Na trama ambientada no Rio de Janeiro, às famílias Nogueira e Torres estão entrelaçadas por paixões, traições, vinganças e culpas que atravessam diferentes encarnações. Marina é uma jovem ambiciosa e fútil que passa por um longo processo de transformação ao longo do filme. Ela se apaixona por Gilberto, filho do seu patrão, sem saber que o rapaz já vivia um relacionamento com sua irmã, Marita.
Diria que o diretor Marcio Trigo é um dos que mais está trabalhando o vértice espírita nas telonas, só que sua formatação já está ficando repetitiva demais, ao ponto que o eixo novelesco é funcional para o estilo, mas precisam mostrar que tem outras ideias de quebras e reviravoltas, para ainda assim enaltecer a doutrina e as mensagens, sem que fique sempre batendo na mesma tecla. Ou seja, é um filme que mostra bem as ideologias da fé espírita, de suas conexões, lembrando até um pouco "Nosso Lar" em alguns momentos, mas repetiu o recheio do bolo, e mesmo sendo bom, já começa a não dar bons frutos para que o paladar do público goste.
Quanto das atuações, diria que os atores foram bem em suas interpretações, porém os personagens são meio que incômodos demais, ao ponto que Letícia Augustin até segurou bem sua Marina, mas em determinado momento pareceu mais maluca do que realmente expressiva, ou seja, faltou um algo a mais para convencer de seus atos. Bruno Gissoni teve alguns atos chamativos com seu Gilberto, mas parecendo não estar empolgado na maioria das cenas, e sim perdido com sua entrega. Tato Gabus Mendes é um tremendo ator, porém seu Nemésio acaba sendo forçado de essência e entrega. Antônio Fragoso foi quem mais teve mudanças nas nuances de seu Cláudio, mas também em determinados momentos a mudança foi tão grande que nem parecia mais o mesmo personagem/ator. Raquel Rizzo foi quem mais manteve a essência forte de sua Márcia, inclusive nas cenas do passado, ou seja, a atriz escolheu o caminho para seguir e foi bem na tela. Ainda tivemos Tiago Luz com seu Felix e Jaedson Bahia com seu André Luiz, mas foram secos demais nas passagens da doutrina, e assim não foi tão além quanto poderiam.
Visualmente o longa teve um orçamento não muito chamativo, de modo que tivemos duas casas bem semelhantes, mostrando que ambos eram famílias com um certo grau de riquezas, tivemos as cenas do passado sem mostrar muito dos ambientes para não criar grandes chamarizes, apenas tendo um pouco mais de valor nos figurinos, e tivemos uma boate bem sem nuances comuns que conhecemos do estilo, deixando apenas as cenas no plano espiritual mais envolventes de símbolos parecendo até usarem recursos de outros filmes espíritas.
Enfim, como disse a proposta em si é interessante de ver na tela, porém acredito que o livro funcionou muito mais com a grande quantidade de personagens do que na telona, pois aqui o resultado acabou puxando demais para o lado novelesco, e isso está ficando repetitivo demais no estilo de tramas espíritas. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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