O longa nos mostra que o trabalhador Becket Redfellow, rejeitado ao nascer por sua família bilionária, fará o que for preciso para recuperar a herança que lhe foi negada, mesmo que isso signifique eliminar cada parente que esteja em seu caminho.
Outro ponto muito bacana é que o diretor e roteirista John Patton Ford tem alguns probleminhas criminais na mente, pois seu longa de estreia "Emily, a Criminosa" ele já havia mostrado algumas facetas de roubos bem impressionantes, e aqui em seu segundo filme já parte para assassinatos em família, ou seja, o que será que vem daqui pra frente? Mas dito isso, ele soube brincar bem com as facetas da trama sem precisar criar mortes imponentes, puxando até mais para o lado cômico do que para o lado investigativo/criminal, e assim o resultado acabou sendo interessante e funcional. Claro que dava para ir para algo mais sério e denso, mas acredito que o filme não impactaria tanto nesse formato, então foi bem escolhido ao menos o estilo que o diretor quis trabalhar.
Quanto das atuações, diria que já está ficando batido demais todo filme colocarem Glen Powell para protagonizar, pois o ator não é daqueles que consegue chamar tanta atenção pelas facetas expressivas, e aqui precisava ser alguém com um jeitão mais coringa para que Becket fosse mais além, mas ao menos o ator conseguiu entregar bons momentos e foi cheio de sacadas na tela, o que acaba sendo agradável de ver. Agora escrevendo o texto me surpreendi que a personagem Julia foi interpretada por Margaret Qualley, que está tão diferente de trejeitos e entregas na tela, conseguindo dominar o ambiente e ser sacana na medida certa com o protagonista, que acaba funcionando demais, mesmo aparecendo pouco, ou seja, agradou bastante no papel. Ainda tivemos outros personagens interessantes, mas a maioria apenas servindo como conexões para os devidos momentos, ou seja, não tiveram muito para impactar expressivamente, valendo leves destaques para Jessica Henwick com sua Ruth, Raff Law com seu Taylor, Zach Woods com seu Noah, Topher Grace com seu Steven, Bianca Amato com sua Cassandra Alexandre Hanson com seu McArthur, mas sobrando para Bill Camp com seu Warren e Ed Harris com seu Whitelaw entregarem mais da família Redfellow na tela. E já tinha esquecido de falar, mas Adrian Lukis foi um bom ouvinte com seu padre Morris, imaginando tudo o que vemos na tela.
Visualmente a trama mostrou um pouco do mundo financeiro, aonde o jovem vai trabalhar, mostra também um pouco das lojas de ternos, mas as grandes cenas foram em festas, aonde o jovem conseguiu elaborar seus planos, tendo uma bem bacana na praia, a outra no estúdio de revelação fotográfico, numa sauna, numa igreja motivacional e numa exibição de aviões, além claro da prisão aonde o protagonista conta sua história para o padre, ou seja, uma produção grandiosa de ambientes, que foi finalizada ainda numa mansão gigantesca com uma bela caçada. Ou seja, a equipe de arte gastou bem e conseguiu simbolizar bastante com as devidas mortes acontecendo na tela.
Enfim, é um longa que serve como um passatempo razoável, que poderia ter ido mais além, mas que ainda assim diverte dentro da proposta, agradando quem gosta da mistura criminal com uma pegada cômica bem trabalhada. Claro que não é daqueles filmes que você irá guardar como algo memorável, mas ao menos passa bem longe de ser algo ruim. E é isso meus amigos, fica a dica para a conferida, e eu fico por aqui hoje, então abraços e até logo mais.







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