O longa acompanha dois meio-irmãos precisam trabalhar juntos para desmascarar uma conspiração cabulosa que envolve a morte do pai da dupla no Havaí. Irmãos distantes, Jonny e James precisam se reconectar após a perda misteriosa e inesperada do pai. Enquanto um é um policial inconsequente, o outro é um disciplinado membro da marinha. Enquanto eles buscam pela verdade, segredos há muito escondidos revelam uma conspiração que ameaça o laço familiar.
O mais bacana de tudo é que o diretor Angel Manuel Soto começou grandioso com "Besouro Azul", um projeto audacioso que acabou dando mais ou menos certo de um modo positivo, e aqui ele pôde se soltar mais, brincando com cada elemento da trama, conseguindo passar uma química bem bacana entre a dupla de brucutus, e mesmo exagerando nos planos-sequências, soube entregar algo fácil e divertido de acompanhar, aonde nem mesmo os personagens se levaram muito a sério. Ou seja, é daquelas histórias que você fica se perguntando quem em sã consciência pensou em colocar esses dois como meio-irmãos, e mais ainda trabalhar com a Yakuza no Havaí, e o resultado mesmo sendo maluco dá certo como um bom passatempo deve ser.
Quanto das atuações, posso dizer de cara que Jason Momoa estava tão solto e se divertindo com seu Jonny, que até mesmo nas cenas mais fechadas ele jogava alguma piadinha solta, fazia alguma traquinagem, e ainda botava banca, ou seja, brincou com o personagem fazendo o que gosta. Por um outro lado, Dave Bautista anda querendo bancar personagens mais sérios, e sabemos que não é algo que combina com seu estilo, de modo que seu James funciona mais para contrapor o outro protagonista, e claro para sair batendo, fora que a barba lhe deixou velho demais pro personagem, mas isso é algo que não atrapalhou no resultado final, pois esse jeito mais fechado acabou sendo engraçado de ver. Agora gostaria de saber qual diretor de elenco falou que Claes Bang combinava como o vilão do filme Marcus Robichaux, pois até passou uma banca de empresário rico, mas nas cenas de luta e tensão ficou falso demais na tela, não combinando tanto com o papel. Ainda tivemos alguns gracejos com um elenco invejável, tendo a brasileira Morena Baccarin como namorada/esposa de Jonny meio que de enfeite, mas sendo bem usada na perseguição, Jacob Batalon sendo um ajudante cômico do grupo, e até a garotinha do filme do Stitch, Maia Keloha fazendo suas dancinhas na tela no final.
Visualmente o longa teve boas cenas nas casas dos protagonistas, tendo na de Jonny uma luta exageradíssima cheia de quebra-quebra, sendo bem imponente, também tivemos uma perseguição numa rodovia que ficou computadorizada demais, com carros voando e rolando com tiros e tudo mais, sendo bacana para o estilo de filme, mas poderiam ter caprichado mais para não ficar tão falsa, e na mansão do vilão primeiro tivemos uma festança e depois no final muitos tiros e porradas, com o pessoal da Yakuza forçando um pouco a barra esperando o mocinho ir em direção a eles, tudo em fila organizado demais, isso sem falar na abertura do pai andando pela cidade numa festa de Ano-Novo chinês no Havaí todo rm plano-sequência bem orquestrado, mas sem necessidade.
Enfim, é um filme forçado, porém bacana e divertido de assistir, contando também com uma trilha-sonora engraçada para os diversos momentos da trama, que já disse e repito que serviu bem como um passatempo para quem esperava exatamente o que o longa iria proporcionar, então bom play para todos. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve, afinal nessa semana temos muitas estreias, então abraços e até logo mais.
PS: a nota até poderia ser maior, mas os atos computacionais e coreográficos me incomodaram um pouco demais como crítico, então não pude relevar nesse sentido.







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