fazendo com que seu Pavio Curto tendo um papo longo até demais, que não convence, nem impacta, e assim desanima. Quanto aos demais personagens que fizeram ou eram realmente brasileiros, Benjamin Bratt com seu Santos foi uma bomba relógio em cena, Luciano Szafir até tentou fazer com que seu Cristos parecesse internacional, mas foi meio que sem graça também sua entrega na tela, e por fim Daniela Melchior até se fez como uma advogada brasileira, mas no final temos uma mudança até que boa, o que acabou sendo "menos" ruim.

Visualmente o longa tem alguns momentos estranhos, mas que ao menos conseguiram mostrar bem um jogo de futebol na tela (sabe-se lá aonde arrumaram um time de Brasil x Argentina para jogar sem nenhum conhecido!), montaram algumas salas de reuniões bem colocadas, festas em boates e numa mansão, atos em florestas e rios, tudo bem regado a elementos cênicos bizarros, porém funcionais para ao menos segurar o "realismo" da trama, que mostrou ao menos que nesse quesito pagaram algum bom diretor de arte.

Enfim, é um filme bem ruim, mas bem ruim mesmo, que ainda estou me perguntando como consegui ficar 104 minutos assistindo, e mais quase 7 horas escrevendo dele, pois a única vontade que estava era escrever: "é ruim ponto" e mais nada, mas como sempre tenho de justificar minhas escolhas de notas, e aqui vou dar 1 somente pelo conceito visual, e está mais do que bom, provavelmente figurando no final do ano como o pior longa do ano. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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