Netflix - Nonnas

5/17/2025 02:30:00 AM |

Tem dias que você não quer nada a mais do que um filme confortável, que para alguns é rever algum clássico ou até mesmo aquela trama bobinha que você já sabe até as falas, mas como já expliquei algumas vezes para várias pessoas, não gosto de ver um filme mais do que uma vez (sendo raríssimos exemplares que saio dessa ideologia), então procuro dar play ou ir ao cinema ver algo bobinho, leve e que me inspire apenas a curtir o que está sendo mostrado, e um bom exemplar que escolhi hoje para isso foi o longa da Netflix, "Nonnas", pois uniu duas coisas que gosto muito: comida de avó e história real, ou seja, não tinha como dar errado. Claro que como crítico tenho de apontar defeitos quando existem, e esse estilo acaba sendo muito fácil para o diretor errar ou acertar em cheio, e o maior problema aqui é que mesmo sendo uma trama, digamos familiar, faltou a emoção de família mesmo, acontecendo somente nos atos finais isso, e essa falta de fazer o público se conectar com os personagens acaba pesando bastante, ao ponto que vemos o filme apenas como um leve passatempo, sendo que ele poderia ter ido mais além, afinal tinha todas as entrelinhas para isso. Ou seja, dá para como o nome diz, passar um tempo conferindo ele, pois não é algo ruim e cheio de falhas, mas faltou o diretor pegar e chamar o filme como seu, e botar a história do verdadeiro Joe como algo que todos gostariam de conhecer.

A sinopse é simples e nos mostra que após a perda de sua mãe, Joe Scaravella (interpretado por Vince Vaughn) arrisca tudo para homenageá-la ao abrir um restaurante italiano com um grupo de avós locais como chefs.

O que mais gosto no estilo de direção de Stephen Chbosky é que ele permite em seus filmes que você entre para dentro da trama e se envolva com os personagens, ou melhor, era o que ele mais acertou seja em "As Vantagens de Ser Invisível", "Extraordinário" e "Querido Evan Hansen", mas aqui foi justamente o que ficou faltando para o longa ser incrível, pois se sentíssemos a presença familiar italiana envolvendo mais na tela, o resultado acabaria ficando genial e não apenas comum. Volto a frisar que a história de Joe Scaravella não é ruim, e a ideia do rapaz foi brilhante, pois quem não gosta de uma boa comida de avó, mas agora após saber quem era o diretor fiquei ainda mais decepcionado, pois ele sabe fazer algo emocional bem colocado, e facilmente conseguiria com poucos ajustes fazer algo lindo de se ver, e não apenas algo básico como foi entregue.

Talvez o maior erro do diretor tenha ficado com a produção de Vince Vaughn, que provavelmente algum dia almoçou no restaurante de Joe e se apaixonou pela ideia arrumando um bom roteirista e um excelente diretor, com a clara condição de que fosse o protagonista da trama, e o ator é bom em tramas cômicas ou mais jogadas, não sendo alguém bem colocado para algo emocional realmente, então fez seu papel sem grandes chamarizes, e ao final vemos que o verdadeiro Joe nem se parece com ele, ou seja, dava para produzir, ganhar dinheiro e talvez arrumar alguém que impactaria na tela. Quanto das vovós que mandam ver nos pratos vale o destaque desde a belíssima Susan Sarandon com sua Gia imponente e cheia de história para o papel, passando pelas duas briguentas siciliana e bolonhesa Antonella e Roberta bem vividas por Brenda Vaccaro e Lorraine Braco que foram dinâmicas e intensas na tela, até chegarmos na mais fechada ex-freira Teresa que Talia Shire soube brincar com o que tinha em mãos. Ainda tivemos bons atos de Joe Manganiello com seu Bruno e Linda Cardellini com sua Olivia, mas bem de forma secundária dentro do envolvimento completo da trama.

Visualmente a trama é básica, mas muito comum de vermos em filmes de famílias italianas, cheias de pessoas comendo e opinando em voz alta, numa confusão tremenda que só eles entendem, isso nos atos do passado, depois vemos o protagonista enlutado em sua casa simples, e o restante da trama foca na construção e preparação do restaurante e dos pratos que serão servidos, sendo algo chamativo, mas simples e bem trabalhado pela equipe de produção e de arte, unindo o passado talvez importante para o verdadeiro do baile de formatura que deu os canos na moça, e claro os poucos clientes do começo até o grande boom após a avaliação como ambiente familiar, ou seja, tudo bem feitinho sem grandes chamarizes.

Enfim, é um filme leve e muito bem feito, que tem como principal defeito a falta de emoção, mas que não chega a ser algo que atrapalhe e desabone demais a trama, valendo como disse no começo como um bom passatempo, e assim fica a dica para quem quiser dar o play. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Hurry Up Tomorrow - Além Dos Holofotes (Hurry Up Tomorrow)

5/16/2025 12:52:00 AM |

Minha vontade hoje era chegar aqui e escrever assim: "quem disse que isso é um filme bebeu demais ou cheirou algum pó vencido!", mas como sou uma pessoa que gosta de defender argumentos, lá vou eu escrever um texto decente pelo menos. Acho que já faz uns 2 meses que venho assistindo o trailer de "Hurry Up Tomorrow - Além dos Holofotes" nas sessões que vou de outros filmes, sendo até mais colocada que outros filmes que nem sequer sabia da existência e do nada surge nos cinemas, porém mesmo tendo visto umas 7-8 vezes, até o dia de hoje não tinha entendido nada do que me mostravam lá, e com isso pensei que veria algo imponente, que me surpreenderia, e que a história faria algo subjetivo até então meio que jogado para algo chamativo e forte. E sim, me surpreendi com o que vi, mas de uma forma que ao menos pude ler as letras interessantes das canções de The Weeknd, e nada mais, pois a trama é meio abstrata, com um tom absurdo, que ao misturar o show do cantor com uma interação com uma mulher meio doida acaba levando nada a lugar algum, aonde talvez algum fã até entenda algo a mais, mas como cinema mesmo, o resultado é de dar sono e raiva.

O longa acompanha um músico famoso que, durante uma noite de insônia, é levado para uma jornada sem precedentes com uma estranha - uma jovem obcecada por seu trabalho. A relação entre os dois deixa o cantor à beira de um colapso. Em meio à crise emocional, o cantor irá desafiar o que sabe sobre si mesmo e desvendar faces que não conhecia.

Diria que o diretor e roteirista Trey Edward Shults pegou a ideia do cantor de amplificar a divulgação de seu atual show e disco e a motivação de algumas músicas e tacou na tela, trabalhando uma essência meio que talvez se passasse por inteligente demais, mas que ao final quem entrar na ideia maior vai se ver mais enganado do que entretido pelo que ele faz na tela, afinal deve ter sobrado muita gasolina de alguma viagem para ficar tacando fogo em tudo, e sem ir além o resultado na tela não flui, e diferente de fazer com que o público se conecte com o que vê na tela, acaba cansando por não ir para lugar algum, de modo que quando ocorre a briga entre os dois atores que realmente tentaram atuar e entregar algo, até pensei que fluiria um algo a mais, mas não, fica só naquilo mesmo.

Sério, me recuso a falar das atuações, pois Abel Tesfaye fez o que faz nos seus shows como The Weeknd, tentando ser expressivo com alguns diálogos não funcionou; já Jenna Ortega com sua Ani fez coisas malucas, cantou, dançou, mas ainda estou tentando entender se ela era doida ou algo a mais; e Barry Keoghan fez de seu Lee, um misto entre empresário e amigo do cantor, cheirando drogas, bebendo, e gritando, ou seja, nada.

Visualmente a trama se divide entre o palco do show do cantor, os bastidores aonde tem uma academia para ele treinar, e alguns atos em um hotel, uma rua completamente abandonada e vazia, e uma casa aonde a protagonista taca fogo em tudo, além de um posto aonde rouba combustível, ou seja, tudo bem básico.

Enfim, vou parar por aqui, que já falei até demais para algo que não valeria muitas palavras, que claro se algum fã entender melhor o filme da sua forma, pode até vir aqui falar nos comentários (sem ofensas claro!) sobre sua visão, mas infelizmente como cinema mesmo não funcionou, e não dá para recomendar para pessoas que forem esperando um filme. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos por aqui, então abraços e até logo mais.

PS: Ainda dei uma nota dois por conhecer mais as letras das canções dele, e pelo único diálogo que valeu aonde a atriz faz a comparação entre várias músicas todas sendo bem semelhantes de ideologia.


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Detetive Chinatown: O Mistério de 1900 (唐人街探案1900) (Tángtàn 1900) (Detective Chinatown 1900)

5/15/2025 12:59:00 AM |

Estava um pouco preocupado em conferir "Detetive Chinatown: O Mistério de 1900", pois como não vi nenhum dos outros dois longas, talvez não entendesse o que iriam me entregar, mas como era algo fora de data, resolvi aceitar a cabine para ver qual a ideia, e olha fui surpreendido positivamente, pois o longa tem boas facetas, entrega um suspense bem trabalhado, e felizmente não senti falta de não conhecer os anteriores. Dito isso, a trama brinca bem com o estilo investigativo, porém exagera na quantidade de personagens, de modo que tudo acaba ficando grandioso e bagunçado demais, não tendo um foco mais direto na essência, tanto que precisaram no final usar quase dois monólogos inteiros para explicar tudo o que aconteceu, e isso é algo um pouco apelativo demais, mas usando bem a ideologia do estilo isso acaba não incomodando. Ou seja, é um filme dinâmico e interessante, que inicia um pouco lento, mas quando pega pra valer empolga e cria os enigmas na cabeça do público, mas quando vem o fechamento compactam tudo para ficar da forma que desejavam passar e funcionar as ideologias, e ainda brincam com a sacada da China estar dominando o mundo atual.

O longa na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, onde o assassinato da filha de um congressista que odeia imigrantes asiáticos chamado Grant (John Cusack) provoca um caos na região de Chinatown. O principal suspeito do crime é o filho de Bai Xuanling, um dos líderes locais e homens mais influentes do distrito. Com a população revoltada pelo crime, exigindo o fechamento do bairro, Bai Xuanling tenta salvar seu filho da perseguição e linchamento populares. Para isso, ele recorre ao jovem Qin Fu, um mestre do pensamento lógico e do raciocínio, e a Ah Gui, um homem que chega à cidade em busca de vingança por seu pai adotivo. Em parceria, a dupla vai a fundo no caso para descobrir o que de fato aconteceu com a menina.

Diria que o diretor e roteirista Sicheng Chen foi bem ousado na proposta de mostrar investigações no ano de 1900 nos EUA, e ainda brincar com a sina dos imigrantes na cidade, pois seu filme ficou coerente, divertido e com pegada, só talvez se usasse outros atores poderia brincar como foram evoluindo até chegar nos anos atuais que se passam os outros filmes, e não algo meio que jogado fora do encaixe. Ou seja, ele mostrou técnica para incluir bem a desenvoltura dos anos 1900, mostrou um pouco das brigas entre os povos que viviam na cidade, e trabalhou claro a onda política sendo direto dentro da história e pontual nas críticas atuais, não deixando que seu filme ficasse engessado, e principalmente que não dependesse dos outros longas, porém incomoda bastante a necessidade explicativa do final, mostrando algo "inteligente" para "burros", e isso é uma falha grave.

Quanto das atuações, Haoran Liu fez seu Qin Fu meio que bobão demais para os atos entregues até o final, parecendo não querer ser marcante como um detetive imponente precisaria ser, e isso acabou faltando dentro dos elos mais chamativos da trama, ou seja, só no final que ele se jogou como um detetive, deixando de lado o estilo jogado, e isso incomodou. Já Baoqiang Wang soube brincar como um indígena para que seu Gui funcionasse e divertisse na tela, sendo interessante de proposta e de traquejos, para que seus momentos fossem bem além de algo bobo, ou seja, trabalhou com o que tinha para fazer. Ainda tivemos alguns atos bem colocados com Chow Yun-Fat com seu Bai Xuanling meio como um chefão de Chinatown, com trejeitos fortes e bem chamativos, representando seus atos com estilo. E John Cusack acabou sendo pouco usado dentro do contexto geral do filme com seu Grant, tendo quase todas suas cenas apenas sendo apresentadas no ato final, ou seja, dava para ter ido mais além. Vale ainda um leve destaque para Steven Zhang com seu Bai Zhenbang dinâmico e cheio de vontade libertária, trabalhando com estilo e sendo bem usado pelo diretor.

Agora sem dúvida alguma a equipe de arte trabalhou bem demais, tendo alguns ambientes de época imponentes, alguns nem tão usados como as estátuas de abertura na China e fechamento dentro da casa do político (apenas para representar o "roubo" entre países), tivemos alguns atos na cidade quase que numa pegada de velho-oeste, a fábrica de seda gigantesca, alguns momentos intensos mostrando os crimes acontecendo, e até algumas dinâmicas com apresentações para os populares seja na frente do tribunal de justiça ou dentro dele. E ainda usaram meio que rapidamente ao final todo o abuso de imigrantes chineses para as construções do país, ou seja, foram imponentes nesse sentido da tela. 

Enfim, é um filme que dava para ter ido mais além dentro da proposta investigativa, mas que funciona dentro da dinâmica toda, só sendo um pouco alongado demais, aonde enrolaram na apresentação e no miolo, precisando correr no final, o que é uma pena, pois dava para brincar melhor com o tempo. Não é um filme que impressiona, mas que tem muitos fãs e com isso acaba sendo uma boa dica para conferir nas cidades que entrará em cartaz a partir do dia 15/05, e assim sendo apreciem, pois vale o ingresso. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje agradecendo o pessoal da Sinny Assessoria e da Sato Company pela cabine, e volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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A Mulher No Jardim (The Woman In The Yard)

5/14/2025 01:05:00 AM |

Considero o terror psicológico como uma das facetas do gênero que menos me conecto, pois ao mesmo tempo que entrega algo inteligente e interessante de ver na tela, por muitas vezes necessita que o espectador esteja no clima que o diretor quer que ele adentre para conferir, e isso é um risco gigante, pois cada pessoa vai ao cinema de uma forma, e nem sempre entenderá uma trama da mesma forma. E o longa "A Mulher No Jardim" usa bem a pegada da depressão e do luto visto de uma forma meio que abstrata, aonde por vezes podemos imaginar uma coisa, e ao final chegar em outras conclusões, numa faceta tão bem alocada que cria bem a ambientação e chama a atenção pela condução cênica, porém entra bem nessa ideia que falei no começo, se você estiver de bem com a vida, e for esperando um terror clássico, acabará saindo da sessão mais reclamando do que apaixonado pelas várias sínteses possíveis para o que é mostrado, mas quem conhece o famoso monstro da depressão, que sabe como é se ver no espelho e não se enxergar mais como uma pessoa, e todo o mal que está causando ao seu redor, aí sim você verá um outro filme bem impactante na tela.

A sinopse nos conta que uma mulher vestida de preto da cabeça aos pés aparece misteriosamente no jardim da casa de Ramona. Uma tragédia tomou conta de Ramona que, após sobreviver a um acidente de carro no qual perdeu seu marido, precisa agora cuidar sozinha de seus dois filhos, um menino de 14 anos e uma menina de 6 anos. Devastada pelo luto e com uma perna praticamente imóvel e ferida devido a fatalidade, Ramona acredita que a mulher na frente de seu quintal está apenas perdida ou demente. Mas, quanto mais perto ela se aproxima da casa, mais claro fica que suas intenções são outras: pouco pacíficas e bem mais tenebrosas. Essa figura sombria passa as horas declarando mensagens enigmáticas e ameaças assustadoras e perturbando o cotidiano da família. Sem saber os motivos, só resta a Ramona lutar contra essa força espectral e proteger a si mesma e seus filhos, buscando sobreviver a qualquer custo.

O diretor Jaume Collet-Serra é daqueles que sabe aonde quer chegar com seus filmes, e isso é bacana de ver quando ele pega tramas mais densas e não deixa que o público as revele com facilidade, que claro é um jogo duplo, pois pode muito bem se dar muito mal com a maioria que vai conferir e não irá enxergar as diversas camadas na tela, mas por incrível que pareça ele gosta dessa ideologia arriscada até para filmes mais bobinhos, então por que não iria arriscar aonde dá para ir além. E aqui esse jogo que diria até um pouco ambíguo tem traquejos bem abertos para o acerto e também para o erro, pois podemos achar que tudo ali está na mente da mulher, mas como os filhos estariam vendo acontecer, ou então apenas tudo está rolando para o público como uma dupla personalidade, ou ainda qualquer outra coisa que muitos poderão enxergar, e nesse jogo quem ganha é o diretor, e claro os produtores, pois muitos acabarão vendo o longa mais do que uma vez para pegar o gancho, e aí a divulgação ferve.

Quanto das atuações, diria que Danielle Deadwyler tem personalidade e soube fazer de sua Ramona alguém que vai muito além dos pequenos trejeitos e dinâmicas da tela, pois não ficou amarrada nos atos mais fáceis e conseguiu reverter olhares com muita intensidade, o que fez com que raramente a perdêssemos de vista na tela, ou seja, foi a protagonista como se deve fazer. Embora quase que o tempo inteira coberta pelo véu, Okwui Okpokwasili trabalhou sua Mulher com simbologia e imposição, aonde vemos ela segurando bem cada momento na tela, e causando estranheza em alguns atos, deixou para explodir exatamente aonde precisava, chamando muita atenção. Diria que os jovens Peyton Jackson com seu Taylor e Estela Kahiha com sua Annie trabalharam bem as dinâmicas que foram colocados, mas acredito que tenha faltado passar mais olhares de temor em alguns atos, pois por vezes pareceram tão tranquilos como se nada ali estivesse acontecendo, e isso é uma falha grande da direção deixar acontecer.

Visualmente o longa foi muito bem sacado de ser completamente diferente de outros terrores, pois a trama se passa bem de dia, com alguns jogos de sombras bem colocados, uma casa já com várias rachaduras e sem ter acabado a reforma, no meio do nada, com ambientes tradicionais e decorações mais simples, uma mulher plantada na frente da casa com seu véu preto (deve ter quase morrido de calor nas filmagens!), e um sótão aonde brincaram bastante com as iluminações quebradas da lanterna piscando, além de um carro totalmente amassado e um jipe abandonado na garagem, ou seja, tudo bem básico, mas com utilidade cênica total.

Enfim, é um filme interessante e bem feito, que talvez revendo eu sinta outras sensações, mas hoje ele não me pegou tanto, e como disse no começo é um risco desse estilo de terror, mas de forma alguma digo que ele é ruim, muito pelo contrário, pois consegue ser dinâmico e intenso, faltando talvez um pouco mais de força direta na tela para não deixar tudo tão aberto (o que muitos adoram!), então fica como uma dica para ver e se pensar em tudo o que vê além da tela. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.


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Invencível (The Unbreakable Boy)

5/13/2025 01:42:00 AM |

Costumeiramente quando vou ao cinema achando que sei o que vou ver em filmes dramáticos, geralmente sou pego por alguns traquejos que invertem e me pegam pela emoção. Claro que isso não ocorre sempre, pois muitas vezes alguns filmes entregam algo tão básico que não tem como ir para outros rumos, e felizmente não foi assim com o longa "Invencível", pois trabalhando de uma forma sensível e gostosa de ver (talvez um pouco irritante pelo tanto que o garoto fala, mas sabemos que alguns níveis de autismo são dessa forma) conseguiram brincar com o estilo, entregar dinâmicas bem colocadas na tela, e principalmente não forçar a emoção do público, pois muitas vezes ficam colocando o famoso pianinho de fundo, trabalhando a doença quase como um murro para fazer o público desabar, e aqui vemos o acontecer naturalmente, aonde nos vemos por vezes como os pais do garoto, e por outrora também como se fôssemos os garotos vendo seus pais brigarem e/ou com problemas que nem ele consegue entender. Ou seja, é um filme fácil de se conectar, que funciona e agrada sem precisar apelar, e isso é raro em tramas envolvendo doenças.

O longa conta a história de Austin, uma criança que tem autismo e uma doença rara que deixa seus ossos quebradiços. Apesar dos obstáculos na vida, Austin tem uma visão de mundo alegre, engraçada e afirmativa que transforma e une todos ao seu redor - especialmente seu pai, Scott, que passa a vê-lo como o triunfo de um espírito indestrutível, mesmo nos momentos mais difíceis. Baseado numa história real, acompanhamos as batalhas individuais de cada familiar e a de Austin para se enturmar na escola. Preocupados como futuro dele, seus pais Scott e Teresa se desdobram para dar o melhor e a vida mais normal possível para Austin. É assim que, de frente para uma alegria inesgotável e uma coragem sem medidas, Scott e Austin enfrentarão um dia de cada vez como a família unida que sempre foram.

O mais bacana de tudo é que o diretor e roteirista Jon Gunn tem muita experiência em filmes baseados em histórias reais, e com envolvimentos religiosos encaixados na trama, de modo que seu filme num primeiro momento você chega a pensar que verá mais do mesmo na tela, mas ele sabendo brincar com a interação entre os personagens, os devidos momentos emocionais, e principalmente as dinâmicas para que o filme tivesse um encaixe emocional sem soar pesado na tela, fez com que o filme fluísse fácil e tivesse uma entrega coerente do estilo, representando tanto as doenças, o espectro, a adaptação das crianças, e claro a família como ente maior. Ou seja, o diretor conseguiu mostrar sua mão presente em todas as cenas, e deixando que os atores se soltassem ao máximo, o resultado veio perfeito na tela.

Quanto das atuações, estava bem receoso com o que Zachary Levi iria entregar na tela, pois ele tem um tino cômico muito forçado que já estamos acostumados, e que anda soando cansativo na tela, e no seu último filme que aparentou uma transição para o lado mais dramático, ainda brincou demais, porém aqui seu Scott não teve essa abertura para a comicidade, e ele se jogou como nunca na tela, sabendo dosar trejeitos mais fechados com alguns emocionais, e assim agradando do começo ao fim, ou seja, deem mais papeis dramáticos para o ator, pois ele tem o estilo e consegue fazer o que precisa. O jovem Jacob Laval colocou tanta personalidade no seu Austin, falando tanto que deixa o espectador até tonto como seus pais, e assim sendo foi um grande acerto para o que o papel pedia, de modo que segurou o filme com facetas expressivas tão boas que faz o filme desenrolar como se o diretor nem precisasse falar nada para ele, ou seja, deu show na tela. Meghann Fahy fez sua Teresa com uma facilidade em trejeitos, desde cansada até feliz, sabendo dosar seus traquejos com boa desenvoltura e chamando para si quando precisou, o que agrada demais de ver. Quanto aos demais, tivemos muitos outros bons papeis secundários, mas sem dúvida alguma não tem como não dar todo o destaque para Drew Powell como Joe, um estilo de alter-ego do protagonista, tanto pelo personagem em si quanto pelos ótimos trejeitos que o ator trabalhou, ou seja, deu show também.

Visualmente a trama teve alguns atos na escola dos garotos, mostrando a dificuldade de alguns professores e alunos em trabalhar com jovens portadores do espectro, vemos toda a trabalheira monstruosa da família na casa para que desde bebê não se matasse quebrando seus vários ossos, com um apartamento simples, passando para uma casa mais bonita, e depois para algo mais rústico, tivemos algumas reuniões de pessoas alcóolatras, algumas cenas em uma igreja, alguns atos em bares e festas, e claro o acampamento bem construído para atos tradicionais, ou seja, tudo simples e bem colocado na tela, para que não ficasse nada fora do eixo.

Enfim, é um filme que fui esperando ver algo que já vi tantas outras vezes, mas acabei me conectando demais, tanto com os personagens, quanto com as atuações, e assim sendo o resultado final acabou me agradando demais e valendo a indicação, mesmo tendo um ou outro ato que force a barra, mas vale a dica, e também ver os verdadeiros no final. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.


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Do Sul, A Vingança

5/12/2025 12:39:00 AM |

O estilo policial é daqueles que pedem sempre um pouco a mais do diretor, e de forma alguma ele pode recorrer aos recursos do estilo novelesco, pois senão tudo o que ele acaba preparando em segundo plano acaba soando falso na entrega final. E mesmo tendo uma boa articulação, o longa "Do Sul, A Vingança", que estreia na próxima quinta 15/05 não só recorreu ao estilo como usou em demasia para que a trama ficasse menos explosiva na tela, o que acabou fazendo com que vários momentos da trama ficassem engessados. Claro que o filme traz para a pegada nacional uma faceta clássica de briga de máfias, junto com a essência do famoso contexto entre MT e MS, e também usa bem do gênero para colocar um escritor em busca de material no meio do conflito entre políticos e chefões do tráfico, porém faltou causar mais com densidade para que o público entrasse no clima mesmo, de modo que convence sem causar, e isso nesse estilo é um perigo para que muitos não cheguem ao final de um longa. De certo modo teve uma boa estreia em Cannes e Los Angeles antes de voltar para o circuito comercial do Brasil, e assim muitos vão querer ver o que tem de diferente na trama, mas poderiam facilmente ter feito algo mais marcante realmente para impactar.

A sinopse nos conta que em busca de material para seu novo livro, o escritor Lauriano parte para a conturbada fronteira entre Mato Grosso do Sul, Paraguai e Bolívia, onde o crime organizado dita suas próprias leis, em busca de um “Jacaré”. O que começa como uma simples investigação se transforma em uma jornada inesperada, repleta de ação, conflitos e personagens excêntricos. Em meio ao caos de uma vastidão silenciosa e cheia de contrastes, Lauriano mergulha em uma trama tão perigosa quanto cômica — onde sobreviver é o seu maior desafio.

Diria que o diretor Fábio Flecha até teve grandes acertos na dinâmica criada, porém ao recortar demais sua trama, e precisar a todo momento dimensionar o fato do nome do estado que tanto sabemos que há essa rixa, e ainda colocar a trama como algo muito amornado na tela, fez com que em muitos momentos não acreditássemos no contexto policial da trama, e isso é um erro máximo no gênero policial, pois o público precisa acreditar na história que está vendo. Volto a frisar que o filme tem alguns ótimos momentos, mostrando que o diretor tem técnica e sabe usar os recursos que tinha em mãos, mas em outros atos o filme parece um trabalho de conclusão de faculdade aonde terminaram na correria para que a banca visse e desse a nota. 

Quanto das atuações, diria que Felipe Lourenço até trabalhou seu escritor Lauriano como alguém empolgado em tentar investigar e captar melhores textos para seu novo livro, fazendo alguns trejeitos misturando incredulidade e por vezes até se divertindo com toda a situação que se envolve, pensando estar sendo bem enganado por algo fictício, mas também não foi além como um bom escritor investigativo, de modo que parece estar satisfeito com o pouco que retira dos personagens que entrevista. Talvez o filme pudesse ter trabalhado mais o personagem Jacaré de Espedito di Montebranco, pois o ator se mostrou muito disposto a desenvolver o personagem e dar voz como um real pistoleiro e traficante de produtos, sabendo impor olhares e chamar o filme para si, mas como é meio que subjetivo dentro do longa, seu resultado não vai muito além. Ainda tivemos outros muitos personagens, mas a maioria não se entregou tanto quanto poderia, tendo leves destaques para Luciana Kreutzer como uma Dra. Julia que nem parece ser membro de alto escalão da justiça, e Leandro Faria que faz um Deputado meio jogado na tela, sem muito o que conseguir fazer.

Visualmente a equipe brincou com alguns ambientes mais fechados, usando e abusando de iluminações bem densas para dar um clima interessante para o longa, brincou com alguns momentos em preto e branco e contou com muitas armas, e uns tiros e sangue exageradamente falsos, mas como os ambientes chamaram atenção pela densidade policial, principalmente o hotel do final, quase esquecemos de alguns momentos meio estranhos na tela e desnecessários na tela, como a empresa de drones, o podcast meio que jogado demais.

Enfim, é um filme que tinha um bom potencial por ser diferenciado de tudo o que costumamos ver no cinema nacional, mas faltou explosão para que o diretor conseguisse passar uma realidade mais marcante como o estilo pede, e assim o resultado não foi muito além. Não digo que seja algo que valha realmente uma ida aos cinemas, mas quando sair nas plataformas digitais é algo interessante para conhecer um pouco desse estilo que não vemos tanto no nosso país, ao menos não como filme, então fica a dica, e claro fico por aqui agradecendo o pessoal da TZM Assessoria e da Kolbe Arte Filmes pela cabine, e volto amanhã com mais dicas, então abraços e até lá.


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Premonição 6: Laços de Sangue (Final Destination - Bloodlines)

5/10/2025 02:40:00 AM |

Pessoal, garanto para vocês que não sou um maníaco que ama filmes de terror, mas ao final de "Premonição 6: Laços de Sangue" estava lá igual criança quando ganha um pedação de bolo dançando a música "Shout", do The Isley Brothers, que é cantada em várias partes do longa. Ou seja, já vou soltar a palavra que todos já sabem: Filmaço com todas as letras possíveis! É divertido? Sim! Tem exageros cômicos? Sim, muitos! É violento? Demais! Porém, se encaixa completamente dentro do universo da série, tendo tudo muito bem amarrado, e diferente dos demais que eram pessoas praticamente desconhecidas, aqui como a Morte vai atrás dos herdeiros de alguém que sobreviveu, vemos toda a montagem desesperadora para desenrolar tudo, e claro a busca por soluções para conseguir enganar a Morte e viver tranquilamente. Ou seja, é daqueles filmes que quem curte uma violência sem base realista possível acaba entrando para curtir cada momento na tela, e não sai desapontado com o que vê, pois depois de mais de 14 anos do último filme que não agradou tanto quanto poderia, eis que agora souberam causar e divertir na mesma proporção insana!

A sinopse nos conta que uma jovem tem pesadelos recorrentes com o desabamento de uma torre na década de 1960. Ela descobre que esses pesadelos são uma premonição herdada da avó. Esta previu o desabamento do prédio e salvou um grupo de pessoas da morte. Décadas depois, a neta começa a ter visões de familiares morrendo. Ela percebe que há uma sequência e precisa lutar para impedir que a Morte recupere a linhagem de sua família.

O mais engraçado de tudo é a franquia cair nas mãos de dois diretores sem grandes experiências no cinema, que até possuem alguns longas, mas nada que fosse chamativo, e dessa forma Zach Lipovsky e Adam B. Stein conseguiram não apenas provar o seu valor na função principal pegando uma franquia consolidada, mas trazer de volta a alegria para quem curte esse estilo de terror violento, mas que faz rir, que entretém o público que vai ao cinema, pois fazia muito tempo que uma trama do estilo não brincava com essas facetas, de ousar desafiar a morte, de ter mortes bizarras e impactantes, e principalmente que "tentasse" fazer sentido na tela. Ou seja, os jovens diretores pegaram um tremendo roteiro escrito a muitas mãos e souberam fazer com que isso realmente chamasse atenção, levando novos espectadores para o gênero, e claro os muitos que sempre curtiram isso e há tempos não tinham essa chamada na tela, e assim, quem sabe voltam a surpreender em breve com mais coisas do estilo.

Outro ponto bem bacana de filmes desse estilo é que você pode pegar qualquer pessoa caminhando na rua e perguntar se ela quer participar de um filme, o que deve ser bem fácil em Hollywood, pois não é uma trama que você vai conferir esperando expressividades e chamarizes dentro dos diálogos e atuações, bastando que a pessoa se convença que vai morrer e como durar mais tempo, e claro por vezes ficando paranoico com tudo o que passa a pensar, o que acabou acontecendo com a protagonista vivida por Kaitlyn Santa Juana, que nunca tinha sequer visto seu rosto na tela, mas que pegou sua Stefanie e pirou a cabeça tanto com seus sonhos, quanto com o livro da avó, e soube ser expressiva com as mortes acontecendo bem na sua frente, ou seja, entregou o choque e a loucura em proporções bem alocadas. Da mesma forma, tivemos alguns atos rápidos com Gabrielle Rose fazendo a avó maluca, mas com uma entrega bem colocada e direta. E dentre os demais vale destacar Richard Harmon completamente jogado com seu Erik e suas loucuras, além do jovem Teo Briones que mesmo apático, deu um bom tom para seu Charlie. Isso claro sem falar na expressividade de Brec Bassinger como a jovem Iris e toda a vivência na torre.

Agora no conceito visual, se no passado já faziam grandiosas mortes com o pouco de computação que tinham, agora usando a tecnologia de ponta, os muitos usos das maquiagens digitais, e claro muitas próteses para dar um realismo mais impactante na tela, conseguiram criar ambientes bem marcantes para as diversas várias mortes, e claro também brincar com as possibilidades cênicas mais chamativas possíveis, de modo que desde um churrasco como vemos no trailer, até muitos caminhões, trens, uma torre imensa e muitas explosões, até atos mais fechados como uma máquina de ressonância e um simples poste, mas com níveis altíssimos de violência expressiva, ou seja, vale ver na maior sala possível, pois foi filmado em Imax, só uma pena não vir com a tecnologia para cá, pois aí seria sangue cenográfico para todo lado.

Enfim, estava com as expectativas lá no alto para conferir o longa, e como já disse outras vezes, isso é um risco imenso de sair desapontado com o que acabamos vendo no final, mas posso dizer que conseguiram suprir o que estava esperando e muito mais, ao ponto que tirando alguns personagens jogados no meio sem carisma (como o pai da garota e a tia que acabam até sendo deixados de lado logo no miolo), o restante se joga, e o filme acaba funcionando demais. Então fica a recomendação para quem curte o estilo, e irei torcer muito para continuarem com a série, pois mesmo aqui tendo muitas referências a todos os demais (ligando os pontinhos durante os créditos) vale ainda ir mais além. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto logo mais com outras dicas, então abraços e até breve.


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Karatê Kid: Lendas (Karate Kid: Legends)

5/09/2025 01:20:00 AM |

Não vi a primeira trilogia da saga "Karatê Kid" nos cinemas, afinal era muito novo em 1984, 1986 e 1989, mas bem como todo garoto os vi passar diversas vezes na Sessão da Tarde e/ou em outros horários, aonde muitos desejavam lutar e tudo mais (não era meu estilo, mas gostava dos filmes!), e os demais filmes da saga só lembro do último de 2010 que foi mudado completamente a essência colocando o kung-fu em moda, da série não cheguei a ver nenhum episódio, nem ler nada a respeito, ou seja, hoje fui preparado para conferir "Karatê Kid: Lendas" esperando que veria alguns atos sem entender as referências, mas certo que curtiria a entrega na tela, e realmente me senti numa boa tarde a toa conferindo um longa de artes marciais, com disputas bem colocadas, aonde o povo luta por algo que não necessariamente seja chamativo, mas que agrada como um bom entretenimento, e mais do que isso, o diretor ligou um turbo tão acelerado na tela, que mesmo tendo encaixes com a série (acredito que seja por não darem nenhuma explicação nos 94 minutos de projeção) tudo é dinâmico e cheio de bons efeitos gráficos, que acaba sendo irrelevante saber qualquer coisa fora dali. Ou seja, podem ir sem saber praticamente nada dos demais filmes e séries, que o comecinho usando o filme de 84 dá o encaixe, e o resultado funciona.

No longa acompanhamos a história do prodígio do kung fu Li Fong. Depois de uma tragédia familiar, Li e sua mãe se mudam de seu lar em Beijing para viver uma nova vida em Nova York. Ao chegar nos Estados Unidos, o jovem encontra dificuldades de superar o passado e se encaixar numa nova cultura. Diante desse mundo novo e desconhecido, ele tenta se estabelecer na escola, mas, apesar de não querer lutar mais, um rastro de problemas aparece e o persegue em todos os lugares. Quando seu novo amigo e colega de classe precisa de ajuda, Li atrai a atenção indesejada de um campeão local de karatê, uma rixa que o leva a se candidatar para a competição mais prestigiada do país. O problema é que suas habilidades não são o bastante para ganhar, levando seu mestre e professor de kung fu Sr. Han a recrutar o lendário Daniel LaRusso para guiar o novo pupilo nessa jornada. Li Fong, então, orientado pela sabedoria dos dois mentores, aprende uma nova maneira de lutar, unindo dois estilos e duas abordagens diferentes para se preparar para um espetáculo épico das artes marciais.

Talvez um diretor mais experiente em longas daria um vértice mais dramático e dimensionado para o longa, porém Jonathan Entwistle soube fazer em sua estreia algo meio semelhante aos jogos de luta, com pegadas mais fechadas e prontas para os conflitos, e dando leves aberturas para as situações cômicas com os demais personagens, de modo que o filme parece uma série mais acelerada, aonde talvez vários capítulos acabaram sendo entregues em minutos de tela, o que para alguns será algo ruim de ver, mas para aqueles que apenas queriam ver algo dinâmico bem colocado, o resultado acaba funcionando bem. Claro que passa longe de ser um filme memorável como os primeiros foram, mas não vai fazer Pat Morita se remexer no túmulo, mesmo sendo usado sua imagem para abrir o filme.

Quanto das atuações, diria que o jovem Ben Wang soube ter carisma e segurar bem demais o papel de protagonista com seu Li Fong, sabendo lutar bem e dar densidade para que seu personagem tivesse um trauma bem alocado para que seus trejeitos funcionassem, mas claro que poderia ter trabalhado um pouco mais as emoções na tela, o que não ocorre pela rápida dinâmica, porém não desaponta. A jovem Sadie Stanley trabalhou sua Mia como um bom interesse amoroso para o protagonista, e mesmo estando em algumas cenas de segundo plano, conseguiu chamar atenção e trabalhar expressões interessantes para que seus momentos fossem marcantes, ou seja, não se deixou apagar e agradou com o que fez. Aramis Knight forçou um pouco com os trejeitos de seu Connor Day, de tal forma que até achei que o jovem fosse um personagem da série, mas só entregou alguém briguento mesmo, ou seja, faltou desenvolver um pouco o personagem, e claro o jovem não ficar com cara de que comeu comida estragada o tempo inteiro, fora seus míseros diálogos. Joshua Jackson trabalhou bem intensamente seu Victor, tanto na faceta de pai e dono da pizzaria, quanto como um bom lutador de boxe e treinando do garoto, de modo que suas dinâmicas foram bem colocadas na tela, e o ator soube segurar a responsabilidade de seus atos. É engraçado ver que o trailer e a sinopse valorizaram tanto os atores Ralph Macchio famoso por ser o Daniel San lá dos primeiros filmes, e depois treinador na série que vem tanto aparecendo, e Jackie Chan como um professor de kung fu cheio de facetas com seu Sr. Han, mas só foram realmente usados em um grande momento de trailer, e o restante do filme apenas ficaram bem em segundo plano, claro que nesses atos fizeram muito, mas dava para terem usado mais eles na tela.

Visualmente sei que muitos não gostam de onomatopeias e desenhos gráficos de escritos na tela, mas super acho que combina com tramas de luta, e aqui a equipe de arte soube criar bons centros de treinamento na China, sendo algo bem bonito de ver no começo do longa, depois trabalhou uma Nova York clássica dos subúrbios, com tudo muito próximo, os prédios que as pessoas saem pela janela e já caem em becos, lutas de rua, lutas no alto de prédios, academias de treinos violentos, rivalidades de grupos e tudo mais bem desenhado na tela, além claro de uma tradicional pizzaria italiana sem as firulas que jogam em muitos países, além de um ringue de boxe tradicional bem alocado, ou seja, trabalharam tudo de forma rápida, mas bem colocada na tela.

Enfim, é um filme rápido, de fácil compreensão, que não exige que você pense em nada, e nem precise gastar seu tempo lembrando de personagens, com o tempo ideal de tela para ser exibido tanto na TV aberta quanto numa rápida passada pelo streaming a tarde, que certamente valeria ter explorado mais coisas para funcionar melhor, mas não incomoda e assim acaba sendo um bom passatempo. Então fica a dica para quem quiser se divertir e gostar claro de lutas conferir. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Netflix - Á Altura (승부) (The Match)

5/08/2025 12:47:00 AM |

Já disse outras vezes que gosto demais de filmes com a temática esportiva, e hoje procurando algo para conferir vi o lançamento da trama "Á Altura" da Netflix, e resolvi dar o play mesmo não entendendo uma regra que seja do jogo Go, que vou ser linchado, mas parece uma espécie de jogo da velha com bolinhas e muito mais técnicas, e mesmo não entendendo das regras, a ideologia de cinema para a vida funciona bem com a essência de lições decisivas, de criar seus meios de jogo ao invés de apenas copiar jogadas, e saber se o melhor momento é atacar ou se defender pensando na finalização, para o que importe seja vencer. Ou seja, é tudo o que gostamos de ver no estilo, com pegadas morais e dinâmicas bem colocadas entre mestre e aprendiz, aonde a simplicidade de época funciona bem, e o resultado final chama atenção mesmo sem ser daquelas tramas imponentes e chamativas, tendo um bom envolvimento e uma entrega simples dos protagonistas, focando bem mais no jogo e nas dinâmicas ali do que nas vidas dos personagens, e assim acertando aonde deveria acertar.

A sinopse é simples e nos diz que o longa conta a verdadeira história de dois lendários jogadores de Go ('baduk'), Cho Hun Hyeon, e seu protegido e futuro rival, Lee Chang Ho.

Diria que o diretor e roteirista Hyeong-ju Kim foi bem básico com a entrega que fez, pois dava para ter explorado um pouco mais do estilo de vida de ambos os protagonistas, os motivos de serem tão centrados e ir mais a fundo em tudo, mas fechou o cerco nos atos de jogos e de aprendizados em cima do tabuleiro, mostrando uma ou outra entrevista e as dinâmicas nos treinos e nos campeonatos, e nada mais, sendo simples e direto, que claro alguns vão curtir mais e outros vão esperar por atos que pudessem emocionar melhor na tela, mas sendo uma trama sul-coreana é clássica, com o tom até bem marrom para dar um estilo de época, e funciona.

Quanto das atuações, também tivemos personagens bem fechados e focados no jogo, de modo que Lee Byung-hun até trabalhou mais os trejeitos e tiques de seu Cho, de modo que fez suas dinâmicas por vezes parecerem até com um ego maior do que o mundo, mas soube segurar o protagonismo e chamou para si o resultado e o foco do longa. O personagem Lee Chang Ho se dividiu em duas partes, primeiro com o garotinho Kim Kang-hoon que se achou demais em cena, tendo um ego que quase sai da tela, mas que funciona dentro da proposta, parecendo não querer puxar o carisma para si, mas fazendo tudo bem encaixado, e no segundo momento tivemos Yoo Ah-in com um semblante meio que depressivo demais, mas que sendo um jogador quase que no estilo calculista, funcionou para o que o filme pedia, então não errou, mas poderia ser mais solto nas cenas que não estivesse jogando. Quanto aos demais, dava fácil para eliminar, pois parecem bobos e não incrementam em nada no filme.

Visualmente, o longa foi bem básico, mostrando algumas locações aonde os personagens jogam em praças, num centro de treinamento contra vários jovens, e claro nos campeonatos aonde os jogadores ficam apenas com os juízes e vão saindo as jogadas e estatísticas escritas para a imprensa, além da casa do protagonista e uma loja, além do simbólico jogo final com uma neve bem sutil para dar um charme, mas nada que impressionasse, tendo mais elo nas vestimentas clássicas, e nos aparatos do jogo com o relógio rolando, algumas comidas e bebidas, cigarros e tudo mais, além de livros e um tabuleiro simbólico que foi do mestre do mestre, ou seja, sem grandes chamarizes também.

Enfim, é um filme que funciona bem dentro do estilo esportivo, mas dava para ter ido mais além na simbologia, mostrado mais sobre os personagens fora do jogo, e claro como algo que pede nesse estilo, ter emocionado mais na tela, pois faltou aquele elo que faz o público se envolver com tudo, o que acabou não ocorrendo. Ou seja, passa longe de ser memorável, mas acaba sendo interessante por conhecer alguns jogos que nunca imaginamos existir, então fica a dica de conferida, e eu fico por aqui hoje, então abraços e até amanhã com mais dicas.


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Amazon Prime Video - Holland

5/06/2025 12:44:00 AM |

Costumo dizer que para um bom suspense funcionar basta que ele te instigue com algo não tão fora do caminho, mas que seja surpreendente no momento que você acha que está certo, pois muitas vezes quando tudo é entregue logo de cara, ficamos meio ressabiados e na maioria das vezes o resultado mais indigna do que agrada. E o estilo do longa da Amazon Prime Video, "Holland", tem uma pegada que você até fica desconfiado de algo mais aberto na tela, pois embora a protagonista cisme com a possibilidade do marido ter uma amante, enquanto ela está doida para sair de casa com o outro professor, tudo parece morno demais, não dando nuances para isso, mas a inversão cênica quando ocorre parece simples demais na tela, não convencendo o tanto que poderia, porém não sendo algo ruim, principalmente quando a deixa final tenta abrir para um algo a mais, o que não acredito ter sido. Ou seja, é daqueles filmes que tenta ser duplo, tenta aparentar mais do que realmente é, mas que dava para brincar com menos facetas e entregar algo mais sutil e inteligente apenas, porém não foi assim que ocorreu.

O longa nos mostra que tudo parece perfeito na vida da meticulosa professora e dona de casa Nancy Vandergroot. Ela vive numa pequena cidade no estado de Michigan chamada Holland, conhecida por suas raízes holandesas e a plantação de tulipas. Nancy é um dos pilares dessa comunidade na qual mora com o marido Fred e o filho Harry. A realidade dos sonhos, porém, transforma-se numa história estranha e sombria quando Nancy e o colega de trabalho Dave desconfiam de um segredo e vão à procura de pistas para desvendar o obscuro mistério. O que descobrem, entretanto, não se parece em nada com a vida impecável que se apresenta na superfície.

Diria que a diretora Mimi Cave foi bem menos ousada aqui do que no seu longa anterior, "Fresh", pois se lá a trama tinha algo mais intenso e direto, aqui tudo foi muito subjetivo e sem grandes explosões, de modo que a revelação acontece e nem vai muito longe, sendo tudo calmo e sem a tensão que a personagem vivencia. Ou seja, a diretora usou o roteiro com muita simplicidade cênica passando a tensão interna apenas na tela, e não tanto nos espectadores, e isso costuma ser falho se não criar o clima, o que é uma pena, pois dava para ter explorado mais coisas, e ir bem mais além, mas para isso o filme precisaria ter um começo mais rápido e desenvolver melhor a segunda parte que acabou corrida.

Quanto das atuações, Nicole Kidman ficou levemente acelerada demais com sua Nancy, de modo que tudo parece meticuloso demais dentro de sua mente, mas ao colocar na tela parecia querer correr, querer entregar, querer fazer, e acabava se perdendo na atuação e na composição da personagem, não sendo alguém que você acaba se conectando, e isso é um defeito grande em protagonistas nesse estilo de filme. Gael García Bernal num primeiro momento fez parecer que seu Dave era misterioso demais e tinha algo escondido no que andava fazendo, não apenas como amante, mas depois conforme vai se desenvolvendo acaba ficando mais chato e sem química alguma com a protagonista, e isso faz com que mais cansemos dele do que torçamos pelo relacionamento. Matthew Macfadyen trabalhou seu Fred até que cheio de facetas expressivas, encaixando bons momentos na tela, e sendo intenso na sua entrega, porém não foi muito desenvolvido, de modo que ao ser revelado tudo, já estamos basicamente nos últimos minutos do filme, e assim acabou apenas sendo simples com o que fez. 

Visualmente a trama até tem uma pegada meio de época, não colocando muito qual ano o filme se passa, mas tendo um trabalho meio que lúdico ao colocar uma cidadezinha quase que europeia nos EUA, com as tradições holandesas, vestimentas, desfiles, danças, cultivo de tulipas e tudo mais, tivemos alguns atos mais densos com mortes e violência no final, e claro alguns atos investigativos entrando na clínica do marido, indo para outras cidades acompanhar suas compras e tudo mais, ou seja, um trabalho simples, porém bem feito que talvez pudesse ter ido mais além.

Enfim, é daqueles filmes que você até vê o potencial, mas que demora tanto a acontecer que quando rola já não tem mais tempo de fluir, e assim não chega a ser ruim, mas não acontece como deveria para realmente empolgar como uma boa trama de suspense. Sendo assim fica a dica como um passatempo razoável para se conferir na tela da Prime, ainda mais que andamos com tão poucos exemplares nos streamings, então fica a dica, e eu fico por aqui deixando meus abraços e até breve com vocês.


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Lispectorante

5/04/2025 09:22:00 PM |

Costumo dizer para alguns amigos quando me mandam roteiros com suas ideias de curtas, médias e longas que a primeira coisa que ele deve pensar nem é no seu sonho de entregar algo na telona, mas em como o que você quer dizer com aquele texto chegue na outra pessoa, pois ninguém é obrigado a saber o que você passou na infância, ninguém tem de ler várias notas de rodapé para entender um livro, e muito menos ter uma base articulada gigante de referências para que ao final de um filme você se emocione, mas sim que naqueles 15, 30, ..., 80, 90, ... , 300 minutos que seja preso numa sala fechada o espectador saia emocionado, feliz, triste, revoltado ou com qualquer sentimento, menos que não entendeu nada do que viu, que não conseguiu ser impactado, ou pior, que o filme lhe deu sono, mesmo sendo algo que julgo impossível em um filme que entretenha e se conecte com o espectador. E quem me conhece já sabe o motivo que fiz quase um texto inteiro no primeiro parágrafo para falar de "Lispectorante", que chegou por meio de uma cabine para mim, e com toda sinceridade duvido chegar em cinemas comerciais, pois é o nato filme feito somente para festivais, e digo mais, festivais com referências escritas aonde os diretores e roteiristas discutem seus filmes, pois do contrário é algo que quem conferir sairá da sessão inerte sem levar que seja um pedacinho da protagonista ou da história para si.

O longa acompanha uma artista plástica recém-divorciada que atravessa uma crise existencial e financeira. Seu nome é Glória Hartman. Em meio a esse momento de reflexão, Glória retorna à sua cidade natal onde descobre na antiga casa de Clarice Lispector um espaço de reconexão. A cidade de Recife se torna, então, um lugar de exploração e de reencontro para a jornada pessoal e onírica de Glória, que passa a aprender a estar sozinha, a lidar com seu divórcio, com a morte de sua tia e com o envelhecimento. A partir dessa experiência, a mulher passa a enxergar algo de fantástico na sua rotina, encontrando novos caminhos para sua vida.

Ao copiar o trailer aqui para a página vi um comentário que Clarice Lispector é para poucos, e acredito que seja isso talvez que a diretora e roteirista Renata Pinheiro desejou ao criar o longa: uma trama para pouquíssimos que conseguiriam entender o que colocou na tela. Claro o filme tem algumas nuances aonde vemos os momentos bem colocados da protagonista, mas tudo é tão abstrato que até os sentimentos da protagonista não funcionam para fazer o público sentir algo, e isso é triste de ver, ao ponto que são raros os filmes que preciso pausar para alguma coisa, e aqui me vi parando três vezes para ver se já estava chegando ao final, e me esforçando para entender algo dali. Ou seja, eu não sou um desses poucos Clarice Lispector acaba sendo, e muito menos para o que a diretora trabalhou, de modo que não vi sua mão pesar na tela, talvez nos atos da trincheira, talvez nos atos de envolvimento, e até mesmo no liberalismo da protagonista, mas não no filme como um todo.

Quanto das atuações, diria que Marcélia Cartaxo até tentou passar um estilo meio que desesperado para sua Glória, porém a personagem parece muito perdida em cena, tentando várias sensações em um único momento, o que acaba não fluindo como deveria, e assim ela até tenta se expressar mais na tela, mas não vemos uma fluidez nos atos, o que acaba soando abstrato demais. Dentre todos os demais que aparecem, vale mencionar bem rapidamente Pedro Vagner com seu Guitar, mas nada que fosse chamativo ao ponto de aprofundar elogios para o que faz em cena.

Visualmente a trama não tem grandes anseios, tendo a casa que falam ser de Clarice completamente abandonada, com luzes malucas lá dentro, fogos de papel picado, e tudo mais, a casa da tia aonde rola uma festa completamente maluca, e uma trincheira de batalha também bem insana, além de alguns atos nas ruas, mostrando que a equipe de arte não foi tão bem usada.

Enfim, é um filme que tem muitas falhas, que não convence com a história mostrada, que não tem personalidade, e que sendo completamente abstrato resulta em um filme que infelizmente não vale a recomendação. E é isso pessoal, fico por aqui hoje agradecendo o pessoal da Sinny Assessoria e da Embaúba Filmes pela cabine, afinal seria bem triste ver esse longa numa sessão das 22h, aonde certamente eu dormiria no cinema após um dia cansativo de trabalho. Então abraços e até amanhã com mais dicas de filmes.


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Screamboat - Terror a Bordo (Screamboat)

5/03/2025 02:39:00 AM |

É até engraçado o que vou falar aqui, mas para um slasher me agradar ele precisa ser muito bom, pois me irrita ver um personagem matar por matar sem ser alguém com uma psicopatia, ou quem sabe algum tipo de espirito do mal, e por aí vai, mas a história precisa me convencer, e desde que a Disney perdeu os direitos de vários personagens que já utilizou aos montes, o pessoal do terror explodiu com filmes desse estilo, até que agora chegou a vez do famoso rato do barquinho que tanto vimos nas aberturas das produções da grande companhia. E novamente cá foi o Coelho aqui com mil pedrinhas prontas para atirar em "Screamboat - Terror a Bordo", e com uma cena inicial meio que bizarra, ou melhor até meio sem nexo, já estava certo que iria odiar cada minuto de tela, e eis que começam a brotar os personagens que iriam ser mortos pelo rato, e de cara as princesas da festa de aniversário já fica claro que o diretor iria não só sacanear apenas um filme da Disney, mas já colocando um pouco de tudo na tela, e pronto, começou a ficar bom (relevem claro os diálogos bobos e as interpretações, senão aí seria querer demais!), e pasmem, a história tem uma função dramática interessante, o vilão embora feio que dói não ficou sendo um homem gigante fantasiado (e sim um rato em tamanho maior, mas ainda pequeno frente aos humanos), e o nível de matança é daqueles merecidos, aonde você torce pela violência em si. Ou seja, passou bem longe de ser a bomba que eu esperava, e me diverti demais com os assobios e trilhas bem conhecidas durante as cenas mais tensas, aonde o bicho taca literalmente o terror para todos do barco - e se querem um leve spoiler, sobram apenas 3 de uns 30 ou mais passageiros da balsa (ou ferry boat como eles chamam)!

O longa nos conta que durante a última travessia de uma balsa noturna em Nova York, passageiros e tripulantes se vêem presos em uma luta desesperada pela sobrevivência quando um rato impiedoso conhecido como Willie assume o controle da travessia. Com as águas escuras ao redor impedindo qualquer fuga, o grupo inusitado a bordo precisa enfrentar a criatura sanguinária que transforma o passeio turístico em um pesadelo - e ninguém quer ser o próximo prato desse animal faminto que tem um apetite especial e macabro por turistas desavisados.

O diretor e roteirista Steven LaMorte manteve o estilo de seus outros filmes, porém soube brincar com a essência do personagem, de modo que facilmente o filme poderia ser algo tão jogado que ninguém nem lembraria dele, como aconteceu com vários outros slashers dos últimos anos, sem os famosos monstrões clássicos, mas que ao saber utilizar o personagem tão famoso que muitos conhecemos de uma forma diferenciada, sem transformar ele em algo anormal foi tão bem feito que o diretor praticamente brincou na tela, dando as devidas nuances, sendo bem violento nos atos necessários, e deixando os personagens correndo de um lado para o outro tentando sobreviver, ou seja, o pacote completo, que não ficou tão escuro (mesmo vendo em uma das salas mais escuras dos cinemas da região!), e o resultado fluiu bem,  e que tirando alguns exageros finais, agradou mais do que desagradou.

Quanto das atuações, não duvidaria se algum dia eu abrir o jornal online e ver que David Howard Thornton matou alguém de verdade, afinal ele é todos esses novos assassinos que temos desde Terrifier nos seus três filmes (com um quarto vindo aí), um estilo de Grinch do mal no último filme do diretor LaMorte, e agora vem como o ratinho Willie bem violento do jeito que gosta, espetando as pessoas de maneiras icônicas, cortando partes e comendo o que estiver na sua frente, ou seja, não cruzem com ele nas ruas! Um ponto bacana nas atuações, é que todos fizeram semblantes assustados com tudo o que acontece, e mesmo tendo um grito de guerra conjunto, a maioria não foi corajoso suficiente pra enfrentar o bichinho do mal, tendo raros destaques para Jesse Posey com seu Pete querendo fugir desde o princípio dos cargos de comando; com Allison Pittel trabalhando sua Selena com ideias bem foras do comum e agradando com isso; a paramédica vivida por Amy Schumacher bem alocada na tela; e Jarod Lindsey bem imponente com seu Moses.

Visualmente a trama é bem suja, com um navio praticamente abandonado, muitos bonecos para as mortes, afinal ninguém quer ser realmente cortado ao meio, e ter partes importantes suas arrancadas, sangue para todo lado, choques, e tudo mais, aonde volto a frisar, o estilo é bizarro, e de baixo orçamento, então não queiram ver grandiosos efeitos, e nem nada bonitinho na tela, afinal essa é a premissa da trama, e a equipe de arte soube trabalhar muito bem com o que tiveram a sua disposição.

Enfim, é um filme para quem gosta de matanças desenfreadas, sem muito sentido, mas com uma história até bem interessante se pararmos para analisar friamente, tendo alguns atos em animação, e claro os vários assovios do ratinho entoando desde a clássica abertura que sempre ouvíamos, um parabéns pra você, a famosa canção da morte e por aí vai, ou seja, está longe de ser algo perfeito, mas diverte bastante quem gosta de algo violento e bizarro. Então fica a dica, e eu fico por aqui hoje, então abraços e até logo mais.


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Amor Bandido (Love Hurts)

5/01/2025 10:33:00 PM |

Quem for aos cinemas conferir "Amor Bandido" sem saber nada talvez ache estranho em pleno mês de maio surgir algo envolvendo dia dos namorados, mas é que lá fora comemoram em fevereiro, ou seja, apareceu aqui após ter sido bem fraco de bilheteria por lá, e qual o principal motivo disso? Simples, pegaram o ganhador do Oscar, Ke Huy Quan, que demonstrou um carisma imenso para com o público, e jogaram o pobre numa trama do estilo dos filmes de Jackie Chan, cheio de pancadarias e encontros, aonde tendo uma tonelada de personagens desconexos e junções de lutas tão sem grandes chamarizes, aonde até tem uma ou outra sacada interessante, mas que não faz valer a interação de tela, e detalhe, mesmo com apenas 83 minutos de sessão, o filme parece bem alongado.

O longa nos conta que Marvin Gable é um corretor de imóveis que vive uma vida pacata nos subúrbios de Milwaukee. Ele tenta a todo custo deixar os erros cruéis que cometeu no passado. Ele será obrigado a confrontá-los quando recebe um misterioso bilhete de Rose, sua ex-parceira de crime que ele deixou para morrer anos atrás. Agora, Marvin precisará embarcar novamente em uma missão que envolve os assassinos mais perigosos e os fantasmas de seu passado.

Não é porque um dublê saiu das acrobacias e virou um diretor de sucesso, que agora todos vão se dar muito bem comandando as câmeras, e Jonathan Eusebio vai sentir um peso monstro em suas costas depois de gastar muito dinheiro da Universal em uma produção que sequer fez sucesso nos EUA. Ou seja, estrear com filme envolvendo muitas lutas até poderia ser uma boa chance para um ex-dublê, afinal sabe tudo desse mundo, trabalhou com muitas coreografias e desenvolturas, porém sem uma história boa para contar não tem como se salvar, e aqui faltou tudo, carisma nos personagens, piadas que se encaixassem bem com o tema, e claro uma desenvoltura motivacional para que não ficassem só brigando a toa, que é o que ele nos entregou. E sendo assim, confesso que gostei mais do trailer que conferi agora antes de escrever que do filme inteiro, então talvez quem não ler as críticas mundo afora talvez caia no golpe.

Quanto das atuações, não sei se começaram a encher a cabeça de Ke Huy Quan falando que ele substituirá Jackie Chan nas novas produções de luta, pois sabemos que o ator tem muito talento expressivo e não deveria depender de personagens sem desenvolvimento como é o caso de Marvin Gable aqui, pois meio que foi jogado na trama, sem ter muito o que fazer a não ser lutar e correr, das formas mais malucas possíveis. Outra ganhadora de Oscar, Ariana DeBose fez de sua Rose quase um personagem falado o tempo inteiro, para ser quase um enfeite, dando alguns choques e tiros, mas sem rumo algum, ou seja, de dar dó usar dois talentos com personagens tão jogados. Embora secundários, o "casal" formado pela assistente do protagonista e o primeiro cara que foi assassinar ele, teve uma química bacana e interessante de ver, de modo que Lio Tipton e Mustafa Shakir agradaram com seus atos. Nem vou ficar falando muito dos demais, pois a dupla de assassinos são bobos demais, o mandante é um enfeite, e o irmão do protagonista que seria o vilão master só fica tomando chá de bolhas.

Visualmente a trama teve basicamente três locações, o escritório da imobiliária, sendo decorado para o dia dos namorados, aonde ocorrem algumas lutas dentro da sala do protagonista, com tudo voando e quebrando como se fosse super normal de uma aula agitada de yoga, a casa que ele está vendendo que vira picadinho de balas e ele ainda fala que dá para recuperar, sendo bem destruída, e um estilo de locadora ou algo do tipo aonde fica o quartel da máfia do irmão, aonde rola mais várias lutas, ou seja, quebraram toda a cenografia, e ficaram felizes.

Enfim, é um filme que não entrega nada que seja chamativo, e que falha ao tentar ser algo apenas de lutas sem uma história que funcionasse para isso, ou seja, dá para pular fácil a conferida. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Homem Com H

5/01/2025 02:35:00 AM |

Um dos maiores riscos de um filme biográfico é o diretor fazer a homenagem com o artista/personagem vivo ainda, pois se ficar algo bacana irá colher todos os louros, emocionar o verdadeiro e tudo mais, mas do contrário pode ser o fim de uma carreira com todo o bombardeio que acaba acontecendo. Dito isso, nunca conheci a fundo a vida de Ney Matogrosso, conhecendo claro as principais canções e vendo sempre seu estilo ousado bem fora dos padrões em qualquer época que seja, e se existia diretor melhor para pegar e transformar a vida inteira desse ser que foi e ainda é o cantor, com toda certeza era Esmir Filho, pois é um dos diretores brasileiros mais malucos e ousados, ao ponto que vemos a trama de "Homem Com H" por muitas vezes pensando se essa loucura era mesmo do personagem ou insanidade artística na tela, e a mistura funcionou por demais de ambos os estilos, virando um show presente misturado com passado, com pegações e dinâmicas tão bem marcadas que por vezes até pensei o quanto estavam biografando e o quanto estavam inventando, mas sabendo um pouco sobre Ney é capaz que tudo ali foi bem verdade, tudo isso fora a atuação tão incrível de Jesuíta Barbosa que em muitos atos se não soubéssemos que o verdadeiro Ney está bem velho, falaríamos que era computação gráfica para fazer ele ali dançando e interpretando, pois ficou o mesmo rejuvenescido em diversos momentos. Ou seja, perfeição é o que se fala, tendo um ponto ali, outro aqui para se discordar das atitudes cênicas colocadas, mas é algo memorável e bem feito em vida do homenageado ao menos.

O longa nos mostra a cinebiografia de Ney Matogrosso, apresentando a intensa trajetória do artista desde a infância até se tornar uma das grandes figuras da música e cultura brasileiras. O filme acompanha a origem em Bela Vista no Mato Grosso do Sul e os constantes embates familiares em razão dos preconceitos de seu pai. Ao sair de casa e se mudar para São Paulo, Ney dá início à sua carreira artística. Com uma voz única e uma veia criativa e performática inesquecível, Ney Matogrosso compõe um terço da banda Secos & Molhados e enfileira sucessos como Rosa de Hiroshima e Sangue Latino em meio à repressão da ditadura militar. Passando por cada fase de sua carreira, o longa conta a história de vida de um ícone artístico, demonstra sua identidade revolucionária e arrebatadora, seu ímpeto libertário e sua inconfundível presença de palco.

Confesso que quando vi o nome do diretor e roteirista Esmir Filho envolvido no projeto fiquei com muito medo de como seria representado a trama na tela, pois ele é conhecido por muitos filmes alternativos e geralmente acaba sendo muito premiado por isso, mas ao analisar o resultado na tela ficou muito claro que o estilo de Ney sendo meio que um bicho como ele se define em diversos momentos também é o mesmo estilo de Esmir, ao ponto que vemos literalmente um filme com animais, com muita selva, mar, e claro todo o envolvimento de mudanças no mundo desde os anos 1940 até 2024 que é o período abrangido na tela, ou seja, o diretor pegou seu estilo e juntou ao estilo de Ney e fez algo completamente lúdico, mas também real, sério e imaginário, com cenas intensas, mas também emocionais, e claro muito show, muita música boa e tudo mais que o verdadeiro viveu desde os conflitos na infância, seus amores e romances, suas interações com os períodos mais intensos do país (desde a Ditadura com muita censura até a AIDS com a morte de muitos amigos), e tudo mais sem precisar correr com o tempo, mas também não enrolando com coisas sem necessidade, e assim funcionando na tela por completo.

Quanto das atuações, diria que Jesuíta Barbosa fez um grandioso trabalho para que seu Ney Matogrosso ficasse o mais próximo do verdadeiro, tanto que em muitos atos você nem via o ator Jesuíta em cena, mas sim o personagem vivenciando seus diversos momentos, e isso é algo muito bonito de ver quando funciona, mostrando todas as facetas expressivas do ator que sem dúvida é um dos melhores de nosso país, e que ainda vai brilhar muito. Outro que trabalhou muito bem foi Rômulo Braga com seu Antônio (pai de Ney), misturando atos fortes com outros emocionais, mais simples, mas que acabam sendo entregues na medida certa para convencer na tela. Hermila Guedes soube transparecer com olhares toda a emoção de sua Beíta (mãe de Ney), fazendo com que admiração e orgulho tivessem uma faceta para ser chamada de sua, e sem forçar agradar do começo ao fim. Ainda tivemos grandes atos marcantes de Bruno Montaleone com seu Marco de Maria, sendo o parceiro de grande tempo do personagem, e Pedro Zurawski com seu Cato sendo marcante como um primeiro amor não correspondido, mas sem dúvida quem apareceu bastante e chamou muita atenção pelo estilo jogado com boas dinâmicas foi Jullio Reis com seu Cazuza debochado e intenso.

Visualmente quem não conhece um pouco a vida de Ney e o estilo de filmes de Esmir vai se chocar bastante, pois ambos adeptos de figurinos excêntricos e muito nu na tela, muito mato e representações de vários shows, mostrando também as diversas épocas contando desde a simples casa da família na Vila Militar, o exercício do protagonista na Aeronáutica, sua vida como hippie, a ditadura e os censores em seus shows, até passar pelas casas mais ricas que teve e sua morada no meio de uma floresta assumindo o bicho que era, ou seja, a equipe de arte teve muito trabalho para recriar tudo de forma grandiosa sem ficar jogada apenas na tela.

Enfim, nem vou falar da parte musical, afinal o longa contou com praticamente todas as canções mais conhecidas de Ney, e com isso faz o ritmo ser dinâmico e interessante demais, de modo que o resultado funciona bem e vale tanto para os fãs do cantor, quanto para quem deseja conhecer mais sobre ele, e claro pelo valor do cinema nacional bem feito, pois é inegável que após muitas premiações ficássemos esperando agora só glórias, e se seguirmos nesse ritmo, muitas virão. Então fica a dica, claro com a ressalva de não levar a criançada (pois a censura é 16 anos, mas vindo do Ney, alguns atos vão chocar até os mais velhos), e eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Thunderbolts* em Imax 3D

4/30/2025 09:52:00 PM |

Confesso que vim conferir hoje "Thunderbolts" com muito receio do que iria encontrar, e preparado para tacar diversas pedras no que iriam me entregar, porém meus amigos venho aqui lhes dizer que tirando "Ultimato" esse foi o filme da Marvel que mais curti, pois além de ter muita história, acaba sendo muito bem desenvolvido na tela, não apenas jogando coisas aleatórias, personagens que precisávamos conhecer e tudo mais. Ou seja, é a Marvel voltando a fazer filme realmente para os cinemas, aonde eu sem ser um fã maníaco pelos quadrinhos conseguisse entender tudo, me divertir, e sair muito feliz com o que me foi entregue. Claro, não é ainda totalmente perfeito, pois ainda temos situações abertas e alguns diálogos meio que bobos demais, porém o resultado completo mostrado nos 126 minutos de tela é tão prazeroso de ver que com toda certeza me faz esperar a nova fase do UCM seja um sucesso novamente.

O longa nos mostra que uma equipe de anti-heróis é recrutada para uma missão perigosa. Yelena Belova, Bucky Barnes, Guardião Vermelho, Fantasma, Treinadora e John Walker formam o grupo de desajustados e rejeitados que, pegos numa armadilha pela diretora da CIA Valentina Allegra de Fontaine, são obrigados a embarcar num plano ofensivo que os fará confrontar seus maiores traumas e cicatrizes do passado. Prontos para agir a favor de causas duvidosas, os seis parecem ser a escolha errada para lidar com os desafios de alto risco ao lado do governo. Yelena é uma ex-espiã e assassina altamente treinada pela organização criminosa russa Sala Vermelha. Guardião Vermelho era um super soldado russo que esteve ao lado de Yelena em uma de suas missões secretas nos Estados Unidos. Já Ava Starr, conhecida como Fantasma, era uma espiã da SHIELD explorada por suas habilidades quânticas. John Walker, o Agente Americano, foi um herói descartado de sua posição como substituto de Steve Rogers/Capitão América por seu jeito impulsivo e violento. Treinadora é filha do líder da Sala Vermelha, submetida a um tratamento experimental que a transformou numa assassina ciberneticamente aprimorada. E por último, Bucky Barnes, o Soldado Invernal, foi um assassino mentalmente controlado pela organização secreta HYDRA. Será que esse grupo de nomes superpoderosos que atuaram fora dos limites convencionais encontrará redenção ou se aniquilará?

Diria que o diretor Jake Schreier que é muito experiente e premiado em séries, mas praticamente estreando agora em longas para o cinema conseguiu uma faceta tão bem elaborada, que não sentimos nem sua mão ficar pesada na tela, muito menos ficar um longa de ator, aonde a conexão inteira funciona, aonde vemos efeitos técnicos bem encaixados, mas principalmente vemos um trabalho de desenvolvimento acontecendo na tela, aonde cada personagem tem sua devida importância, e mais do que isso, nos é mostrado a formação de um grupo maluco que tem potencial, um vilão mais imponente e real para muitas pessoas, fora que a conexão entre diálogos e ações passam a ser estruturadas ao ponto de na ser mais algo jogado como vinha acontecendo. Ou seja, vemos aqui um diretor que realmente merece os créditos de talvez reviver a Marvel que um dia foi respeitada por inovar em cinema, sem ser algo apenas cômico e para fãs.

Quanto das atuações, praticamente todos os personagens já nos foram ao menos jogados ou apresentados em outros filmes e séries da companhia, mas não foram apenas colocados aqui para rolar, de modo que mesmo com alguns poucos momentos somos relembrados deles, e isso foi uma grande sacada da trama, para funcionarem ainda mais em grupo. Falando um pouco individualmente, não diria que Florence Pugh fez seu melhor papel aqui com sua Yelena Belova, porém a jovem foi um bom condutor para os acontecimentos do longa, e a atriz teve emocional para fazer trejeitos que nos convencesse do que estava fazendo e dizendo na tela, e assim agradou bastante. Num primeiro momento, Sebastian Stan pareceu desconfortável com sua volta como Bucky Barnes, porém conforme se soltou e voltou para a luta, acabou chamando o filme para si, e agradou com o que fez. Como não conferi as mil séries da Marvel, ainda não tinha me afeiçoado com a personagem de Julia Louis-Dreyfus, de modo que sua Valentina Allegra de Fontaine parecia um pouco artificial demais, porém a sacada do poder do personagem-chave de ver o passado tenebroso de cada um, nos mostra sua grande motivação, e aí sim a atriz botou banca, e principalmente soube fechar o filme com chave de ouro, ou de filha-da-pu***** completa. Outro que parecia meio bobo nos trailers, e era o único que não conhecíamos nada foi Lewis Pullman com seu Robert Reynolds, ou Bob para os íntimos, porém a sensibilidade que o ator trabalhou seus medos e desenvolturas, além dos atos mais intensos, acabou fluindo tao bem que acaba agradando bem mais do que o esperado. Claro que já era esperado que o tino cômico do longa ficaria com David Harbour fazendo seu Alexei Shostakov, porém ele se entregou bem nas dinâmicas e funcionou para essas quebras serem bem alocadas na tela. Outro que sabia bem pouco, era sobre o papel de Wyatt Russell com seu John Walker que foi mais bem trabalhado nas séries, mas dá mesma maneira que aconteceu com a Valentina, aqui seu posicionamento acabou encaixando bem, e o ator não desapontou. Quem mais usou de efeitos especiais foi Hannah John-Kamen com sua Ava Starr, porém a atriz soube ser direta na entrega e acabou se desenvolvendo bem, de forma que não erra e agrada com boas lutas. Ainda vale um leve destaque para Geraldine Viswanathan com sua Mel meio que funcionando por vezes como agente dupla, e que tendo bons trejeitos acabou funcionando também com o que fez.

Visualmente a trama tem bons atos de destruição, bons elementos usados nos planos 3D, e funciona bem nos devidos ambientes, seja no cofre no meio de uma montanha, numa comissão de impeachment, ou mesmo em Nova York, aonde temos atos fortes dentro da Torre dos Vingadores, ou mesmo no plano paralelo dentro da escuridão que o vilão lança pela cidade, tendo claro alguns exageros explosivos, mas em filmes desse estilo dá para aceitar tranquilamente. Falando mais a fundo do 3D, diria que o diretor soube utilizar bem tanto o plano de fundo para cenas em perspectiva, quanto para cenas aonde os elementos saem da tela, ou seja, tudo foi muito bem usado sem precisar ser apenas um filme recheado de efeitos. Outro ponto muito interessante de ver foram os traços e o tom negro do vilão, aonde não vemos praticamente nada dele sem ser alguns pingos dos olhos e sua forma sombria, com tudo sendo desintegrado de uma maneira bem bacana de ver.

Enfim, jurava que eu não falaria isso hoje, mas acabei vendo um filmaço literalmente, aonde temos bons personagens, boa história, boa formação de equipe e uma desenvoltura completa para funcionar nos demais filmes da companhia, e sendo assim se hoje tivesse meias notas daria um 9,5 para ele, mas como não tenho, e dava para ir um pouco mais além, vou ficar com um 9 que não desmerece de forma alguma o resultado na tela. Então fica a dica para irem conferir sem medo algum, e que venha a fase 6 da Marvel. Fico por aqui agora, mas como amanhã é feriado, vou encarar mais uma pré-estreia hoje, então abraços e até daqui a pouco.


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