O longa desce agora para um território mais sombrio do que nunca à medida que a mitologia dos Estranhos se desfaz e o derramamento de sangue aumenta. Maya é a última garota presa no ciclo incessante de violência dos Estranhos, empurrada para um confronto inevitável com os assassinos mascarados — um pesadelo aterrorizante em que a única saída é entrar.
Nem é novidade falar que o diretor Renny Harlin continua no longa, afinal como já disse no começo ele filmou tudo e teve a audácia de dividir em 3 partes ao invés de editar de forma funcional para que virasse um longa só, mas ao menos aqui ele teve a "decência" de tentar explicar um pouco mais do passado dos personagens, criar uma "motivação" para os crimes, e claro mostrar a psicopatia de uma forma mais ampla, mas também acabou abusando muito de idas e voltas temporais, e colocou alguns personagens mais desnecessários que enfeite cenográfico em tramas de sacanagem, ou seja, vamos dizer que nesse filme daria para ele aproveitar uns 40-50 minutos para a versão definitiva juntando os três filmes.
Quanto das atuações, já falei muito nos outros textos sobre a entrega de Madelaine Petsch com sua Maya, de modo que ficar repetindo figurinha é algo exagerado, e aqui diria que a jovem mostrou uma frieza para a personagem, tendo olhares e dinâmicas mais fechadas e sem tanta gritaria, o que deu um tom melhor, mas ainda longe de algo memorável. Gabriel Basso apareceu em um pouco mais de cenas sem sua máscara de Espantalho, tentando entregar um pouco mais de seu Grégory, mas era melhor ter ficado coberto, pois o jovem foi meio seco de trejeitos. Assim como no segundo filme escolheram bem as crianças para os personagens principais, agora novamente escolheram adolescentes/jovens tão psicopatas quanto, de modo que ficaria com muito medo de trombar na rua com Finn Cofell e Kyle Breitkopf, pois os jovens mandaram muito bem nos trejeitos e chamaram atenção demais, talvez valendo um "filme" sobre a juventude deles maior. Os demais vou preferir me abster de falar, dando um leve destaque para Richard Brake com os traquejos estranhos de seu Xerife.
Visualmente não tivemos muitas adições no longa, mas ao menos uma coisa eu tenho de valorizar na franquia, usaram muito bem as luzes "falsas", pois não temos cenas escuras apenas para pegar o espectador, coisa que a maioria dos filmes de terror acaba usando, então vemos os detalhes de criação do trailer, do esconderijo, da serraria, da igreja, e até mesmo dentro dos carros o uso cênico foi bem empregado, então nesse sentido a equipe de arte junto com a de fotografia podem sair felizes com o resultado.
Enfim, volto a frisar que é um fechamento "aceitável" e que valeria uma edição de colecionador com os três filmes editados em um, pois assistiria e provavelmente gostaria muito, mas da forma que ficou em 3 partes aqui vou dar a mesma nota que dei para o primeiro, subindo talvez um meio ponto no máximo, mas como não coloco notas quebradas vai ser assim mesmo. Só espero que o diretor (ou melhor até disse que gostaria para ver o que a distribuição faria com o nome) não invente de fazer uma parte 4, afinal deixou uma possibilidade para isso, mas mudaria tudo no contexto, então apenas vão conferir se quiserem finalizar o que já viram nos dois anos anteriores. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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