O longa nos conta que Linda Liddle é uma funcionária exemplar e inteligente de uma empresa comandada por um chefe intransigente e machista chamado Bradley Preston. O relacionamento profissional conturbado da dupla será levado ao extremo quando os dois colegas viram os únicos sobreviventes de um acidente de avião. Presos numa ilha deserta no meio do nada, Linda e Bradley são obrigados a enfrentar os velhos ressentimentos de sua relação e trabalhar juntos para tentar sobreviver nas condições inóspitas do local. O que, porém, eventualmente, ocorre é um jogo de poder e hierarquias que vira de cabeça para baixo as dinâmicas pré-estabelecidas entre os dois. Uma série de reviravoltas, então, coloca Linda e Bradley numa batalha pela predominância enquanto esperam um resgate.
Claro que a história em si, principalmente pelos atos finais, vai lembrar um pouco "Triângulo da Tristeza" (e isso é um spoiler imenso), mas o diretor Sam Raimi soube criar tantas desenvolturas antes dos atos finais, mostrar situações de inversão de valores de dominância, que o filme tem ao mesmo tempo pegadas cômicas e cheias de astúcia, com atos densos, violentos e de sustos, aonde a essência em si mostra muito do jeito tradicional que conhecíamos antes de virar diretor de fama, e assim o resultado acaba sendo muito satisfatório principalmente por isso. Ou seja, vemos uma trama aonde tudo leva a possíveis discussões, de como argumentar alguns problemas, de como tratar e ser tratado em diversos ambientes, e claro, estar preparado para o pior, pois aprender em um meio hostil é algo que ninguém irá lhe dar todos os caminhos das pedras.
Quanto das atuações, foi bem bacana praticamente usarem só os dois protagonistas, tendo alguns personagens de enfeite no começo e no miolo, mas completamente esquecíveis, ou seja, deixaram para que a dupla entregasse tudo e mais um pouco. E começando a falar de Rachel McAdams, que a equipe de maquiagem conseguiu deixar ela feia para sua Linda, mas que a protagonista foi se soltando, criando vértices e desenvolturas como realmente uma experiente "Survivor", aonde vai criando as devidas nuances para chamar o papel de seu, e o resultado acaba florescendo e divertindo na tela, ou seja, em poucas palavras deu show. Agora quem apareceu bem diferente na tela foi Dylan O'Brien com seu Bradley, de tal forma que não reconheci o ator em momento algum, mas mostrou que ainda tem imponência e acabou sendo daqueles chefes que qualquer um desejaria matar ao invés de ajudar, e claro que conforme ele foi entregando suas nuances, mais passávamos a conhecer suas astúcias que sempre falhavam, ou seja, encaixou bem demais com o que precisava fazer.
Visualmente trabalharam bem o escritório bem tradicional, a casa da protagonista com seus vários livros de sobrevivência, e no avião ainda mostram sua inscrição para o tradicional reality do estilo, ou seja, prepararam bem o espectador para tudo que viria a acontecer depois. Criaram bem um acidente aéreo impactante com cenas fortes de mortes, e depois na ilha vemos as construções de sobrevivência, as comidas que fazem, dicas de frutas e animais com venenos, sacadas com armas e até algumas caças, que funcionaram bem na tela. Não conferi o longa em 3D, mas é notável a quantidade de cenas colocadas para vir em primeira pessoa ou até mesmo com elementos fora da tela, então quem for conferir com a tecnologia pode vir falar depois nos comentários se realmente ficou legal de ver.
Enfim, é um longa que funciona, diverte, mas que tem um final meio que premeditado bem antes de acontecer, forçando um pouco demais a barra para aceitarmos certas situações, porém é violento do jeito que gostamos, e com sacadas divertidas para rirmos, então agrada e vale a recomendação. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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