A Profecia do Mal (The Devil Conspiracy)

1/28/2023 01:46:00 AM |

Não sei bem o que eu estava esperando do filme tcheco "A Profecia do Mal", pois logo que li a sinopse para preparar um texto já fiquei sem entender toda a maluquice que seria entregue na tela, mas longe de ser um terrorzão como aparentava, o filme acaba entregando uma ficção científica violenta com nuances mistas entre religião e ocultismo, cheio de efeitos meio que estranhos, e um ar aventureiro bem imponente do protagonista. Ou seja, é daqueles filmes que não digo que passaria tranquilamente numa Sessão da Tarde, mas facilmente seria assistido por diferentes faixas de idade e curtiriam toda a briga entre bem e mal, e digo mais, não duvidaria da Record comprar os direitos do diretor e transformar o filme em novela, pois tem toda a cara do estilão que eles gostam de colocar.

O longa nos conta que Lucífer é expulso do céu e é acorrentado a um local infernal para sempre por Miguel, jurando, no entanto, que um dia ele terá sua vingança. Milênios depois, uma poderosa empresa de biotecnologia possui uma tecnologia inovadora que permite clonar as pessoas mais influentes da história usando apenas alguns fragmentos de DNA. Por trás desse empreendimento está uma cabala de satanistas que rouba o sudário de Cristo e, assim, obtendo posse do DNA de Jesus. O clone deve servir como a oferenda definitiva ao diabo. O Arcanjo Miguel vem à Terra e não vai parar até impedir a conspiração do diabo, usando o corpo de um padre falecido para poder batalhar contra as forças do mal.

Não posso falar muito sobre os trabalhos anteriores do diretor Nathan Frankowski nem sobre o que fez o roteirista Ed Alan, pois do diretor nenhum filme passou por perto de mim, e quanto do roteirista esse está estreando na posição, então posso dizer que entregaram algo com um estilo bem próprio, que funciona dentro da proposta, e que prende a atenção, pois tendo a única sessão legendada bem tarde consegui ficar completamente ligado tentando entender tudo o que desejavam passar, pois ele tem alguns arcos meio que estranhos, mas nada que no final você não saia feliz com o resultado. Porém é fácil demais descobrir que se trata de um primeiro longa de um roteirista, afinal ele esqueceu o principal item de um longa envolvendo uma gestação, que é o tempo dela, e isso o diretor nem tentou disfarçar, entregando algo que você não sabe se o protagonista tá vivenciando um tempo diferente no Inferno, não sabe se a gestação por ser algo fora dos padrões foi apenas em uma semana ou um dia, e menos ainda se o padre que ficou olhando tudo rolando à distância esqueceu que largou alguém lá na fortaleza e apenas se assustou no final, ou seja, vemos um longa com situações bem encaixadas, mas que faltaram determinar as passagens temporais de uma forma mais coerente, e isso é uma falha grave, que dava para ser arrumada bem facilmente.

Sobre as atuações, posso dizer que Alice Orr-Ewing deu literalmente seu corpo para o filme, pois a jovem tem expressões corporais fortes, alguns movimentos complexos, olhares e trejeitos estranhos, além de algumas mudanças visuais bem imponentes para que sua Laura suporte uma gravidez tão marcante, e a jovem foi bem no que fez, chamou atenção e agradou. Já Joe Doyle inicialmente pareceu muito simples com seu Padre Marconi, mas quando o Arcanjo Miguel assume seu corpo, praticamente ganha super-poderes e sai correndo e lutando com tanta imposição que nem podemos dizer que é o mesmo ator, ou seja, se doou bem e agradou. Ainda tivemos momentos tensos com Eveline Hall com sua Liz bem durona e impositiva, Peter Mensah fazendo a versão de Miguel como anjo guerreiro e Brian Caspe fazendo um médico geneticista bem cheio de envolvimento, ou seja, todos foram bem, e ao menos se esforçaram para que seus trejeitos não soassem falsos demais.

Agora no quesito visual volto a dizer que praticamente vi um filme de baixíssimo orçamento, afinal são efeitos bem toscos e estranhos de ver, cenários imponentes mas bem imaginativos, e mesmo tendo alguns atos fortes e cheios de desenvoltura, e ambientes bem detalhados, tudo ficou muito arbitrário, sem grandes chamarizes, valendo claro o visual de um inferno montanhoso em meio a algumas labaredas, e claro a imponente fortaleza dos satanistas, mas tudo ficou parecendo faltar, e assim não vemos um trabalho de equipe de arte que chamasse tanta atenção, e quanto da Besta da Terra é melhor eu nem falar o que pensei daquilo, pois tem jogos de videogame que assustam mais com personagens melhor desenhados computacionalmente.

Enfim, confesso que fui assistir esperando algo bem pior, que talvez ganhasse a cena com sustos gratuitos, mas que acaba sendo mais uma aventura ficcional com um ambiente dark envolvente do que realmente um terror que chame atenção, então quem curte esse estilo pode ir conferir tranquilamente que não vai ficar sem dormir depois, mas sem dúvida dava para melhorar consideravelmente com bem poucas mudanças. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Alerta Máximo (Plane)

1/27/2023 01:32:00 AM |

Não ligo para filmes longos e cheios de dramaticidade e reflexões, mas é sempre bom quando entregam um na medida certa de tamanho, que você se empolga com a entrega cheia de tensão e logo ela é resolvida da forma mais prática possível, no que costumo chamar de filme gostoso de ver em qualquer horário. E mesmo o longa "Alerta Máximo" sendo bem tenso, cheio de nuances fortes e muito envolvimento do começo ao fim, tudo passa com muita objetividade na tela, conseguindo fazer com que ficássemos vidrados pelos 108 minutos torcendo para o piloto que é bom de briga e não leva desaforo para casa, e que mesmo tendo alguns elementos exagerados, daqueles que você tem certeza que nunca daria certo, mas que no filme dão, o resultado final é bem interessante, conseguindo deixar o público preso e satisfeito com o que viram na tela. Ou seja, pode ser que muitos odeiem tudo o que é mostrado, alguns abusos cênicos e claro toda a verdade explícita de uma ilha dominada pelo crime, mas o longa tem a intensidade na medida certa para não cansar pela lentidão dramática nem exagerar para que você saia parecendo ter corrido uma maratona, e sendo assim acaba resultando em algo até acima de um mero passatempo de fim de semana.

O longa nos mostra que o piloto da Trailblazer Airlines, Brodie Torrance, está fazendo um voo de Singapura para Honolulu quando precisa salvar seus passageiros de um raio, fazendo um pouso arriscado em uma ilha devastada pela guerra – e descobre que sobreviver ao pouso era apenas o começo. Quando a maioria dos passageiros são feitos de reféns por rebeldes perigosos, a única pessoa com quem Torrance pode contar para ajudar é Louis Gaspare, um acusado de assassinato que estava sendo transportado pelo FBI. Para resgatar os passageiros, Torrance precisará da ajuda de Gaspare e descobrirá que há mais nele do que aparenta.

Diria que o diretor Jean-François Richet soube pegar uma boa história e desenvolver ela de uma maneira agitada e sem muitas firulas, ao ponto que tudo parece até bem crível de conferir, deu para sentir que o protagonista estudou bem todo o funcionamento do avião, e principalmente vemos que o diretor foi bem sábio em não colocar muitos personagens com falas ou sínteses, deixando o longa praticamente todo apenas para o piloto, para o passageiro preso, para o copiloto e um ou dois líderes da ilha, além no final da equipe de resgate, e isso é ótimo pois sem precisar ficar explicando quem é quem, ou motivos de estarem no voo, ou até mesmo conexões fora dali, tendo uma rápida explicação dos motivos do piloto pegar voos tão ruins e nada mais. Porém se tivemos simplicidade por parte das sínteses de personagens, com as dinâmicas de ação o resultado já foi bem acima do esperado, pois temos desde toda a dramaticidade para um pouso perfeito contando os minutos de bateria, quanto todo o desespero na fuga sem serem pegos pelos soldados da ilha, ou seja, muita luta, ação e dinâmicas bem encaixadas para que o filme tivesse uma precisão e mais do que isso, uma tensão perfeita.

Sobre as atuações, como disse foi bem fácil Gerard Butler detonar em suas expressões, pois o filme é praticamente inteiro dele e outros figurando quase, então seu capitão Brodie Torrance teve trejeitos marcantes, teve luta, sangue, cabeçada, tiros e tudo mais que pudesse fazer para mostrar que era o dono de tudo, e contando ainda com todo o apoio do público que acaba se envolvendo com tudo o que faz, ou seja, se entregou e acertou demais. Ainda tivemos bons atos e feições mais fechadas de Mike Colter com seu Louis Gaspare, dando nuances mais de militar mesmo para suas cenas, e claro chamou atenção na forma de fechamento de seu personagem, que quem sabe poderia até ter uma continuação partindo dali, mas como não é o caso, posso dizer que o ator foi bem no que fez. Quanto aos demais, daria leves destaques para Yoson An com seu Dele e para Remi Adeleke com seu Shellback mas sem grandes chamarizes.

Visualmente como todo bom filme de tensão em aviões fizeram uma cabine bem fechada, equipamentos pifando, andanças de pessoas em situação que tudo pula, até chegarmos numa ilha bem fechada, com poucos ambientes, alguns lugares de matança e uma vila quase inexistente, ou seja, diria que o orçamento foi bem baixo e conseguiu passar tudo o que precisava, tendo tiroteios e tudo mais de maneira fácil e intensa de ser vista e causar tensão no público.

Enfim, não diria ser um filme perfeito, mas que tem bastante estilo e cumpre o que promete, ah isso cumpre, pois senti um bom friozinho na barriga durante toda a exibição, só não sei se foi pelo ar condicionado da sessão estar no turbo, mas certamente recomendo o filme para todos que gostam desse tipo de trama, então fica a dica. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Netflix - Narvik (Kampen om Narvik) (Narvik - Hitlers First Defeat)

1/25/2023 01:01:00 AM |

Acho que com o tanto de filme de guerra que já assisti posso escrever uma novela gigantesca de vários capítulos contando toda a história de diversos países e juntar personagens que se conectem para algo bem imponente, mas vou me ater apenas a comentar mesmo já que não tenho tamanha pretensão! E eis que hoje conferi o lançamento norueguês da Netflix, "Narvik", que mostra uma trama baseada em alguns fatos reais que rolou na pequena cidade norueguesa exportadora de minério de ferro quando os alemães e ingleses brigaram por suas posses, e que de uma maneira bem trabalhada conseguiu dimensionar todo o envolvimento de uma família com os três lados (Noruega, Inglaterra e Alemanha) conflitando interesses e traições, aonde o salvar a pele tem muito mais sentido do que salvar um país, e facilmente daria para o filme ter um conteúdo menor e mais simbólico, mas para ficar gigante de informações optou por muitos atos com fatos históricos sendo contados apenas com textos, e isso pesou um pouco para que o longa não ficasse perfeito, mas como já disse outras vezes, é sempre bom ver tudo o que ocorreu numa época tão tensa para que nunca precisemos usar dos mesmos artifícios. Ou seja, é um bom filme, mas dava para ser melhor sendo mais simples e apenas fictício sem precisar tantos elos escritos.

O longa nos situa na Primavera de 1940, na cidade de Narvik, na Noruega. A cidade litorânea é um ponto estratégico para os alemães abastecerem seu país com minério de ferro. 200 noruegueses pegam em armas e não querem que sua cidade seja sitiada pela Alemanha nazista, entre eles o jovem cabo Gunnar Tofte. Enquanto ele luta pela liberdade de seu país, sua esposa, Ingrid, é forçada a colaborar contra sua vontade tornando-se intérprete.

Diria que o diretor e roteirista Erik Skjoldbjærg soube criar uma trama bem tensa sobre como uma mãe age quando necessita de ajuda para o seu filho, e da mesma forma como um soldado age quando se vê que vai morrer ao ser preso pelo inimigo, ou seja, a base é quase a mesma de se salvar independente do que seja necessário fazer, e só com isso o filme teria algo muito bem elaborado para desenvolver e ser criativo, mas como optou por trabalhar os fatos reais da cidade para dar um ganho para a trama, ele acabou necessitando um pouco mais de explicações escritas para não onerar tanto o orçamento, e isso deu ao filme tanto um conteúdo muito maior, quanto uma base histórica bem interessante de ser conferida, então dessa forma não diria que o acuso de estar errado, mas acuso sim de que poderia ter lapidado um pouco de tudo para o filme ainda ser forte e não precisar tanto das dinâmicas escritas. Claro que muitos nem vão ligar para esse detalhe técnico, mas precisei pontuar, então fica a dica para algum produtor/roteirista de outro país recriar o longa sem tantos "escritos", que o resultado confesso que será ainda mais interessante.

Sobre as atuações, Kristine Hartgen trabalhou sua Ingrid sempre com o sorriso no rosto tradicional das pessoas que trabalham em hotéis, e deu dinâmicas e atitudes bem coesas na desenvoltura da personagem nos atos mais intensos, trabalhando quase como uma espiã dupla por saber falar alemão pela profissão de recepcionista e acabar sendo intérprete do cônsul alemão, ou seja, fez bons trejeitos e chamou a responsabilidade para si na maior parte da trama, agradando bastante e servindo tudo o que o papel precisava. Na outra ponta tivemos Carl Martin Eggesbø com seu Gunnar, que trabalhou bem os atos de soldado, fez alguns trejeitos meio que jogados e até se entregou bem em alguns momentos, mas forçou a barra um pouco correndo no meio de tiros sem nada o acertar, indo por caminhos que ninguém conhecia e tudo mais, e isso soou um pouco falso demais, mas veio do roteiro, então ele apenas fez os atos. Ainda tivemos muitos outros bons personagens, cada um dando suas devidas nuances, mas o destaque mesmo ficou para o que Christoph Bach entregou para seu cônsul alemão, e claro para o garotinho Christoph Gelfert Mathiesen que foi bem simbólico e emocional com seu Ole.

Visualmente o longa é muito marcante, mostrando uma cidadezinha minúscula aonde todos praticamente sabem da vida dos outros, um hotel bem montado com a maioria das cenas acontecendo no refeitório, temos muitos atos com explosões, dentro de um bunker, muitas cenas nas montanhas com neve pra todo lado e os prisioneiros carregando armas, vários ataques aéreos e claro toda a simbologia, e também tivemos muitos momentos de explicações de tudo o que aconteceu realmente. Ou seja, é um filme de atos fortes visuais que a equipe dosou na entrega e fez muito bem em não chamar a responsabilidade, mas que não jogou fora toda a oportunidade de representar.

Enfim, é um bom longa de guerra, tem momentos bem marcantes e interessantes de ver, que consegue mostrar como a Noruega foi abandonada por todos os lados, mesmo sendo uma importante fonte de minério de ferro para todos, e que entrega sem dúvida toda a dinâmica que falei no começo de o que você faria se fosse preso e também no caso da mãe com o filho doente se você ajudaria seu inimigo ou não, ou seja, várias coisas para se pensar e o resultado acaba sendo bem bacana de ver, mesmo não sendo algo incrível pela forma de condução, então recomendo com algumas ressalvas. E é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Operação Hunt (헌트) (Heon-teu) (Hunt)

1/24/2023 01:38:00 AM |

Costumo dizer que filmes de investigação são daqueles que você fica tenso tentando descobrir o infiltrado, tenta entender o conflito e vivencia um pouco do momento em que a trama se passa, e isso é algo ainda mais complexo quando falamos de uma guerra tão complexa e cheia de desenrolares como foi e ainda é a da Coréia do Sul versus a do Norte, e com o filme "Operação Hunt", que estreia no próximo dia 02/02 nos cinemas, acabamos ficando bem na dúvida de como cada personagem entrega suas operações, para quem está agindo, o que realmente deseja, e tudo mais que gostamos de ver num filme desse estilo, só tenho um grande porém que eles ocultam e misturam tudo de uma forma tão complexa dentro do roteiro, que ao final acabamos sem realmente saber tudo o que tinha para saber, parecendo algo meio inacabado, aonde o desenvolvimento se embaralhou tanto que se perdeu. Ou seja, pode ser que você acabe o filme e fique pensando em cada um dos personagens que são muito parecidos e se investigam entre eles, mas uma coisa é certa, os dois desejavam praticamente a mesma coisa, só que por meios diferentes, então o conflito é aberto, e o pior de tudo, o modo que a trama acaba com um lado ainda mais fora da caixinha, e isso não era necessário, de forma que não digo que tenha sido ruim, apenas não foi bom.

O longa que é baseado em eventos reais, conta a história de Park Pyong-ho e Kim Jung-do, integrantes da Agência Central de Inteligência Sul-Coreana. Eles precisam desmascarar a identidade de um traidor infiltrado e acabam descobrindo a existência de um plano para assassinar o presidente do país.

Diria que o diretor e protagonista do filme Lee Jung-jae até trabalhou bem sua ideia para criar todo um suspense em cima de quem era o infiltrado, no desenvolvimento de toda a trama para não ficar tão fechado que acabou esquecendo que o público também precisa entender o que ele quer mostrar para gostar da ideia toda, e no ato em que descobrimos a situação, o filme poderia ter acabado ali, ou então descobrirmos no ato seguinte (literalmente) mais explosivo, mas ele deu o fechamento naquela cena, fez uma micro-reviravolta para dar uma jogada, foi para a cena da explosão, e não bastando tudo o que aconteceu ainda fecha com algo aberto e meio que jogado. Ou seja, fez o que costumo dizer que é querer se aparecer demais, afinal ele que estava em cena, e se realmente tudo ocorreu dessa forma no conflito real foi mal desenvolvido por ele, do contrário se perdeu um pouco e deu um leve tiro no pé, pois o filme poderia ser muito melhor com uma situação redonda de movimentos.

Sobre as atuações, vou colocar um problema imenso aqui que aconteceu comigo, pois todos os atores são muito parecidos em estatura, nos vestuários, nos cabelos, mudando um pouco os rostos e trejeitos, e isso embora seja algo que talvez alguns notem melhor, pesou muito na condução da história, de forma que talvez como ocorre nos longas militares ter algo mais diferencial entre as agências de ambos os personagens, para aí ficar mais evidente quem está jogando no time de quem. Dito isso, o diretor Lee Jung-jae até trabalhou bem seu Park Pyong-ho, deu trejeitos bem diretos e incisivos nas cenas mais intensas, atirou sem parar em vários momentos, e teve ainda alguns atos de surto bem fortes quando sua aliada estava sendo interrogada, ou seja, apareceu como era de sua vontade. Da mesma forma Jung Woo-sung fez atos mais fechados com seu Kim Jung-do, sempre sério e determinado nas suas cenas, criando poucos momentos aonde deu qualquer abertura para os demais ao seu redor, e sendo completamente investigativo com as nuances que pode aparecer mais, o que ficou parecendo que ficou acuado, mas foi bem e agradou no que fez. Ainda tivemos muitos outros personagens dando conexões para os protagonistas nos interrogatórios ou no meio dos tiroteios, mas sem dúvida quem tentou algo a mais e fez algumas boas expressões diferentes do comum foi Hye-jin Jeon com sua Bang Joo-Kyung, que principalmente em seu ato final chamou tudo para si e agradou.

Visualmente a trama se desenvolveu até que bem, mostrando vários meios de torturas das companhias de investigação, muitos atos de interrogatórios violentos, muitos atos de escutas, cenas de carros nas ruas com tiroteios vindo de todos os lados com armas de vários calibres, todos usando terno igualzinho para confundir o público, carros antigos bem escolhidos para mostrar a época, alguns atos de manifestações, um ato ao final com toda uma cerimônia presidencial conflituosa, ou seja, um pouco de tudo que a equipe fez de forma bem representativa, mas que volto a bater na tecla que poderia ser diferenciado os dois lados.

Enfim, é um bom filme que até poderia ir mais além, mas que representa bem a época, mostra os bastidores de uma guerra que pouco sabemos por aqui como foi, mas que aconteceu de forma bem violenta, e que acaba sendo bacana para dar esse conhecimento, mas me cansou um pouco tantas reviravoltas no final que acabou não sendo tão impactante como deveria ser, e sendo assim até recomendo ele, mas com mais ressalvas do que elogios, então fica a dica para a estreia na próxima semana nos cinemas. E é isso meus camaradas, como já diria no filme do lado comunista, eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos por aqui, então abraços e até logo mais.


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Netflix - RRR: Revolta, Rebelião, Revolução (RRR: Rise Roar Revolt) (Ratham Ranam Roudhiram)

1/22/2023 08:59:00 PM |

Pois bem pessoal, fugi por quase três meses de ver o épico indiano da Netflix, "RRR: Revolta, Rebelião, Revolução" pelo simples preconceito de longas novelescos indianos, mas como o longa levou o prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Critics Choice de domingo passado, e o prêmio de Canção Original tanto no Critics quanto no Globo de Ouro, resolvi dar a chance e assistir ele, e sim ele tem esse molde novelão, contando a história de um, a história do outro, volta pro presente, vai pro passado de novo, vem de um lado, vai pro outro e tudo mais, mas ao menos o foco fica com os dois protagonistas, sem precisar inserir tantos outros personagens no miolo, como uma novela tradicional, o que acaba sendo uma grata surpresa, e com resultados bem colocados como nem imaginaria ver. Claro tem muitos excessos, os protagonistas são mais fortes e aguentam bem mais pancadas que os super-heróis dos quadrinhos, mas a entrega de um épico da era antes da independência da Índia acaba sendo moldada de uma forma interessante e que dá pra curtir, se empolgar e ficar na torcida pelos protagonistas, isso claro até antes de começarem a dançar no final, mas esse é o estilo deles, então não vamos julgar. Ou seja, é um filme que realmente chama muita atenção, é muito bom dentro do que se propõe a fazer, e acaba valendo o play de mais de 3 horas, que daria para ser encurtado, mas que no estilo deles não caberia algo menor, e assim sendo haja orçamento gasto e já anunciaram uma continuação sendo desenvolvida, então veremos no que vai dar nas demais premiações.

A sinopse nos situa na Índia em 1920. Determinado a reunir Malli, uma garota Gond sequestrada, com sua mãe, o destemido defensor da tribo, Bheem, põe os pés na vasta Delhi usando uma nova identidade. Mas os britânicos têm a população sob seu controle. Como resultado, o implacável governador Scott Buxton confia a Rama Raju, um policial durão, uma tarefa vital: trabalhar disfarçado para descobrir um guerreiro Gond desconhecido. E em pouco tempo, Bheem e Raju têm um encontro casual no local de um acidente e eles imediatamente se unem. No entanto, quando os dois amigos íntimos embarcam em uma perigosa missão de resgate nas movimentadas ruas de Delhi, totalmente inconscientes da verdadeira identidade um do outro, questões urgentes surgem. O que acontece se um dos poderosos companheiros estragar seu disfarce? Na batalha real entre fogo e água, quem venceria?

Diria que o diretor e roteirista S.S. Rajamouli foi extremamente ousado na proposta da história feita por seu pai Vijayendra Prasad, pois facilmente o filme tem toda uma história épica de submissão dos homens do país para com os soldados do exército britânico, sofrendo com toda a colonização, acabando com vilas e colocando todos bem dependentes de tudo, e com isso vemos a insurgência de ambos os lados, primeiro com uma busca incessante pela garotinha levada da aldeia por ser exímia cantora e desenhista, que a mulher do governador se acha no direito, e do outro lado vemos o homem que entrou para o lado dos colonizadores para se vingar por algo que aconteceu no passado, mas para chegar aonde deseja precisa matar e machucar seus compatriotas, ou seja, é uma história bem marcante aonde o diretor conseguiu muita imposição, trabalhou bem ambos os lados, e diferente do que acontece no cinema americano, ele explicou tudo e mais um pouco de ambos os lados, não deixando brechas para imaginações, e isso é algo muito legal de ver que acaba rolando em séries de TV, mas não, aqui ele usou brilhantemente seus 185 minutos para mostrar começo, meio e fim de todas as possibilidades, a junção de ambos e toda a revolução bem impactante. Mas claro com isso usando um orçamento monstruoso, muita computação gráfica, muitas lutas insanas e bizarras de serem vistas, e claro também como é de praxe do cinema indiano canções e danças marcantes, que funcionaram bem tanto com a ideia original, como soltas apenas como clipes, então agora é aguardar o que virá na sequência já anunciada, pois tivemos sim um fechamento, mas podem tudo ainda antes da independência do país chegar na tela.

Sobre as atuações é fato que tenho de me concentrar nos protagonistas, senão teria mais reclamações do que elogios sobre o filme já que alguns secundários só fizeram caras e bocas, mas N.T. Rama Rao Jr. (NTR) com seu Bheem/Akhtar foi incrivelmente forte nos seus atos, mostrou brutalidade em diversas cenas e também muito envolvimento em outras, criou boas dinâmicas e demonstrou muita personalidade, inclusive parecendo ser dois personagens realmente diferentes quando vemos Bheem como o lutador brucutu sem medir forças físicas, com Akhtar mais colocado nas nuances, trabalhando um ar meio tímido na forma de lidar com tudo, mas bem disposto a ajudar, ou seja, foi muito bem e dançou muito nos atos que precisaram disso. Do outro lado tivemos Ram Charan Teja com seu Rama Raju sendo um imponente soldado, cheio de força e determinação, com olhares secos e diretos, mas também escondendo muito durante praticamente mais da metade do filme, e suas desenvolturas mudaram completamente no final com vestimentas e forma de atacar, sendo algo diferente de tudo, e entregando ares bem marcantes, além claro de dançar muito nos atos pertinentes. Ainda tivemos Ray Stevenson bem durão como o governador Scott Buxton, Alison Doody bem cruel e sanguinária como a esposa do governador, Olivia Morris com sua Jenny doce e bem colocada para ajudar o protagonista, e Edward Sonnenblick meio que jogado como um capataz do governador, valendo também dar um leve destaque para as feições da garotinha Twinkle Sharma com sua Malli.

Visualmente o longa é gigante, e aliás a equipe deveria ter indicado o longa na categoria de Design de Produção das premiações, pois daria para brigar bem com os filmes que estão concorrendo, afinal temos desde animais digitais bem imponentes nas lutas como também temos milhares de figurantes nas cenas de revolução seja na hora do açoitamento ou na tentativa de invasão da delegacia, aonde vemos muita ação e luta nos devidos atos; além disso tivemos um palácio bem rico em detalhes, muitos ambientes pobres pelo meio do caminho, e vários atos em florestas que acabaram chamando muita atenção, ou seja, a equipe de arte sofreu muito para conseguir entregar tudo da forma gigantesca que foi elaborado, e o resultado funcionou bastante.

Não sabia desse detalhe, mas as canções do filme tem duas versões, e dependendo do áudio escolhido para ver o filme você verá um cantor diferente, então na forma que eu assisti a canção que tem levado todos os prêmios se chama "Naacho Naacho" enquanto nas premiações está aparecendo como "Naatu Naatu", ou seja, ambas as formas são músicas bem bacanas e ditam o ritmo e contam alguns dos atos da trama, então vou deixar o link das duas para poderem ouvir depois e claro brincar de comparar: link1 (Naacho Naacho) e link2 (Naatu Naatu).

Enfim, confesso que fui surpreendido pela qualidade da trama, e gostei bastante do que vi, pois mesmo sendo bem exagerado, o resultado é algo bem interessante de ver, que diverte em alguns atos, impacta em outros, e até faz rir das coisas impossíveis que foram colocadas em cena, ou seja, mais um longa que não vi na data por puro preconceito (mesmo gostando da ideia quando li a sinopse, e não vi por ser indiano) e valeu as horas assistidas, então fica a dica para dar play em tudo que gostar, pois agora que está vindo os prêmios, valeu a conferida. E é isso meus amigos, recomendo o longa principalmente se você não liga para o estilo meio exagerado, e volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Netflix - Procura-se Gonker (Dog Gone)

1/22/2023 02:18:00 AM |

Diria que a maioria dos filmes envolvendo animais trabalham conceitos morais familiares e todo o envolvimento que o público tem com os bichinhos, de forma que vemos sempre o quão inteligentes eles são, e que muitos são tão bem treinados que conseguem passar até mais expressividade que os humanos envolvidos na produção. Comecei o texto do longa da Netflix, "Procura-se Gonker", dessa forma, pois se olharmos bem a fundo, a produção é extremamente simples, e mesmo sendo baseada numa história real, vemos um jovem que passa os quatro anos da faculdade apenas se divertindo com seu cachorro e quando volta para casa sem saber com o que deseja trabalhar vira um encosto na família e após o desaparecimento do cachorro na floresta acaba se conectando mais à família, em base contei o longa inteiro em menos de cinquenta palavras, ou seja, é bem simples, mas como disse no começo a base sentimental e emocional com filmes de animais entra na mente do público, então nos emocionamos com seus trejeitos, torcemos para serem encontrados rápidos e até nos conectamos com a história do pai e do garoto se encontrando durante as andanças de busca, e assim o longa simples se torna uma produção que todos vão querer ver. Sendo assim, se você gosta de animais e tem seus bichinhos como entes familiares é bem capaz de lavar a sala, mas se for apenas ver pela história vai acabar se decepcionando um pouco.

A sinopse nos conta que o jovem Fielding Mashall está caminhando pela Trilha dos Apalaches quando perde seu amado cachorro, Gonker, nas vastas e intimidantes florestas da região. Para Fielding, trazer o amigo de volta não é apenas uma questão de lealdade e amizade, mas também uma questão médica séria, já que Gonker sofre da doença de Addison, uma insuficiência adrenal que requer injeções mensais. Desesperado, Fielding pede ajuda à família, o que significa que ele pede ajuda ao pai, John, de quem se separou anos antes. No meio da busca desesperada, e com vários vizinhos e voluntários envolvidos, os Marshalls devem resolver seus problemas enquanto todos se concentram em um objetivo maior: salvar seu amigo.

Diria que o diretor Stephen Herek é fã de cachorros desde 1996 quando dirigiu a animação original da Disney, "101 Dálmatas", e aqui ele trabalhou até que bem o livro de Pauls Toutonghi que o roteirista Nick Santora adaptou para a tela, pois vemos toda a composição cênica funcionar, vemos as dinâmicas entre os personagens serem bem dimensionadas de tal forma que realmente o cãozinho ficou parecendo ser deles (embora sempre estivesse com alguns olhares para fora da câmera - provavelmente para seu real dono) e também conseguiu passar a química quente entre pai e filho serem amornadas durante toda a trama, ou seja, tudo foi bem fluido e gostoso de ver, que mesmo sendo simples como disse no começo, acaba sendo leve e bem trabalhado, ao ponto que não nos incomoda essa simplicidade cênica e o resultado acaba parecendo uma boa sessão da tarde para se curtir sem pensar em muita coisa, apenas acompanhado do lencinho para se emocionar com tudo.

Sobre as atuações, diria que o jovem Johnny Berchtold foi bem com seu Fielding, teve uma boa conexão com o cachorro e fez bons trejeitos de dor nos atos que precisou demonstrar isso, ao ponto que não soou tão artificial como nas cenas que fez com seu pai, pois ali faltou um pouco mais de envolvimento, principalmente no começo. Da mesma forma Rob Lowe soube segurar bem toda a essência clara nos atos familiares, demonstrando claro a falta de conexão de ambos por serem bem diferentes, e tentando uma aproximação não muito bem convencionada, o resultado soou estranho no começo, e claro com o cachorro inicialmente não quis muito, mas depois já estava brincando todo faceiro com ele. Kimberly Williams-Paisley inicialmente fez uma mãe bem tradicional, que não entende nada de tecnologia, mas vai aprendendo tudo tão rápido que até chega a surpreender, mas diria que forçaram um pouco a barra com a representação dela criança e a perda de seu cachorro lá, pois ficou parecendo algo meio que fora do contexto, com pais rígidos e uma garotinha que não lembrou em nada ela, ou seja, seu ato de ligação no final foi bem bonito de juntar as histórias, mas faltou trabalhar melhor a cena do passado. Ainda tivemos Nick Peine dando alguns atos meio que bobos de seu Nate, mas que encaixou bem na junção do jovem protagonista, mas poderia ser algo menos jogado.

Visualmente a trama foi mais fechada, praticamente toda filmada em trilhas, campings e cidades bem conectadas à floresta, dando uma nuance meio que repetitiva, mas que funciona dentro da ideia toda, e a casa dos protagonistas bem rica em detalhes, com todo o processo de busca amarrado quase como em uma série policial bem marcante, ou seja, forçaram um pouco a barra na representação de tudo, mas que a mistura de road-movie com a densidade dramática dos ambientes até foi bem feita.

Enfim, é daqueles longas para passar um tempo gostoso na frente da TV, se emocionar com tudo o que é entregue e vivenciar os devidos momentos de reflexão e mote familiar, mas que por ser bem simples, muitos nem vão entrar tanto nessa ideia, então fica sendo apenas uma recomendação de uma boa sessão da tarde. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Chef Jack - O Cozinheiro Aventureiro

1/21/2023 08:04:00 PM |

Já falei outras vezes que o Brasil tem melhorado bastante na qualidade de seus filmes e não apenas nos gêneros tradicionais como comédia e drama, mas entrando fundo nas tramas animadas que conseguem chamar um público mais amplo, e isso é bem bacana de ver, pois mostra que temos potencial para tudo, inclusive já vimos até uma animação nossa entrando no Oscar, ou seja, dá para esperar muito desse pessoal mais novo no mercado. E hoje fui conferir uma animação proveniente do pessoal lá de Minas Gerais, que foi adquirida pela Sony e assim entrou em cartaz em vários cinemas "Chef Jack - O Cozinheiro Aventureiro" que brinca com a mistura de aventura com competição gastronômica, dois gêneros bem diferentes de se colocar na mesma tela, e além disso trabalhou o elo de ajudar o próximo sem pensar nas consequências, de crescer sem usar outros de degraus, e claro mesmo sendo meio maluquinho também usa alguns conceitos familiares no meio, sendo um bom filme para toda família.

O longa nos mostra que Chef Jack é um chef de cozinha de bom coração, mas com uma pitada a mais do que o necessário de confiança. Ele é um dos prodígios da Culinária da Aventura, viajando por todos os cantos do planeta cozinhando e achando os ingredientes mais raros e finos para completar suas receitas. Porém, sua vida doce azeda quando erra a mão em uma de suas receitas e sua reputação cai drasticamente. Para provar a todos que seu erro não lhe define, ele entra a competição de culinária chamada de Convergência de Sabores. Mas se ele pensava que iria ganhar essa tranquilamente, Jack precisará aprender a trabalhar em dupla quando é posto junto ao novato Leonard.

Diria que o diretor Guilherme Fiúza Zenha trabalhou muito bem em sua primeira animação visto que antes já tinha feito um longa infantil mas com pessoas reais ("O Menino No Espelho") e foi muito bem lá também, ou seja, se mostra como um diretor que tem técnica e sabe conduzir uma boa história com destreza e boas ideias, e aqui usando o roteiro de Artur Costa conseguiu desenvolver um bom trabalho rápido e bem coeso, porém tenho de criticar alguns detalhes, pois no começo não temos muito uma apresentação dos personagens, meio que todos sendo jogados na tela e vamos vendo apenas, sem criar um carisma com eles, e isso pesa bastante, mas acredito que o motivo principal era que a história foi feita para ser uma série de vários episódios, e assim talvez criaríamos mais conexões com cada personagem, e o resultado iria mais além. Porém passado o começo que ocorre rápido demais, na sequência já sabemos quem é quem, e a competição rola bem encaixada e divertida, com muitos detalhes que deram sensações na tela, de modo que sempre que trabalham com comida devem nos deixar com fome, e mesmo sendo uma animação até as comidas feitas de madeira para agradar os castores/capivaras ficaram com uma cara gostosa de ver, ou seja, foi um bom acerto de técnica de animação, com a história desenvolvida pelo diretor, e assim funcionou.

Quanto dos personagens e das dublagens, diria que escolher Danton Melo para dublar o protagonista foi um acerto meio que arriscado, pois embora seu Jack tenha ficado bem incrível de dinâmicas, afinal sabemos que ele é um tremendo dublador, sua voz é muito conhecida, então a todo momento eu via o Danton na tela e não o Jack, mas isso é um detalhe técnico, afinal o personagem foi bem bacana e divertido com todo seu ego nas alturas. O pequenino Leonard já foi mais puxado pro lado do emocional de um fã trabalhar com seu ídolo, e o dublador Rodrigo Waschburger foi bem inteligente nos tons que usou, que junto com a personalidade do garoto acabou funcionando. Ainda tivemos vários outros bons personagens na tela, mas o destaque recai mesmo para o vilão Jeremy com seu ajudante gigante Desmond, e para a apresentadora que gritava e tentava aparecer mais do que os próprios personagens principais, mas que no contexto geral funcionou bem.

O longa não tem muita tridimensionalidade, então não espere ver como tem acontecido em outras animações personagens com formas quase humanas, mas sim o velho e bom desenho gráfico que com uma boa dose de sombras conseguiu desenvolver um visual interessante e bem marcante com muitos elementos cênicos para observar, afinal eles vão para uma ilha com vários elementos de sabores, com castores/capivaras gigantes com paladar requintado, com montanhas de pão, pântanos misteriosos e até um vulcão que é usado de forno/fogão, ou seja, tudo muito bem pensado para dar as devidas nuances e agradar bastante.

Enfim, é uma boa trama, divertida e bem feita, que agrada bem dentro do que se propõe e erra pouco aonde dava para errar, mas que acredito que tenha falhado principalmente na data de estreia, pois as sessões de "Gato de Botas - O Último Pedido" ainda estão cheias, e visualmente a criançada prefere algo mais seguro, então hoje a sessão em que fui estava completamente vazia para a animação nacional e isso é uma pena, afinal é um bom longa que vai agradar a família toda, então torcer para a bilheteria dar resultado em outros lugares, pois o roteirista já afirmou ter história para a continuação, então aguardaremos. E é isso pessoal, deixo a recomendação para todos conferirem, e eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.


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M3GAN

1/21/2023 12:59:00 AM |

Pois bem, temos mais uma boneca do mal entrando para o seleto grupo de bonecos assassinos do cinema, e o melhor é que essa pegou bastante com a campanha de marketing feita com dancinha viral e tudo mais, e infelizmente isso é muito ruim, pois acabaram cortando as cenas mais violentas do filme "M3GAN" para baixar um pouco a classificação etária, e isso é ruim para quem gosta de muito sangue, mas quem for disposto a se divertir com toda a inteligência da boneca, com os atos imponentes feitos, e toda a dinâmica entregue nem vai ligar para isso, pois o filme tem um bom estilo e consegue ser intenso e bem marcado pelas sacadas do roteiro e principalmente pelo ar de superioridade que a boneca vai ganhando forma conforme vai aprendendo mais, ou seja, é um filme divertido, que não chega a assustar como deveria por ser classificado como terror, e nem chega a causar tanta tensão, mas que funciona bem dentro desse subgênero que são os terrores de bonecos, que já temos vários exemplares, e agora com todo esse mote da inteligência artificial certamente veremos muitos outros surgindo, e aqui foi bem impressionante tudo o que conseguiram entregar em cena, mesmo que diferente de outros exemplos que usaram bonecos mesmo, aqui tivemos uma garota bem maquiada dando a intensidade cênica na tela.

No longa seguimos uma jovem garota chamada Cady, que teve seus pais mortos em um acidente de carro e é deixada sob os cuidados de sua tia Gemma, uma roboticista de uma empresa high-tech de brinquedos de criança em Seattle. Gemma trabalha no desenvolvimento chamado M3GAN, um robô humanoide, designada para ajudar a criança e ser companhia para elas. Mas após um teste que ocorreu mal, o projeto foi cancelado. Sem ter alguma conexão com a sobrinha e sempre sendo workaholic, Gemma presenteia M3gan para a sobrinha após ela querer a "boneca". O modelo finalizado é emparelhado com Cady, e convence a empresa do potencial de sucesso do projeto após observar as interações de M3GAN com Cady. À medida que o tempo passa, M3gan acaba ficando mais independente e andando pela casa sem qualquer ordem, além de matar qualquer coisa que ela considere uma ameaça para Cady. Mas os dias passam e M3gan pode parecer mais uma ameaça para Cady e Gemma do que imaginado.

O diretor Gerard Johnstone pode não ser muito conhecido, mas pegou uma história do mestre do terror moderno James Wan e conseguiu criar bastante em cima dela, pois toda a intensidade cênica foi moldada para algo para maiores de 18 anos, e ao criar a sacada da dancinha que viralizou no TikTok e outros aplicativos das redes sociais, o diretor simplesmente explodiu a cota de marketing e modificou o longa para algo aceitável de ver com censura de 14 anos, e como já disse no começo, não ficou ruim de ver, só não ficou pesado e tenso, mas deu possibilidades para que o filme tivesse condições de envolvimento bem maiores do público com a protagonista, e o melhor, ele conseguiu fazer com que o público ficasse do lado da boneca do mal e não dos personagens humanos, ou seja, acabou sendo daquelas vilãs que torcemos para que se dê bem, e sem dar spoilers de como o longa termina já deram o anúncio que em 2025 teremos "M3GAN 2.0" então é só esperar, pois o sucesso já veio.

Sobre as atuações, já de cara temos de dar os parabéns para toda a movimentação incrível que Amie Donald deu para a boneca, pois foi algo muito realista e interessante, cheio de grandes facetas e desenvolturas e chamou muita atenção para a personagem, e juntando a voz de Jenna Davis ficou ainda mais marcante, com uma entonação que por vezes era doce, mas em outros momentos era melhor correr que causava impressão forte de fazer calar o público. Allisson Williams já fez muitos papeis de vilã, e com isso o público não queria ver ela sobrevivendo à boneca não, mas sua Gemma entregou uma personalidade forte, um pouco confusa em como cuidar da sobrinha, mas bem inteligente e colecionadora de brinquedos, ou seja, dá pra gostar dela também um pouco. A garotinha Violet McGraw entregou um semblante tão triste com sua Cady, que realmente dá para sentir pena dela, mas também teve atos de gritaria que davam para ser menos explosivos, ou seja, oscilou muito de temperamento, e isso mostrou o que sabe fazer na tela, e assim certamente vai longe na carreira de atriz. Ainda tivemos atos bem colocados de Lori Dungey como a vizinha Célia chata demais, Brian Jordan Alvarez com seu Cole medroso demais, Jen Van Epps fazendo uma Tess cheia de ideias, Amy Usherwood como a secretaria social Lydia chata a beça e até Stephane Garneau-Monten com um Kurt copião de projetos, mas sem dúvida um dos secundários que marcou bem em cena foi Ronny Chieng com seu David cheio de personalidade e que incomoda como um chefe persuasivo, então a dancinha da boneca foi bem colocada para ele.

Visualmente a trama foi bem tecnológica com cenas mostrando bem a fábrica de brinquedos inteligentes para os jovens modernos, com valores bem salgados para os pais entrarem numa dívida eterna, vemos o laboratório cheio de elementos tanto na empresa quanto na casa da protagonista, vemos uma vizinha pentelha com o famoso furo de cerca que ninguém nunca arruma, atos tensos num barracão de equipamentos guardados, uma escola ao ar livre meio sem nexo com a cena famosa da boneca perseguindo o garotinho, e bons atos dentro de uma casa recheada de elementos bem encaixados e muita tecnologia também envolvida, de forma que nada soou falso, e isso que é o melhor de ver num filme assim, pois geralmente os longas de terror tem tudo muito jogado, e aqui desde a boneca perfeita, tudo foi muito bem criado para dar as devidas nuances visuais.

Enfim, é um bom filme com boas sacadas e um desenvolvimento cheio de atos bem encaixados, que como disse poderia ter sido mais violento, poderia ter sido mais intenso e até poderia ter chamado mais atenção como um terror deve ser, mas o dinheiro falou mais alto e assim sendo o resultado é honesto, divertido e que funciona ao menos por apresentar um novo personagem que certamente será muito usado ainda, veremos o que nos espera em 2025, mas não deixem de assistir, de fazer as dancinhas para ganhar prêmios nas redes sociais, e tudo mais, então fica a dica. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Fervo

1/20/2023 06:19:00 PM |

Como falam no fim do filme: "Vida longa ao Fervo", repito as palavras para falar dele, pois sem dúvida o filme "Fervo" foi uma das melhores comédias nacionais que já vi, tendo boas sacadas, trabalhando bem os personagens, tendo um monte simples e funcional, e que principalmente diverte sem precisar apelar, trabalhando algo meio que da pegada de "Ghost", mas sem o ar dramático e romântico, mas sim trabalhando o envolvimento dos fantasmas presos aonde morreram. Espero que o filme tenha uma procura maior do que a sessão que estive, pois vale demais toda a entrega dos atores com seus devidos personagens, sendo algo simples, mas bem encaixado no tema.

A sinopse nos conta que três fantasmas ficam presos em uma casa e assombram cada novo morador com o intuito de terminarem sua missão na Terra para poderem passar para a próxima vida. Isso até que um casal de arquitetos se mudam para o local e decidem reformar, revitalizando-o. No entanto, eles acabam descobrindo que o casarão era o local de uma antiga casa de shows chamado "Fervo" e passam por uma série de mal-entendimentos com os fantasmas.

O diretor Felipe Jofilly está com tudo, pois já estreou semana passada "Nas Ondas da Fé", e agora tem essa semana mais uma produção sua nas telonas, e aqui com o roteiro que Thiago Gadelha entregou baseando no filme francês de 2006, "Poltergay", conseguiu trazer o tema para o ambiente nacional e fez algo leve e bem trabalhado que consegue ter envolvimento com o ar das boates antigas, contando com nuances puxadas para canções nacionais, e ainda dando todo o âmbito das boates gays atuais com as devidas colocações de montagens de drags e tudo mais. Ou seja, o diretor soube ser direto e objetivo na proposta, trazendo um filme divertido e bem encaixado, e fazendo o principal numa comédia que é fazer rir, ainda tendo alguns atos emocionais bem colocados que agradaram bastante.

Sobre as atuações, Felipe Abib foi bem dinâmico com seu Leo, entregando as devidas nuances e sendo bem claro na proposta, mostrando uma alma sensível para enxergar os fantasmas e conseguir fazer bons trejeitos de susto, e mesmo não forçando a barra conseguiu ser gracioso dentro da proposta, o que acaba agradando bastante. Georgianna Góes trabalhou bem sua Marina, ficando confusa com razão nos momentos mais abertos do seu parceiro, mas foi bem emocional nos atos finais, acertando bem sem precisar abstrair muito do ar da trama. Gabriel Godoy fez de seu Diego um fantasma bem preparado, com muitas dúvidas no ar, mas disposto a se entregar para as cenas, e isso acabou sendo bem conectado com os demais. Agora Paulo Vieira deu show com seu Jonas de pois inicialmente parecia ser apenas um influenciar meio bobo, mas foi entrando no personagem e agradou muito nas cenas com Suely Franco pelo lado emocional, e no fechamento todo montado de drag botou banca e foi bem demais. Renata Gaspar foi um pouco seca demais com sua Lara, mas trabalhou bem a conexão com o protagonista e coube a ela a maior parte das explicações, então chamou a responsabilidade e agradou também. Já Rita Von Hunty com sua Mo Nanji Manhattan/Samuel conseguiu chamar muita atenção nas cenas de brincadeiras com os vivos e foi quem mais ousou dentro da proposta toda, que acredito que tenha até mais cenas suas que não foram pro material final, mas ainda com o que foi, mostrou potencial. Outra que apareceu pouco, mas fez cenas bem marcantes e diretas foi Joana Fomm com sua Morte, agradando de um modo meio mórbido, mas acertado para o papel e não deixando falhas. Ainda tivemos Dudu Azevedo bem trabalhado com seu Jorge, fazendo as devidas experiências engraçadas com alguns trejeitos mais fechados, mas não falhou e divertiu, e isso é o que importa. Também tivemos muitas participações especiais com Rosi Campos com sua Lúcia, Julia Lemmertz com sua Leticia, Tonico Pereira com seu Tibério, Marcelo Adnet como um Escrivão e Welder Rodrigues como um Atendente do Necrotério, aliás esse último tendo a melhor cena cômica do filme que quase rolei na sala com o susto que tomou, ficando muito bom mesmo de ver a cena completa que já tinha aparecido no trailer.

Visualmente a produção arrumou ou montou uma tremenda boate bonita de ver nas cenas finais e destruída e abandonada durante todo o filme, com cortinas caindo, tvs antigas, camarins jogados e tudo mais que fosse simbólico para o ambiente, e além disso ainda tivemos uma casa bem bonita, uma loja de tintas, um teatro, uma prisão e um necrotério, todos bem simples, mas representados com bons elementos cênicos, mostrando que a equipe de arte trabalhou de forma acertada.

Enfim, sinceramente não esperava que o filme fosse tão bom, de forma que o trailer parecia algo mais bobinho, mas teve conteúdo, teve envolvimento e claro muitas risadas com várias cenas, surpreendendo na medida certa. Claro que tem alguns leves defeitos em algumas dinâmicas, algumas resoluções rápidas demais, mas é algo banal perto de todo o trabalho bem entregue, então recomendo ele demais com toda certeza para todos. E é isso meus amigos, eu fico por aqui agora, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Babilônia (Babylon)

1/20/2023 03:18:00 AM |

Costumo dizer que homenagear o cinema fazendo mais cinema é algo que vai além de apenas emocionar, é abrilhantar um estudo de conexões e criar algo a mais para ser visto e lembrado, e pensando dessa forma o diretor Damien Chazelle conseguiu trazer em seu novo filme, "Babilônia", algo que entra na mente e funciona demais, pois entrega toda a glória e maluquice que eram as gravações dos filmes mudos, mostrou como os artistas da época faziam (alguns ainda continuam fazendo) festas gigantescas regadas a sexo, bebidas e drogas com todo tipo de coisas exóticas possíveis e imaginárias, e que o sonho de ser artista era algo que quem deseja vai muito atrás e consegue, além disso vemos toda a mudança que ocorreu com a entrada do som no cinema, o processo mais difícil de gravação, os milhões de erros e tudo mais, e ao final ele ainda nos brinda com toda a evolução atual como se o protagonista ainda visse até um "Avatar" na tela gigante, visse as abstrações do cinema experimental, e tudo mais que já foi passado numa telona. Ou seja, ele brinca com o passado, presente e futuro e ainda critica a sociedade hollywoodiana, que se mete em jogos, máfias e tudo mais para ter sempre mais e conseguir chamar mais atenção, valendo conferir com certeza a trama, mas se posso dar uma reclamação, diria que dava para cortar facilmente uns 30 minutos para que o longa ficasse perfeito com 150 minutos ao invés dos 189.

O longa segue grandes atores do cinema mudo no final da década de 1920, justamente quando o cinema passa a ser falado. Em 1926, o imigrante mexicano Manny, ajuda a transportar um elefante para a festa do executivo da Kinoscope Studios. Lá, conhece a atriz Nellie LaRoy e também a atriz Jane Thornton. Durante a festa, Manny passa a ver outros atores em suas versões menos glamorosas. Nellie acaba sendo recrutada para substituir Thornton na Kinoscope e rapidamente começa a ser a nova "it girl" de Hollywood, aparecendo em inúmeros filmes e sendo a mais amada. Manny também não é esquecido, ele consegue rapidamente ultrapassar atores mais consagrados com a chegada dos filmes falados, já que muitos outros não conseguiram se adaptar a nova mudança. Já Nellie, mesmo sendo uma das atrizes mais famosas de Hollywood, acaba se virando para as drogas com as altas demandas de seus produtores.

Depois de estourar realmente com "La La Land" e ganhar praticamente todos os prêmios, o diretor e roteirista Damien Chazelle fez algo não tão chamativo com "O Primeiro Homem", e agora vem novamente chamando muita atenção com seu novo longa, conseguindo diversas indicações à prêmios seja pela técnica maluca quanto pelo elenco estrelado que pode contar, mas pelo contrário não tem ganho tantos prêmios, o que me deixou um pouco intrigado, e hoje vendo o filme fica bem claro o motivo disso, pois é um filme emocionante e extremamente divertido com tudo o que entrega sobre a história do cinema com personagens em situações bizarras, mas é daqueles filmes que não dá para ficar no meio do caminho, de forma que ou você ama tudo ou odeia tudo, e que muitos nem irão entender tudo o que ele quis passar na tela, então ele correu esse risco e foi ao meu ver brilhante, mas que pesou um pouco a mão com seu ar crítico da mesma forma que pesou a mão para homenagear tudo, e assim sendo agrada quem, eu diria que os fãs de cinema, da história do cinema, e até alguns críticos, mas o restante vai ver, achar maluco demais, e talvez até desistir de tudo, pois como é extremamente longo, na metade o peso do filme cansa, e isso sempre é algo muito ruim de acontecer.

Sobre as atuações, com tantas estrelas passando pela tela fica até difícil falar que algum não tenha ido bem, pois seria forçar a barra demais, então vou me concentrar nos principais para que o texto não vire um livro e para começar tem de ser com Brad Pitt que trabalhou seu Jack Conrad com muita desenvoltura e dinâmica, mostrando algo que talvez até ele esteja vendo um pouco agora depois de meio que se aposentar das telas, pois não vê mais seu rosto em tantos filmes como antigamente que tinha duzentas produções sendo gravadas junto, além disso trabalhou bem olhares e trejeitos canastrões no início se entregando completamente à bebedeira e a farra, ou seja, fez bem tudo o que precisava. Já Margot Robbie fez também algo que está acostumada, sendo sexy no nível máximo, se entregando para milhares de filmes que querem fazer uso da sua imagem, e sofrendo muito com produtores e diretores, só que acredito que o lance das festanças e drogas não seja tanto a sua praia atual diferindo da personagem, mas fez atos fortes e com muita entrega do começo ao fim, chamando demais a atenção e acertando no que tinha de fazer. Outro que foi incrivelmente bem foi Diego Calva que trabalhou seu Manny com tanta intensidade nos atos finais e com tantos trejeitos marcantes nos atos iniciais que pareceu ser até mais do que um personagem, e nem era tão conhecido antes daqui, mas certamente ganhará muitos bons papeis futuros, pois entregou personalidade e desenvoltura total. Ainda tivemos bons atos de Jovan Adepo com seu Sidney Palmer mandando ver no trompete e mostrando muito do preconceito da indústria cinematográfica, mas chamando muita atenção em todos os atos, também tivemos Jean Smart icônica como uma crítica de cinema ácida e presente nas festas com sua Elinor, nos atos finais ainda tivemos um Tobey Maguirre completamente insano e drogado com seu James Mckey, e claro tenho de pontuar também as participações icônicas em vários atos de Lukas Haas com seu George, Li Jun Li com sua Lady Fay e Olivia Wilde com sua Ina Conrad, mas todos importantes sem grandes impactos.

Visualmente a trama é incrível, cheia de cores fortes, mostrando uma festa inicial sem limites de sexo de todos os tipos, pessoas dançando de forma estranha, objetos icônicos e até um elefante sendo usado em cena, além de muita bebida, drogas por quilo e metro quadrado, músicos e tudo mais, ou seja, uma tremenda farra, depois vemos bem todas as diversas gravações dos filmes mudos aonde tinham de ser extremamente expressivos os atores e como eram feitos os cartões de legenda na época, vemos uma Hollywood no mato literalmente, corridas para bem longes para arrumar câmeras, cenas de ação que muitos morriam e se matavam com objetos cortantes, vemos depois toda a mudança para os filmes falados e as captações de som que eram gigantescas e demoradas que estressavam todo mundo, vemos festas mais requintadas com os ricos que passaram a investir dinheiro e exigiam mais aparições de classe dos atores, e mais próximo ao fim vemos toda uma homenagem bem bacana com tudo o que o cinema já mostrou seja artístico, comercial, tecnológico ou apenas experimental, ou seja, a equipe de arte literalmente deu o sangue pelo filme, e deve ser recompensada com prêmios de design de produção.

A trilha sonora é completamente requintada de muitos elementos de sopro e bateria, que ficam o tempo inteiro num jazz e blues sem limites, tocando não apenas canções, mas também ditando o ritmo, o que acaba sendo bem legal de ver do começo ao fim, e acaba mais do que sendo apenas algo de envolvimento, mas como parte cênica dos atos, ou seja, temos personagens bons que mostraram a que vieram.

Enfim, é um tremendo filmaço de homenagem ao cinema, sendo o cinema sendo criado dentro da telona, o que vai fazer pessoas da área se emocionarem, rirem demais com tudo, e outras pessoas até curtirão o que verão na tela, mas pode ser que não se conectem e entendam tudo o que está sendo mostrado, mas ainda assim recomendo ele a todos, e digo que vá bem descansado, pois os 189 minutos são bem alongados e poderiam ser menores como já disse no começo, então fica a dica. E é isso meus amigos, eu fico por aqui agora, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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A Última Festa

1/17/2023 01:04:00 AM |

Quando era mais novo confesso que achava a série "Confissões de Adolescente" algo meio bobo demais, pois achava umas ideias meio que exageradas sobre o mundo adolescente e apenas passava de canal já que tinham outras prioridades na época, depois quando vi o longa bem mais velho acabei gostando mais da síntese e me conectando com alguns pontos, pois bem, já passei da adolescência faz um bom tempo, e o elenco do filme "A Última Festa" também, tanto que poderia ser uma festa de formatura de faculdade que faria até um pouco mais de sentido, afinal sabemos bem a idade da maioria ali, mas isso não vem ao caso e não foi o que me incomodou (tanto) na trama, afinal o resultado do longa é interessante, mas assim como aconteceu no passado com a série que citei, hoje os casos adolescentes atuais são muito intensos e as brigas e conflitos de amigos também, e não me vejo incluso na proposta do filme, e isso é algo que a todo momento parecia estranho de sentir e olhar. Ou seja, vou ser bem direto e dizer que é um filme bem de nicho, pois talvez tenha uma maturidade a mais que os jovens atuais não irão querer ver (e talvez deveriam), mas que mais para frente eles irão gostar ou entender melhor, pois viveram essa época, e não nós mais velhos, de tal forma que talvez os pais atuais se percam um pouco, mas que também tem essa serventia. Ou seja, é daqueles filmes que alguns vão achar bem ruim e outros vão adorar, vai depender de qual época você está vivendo, pois sei bem que os jovens atuais têm festas, romances e amizades desse estilo, mas quem nunca teve esse momento jovem não vai entrar no clima.

A sinopse nos conta que um grupo de jovens se prepara para a tão esperada festa de formatura. Histórias paralelas se entrelaçam. Um casal decide terminar para curtir a vida, enquanto outro se conhece em uma situação improvável. Um grupo de amigos discute depois que um segredo é revelado. E duas amigas descobrem um novo sentimento entre elas. A última festa talvez seja a primeira noite para o começo de suas vidas.

Agora o choque, o diretor e roteirista Matheus Souza, foi roteirista do longa "Confissões de Adolescente" de 2013, ou seja, vivenciou bem tudo aquilo e trouxe para uma realidade mais atual e moderna, colocando uma festa com tantos conflitos entre os jovens que talvez numa série funcionasse melhor com o devido tempo para explorar tudo, mas sem dúvida soube condensar tudo de uma maneira bem trabalhada, teve as devidas dinâmicas com envolvimentos certos, e entregou uma direção segura do que desejava, sendo que como disse no começo, muitos jovens talvez até entrem mais no clima da trama do que pessoas como eu que já passaram dessa idade faz tempo e nem tem filhos vivendo nesse mundo atual maluco, mas que pelo que conhecemos é tudo assim intenso e bem direto, e o diretor soube usar tudo o que tinha para que seu filme funcionasse. 

Sobre as atuações, tirando o fato que já falei da idade, pois todos ali pareciam mais formandos de alguma faculdade do que do ensino médio, posso dizer que os atos entre Thalita Meneghim com sua Bianca e Victor Lamoglia com seu Caio foram as mais divertidas e bem conectadas, pois ambos fizeram atos mais amplos e bem sutis sem precisar ficar forçando a barra, e o resultado aconteceu, ou seja, valeria até mais tempo de tela com eles. A protagonista Marina Moschen fez de sua Nina uma personagem introspectiva demais, mas o papel pedia um pouco dessa dúvida no ar, mas dava para amenizar um pouco para não ficar tão dramática. Outro que foi bem no que fez, embora um pouco exagerado foi Christian Malheiros com seu Nathan, mas se jogou, fez bons trejeitos, e a química que teve com Victor Meyniel foi algo muito bem trabalhado, daqueles que facilmente entregariam uma comédia cheia de exageros e funcionaria bem. Giulia Gayoso foi um pouco surtada com sua Marina, mas o papel era dessa forma, então a atriz se jogou por completo e foi no que precisava mostrar, então o acerto veio.

No contexto visual a equipe realmente fez uma tremenda festa de "época" como a própria protagonista diz, mas de que época era ninguém sabe, contando com muitos figurantes, um palacete cheio de detalhes e muitas luzes vermelhas e azuis dando um tom meio estranho para o ambiente, mas ainda assim conseguiram arrumar lugares isolados para o rala e rola inaugural do casal Marina e Diego, uma ambulância que praticamente a enfermeira desaparece para o rala e rola de Bianca e Caio, alguns lugares mais lotados outros mais soltos, mas tudo bem desenvolvido para as câmeras que acabaram agradando.

Enfim, como já disse é um filme para os jovens atuais se enxergarem, que talvez pudesse ser menos enfático em alguns estilos, e claro bato na tecla das idades, mas isso é algo que já vimos acontecer mundo afora e não ia ser diferente num produto nacional, então fica a dica para quem gostar do gênero ver a partir do dia 26 nos cinemas. E é isso pessoal, eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Nas Ondas Da Fé

1/15/2023 08:15:00 PM |

Se tem uma coisa que é engraçada no mundo do cinema nacional é que podemos ser surpreendidos de uma maneira tão fácil que se todos diretores quisessem brincar com a cabeça do público conseguiriam em poucos passos, e não digo isso como sendo algo ruim, muito pelo contrário, pois conhecendo a gama de atores e humoristas que temos no país, geralmente já julgamos um filme pelo pôster e/ou pelo protagonista, e isso é algo que não devemos fazer, pois muita coisa pode mudar no meio do caminho. Por exemplo o novo filme de Marcelo Adnet, "Nas Ondas da Fé", que quem olhar de cara vai ir ao cinema esperando se mijar de rir com algo pejorativo em cima das igrejas evangélicas, aonde ele sacanearia tudo o que sabemos que acontece por lá, e sim, ele faz algumas piadas e boas sacadas com o mundo das igrejas, mas não de forma pejorativa, muito pelo contrário, ele brinca com tudo, mas mostra como um homem comum que estudou e teve vontade conseguiu ir subindo dentro da hierarquia da igreja evangélica e demonstrou bem sua fé e vontade para conseguir chegar aonde chegou. Tanto que por vezes me vi achando que o longa poderia ser referência à algum pastor conhecido, mas não, tudo veio da cabeça de Adnet, que deu a ideia para os roteiristas, que incrementaram tudo e deixaram redonda a trama, que até entrega alguns atos exagerados, algumas provocações, algumas denúncias, mas a base é bonita de ver e até diverte, passando longe de ser algo ruim, mas que talvez por irmos esperando algo mais cômico não tenha ficado melhor de ver.

O longa nos mostra que Hickson é um técnico de informática e locutor de telemensagem que ganha a vida fazendo bicos e sonha em ser radialista. Ao mesmo tempo é um homem de fé que se vira como pode para pagar os boletos no fim do mês. Ele também é um faz tudo, aceitando tudo que vê pela frente de forma desesperadora. Sua mulher Jéssika, trabalha em um salão de beleza, e decide dar um empurrãozinho para que seu marido consiga realizar seu sonho. É então que ela fala para ir ao culto do apóstolo Adriano. Após conhecê-lo, Hickson consegue um emprego como locutor na rádio evangélica "Nas Ondas da Fé". Com talento e dedicação, ele vai conseguindo cada vez mais conquistar os fiéis ao mesmo tempo que vai descobrir que nem mesmo o céu é limite.

O diretor Felipe Joffily é daqueles que gostam de variar a forma de entregar comicidade no cinema, pois trabalhou desde filmes com uma pegada mais suja e direta até ambientes mais calmos e quase romantizados, e aqui ele ficou com algo digamos até que novo para ele, pois trouxe o ar cômico crítico para sua trama, mas não ousou nem apelar nem romantizar nenhum dos lados, deixando que o filme fluísse bem com ares amplos e deixassem que o protagonista fizesse o resto, já que a história originalmente veio da cabeça de Adnet, ou seja, é um filme que até vemos o estilo do diretor presente com câmeras rápidas e uma boa valorização dos ambientes, mas a base mesmo ficou no texto dinâmico do protagonista, na inteligência empreendedora da esposa dele, e claro nas sacadas críticas em cima dos evangélicos corruptos, ou seja, o longa tem boas bases e consegue soar envolvente e bem trabalhado, que não fica martelando uma ideia até o final, mas ousa bem em motes engraçados sem precisar forçar a barra para rir, e isso é um bom exemplo do que se deve fazer, mas ainda assim dava para ter alguns momentos mais engraçados que aí o fluxo seria perfeito.

Sobre as atuações, como sempre Marcelo Adnet é um dos melhores imitadores do país, conseguindo pegar trejeitos e desenvolver personagens com muita facilidade, e aqui seu Hickson tem um pouquinho de cada pastor que já vimos na TV, mas mais do que isso ele tem personalidade própria de um homem que quer crescer, não quer ter mais perrengues, e que se encanta fácil com tudo, ao ponto que vemos grandes atos dele dominando o palco da igreja, mas também convencendo facilmente o dono da igreja a seguir sua ideia, e sem dúvida seu grande ato foi na prisão lembrando da professora e explodindo tudo, ou seja, foi muito bem no que fez. Letícia Lima também deu bons vértices de parceria para o marido com sua Jéssika, sendo direta nos diálogos, mas tendo muito carinho envolvido nas dinâmicas, o que acabou sendo interessante por não forçar a barra para algo menos familiar, e assim acertou também no que fez. Thelmo Fernandes deu para seu apóstolo Adriano uma personalidade de rivalidade muito grande com o protagonista, de forma que ficamos o tempo inteiro esperando ele dar uma invertida forte no personagem e acabar sendo meio que vilanesco, mas chamou a atenção e fez muito bem o que precisava fazer. Ainda tivemos bons momentos de Otávio Muller com seu Pacheco, o dono da rádio; Tonico Pereira como apóstolo Davi, o dono da igreja; mas sem dúvida o grande destaque recaiu para Elisa Lucinda como a professora de pastores, dando técnicas e instruções bem claras de como fazer os fiéis darem o máximo de si para a igreja.

Visualmente o longa em si é bem simples, mas sem falhar em detalhes, mostrando desde o começo com o carro tradicional de telemensagens (algo que quem inventou certamente estava possuído!), a pequena loja de consertos de informática, depois vemos uma igreja tradicional evangélica, vemos uma rádio simples, mas bem colocada de ideais, depois uma subida aos montes, a mudança da casa simples do protagonista para um apartamento mais rico, tivemos uma escola de pastores, e claro a mudança de palco da igreja de algo morno para algo midiático com banda chique e televisionado com várias câmeras parecendo mais um show do que uma pregação realmente, ainda tivemos uma rebelião na cadeia e uma fuga com muitos sacos de dinheiro, ou seja, tudo muito bem elaborado e moldado para funcionar na tela e fizeram isso muito bem.

Enfim, é um filme com uma proposta bem moldada e que tem atos divertidos, que felizmente não soaram exagerados, então acaba agradando desde quem for esperando ver uma comédia simples até quem for pelo lado religioso da trama, e assim tem um bom público para abranger. Claro que está bem longe de ser perfeito nas duas vertentes, ficando mediano nesse sentido, mas serve como um bom passatempo e agrada pelo contexto inteiro, agora é ver se darão seguimento com a ceninha no meio dos créditos que deixa aberta a possibilidade para uma continuação, mas acho difícil, e isso só o tempo dirá. Então fica a dica para todos verem ele, e eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até lá.


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Esquema de Risco: Operação Fortune (Operation Fortune: Ruse De Guerre)

1/14/2023 11:56:00 PM |

Ultimamente vimos alguns filmes no streaming que forçam cenas de ação e investigação com ares cômicos meio bobos, que chegam até incomodar, mas que valem o passatempo, divertem e até trazem personagens marcantes, e desde que vi o trailer de "Esquema de Risco - Operação Fortune" tinha a plena certeza de que o filme seria algo bem desse estilo, só que feito para o cinema, e dito e feito, após conferir ele poderia facilmente dizer que era um filme da Netflix, não que isso seja algo ruim, mas que é cheio de gracejos, cheio de tiros e explosões, e com personagens caricatos que até acabamos nos conectando e divertindo com o que vemos, mas que facilmente dariam para ser mais sérios. Dito isso, o filme é um misto de espionagem com aventura policial, que começa parecendo até ser uma sequência de algum outro filme por já termos personagens que surgem na tela, mas eles são rapidamente bem apresentados, e seguimos em frente com algo divertido e muito bem feito por Guy Ritchie, e aí é que entra toda a sacada, pois esse é o estilão de seus filmes, e funcionou muito bem para quem curte tramas cheias de ação combinadas com elementos investigativos e personagens cômicos, o que soa exagerado, mas agrada uma boa quantidade de pessoas.

A sinopse nos conta que o agente secreto Orson Fortune e seus companheiros recrutam uma das maiores estrelas de Hollywood para ajudá-los em uma missão importante - e arriscada. Quando a venda de uma nova tecnologia de armamento mortal ameaça perturbar a ordem mundial, todos os recursos se mostram necessários para combater esse inimigo.

Como disse no começo, o diretor e roteirista Guy Ritchie tem esse estilo de filmes com personagens canastrões que gostamos de ver, e aqui ele usou e abusou do protagonista ter personalidade e ser bom de briga, pois fez com que sua trama fosse completamente a cara de Jason Statham, sendo algo até grandioso e bem produzido, com uma história sem grandes surpresas, mas que funciona como um bom entretenimento deve ser, cheio de atos bem amarrados, cheio de cenas malucas e explosivas, e seguindo a ideia conseguiu mostrar seus estilo preparando o caminho já para uma continuação, mas mais do que isso conseguiu brincar com a síntese das vendas de produtos para destruição em massa e envolveu toda a ideia para algo bem marcado e funcional, coisa que sempre vemos em seus filmes. Ou seja, é daquelas tramas cheias de boas sacadas, com dinâmicas rápidas e ainda contando com personagens que agradam, o que é um pacote bem cheio para tudo o que desejamos ver num filme do estilo.

Sobre as atuações, não sou fã do estilo brucutu de Jason Statham, mas gosto demais do seu jeito sagaz de fazer acontecer e trabalhar suas lutas com uma comicidade meio que suja, mas bem colocada, e aqui  seu Orson Fortune tem exatamente tudo o que é preciso para se ele quiser fazer uma franquia de muitos filmes, pois o lado de suspense é bem funcional, o lado das lutas não soa artificial e conforme vai desenvolvendo suas sacadas conseguem deixar ele ainda maior do que é, ou seja, é quase um 007 sem cansar o público com falas sofisticadas, e isso é algo primoroso no estilo. Aubrey Plaza foi muito sagaz com a forma escolhida para sua Sarah Fidel, pois mostrou uma mulher muito inteligente, preparada para tudo e ainda podendo ser sexy com estilo, sem precisar apelar para nada, ou seja, foi muito bem no que fez, e mesmo fazendo algumas piadas meio que bobas demais, acertou em cheio. Hugh Grant é daqueles que sabem fazer personagens milionários com muito estilo, e aqui o seu Greg Simmonds é cheio das facetas, tem um carisma marcante e entrega tudo com muita intensidade e boas sacadas cômicas, de modo que convence não como um vilão, mas sim um negociador de coisas ruins, e chama muita atenção com o que faz, ou seja, um belo acerto. Confesso que no trailer confundi Cary Elwes como Hugh Grant, mas são dois personagens diferentes no longa, e seu Nathan tem muito estilo, fica bem nos bastidores, e consegue chamar muita atenção em tudo, ou seja, deu estilo para a trama do lado dos "bonzinhos". Ainda tivemos Bugzy Malone com seu JJ Davies e Josh Harnett com seu Danny Francesco muito bem trabalhados, cheios de desenvolturas com seus personagens, com Bugzy dando mais o lado operacional e Josh o lado galanteador bem encaixado, mas ambos precisos no que a trama necessitava. Ou seja, um elenco de peso muito bem trabalhado que iremos querer ver numa possível continuação.

Visualmente a trama é bem intensa e cheia de detalhes bem caros como mansões, jatinhos, iates, perseguições com carros e tudo mais que o gênero permite, além de explosões, tiros para todos os lados, muita computação e tecnologia envolvida, além de figurinos ricos e muita coreografia bem trabalhada nas cenas de luta do protagonista. Ou seja, é daqueles filmes que a equipe de arte já vai com o cartão de crédito liberado para sair gastando, pois onde quer que olhemos tem algum detalhe para ser reparado, e isso mostra que desejavam algo a mais em cena, e foram bem no que fizeram.

Enfim, é um filme que esperava ver muita ação e pancadaria, e poucas dinâmicas de mistério e aventura, mas que souberam dosar bem tudo o que tinham para entregar e o resultado acabou surpreendendo bem, então recomendo ele para quem gosta de filmes bem trabalhados, e principalmente curte as loucuras de Guy Ritchie, que aí é só entrar no clima e se envolver com o passatempo completo. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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