Maldição da Múmia (Lee Cronin's Mummy)

4/17/2026 12:49:00 AM |

Antes que venham com as perguntas, já deixo a resposta que não lembro nada dos filmes antigos da Múmia a não ser que tinha o Brendan Fraser, e que o tom era mais puxado para a comédia de aventura, então esqueça tudo o que viu por lá para ir conferir o novo "Maldição da Múmia" que é um terror com tantas cenas nojentas, que se você tiver comido um pouco demais vai sentir o estômago dar algumas piruetas. Dito isso, e tirando alguns "artifícios" que utilizaram para desenvolver a história, o resultado da trama acaba sendo funcional, tendo pegadas bem densas, cenas fortes e violentas, e claro as famosas "burrices" de personagens, pois entrar em uns lugares é coisa que ninguém em sã consciência vai. Ou seja, para quem gosta de terrores com escatologias aos montes é um prato cheio, com pegada e personagens interessantes, mas para aqueles que esperarem algo mais investigativo e denso, esse não é o filme que estão querendo ver na telona.

A sinopse nos conta que a filha de um jornalista desaparece num deserto sem deixar rastros, deixando a família dilacerada e em luto. Até que, oito anos mais tarde, a jovem garota reaparece, deixando todos chocados. O problema é que esse encontro aparentemente feliz transforma-se em um pesadelo de proporções gigantes.

O interessante das falas do diretor e roteirista Lee Cronin é que ele não quis se basear em coisas que outros filmes já fizeram, mas sim no seu estilo de trabalho, e por isso aqui vemos algo bem intenso e cheio de nuances, aonde tudo se assemelha bastante com "A Morte do Demônio: A Ascenção", e bem menos com tramas próximas aos longas de múmias, embora tenhamos o processo de mumificação, o guardar de um ser egípcio e tudo mais, ou seja, ele pegou pontos tradicionais e deu seu vértice de escatologias e coisas nojentas, aonde até temos atos que funcionaram bem na tela, principalmente pela câmera bem próxima, mas em outros foi apenas abuso para causar, e conseguiu, mas tem quem não curta, e assim acredito que ele poderia ter feito a história em si mais desenvolvida.

Quanto das atuações, diria que Natalie Grace conseguiu segurar bem a expressividade de sua Katie, de tal forma que não precisou falar muito, mas sim grunhir, bater os dentes e criar movimentos estranhos, além de olhares densos por trás da prótese e muita maquiagem, ou seja, se sustentou como a personagem deveria fazer, e assim resultou em algo assustador e bem trabalhado. A jovem May Calamawy consegui trabalhar para que sua Detetive Zaki fosse chamativa, falando em dois idiomas com precisão, mas fazendo alguns trejeitos meio que inseguros demais para uma policial, afinal não é só fazer cara fechada para parecer imponente, e suas cenas invadindo a casa ficou muito "bobinha" para o que o longa pedia. Quanto aos pais da garota, poderiam ter ido muito mais além do que meros personagens jogados, pois Laia Costa até trabalha uma Larissa depressiva com um certo estilo, mas é tão morna que não impacta em nada, já Jack Reynor fez com que seu Connor fosse apenas explosivo em alguns momentos, e depois ficasse meio como um detetive fraco procurando aonde errou. Os irmãos vividos por Shylo Molina e Billie Roy tiveram reações meio que forçadas, mas como os papeis pediam essa entrega nos atos mais densos, até que fizeram bem seus Seb e Maud, com destaque claro para os momentos de remoção de dentes e batidas de cabeça. Agora se teve alguém que sofreu bastante nos poderes da garotinha foi Veronica Falcón como a avó da família, que rezando muito ao lado do corpo mumificado apanhou com gosto nos atos mais densos da trama. Agora uma falha bizarra, embora aceitável para que o filme fluísse foi o demônio dando o nome da pessoa que fez aquilo com a garota, pois chega a ser falho demais pensar nisso.

Visualmente o longa foi até que bem interessante, tendo uma casa meio que abandonada e isolada no meio de um deserto sem grandes propósitos, principalmente para uma família que acabou de perder uma filha no meio de outro deserto, mas ao menos serviu para o estilo com coiotes, escorpiões e paredes falas, no Egito abusaram um pouco da quantidade de areia para o cara ficar gritando e nada entrar na cara dele, e claro temos de valorizar muito o árduo trabalho das equipes de maquiagem, próteses e elementos nojentos de primeira linha, que fizeram faixas com escritos antigos, gosmas, vômitos e muitas outras coisas imponentes para o estilo do longa causar muito na tela.

Enfim, é um filme que dava para ter um vértice ainda mais impactante sem precisar forçar tanto a barra, mas ao menos conseguiu a base de um bom terror, que é causar sensações no público, pois como disse no começo temos alguns atos que reviram o estômago, e sendo assim, fica a indicação para quem gosta do estilo. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve com mais textos.


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