Amazon Prime Video - Till: A Busca Por Justiça (Till)

6/19/2023 06:40:00 PM |

Costumo dizer que para uma mãe buscar por justiça pela morte de um filho é algo que não para nunca, e essa sensação quando bem trabalhada numa trama fica tão intensa e marcante que tudo acaba fluindo de uma forma tão densa que o resultado acaba indo até além. O longa "Till - A Busca Por Justiça" não chegou a passar nos cinemas por aqui, mas agora que entrou em cartaz na Amazon Prime Video acaba sendo algo que deixa os espectadores com um nó na garganta ao ver um jovem negro cheio de vida que foi passar as férias com os primos numa cidade longe da mãe, e acaba sendo morto por apenas ter assoviado para uma mulher branca, de uma forma intensa e bem dura vemos a mãe sofrendo para conseguir que levassem o corpo até ela, vemos um julgamento de cartas marcadas, e tudo de uma maneira tão forte que não tem como não se emocionar, e que sendo uma história real vemos que algumas leis surgiram logo após o assassinato, mas somente agora quase 70 anos depois que foi criada a lei anti-espancamento, ou seja, muita coisa mudou, mas muita coisa ainda segue mundo afora, e o filme mesmo tendo mais de duas horas passa tão rápido que tudo se sente na mente, ficando depois para a reflexão.

O longa é a biografia de Emmett Till e a luta judicial de sua mãe, Mamie Till. Em 1955, Emmett Till viajou de Chicago para o Mississippi para visitar seus primos. Antes disso, sua mãe lhe disse para tomar cuidado no estado do sul, já que lá ele seria tratado diferente do que em Chicago, por ser negro. No estado do sul, o garoto e seus parentes pararam em uma loja de conveniência, onde a frentista e dona da loja branca Carolyn Bryant alegou que ele lhe assobiou para ela, deixando-a desconfortável, mais tarde alegaria outras informações que nunca poderiam ser constatadas veridicamente. Mais tarde, dois homens brancos raptaram o menino de quatorze anos e matariam, linchariam, amarrariam seu pescoço com arame farpado e jogariam seu corpo fora por conta do que, supostamente, teria feito. Dias depois sua mãe receberia o corpo em Chicago, onde mostraria para todo mundo o estado mutilado e inchado do corpo. A morte de Emmett Till posteriormente ajudaria no Movimento dos Direitos Civis.

Diria que a diretora e roteirista Chinonye Chukwu foi bem direta no desenvolvimento de seu longa embasado na pesquise de mais de 15 anos de Keith Beauchamp sobre todo o desenrolar do crime, do julgamento, das leis, e claro do que acabou acontecendo com os culpados, com a família do garoto e tudo mais, de tal forma que antes Keith já havia feito um documentário sobre o caso, e agora de uma forma bem viva e desenvolvida a trama conseguiu passar bem todo o sofrimento da mãe com tudo o que acabou acontecendo. Ou seja, é um filme que tem um ar emocional que vai até além da proposta, mas que consegue comover e fazer com que o público reflita sobre os casos de racismo e segregação que muitos estados americanos faziam nos anos 50, e ainda alguns não explicitamente fazem, sendo algo intenso de ver, e que usando de muito simbolismo e cheio de boas dinâmicas conseguiu ganhar várias indicações e prêmios mundo afora.

Sobre as atuações, temos muitos bons personagens e expressões de cada um na tela, mas sem dúvidas o filme é de Danielle Deadwiller com sua Mamie, pois a atriz entregou com perfeição seus momentos mais duros, desenvolveu emoções e diálogos tão imponentes que nossos olhos ficam presos com ela desde a separação apenas do filho indo visitar os primos, e depois cada ato seu tem força e presença marcante com muita representatividade e desenvoltura que certamente irá ficar marcado na nossa mente o show que deu. Tivemos ainda Jalyn Hall bem gracioso e cheio de vida com seu Emmet/Bo, tendo atos singelos bem colocados, mostrando ser um garoto agitado que gostava do que fazia, e que certamente não fez todas as loucuras que a mulher representou no julgamento, pois seria impossível um jovem de 14 anos fazer tudo aquilo naquela época, ou seja, foi bem também. Kevin Carroll trabalhou bem seu Rayfield Mooty como um advogado imponente de causa e cheio de intensidade nas palavras. E claro Tosin Cole deu muita intensidade nos atos de seu Medgar Evers, mostrando como desenvolveu todo um projeto em busca da defesa das pessoas de cor no Mississipi. E para finalizar os destaques tivemos tanto Frankie Faison quanto Whoopi Goldberg bem diferentes com seus John e Alma Carthan, pais de Mamie, passando bem o simbolismo de tentar defender a filha de ir para a briga sozinha por algo impossível de ganhar.

Visualmente a trama foi bem representada, mostrando os casebres dos funcionários das plantações de algodão no estado, as mercearias simples administradas pelos donos das terras que ficavam com parte dos salários dos funcionários, vemos uma comunidade/cidade somente de negros no estado aonde todos se preparavam para os devidos julgamentos de classe, e vemos claro toda a diferença de vida deles em Chicago, numa casa bem decorada, vemos todas pessoas da imprensa com fotos para todos os lugares, e claro um julgamento predominantemente branco aonde apenas os negros eram revistados e deixados de pé durante todo o processo, ou seja, a equipe de arte fez muitos símbolos e acertou bem no que foi mostrado.

Enfim, é um filme denso, bem trabalhado, e com uma história imponente bem desenvolvida, que talvez pudesse ter sido até mais dimensionado para termos mais atos na tela usando a mesma duração, mas talvez diminuísse a dramaticidade entregue, e assim sendo vale a recomendação de conferida como foi feito realmente. E é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Ao Seu Lado (In From The Side)

6/19/2023 01:46:00 AM |

Sempre que ouvimos as pessoas falando sobre terem relacionamentos abertos, principalmente os amigos homossexuais, ficamos pensando o quão conflitivo isso pode acontecer dentro de um grupo maior, aonde alguns podem aceitar mais, outros menos, até aonde não haveria ciúmes, os diversos tipos de regras para não bagunçar tudo e muito mais, então pensar numa situação aonde temos times que possuem certas intimidades, e a quebra que algo pode levar certamente incrementa toda a situação. Pois bem, essa é bem a base do longa "Ao Seu Lado", que estreia nos cinemas na próxima quinta-feira 22, e tem um cerne bem marcado entre as situações, vemos o romance entre dois jovens sair do apenas encontros casuais, e com ambos já tendo seus parceiros fixos era nítido que o apaixonar-se iria levar a conflitos maiores, fora toda a base do time que tem suas interações, aonde amizade e intimidade por vezes acaba indo para rumos mais intensos, e com isso o drama se desenrola bem. O mais interessante de tudo é que você pode ver o filme sob duas óticas bem maiores tanto do mundo homossexual, quanto do relacional em si, pois muitos já devem ter ouvido a frase que relacionar com alguém do mesmo ambiente de trabalho acaba destruindo tanto o trabalho quanto o relacionamento, e aqui isso é algo que vem à tona, mostrando que a frase não erra. Ou seja, é um filme intenso, bonito pela síntese, que tem problemas de alongamento e alguns atos que acabam sendo repetitivos, mas que pelo conteúdo completo acaba funcionando bastante.

O longa acompanha os dramas pessoais de jovens jogadores de rúgbi, imersos em uma cultura machista. Beber muito e ofensas machistas são comuns entre a equipe, mas esses atletas logo revelam suas vulnerabilidades emocionais. Após um encontro bêbado, dois homens do clube de rúgbi se envolvem em um caso adúltero, e devem esconder seus sentimentos crescentes ou arriscar destruir o futuro do clube inteiro. As tensões aumentam a todo o momento entre os membros da equipe e a lealdade pessoal é testada enquanto eles tentam esconder o caso, não apenas de seus próprios parceiros, mas também de seus companheiros de time.

Diria que o diretor Matt Carter trabalhou bem toda a essência de relacionamentos familiar, de equipe e de casais, sejam eles homossexuais ou heterossexuais, principalmente ao colocar o caso dos pais do protagonista nesse meio, de tal forma que ele quis criar um paralelo bem trabalhado e o resultado acaba sendo chamativo por isso, mas dava para ter focado apenas nos homens da trama que não iria atrapalhar a ideia do público, e o mais bacana é ver o sentimento de culpa do protagonista de estar destruindo algo, e ao mesmo tempo vemos que o amante poderia ter apoiado ele no ato mais tenso, mas essa quebra é o ponto de fuga do diretor também, senão não teríamos um conflito por completo. Ou seja, além de mostrar o problema dos relacionamentos abertos, o diretor e roteirista deixou bem claro qual a opinião dele, que na hora que aperta um dos lados não costuma apoiar, e isso causa a quebra também da confiança de personalidade, e isso ficou muito bacana de ver, não sendo um filme pesado, mas que também não é levinho, e isso é algo interessante de se analisar, pois não consigo enxergar a trama como algo mais intenso, o que é bom por um lado.

Sobre as atuações, Alexander Lincoln até teve boas desenvolturas com seu Mark, trabalhou bastante olhares, mas talvez não teve o carisma necessário para que o público se conectasse a ele, de tal forma que alguns momentos seus o vemos como apenas alguém ali, disposta a não ser visto pelos demais, e em outros ele quer a visibilidade, e isso acabou meio que forçado, o que não seria ruim, se essa fosse uma performance menos romantizada dele. Já Alexander King fez sua estreia com um papel meio canastrão, meio que de macho-alfa, que até funcionou pelo estilo do ator, de tal maneira que seu Warren acaba tendo muita personalidade e chamando muito do filme para si, o que acaba sendo intenso e também marcante. A trama meio que se fecha nos dois, mas tivemos bons atos com Pearse Egan com seu Pinky bem solto e cheio de boas sacadas, tivemos um Henry bem bêbado e com altas vontades de ser algo a mais do que um amigo para o protagonista que William Hearle fez muito bem, e claro tivemos Mary Lincoln bem encaixada como a mãe do protagonista, mas quem teve um destaque meio que fora da base comum pelos olhares e imposições foi Carl Loughlin com seu Garret pronto para causar no meio todo.

Visualmente a trama mostrou alguns jogos de rúgbi bem cheios de lama no meio da chuva, com uniformes encardidos, muitas conversas em banheiros e bebedeiras em bares e boates, tivemos claro muitas cenas quentes no apartamento riquíssimo do namorado do protagonista, com uma vista incrível da cidade, mas sem dúvida as cenas mais bonitas foram feitas nas montanhas com muita neve, jantares, esquis, festas natalinas e muito envolvimento com iluminações bem colocadas que deram um tom marcante para toda a essência romântica ficar ainda mais bem trabalhada com bons vinhos.

Enfim, é um filme que tem estilo, que tem seu público mais fechado, mas que funciona bem para qualquer pessoa que queira ver a desenvoltura e problemas possíveis de relacionamentos abertos com pessoas do mesmo grupo social, pois a qualquer momento pode mudar para um romance e aí as coisas ficam mais complicadas. E é isso pessoal, recomendo o filme dessa forma, que é gostoso de ver, não sendo nem dramático demais, nem romântico demais também, sendo algo no meio termo que quem curtir sem ligar para a temática homossexual vai gostar do resultado. E é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Star+ - Chevalier: A Verdadeira História Nunca Contada (Chevalier)

6/17/2023 06:13:00 PM |

Sempre fico pensando como historiadores caçam tudo para conseguir material sobre a vida de uma pessoa sem ser por livros, já que em muitos casos alguns acabam sendo queimados e/ou apagados da História, e um exemplo disso foi Chevalier, que arrumou briga com algumas pessoas grandes durante a Revolução Francesa, e com isso após muitos anos foi reconhecida sua obra como um dos primeiros violinistas e compositores negros de música clássica, aonde agora na Star+ você pode conferir "Chevalier: A Verdadeira História Nunca Contada", que tem um estilo bem imponente, mostra como um jovem talento foi tratado na escola crescendo com força para chamar atenção sempre, mas que num país racista ao extremo seus desejos máximos acabaram não indo muito além, afinal se meteu com pessoas que não deveria e com isso acabou tendo parte de sua história apagada do mapa, mas que agora com uma trama bem envolvente e interessante de vermos o resultado acaba chamando a atenção.

O longa é baseado na incrível história real do compositor Joseph Bologne, Chevalier de Saint-Georges. O filho ilegítimo de uma escrava africana e um proprietário de plantação francês, Bologne ascende a alturas improváveis na sociedade francesa como um célebre violinista, compositor e esgrimista, completo com um caso de amor malfadado, e uma briga com a própria Maria Antonieta e sua corte.

O diretor Stephen Williams é muito mais conhecido pelas gigantes séries que fez nos últimos anos, mas aqui trabalhou bem a essência de um jovem, a desenvoltura clássica da criação de uma ópera, vemos também como o garoto se empunhou de suas excelências para crescer desde a escola até na vida, e claro também seu ego, seus tombos, romances e tudo mais, de forma que a essência da vida do rapaz foi bem colocada na trama pelo diretor, porém dava para seguir ainda um pouco mais da vida dele, com os atos da revolução para ficar completa, e sendo um diretor de séries tradicionalmente acabou sendo até bem contido no desenvolvimento de personagens, o que resultou em uma trama quase que toda fechada no protagonista, e funcionou ao menos para mostrar o potencial do ator. O único adendo é que ele deveria ter trabalhado a trama em francês, afinal se passa toda na França como grandiosa nação em ruínas que ainda não tinha tantas pessoas falando em inglês, mas nada que incomode como filme apenas.

Sobre as atuações temos claro que começar parabenizando Kelvin Harrison Jr. pela desenvoltura entregue para seu Joseph/Chevalier, pois o ator praticamente se especializou em violino, tocando e treinando por semanas para o papel, e aqui realmente deu show com o que fez na tela com o instrumento, além de se portar com a classe dos nobres, e se envolver bem nas dinâmicas com todos os personagens, sendo daqueles protagonistas que não ficam tão amarrados, mas sim alguém que vai além e chama a câmera toda para si. Samara Weaving entregou uma Marie-Josephine bem ampla de estilo, com um charme envolvente e bons atos usando a voz como ferramenta de uma cantora lírica, sabendo dosar o tom e estar presente, o que é bem marcante de se ver, claro que não foi ela que cantou tudo, ao menos imagino, mas passou bem a ideia. Também tivemos Lucy Boynton bem encaixada como Maria Antonieta se personificando bem para o papel, trabalhando como uma mulher de conexões e vontades, e nem tão maluca como muitos sempre chamaram a rainha, de tal forma que seu resultado acaba sendo bem bacana de ver. Ainda tivemos bons momentos de Sian Clifford como Madame de Gilles Marton Csokas como Marquês de Montalembert, Ronke Adekoluejo como a mãe do protagonista, e valendo um último destaque para Alex Fitzalan como Phillipe, um dos grandes revolucionários da França.

Visualmente como todo bom filme contendo monarquias e óperas, vemos um trabalho bem imponente de cenografia, mostrando grandiosas festas e apresentações, ainda tendo tudo muito iluminado por velas que deram um charme a mais para a trama, e principalmente figurinos marcantes, perucas bem colocadas, muita bebida e tudo que com muita classe e desenvoltura acaba chamando atenção do começo ao fim.

Enfim, é um filme bem trabalhado nas nuances, com boas cenas marcantes e interessantes de um período que tem grandes filmes, mas que dava para ter ido um pouco além se encaixasse um pouco mais de personalidade nos demais personagens sem ser o protagonista, e dimensionado um pouco mais a vida do jovem crescendo e depois na revolução, pois toda a base é bem mostrada e mesmo sem ser alongada acaba pesando um pouco para todo o resultado final, mas ainda assim vale o play para conhecermos mais um homem que não sabíamos quase nada de sua história. E é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.
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Netflix - Resgate 2 (Extraction 2)

6/17/2023 02:11:00 AM |

Antes de mais nada, é preciso falar que "Resgate" foi lançado no meio de uma pandemia quando praticamente todo o mundo estava parado em casa só assistindo filmes, então isso não garante que o segundo filme será um sucesso, então mesmo acreditando que vai ser outro sucesso, afinal Chris Hemsworth junto da história dos Irmãos Russo, contando ainda com o mesmo diretor de dublês do primeiro filme não tem como não ser algo imponente. Dito isso, para quem não assistiu ao primeiro filme apenas saiba que o protagonista pertence a uma organização de mercenários que tenta salvar um jovem indiano que está sendo feito de refém, tem um milhão de cenas de ação em uma história quase inexistente, e no final ao levar uma tonelada de tiros aparentemente morre, caindo na água, e vemos algumas outras cenas de fechamento, e agora em "Resgate 2" o longa começa exatamente na cena do protagonista caindo da ponte. Pronto, você nem precisa ver o primeiro mais, a não ser que goste apenas de cenas de ação, pois mesmo sendo incrível tem pouquíssima história, e isso foi corrigido aqui satisfatoriamente na continuação, tanto que conseguiram criar um pouco mais da história do protagonista, vemos algo muito mais intenso por parte dos vilões (que aqui é literalmente um ser imponente e que luta até a sua última gota de sangue), e mais do que isso introduz um personagem que possivelmente terá um filme solo em breve e que deve ser alguém que irá voltar na continuação em algo meio que de um Universo Netflix de Ação, que deve ficar bem interessante para quem gosta do estilo. Ou seja, é um tremendo filmaço, agora bem mais completo, com cenas que tiram o fôlego, personagens irritantes (o garoto dá vontade de matar na primeira chance de tão chato - e depois ele piora - pô está sendo salvo de uma prisão, vai ficar querendo a família assassina moleque doido!), vilões imponentes, e claro os protagonistas lutando com as mãos, com armas, explosivos e tudo mais que gostamos de ver em tramas desse estilo, então dê o play agora, ou em breve, pois o longa vai dominar a plataforma.

No longa acompanhamos o retorno do mercenário australiano Tyler Rake, que sobreviveu por um triz aos eventos do primeiro filme, onde precisou viajar até Bangladesh, na índia, em uma difícil missão para salvar o filho de um poderoso chefão do narcotráfico. Agora, Rake deve encarar um desafio ainda mais perigoso e insano do que o anterior: resgatar a família de Zurab, um gângster impiedoso da Geórgia, e libertar a todos de uma prisão de segurança máxima na qual que estão sendo mantidos, contando com a ajuda dos irmãos mercenários Nik Khan e Yaz Khan. Além de acompanhar a mais nova missão de Tyler, a trama também mostra como o homem, que um dia já foi um honrado herói militar, se transformou em um mercenário do crime organizado.

Se no primeiro filme o diretor Sam Hargrave estava estreando na função depois de anos como diretor de dublês, aqui ele já mostrou um bom conhecimento de técnicas, de ângulos, e claro melhorou ainda mais as cenas de ação para que toda a desenvoltura do protagonista convencesse do começo ao fim, ou seja, ele pegou o roteiro de Joe Russo, que é baseado em cima do livro de Ande Parks, e ousou com estilo, criando uma trama bem desenvolvida, tendo agora muito mais história para não ficar apenas algo corrido como foi o primeiro filme, e pôs os personagens para jogo com também muito mais cenas de ação, de tal forma que o resultado acaba surpreendendo bastante, tendo alguns planos-sequências bem interessantes, e principalmente sabendo conduzir tudo para que o filme não ficasse frouxo em nenhum ato, ao ponto que chegamos até cansar com tudo que nos é entregue, e o resultado impacta e agrada demais. Ou seja, é daqueles que claro tem muitas coisas que são falsas, mas que envolve o público e entrega cenas de ação tão boas que até relevamos isso, afinal nesse estilo o que vale é dar para os fãs algo que convença dentro do gênero, mesmo que para isso precise forçar um pouco (ou muito). Agora é ver até aonde vão chegar, pois deram brecha para que a franquia fique ainda maior e se ramifique com o final, então vamos aguardar.

Quanto das atuações, novamente Chris Hemsworth faz o que gosta em cena, que é atirar, socar, esfaquear, correr de um lado para o outro, bater mais um pouco, e até trabalhou bem alguns olhares e trejeitos, demonstrando dor e claro muita imponência para seu Tyler Rake, que claro teve muita ajuda de seu dublê, afinal são muitas cenas perigosas, e ele não é tão maluco ao ponto que nem alguns outros astros do cinema, e mesmo assim seu personagem é bacana de ver na tela, conhecemos um pouco mais de como acabou virando um mercenário, e o resultado funciona. Golshifteh Farahani entregou muito mais desenvolturas com sua Nik, lutando muito mais em cena, brigando bastante, tendo alguns bons conflitos com o protagonista, e o resultado cai bem em cena, de modo que ainda não descobrimos muito de sua história, mas nem foi tão necessário, pois a atriz usou os artifícios da luta para suprir isso. Junto dela, se no filme anterior Adam Bessa foi quase um enfeite com seu Yaz, aqui botou tudo para jogo, teve cenas fortes, e sofreu bastante do começo ao fim com os vilões vendo que era o mais fraco e botando bala para cima do garoto, e sua intensidade foi bem colocada chamando atenção até sua última cena. O antagonista/vilão da trama foi também bem forte, botando trejeitos malvados na cara e matando quem estivesse no seu caminho como vingança pelo irmão, de tal forma que Tornike Gogrichiani fez com que seu Zurab fosse direto e objetivo, não dando margem para cenas frouxas, e botando tudo para jogo, agradando bastante. A família completa está bem indefesa sempre atrás dos protagonistas, de modo que Tinatin Dalakishvili teve uma boa desenvoltura nas cenas de luta de sua Ketevan, e a garotinha que foi vivida pelas irmãs Mariami e Marta Kovziashvili foi graciosa em alguns atos, porém o garoto vivido por Andro Japaridze foi literalmente um pé no saco, sendo daqueles que o protagonista teve que aguentar todas suas burrices, e ainda desejar salvar ele, ou seja, eu teria deixado ele lá na prisão mesmo, que teria sido bem melhor. Ainda tivemos outros personagens bem colocados dentro da gangue dos Nagazi, que fizeram trejeitos fortes bem trabalhados, mas sem dúvida quem teve apenas duas cenas para se mostrar e conseguiu fazer com que saíssemos pesquisando sobre o personagem, se já era alguém conhecido ou o que vai rolar daqui para frente foi Idris Elba com seu Alcott, mas segundo os produtores devem fazer um filme seu para explicar melhor e depois colocar ele realmente no terceiro longa da franquia. Quanto Olga Kurylenko, ainda é uma tremenda atriz, gostamos muito dela, mas apenas apareceu como a ex-esposa do protagonista e irmã da coadjuvante, Mia, sem grandes chamarizes.

Visualmente a trama tem muitas cenas com explosões, começando num hospital luxuosíssimo em Dubai, depois vamos para uma cabana bem trabalhada no meio do nada, vamos para uma prisão de segurança máxima bem imponente lotada de figurantes dispostos a lutar ao máximo numa batalha com bombas, facas, pedaços de cerca e tudo mais que pudesse ser usado como arma, num show completo em plano-sequência, na sequência uma perseguição frenética com carros, motos, e muito mais explosões, até chegarmos em um trem recheado de equipamento militar para brigar com alguns helicópteros, tendo no meio disso ainda uma fuga por dentro de uma fábrica continuando em planos-sequências de muita ação, até chegarem na Áustria em um prédio incrível (que ficou duas semanas praticamente fechado somente para as filmagens!!!) aonde rola várias lutas, tiros em vários andares, explosões, quebras de vidros de telhado, pessoas penduradas e tudo mais, até chegarmos nos atos finais em uma igreja com muitas explosões, de tal forma que temos armas, cenários e tudo mais muito bem recheado do estilo de ação, aonde a equipe de arte gastou o orçamento no máximo que podia e acabou chamando muita atenção.

Enfim, um tremendo filmaço do estilo que até tem falhas comuns do gênero, afinal com tanta desenvoltura de ação acabam fazendo atos improváveis que muitas vezes erram e saem com furos de roteiro, mas que funciona demais para quem gosta do estilo, sendo quase sem respiro e agradando do começo ao fim, tendo um miolo forçado e que muitos acabarão até reclamando, aliás meus colegas críticos certamente irão reclamar de tudo no filme, mas como costumo falar, minhas análises são muito mais em cima da produção em si do que de uma história, porém aqui tudo foi muito bem usado, e agora é aguardar até que sigam com a franquia para algo a mais, que a Netflix não vai deixar barato com apenas três filmes já sabemos, o que vai dizer é se o público vai querer muito mais (e queremos!). E é isso pessoal, recomendo ele sem dúvida alguma para todos os fãs de ação desenfreada, e se você gosta de algo mais cult, com filosofias e tudo mais esse nem é para dar o play, então veja outra coisa, e reclame menos, pois aqui foi entregue o que queríamos ver numa trama do gênero. Então fiquem com meus abraços e até logo mais com mais textos.

PS: Fiquei entre 8 pela história e 10 pela ação, então vamos no meio do caminho que é uma ótima nota pela produção completa.


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Seus Ossos e Seus Olhos

6/15/2023 10:58:00 PM |

Costumo dizer que o cinema de autor é um dos maiores riscos que alguns diretores e roteiristas se permitem a fazer, pois ou você é um cineasta filhinho de papai que tem muito dinheiro para gastar fazendo seu filme ou você precisa de muitos investidores e leis de incentivo nacionais e internacionais para não ter retorno algum para que você faça um outro filme depois, mas isso não é algo que acontece só no Brasil como muitos falam, e alguns casos até entregam obras brilhantes, algumas incrivelmente premiadas em vários festivais, aplaudidas ao máximo em outros, porém o ciclo se repete e assim sucessivamente. E onde que eu quero chegar falando isso antes do texto do filme de hoje é que se você não entrega uma obra com um mínimo de apelo comercial, seu filme some, é visto por alguns, é aplaudido, mas dá 2 dias e a pessoa nem lembra que viu ele para indicar, ou seja, pode até ser premiadíssimo, mas não vai voltar dinheiro ou alguém interessado em você para um próximo trabalho, e lá vai você novamente tentar outra lei de incentivo ou outro apoiador diferente para continuar no mercado. Fiz esse adendo até que grande demais antes de falar do longa "Seus Ossos e Seus Olhos", pois a trama brinca com um cineasta que vivencia seus relacionamentos pessoais e amorosos conforme pensa e projeta isso na sua obra, e meio que quase um reflexo do trabalho se volta em atos repetitivos e sentimentais que você até tenta adentrar na memória, no lembrar do dia, na vivência de um passado, numa possível doença neurológica, e tudo mais, mas acaba não conseguindo enxergar isso, de tal forma que algumas falas até soam bem trabalhadas e admiráveis por si só, mas como disse no começo de tudo, mesmo sendo algo bonito e interessante, se amanhã me perguntarem sobre o que era o filme que vi hoje a noite, terei de falar para virem ler o texto, pois não vou me lembrar dele, e olha que não vai ter passado nem 24 horas. Ou seja, volto a frisar, é um filme bonito, tem uma pegada densa e reflexiva, mas é algo de autor para ele só ter, e não mais alguém que vá recomendar com fervor, afinal qualquer outra pessoa sem ser o autor e ator do filme não irá nem lembrar que viu o filme.

A sinopse nos conta que João, cineasta de classe média, passa por uma série de encontros com pessoas como Irene, sua amiga de longa data; Álvaro, seu namorado; Matias, um rapaz que vê no metrô e com quem se envolve sexualmente, entre outros conhecidos e desconhecidos. Esses encontros o afetam e revelam aos poucos um jogo de tempos que mistura vida e processo de criação, presente e memória.

Diria que o diretor, roteirista e protagonista Caetano Gotardo usou muito de sua experiência para criar os personagens e vivências que entrega aqui, de tal forma que você entende muito de memória afetiva, de dinâmicas, de sentimentos e principalmente de relacionamentos com a desenvoltura da trama, de forma que dá realmente para se envolver com os personagens entregues mesmo que por vezes você tem de entender um pouco daquilo que ele quer passar, pois senão corre o risco de achar tudo muito abstrato demais, porém o resultado da direção em si é notável, e diferente do que muitas vezes ocorre de um diretor se dirigir como protagonista, e acabar deixando o restante jogado não acaba ocorrendo aqui, de tal forma que ele dá voz para os que estão compartilhando a tela com ele, e até se livra por momentos, mas em seguida usa aquilo e volta no fluxo. Ou seja, é um bom resultado expressivo, que não tenho como enxergar ele de uma forma artística comercial, pois precisaria mudar o filme todo para ser algo para um público maior, mas que no nicho de festivais é o que o público que frequenta gosta de ver, e assim funciona.

Já no quesito das atuações, a trama entrega algumas falas e pegação, mais falas, mais pegação, ansiedade e movimentos, reflexão, ensaios e tudo de uma forma que tirando o diretor Caetano Gotardo com seu João, os demais parecem tão abstratos em cena que não conseguimos ver o que o diretor realmente desejava extrair deles, de forma que seu namorado Álvaro vivido por Vinicius Meloni tem um carinho e um relacionamento até aberto demais para ouvir o protagonista, repete algumas coisas dos ensaios de sua peça, e faz bem o que deveria de fazer, sem ir muito além. Já Malu Galli trabalha sua Irene de um modo forte e bem colocado, dá as vozes e dinâmicas para duas cenas iguaizinhas em locações diferentes, e consegue criar o ambiente ali para aonde o fluxo deveria seguir, sendo bem expressiva e conectada com tudo, ao ponto que chama atenção. E o jovem que ele conhece no metrô e depois passa a se relacionar, vivido por Carlos Escher até entrega uma sinceridade bem colocada em suas falas, mas não explode como poderia, e isso pega um pouco.

Visualmente a trama tem cenas em três apartamentos dos devidos protagonistas, alguns atos espaçados nas ruas aonde o protagonista fala suas memórias ao telefone desligado vendo as pessoas fazendo suas atividades, um ato numa pinacoteca aonde vemos a repetida cena da protagonista da primeira cena, muita pegação nos quartos e nas salas, e alguns atos num ensaio em uma sala vazia apenas com os personagens dialogando e contando algumas experiências, ou seja, um filme bem cru, claro para ser barato, que não usa muito de alegorias, funcionando mais pelas falas em si dos personagens.

Enfim, muitos vão ler e achar que não gostei do filme, mas pelo contrário, achei ele muito interessante e de impacto sobre esse envolvimento da memória pessoal, das vivências, dos relacionamentos, dos acontecimentos diários em si, porém para o meu gosto pessoal ao qual indico sempre por algo brilhante não colocaria ele para quase ninguém que conheço, salvo alguns amigos fãs de filmes de festivais, pois de resto garanto que muitos irão parar o filme ainda no primeiro ato e os que forem até o fim apenas chegarão lá sem muitas reflexões para fazer, ou até mesmo lembrar dele depois para dar voz a outros, e assim sendo, fico naquele meio do caminho com a nota, o que é uma pena. E é isso pessoal, ele estreia na próxima quinta, 22/06, em alguns cinemas e fica a dica para quem gosta do estilo, e eu fico por aqui hoje, então abraços e até breve.


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The Flash

6/15/2023 01:26:00 AM |

Só digo uma coisa para começar a falar do novo "The Flash": a DC marvelizou! E se isso for um spoiler para você, recomendo que não leia absolutamente nada sobre o filme, pois qualquer mera palavra em um texto vai lhe contar algo que você não queira ouvir sobre um filme cheio de referências para os fãs, cheio de conflitos de linhas temporais, aonde o diretor simplesmente brinca do começo ao fim com tantas possibilidades, que por vezes você pensa em como tudo pode acabar, e acaba de uma forma brilhante não apenas para o filme, mas sim para que a nova fase da DC entre nos eixos, e principalmente sem jogar nada fora do que já foi feito, usando brilhantemente um começo direto do filme da Liga da Justiça, trabalhando com personagens que conhecemos bem nos últimos filmes da companhia, vemos que uma quebra temporal pode bagunçar tudo (a explicação de Bruce Wayne com macarrão é algo bizarro, mas incrível de se pensar), e conforme tudo vai rolando as bagunças temporais nos mostram coisas bem interessantes de se pensar, para aí sim finalizar com algo muito bom que se realmente for usado como sequência para esse novo universo da companhia vai ficar bem diferente. Ou seja, é um filme bem maluco, mas que funciona bastante, e que mesmo tendo falhas com alguns efeitos meio que estranhos, mostra que dá para se começar tudo de uma boa maneira, mas que a união dos nossos aprendizados é o que sustenta uma boa linha de vida. E só digo mais uma coisa, que tirando o tribunal da internet que vai reclamar de tudo pela pessoa Ezra Miller e não seu personagem, o filme está incrível e o acerto de lançar ele foi a melhor das ideias possíveis. 

A sinopse nos conta que mundos colidem quando Barry usa seus superpoderes para viajar no tempo e mudar os eventos do passado. Mas quando tenta salvar sua família e acaba, sem querer, alterando o futuro, Barry fica preso em uma realidade na qual o General Zod está de volta, ameaçando colocar o mundo em risco, e não há super-heróis a quem recorrer. A não ser que que Barry consiga persuadir um Batman muito diferente a sair da aposentadoria e resgatar um kryptoniano preso... mesmo que não seja exatamente quem Batman e Barry estão procurando. Para salvar o mundo em que está e retornar ao futuro que conhece, a única esperança de Barry é usar seus superpoderes para salvar sua vida. Mas, se afinal, precisar desistir dela, será seu sacrifício suficiente para reconfigurar o universo? 

Diria que se baseando livremente na HQ "Flashpoint", o diretor Andy Muschietti ("It - A Coisa", "It - Capítulo 2", "Mama") saiu do seu gênero tradicional que é o terror e usou o roteiro de Christina Hodson e Joby Harold para brincar realmente com os fãs das HQs da DC, de tal forma que ele não ficou tão preso nos longas sérios tradicionais da companhia, mas também não se jogou totalmente para algo cheio de piadinhas sem sentido, pois mesmo o personagem principal sendo agitado, o filme usou bem das referências que já vimos em muitos outros filmes, deu novas personificações, e mais do que algo apenas tradicional dentro de um mundo de super-heróis, a trama é bem desenvolvida nas sacadas de fluxos temporais, nas dinâmicas de quebra de espaço/tempo, usa referências aos multiversos sem precisar abrilhantar tanto isso, coloca em pauta a necessidade de algo contundente para que o cânone de um herói se mantenha, e principalmente dá um novo rumo para a companhia nessa nova direção executiva (aliás, acho que quando escreveram o longa originalmente nem se falava tanto nisso, aí fizeram algumas refilmagens, e o resultado funcionou bem) de tal forma que acredito que utilizarão mais do diretor em outros filmes de heróis, pois ele tem bem esse ar misto entre sombrio/diversão que funciona demais dentro dessa proposta nova. 

Sobre as atuações é claro que primeiro tenho de falar de Ezra Miller com seu Barry Allen/Flash, que muitos estão pegando no pé pela pessoa que não é alguém muito bem da cabeça, mas que tem se tratado e acredito que vá melhorar, aliás torço para isso, pois ele é um tremendo ator, e aqui fazendo dois personagens, um da era atual e outro do passado, consegue ser divertido, ter estilo, dinâmica, demonstrar um pouco sua agitação meio doida, e ainda ousa trabalhar um lado do personagem mais forte nas cenas finais, de modo que funcionou muito, e conseguiu agradar sem precisar sair muito do eixo. Sasha Calle trabalhou bem sua Kara Zoe-El/Supergirl, mas falou muito pouco em cena, tendo mais atos imponentes de luta do que algo realmente expressivo para mostrar mais quem é a personagem, ou seja, se forem a usar num futuro será melhor ter outros filmes para isso, mas a atriz não decepcionou com os trejeitos que fez. Ben Affleck até começou bem com seu Bruce Wayne/Batman, sendo imponente de estilo, tendo muito mais combate e postura, mostrando que seu Batman sempre foi meio arrogante, mas que tem um bom encaixe, e nas cenas iniciais demonstrou bem isso. Já Michael Keaton trouxe seu Bruce Wayne/Batman para um lado mais cheio de classe, com uma capa a prova de balas, planando bastante com ela, usando explosivos para todos os lados, tendo mil apetrechos para usar, e claro um carisma meio doidão que agrada bastante na tela. Tivemos ainda Michael Shannon bem imponente com seu General Zod, seguindo bem a linha do que fez no filme do Superman, e lutando com muita desenvoltura. E dentre os demais valem alguns leves destaques para Ron Livingston com seu Henry Allen disposto a ver o filho mudar de vida e parar de pensar tanto nele, Maribel Verdú com sua Nora Allen afetiva e bem marcante nas duas cenas bem trabalhadas, e até Kiersey Clemons teve alguns atos bem colocados com sua Iris West, mas nada que vá muito além. O longa ainda tem várias aparições de outros Batmans, outros Supermans, várias outras possibilidades, com muitas participações que podem ser usadas pela DC tanto para brincar quanto ir para rumos sérios, então é aguardar como as coisas irão seguir.

Visualmente o longa tem cenas bem rápidas e interessantes, boas sacadas cênicas com os anos 80/90 mostrando a mansão Wayne meio abandonada, mas cheia de bons elementos, carros, naves, computadores e tudo mais, vemos boas cenas de luta com os kryptonianos malvados imponentes e com muitas armas interessantes, tivemos uma Sibéria com russos bem armados e cenas bem explosivas, e claro cenas nos supermercados, algumas brincadeiras em uma lanchonete, um julgamento, e também as casas do protagonista em duas épocas bem diferentes, com o passado mais parecendo uma república do que um apartamento normal. Também tivemos muitos efeitos com cores de todos os tipos, com uma mistura gigante de luzes e cenas em contraste com várias outras possibilidades, que se usassem 3D seria algo para dar mais dor de cabeça do que agradar, mas até talvez ficasse interessante, porém tem alguns exageros que muitos podem até achar que são falhas técnicas, o que não chega a ser impactante ou estragasse a trama, mas dava para ter um pouquinho mais de requinte.

Enfim, é um filme muito bem feito, que mostrou mais uma vez o potencial do diretor, que soube dosar atos tensos com comicidade sem virar algo bobo nem ficar algo sombrio demais, e que tendo boas cenas de ação e desenvoltura acabou me agradando até mais do que imaginava, pois estava com muito medo de algo decepcionante, e em hipótese alguma isso ocorre, o que é perfeito. Claro que tem defeitos, e é notável também que muita coisa foi regravada e mudada com os vários adiamentos e problemas, mas que de modo geral nos faz rir bastante e funciona, sendo um filme para chamar de início de um novo universo da companhia, que pode usar o personagem para mudar ainda mais a linha temporal e acontecer de tudo um pouco, e assim sendo recomendo a conferida. E é isso pessoal, eu fico por aqui hoje, mas voltarei em breve com mais filmes do streaming, afinal nessa semana é só o velocista nos cinemas, então abraços e até logo mais.


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Globoplay - Esposa? (Mulher?) (Wifelike)

6/13/2023 10:32:00 PM |

Vou ser bem sincero agora, mas está bem difícil achar bons filmes nos streamings, e olha que eu caço bastante antes de trazer algo novo aqui no site para comentar, e cada dia tem aparecido filmes mais estranhos possíveis que até tem alguma base interessante para ser conferida, mas que não vão muito além, resultando em coisas bem confusas que facilmente nunca passariam num cinema com público alto, e isso está virando de praxe tão grande que acredito que com cada dia mais roteiristas indo para as séries, daqui a pouco os bons filmes vão ficar raros demais para conferirmos, e isso é bem triste! Mas vamos lá, afinal preciso falar hoje do lançamento da semana da Globoplay/Telecine, "Esposa?" ou "Mulher?", que aparece os dois nomes na escolha e na legendagem, então coloco aqui também, que legendando o nome real da empresa do filme seria "Esposa Perfeita", que até tem uma reviravolta final interessante para mostrar que devemos ter muito medo de Jonathan Rhys Meyers que já tinha falado de suas loucuras em "O Bom Vizinho", e aqui inicialmente parece ser apenas um agente, mas no final é bem diferente tudo o que entrega. Claro que o filme tem uma pegada moderna em cima das inteligências artificiais, lembrando até de outro filme que conferi esses dias, "Substitutos", mas se lá a ideia tinha um desenvolvimento mais interessante com começo, meio e fim, aqui ficou parecendo só a primeira parte de um todo, que mesmo tendo a base tradicional de começo, meio e fim também, acaba não fechando o ciclo, dando voz para uma possível continuação, mas que independente disso, tem situações estranhas, e desenvolturas esquisitas, que acabam não pegando como deveria, de modo que inicialmente até queremos ter uma esposa perfeita como a vendida pela companhia, mas depois vemos que não é uma boa aquisição.

A sinopse nos conta que a humana artificial Meredith é designada como companheira do enlutado viúvo William. Ela é projetada para se comportar como sua falecida esposa, mas na luta para acabar com a exploração da IA, uma organização tenta sabotar sua programação.

Nunca assisti nenhum filme do diretor e roteirista James Bird, mas passeando pelo seu currículo vi que ama ficção científica futurista e trabalha desde 2013 com ideias desse estilo, e aqui sua base até tem uma pegada interessante, trabalhou bem a artificialidade das robôs num primeiro momento, vemos seu aprendizado, e claro suas configurações para dar prazer aos seus proprietários/maridos, e vemos bem a ideia de uma revolução nesse sentido de criar pessoas artificiais de todos os estilos para o "bem" da população, e se seguisse essa base seria algo incrível e bem interessante, porém o diretor tinha planos mais ambiciosos, e seguiu para um caminho meio maluco quase que do estilo de "Divergente" ou quem sabe um "Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas", aonde vemos toda a sacada na reviravolta final da trama que se desenvolve para algo maior a ser seguido, mas que bagunça bem toda a ideologia da trama, e mostra os problemas do protagonista, que muda todo o jogo. Ou seja, não posso dizer que seja um filme ruim, só diria que é meio que mal estruturado, e estranho de propostas, pois dava para seguir até mais do que um caminho com o que estava vindo, só não a abertura de uma franquia, pois não temos uma base boa para isso no filme, e certamente não vai ir muito além se vier uma continuação.

Sobre as atuações, diria que Elena Kampouris entregou uma Meredith tão artificial que por vezes pensamos ser computação gráfica atuando ali ao invés de uma mulher realmente, e isso se deve tanto à maquiagem interessante que deram para ela, sendo até mais perfeita do que o comum na pele e nos trejeitos, mas também dela com o que acabou entregando, de modo que acaba chamando muita atenção e acerta bem no longa inteiro, e quem sabe se tiver uma continuação irá mudar um pouco mais sua personalidade para um lado mais imponente ainda. Já Jonathan Rhys Meyers fez um agente William bem imponente, cheio de atitude nas buscas pelas esposas sequestradas, um marido amoroso e encantador dentro de casa, mas com uma reviravolta mostrando sua verdadeira face de um modo tão marcante que acaba soando assustador o quanto sabe fazer esse estilo de trejeitos, ou seja, tem potencial para fazer psicopatas, e seu agente deve investir em tudo que ver desse estilo, e claro ficar com medo dele. Ainda tivemos alguns atos bem interessantes de Sean Yves Lessard como Ido ou Ois como foi traduzido, ou agente dos sonhos da robô, de tal modo que o papel é interessante e deveríamos ter algo desse estilo que pudesse escolher os sonhos que queremos ter, e ele meio como um apresentador ficou bem legal de ver. Também tivemos muita imposição no papel de Doron Bell com seu Jack, alguns atos bem colocados de Agam Darshi com sua Louise, e alguns momentos bem trabalhados de Fletcher Donovan com seu Keene, mas nada que fosse muito além.

Visualmente a trama teve uma boa pegada futurista, mostrando um ambiente bem interessante no hall da empresa de fabricação das robôs, vemos a casa do protagonista bem moderna, mas focando em algo bem clean que não tivesse tantos elementos cênicos, brincando mais com claro a mulher com sua perfeição toda e seus apetrechos para recarregar, um diário, e claro os sonhos bem malucos aonde tudo faz nenhum ou todo sentido, valendo a ideia total em si.

Enfim, é um filme que dava para ir mais além, talvez cortar algumas situações e já virar algo único ao invés de uma franquia como o diretor talvez pretenda seguir, pois ficamos com aquele gostinho de quero mais no final, mas isso depois de se cansar com tudo o que entregam no miolo meio que estranho demais, e sendo assim diria que indico ele com mais ressalvas do que com qualidades. E é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Amazon Prime Video - Overdose

6/13/2023 01:23:00 AM |

O pessoal que faz filme policial de ação na França precisa começar a ver mais filmes do estilo de outros países, pois a trama de "Overdose", que pode ser conferido na Amazon Prime Video, é bem marcante, cheia de desenvolturas, personagens violentos e muitas dinâmicas bem encaixadas, porém tem tantos diálogos, tantas artimanhas e encaixes, que você acaba pensando se o longa é parte de alguma série por não ter praticamente apresentações, fica pensando como tudo vai se desenvolver para ter um fechamento, e até imagina se vai sobrar alguém vivo para contar a história, pois é matança em cima de matança, ou seja, é daqueles que você dá o play imaginando algo e não vê nem metade desse algo, pois tudo acontece e quando vemos já está terminando de uma forma nem um pouco pensada no começo. Claro que quem gosta de filmes de ação policiais nem vai reclamar da violência e das dinâmicas da trama, mas certamente irá brochar com o fechamento, pois dava para ser algo melhorado, e que com certeza iria mais além com talvez continuações, mas aí eu iria querer demais.

O longa nos conta que Sara Bellaïche, capitã da polícia em Toulouse, investiga uma transação de tráfico de drogas ligada ao assassinato de dois adolescentes, um caso no qual Richard Cross, um policial de Paris, está trabalhando. Forçados a colaborar, Sara e Richard, apesar de seus métodos opostos, mergulham em uma corrida frenética contra o tempo nas estradas da Espanha e França.

Fui olhar o que achei do último filme do diretor e roteirista Olivier Marchal, e por incrível que pareça falei quase a mesma coisa que aqui, pois ele tem estilo para filmes de ação policial, tem currículo tanto como diretor quanto ator nesse gênero, mas falta poder de síntese para ele, pois quer colocar tantos elementos em um único filme que acaba se perdendo, afinal como disse no começo, facilmente a trama desse novo longa daria para uns 5 episódios de uma série, tendo dois capítulos de apresentação com desenvolvimentos, um de apreensão, o quarto com tudo dando muito errado, e o final com a apreensão final, isso com cada um na faixa de uma hora mais ou menos cada, pois é muito estranho não sermos apresentados de fato aos personagens e seguirmos com uma história rolando já de cara no começo, não que você não se afeiçoe aos protagonistas, mas parece que a policial já é conhecida há anos, que os vilões estão preparando tudo já fazem uns dois capítulos e tudo junto não parece nada. Ou seja, o diretor tem muitas ideias, pegou um livro muito recheado de personagens, e acabou desorientado para colocar tudo na tela, e digo mais, se o primeiro corte não tiver perto de três horas eu já não sei mais de nada, pois é notável o tanto de coisas que foram eliminadas, e com isso o resultado ficou corrido e alongado de uma forma que até dá para curtir a entrega, mas não chega muito longe.

Sobre as atuações vou ser sucinto, senão se eu falar de todos o texto vai ficar imenso, e não tivemos grandes surpresas nesse setor, de modo que Sofia Essaïdi tem praticamente todo o destaque estando em quase todos os atos da trama com sua Sara, e trabalhou olhares e sentimentos meio que aéreos por vezes, parecendo ter até algo a mais com o seu informante do outro lado, mas que trabalha bem nas dinâmicas e segura ao menos a parte que precisava para sua personagem funcionar. Assaad Bouab trabalhou seu Richard Cross de uma maneira até que interessante, mas pareceu também meio perdido no meio de toda a confusão, por vezes parecendo estar abaixo de muitos ali, o que não é o caso, então dava para se impor mais. Quem ver a foto de Alberto Ammann no IMDB certamente vai falar que é não é o mesmo Eduardo do filme, pois o ator ficou imponente, cheio de estilo, nem um pouco certinho sendo bruto e malvado, como um bom vilão de trama deve ser, acertando bastante no que faz, e chamando toda o lado tenso para si, o que foi um bom acerto de ver. Ainda tivemos outros que tiveram leves destaques como Nassim Lyes com seu Saïd, Zoé Marchal com sua Lucie e Moussa Mansaly com seu Franck, mas quem trabalhou mesmo de forma mais forte entre os secundários foi Nicolas Cazalé com seu Reynal.

Visualmente a trama teve cenas em várias casas pequenas no meio do caminho, com cenas bem violentas, uma mansão imensa na Espanha aonde os traficantes saem rumo à França, alguns ambientes abandonados, muitas cenas em carros e na delegacia, tudo muito bem fechado com sacadas dinâmicas para dar uma leve velocidade na trama, mas trabalhando a priori com muitas armas e elos sem grandes destaques, o que mostrou uma equipe de arte simples se formos analisar a fundo.

Enfim, dava para ser uma trama muito melhor desenvolvida, com bem menos personagens e talvez com uma introdução melhor de personagens para que o filme fluísse melhor, ou então se quisesse usar tudo o que usou que entregasse uma minissérie que funcionaria bem mais, mas da forma que ficou não diria que recomendo com muito afinco não, pois é confuso e alongado demais, mesmo sem explodir realmente. E é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais. 


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Amazon Prime Video - A Farsa (Mascarade)

6/12/2023 01:10:00 AM |

Costumo dizer que os dramas policiais franceses tendem a entregar tramas complexas demais dentro de um roteiro confuso que daria para simplificar e ficar perfeito nas mãos de um diretor americano, e isso não é uma reclamação, mas sim um elogio, pois eles gostam tanto de bagunçar com a cabeça do público que até a trama mais simples deles acaba virando algo impactante, quanto mais algo que tem muitas dinâmicas e personagens complexos. Comecei o texto do longa "A Farsa", que pode ser conferido na Amazon Prime Video, dessa forma pelo simples fato de que se olharmos bem a base do filme vamos ver a tradicional trama de um golpista que acha que está ganhando, na verdade está levando um golpe também, só que o diretor quis florear tanto a sua trama que por vezes você se vê perdido com tudo o que está acontecendo e ao mesmo tempo também vê que os atores ficaram perdidos com a entrega do resultado, pois o filme tem várias quebras, tem o julgamento, pessoas falando sobre os personagens, mais interações e tudo mais que daria fácil para gerar uma série de uns quatro capítulos e ainda sobraria texto, mas que se sintetizar tudo você encaixa e ainda se diverte em 90 minutos ao invés dos 134 entregues. Ou seja, não é um filme ruim, muito pelo contrário, tendo estilo, desenvoltura, atos tensos e boas sacadas, mas dava para ser melhor editado, ou talvez ter trabalhado mais o lado do julgamento e os frutos a partir dali ao invés de mostrar os vários golpes dos protagonistas misturados.

O filme acompanha um jovem gigolô e uma tentadora vigarista enquanto tramam um esquema desonesto sob o sol ardente da Riviera Francesa. Em busca de uma vida de luxo, os dois amantes iriam tão longe a ponto de sacrificar o sustento de uma ex-estrela de cinema e de um corretor de imóveis?

O filme anterior do diretor e roteirista Nicolas Bedos, "Belle Époque", foi algo maravilhoso de ver, sendo daqueles tão incríveis que dei nota 10 e daria novamente, pois tem estilo e tudo mais com uma desenvoltura única e charmosa que funciona do começo ao fim, e aqui ele até tentou florear um pouco com jogadas de filmes antigos, com a proposta em cima do teatro da protagonista, mas não conseguiu atingir com grande eficácia tudo o que poderia, pois acabou indo para rumos mais crus e conflituosos, aonde a jogada do acreditar nos personagens acaba se perdendo um pouco. Ou seja, ele foi confiante demais no corte exageradamente picado, e acabou deixando sua trama até mais complexa do que ela realmente é, sendo algo bem trabalhado nas essências, que deixou o filme muito amplo ao mesmo tempo que ele não era para ser, e assim o resultado se perde um pouco. Claro que está bem longe de ser um filme fraco de ideias, e ainda brinca bastante com toda a imponência dos personagens, porém acaba falhando na velocidade e se alonga demais, não atingindo o ápice como poderia.

Sobre as atuações, um dos atores que mais vem sendo usados nos filmes franceses é Pierre Niney, e ele tem um estilo que por vezes acaba até sendo interessante para papeis que necessitem de mais mistério, como é o caso aqui de seu Adrien, porém ele usa esse seu artifício de olhares e não fica tão sedutor quanto o papel precisava ser, de tal forma que em alguns atos ele até soa estranho, mas ao menos suas desenvolturas funcionaram para os atos mais diretos. Já Marine Vacth tem em seu currículo muitos filmes como uma mulher sedutora, e usa sempre seu corpo para cenas intensas bem marcantes, e aqui sua Margot pedia exatamente isso, além de um ar misterioso e claro trejeitos de uma atriz já que seduz e muda seus alvos com muita facilidade, então acabou sendo bem trabalhada e deu bons ares para a trama. Isabelle Adjani deu um ar bem clássico para sua Martha, parecendo realmente aquelas estrelas do cinema e do teatro francês que exalam o luxo de aparências em suas festas e sempre está querendo novos papéis para aparecer, de forma que ela nos convence demais e faz atos bem entregues na tela. François Cluzet trabalhou seus atos com um ar meio calmo e desorientado demais, ao ponto que seu Simon parece perdido em cena, mas também disposto a cair no golpe com muita facilidade, e isso pegou um pouco, pois dava para ele se impor mais em cena e dar novas nuances. Ainda tivemos alguns atos bem colocados de Emmanuelle Devos com sua Carole e Laura Morante com sua Giulia, de tais formas que ambas se desenvolveram como conexões para tudo e chamaram atenção para ir além, com a segunda se dando melhor nos atos se incluindo no golpe completo.

Visualmente a trama tem um estilo bem encaixado, mostrando a Riviera Francesa com seus casarões das estrelas, restaurantes de luxo e também um lado mais oculto aonde vemos casas mais simples e também alguns restaurantes básicos, que se olharmos a fundo ainda são bem requintados, vemos toda a jogada de joias, quadros, pianos, festas para manter aparências e até apresentações teatrais bem colocadas, além de um julgamento tradicional sem grandes nuances de detalhes, de tal forma que a equipe de arte caprichou em alguns atos e economizou em outros, não indo para grandes frutos.

Enfim, é um filme interessante do estilo que tem uma boa pegada, mas que dava para ser menos bagunçado ao ponto de funcionar melhor dentro do gênero, não sendo ruim, mas que muitos vão acabar olhando torto e sem entender muito a proposta. Ou seja, vale o play, mas é alongado e confuso demais para chamar atenção. E é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Netflix - 2 Corações (2 Hearts)

6/11/2023 06:05:00 PM |

Costumo fugir bastante dos romances que chegam na Netflix já que entregam quase sempre a mesma base, algumas reviravoltas bobinhas e muitas vezes sem grandiosas atuações, mas como esse estava estourando já há algumas semanas resolvi dar o play em "2 Corações", e a principal dica que dou é saber nada de sua reviravolta, pois é o que realmente faz valer o envolvimento do longa, afinal ele é bem básico de trama, tem os casais bonitos, quase aquela propaganda de margarina tradicional, tudo dá muito certo e traz o envolvimento comum que muitos adoram e outros odeiam. E usando a tradicional voz narrativa do protagonista, podia jurar que a trama tinha algum conteúdo espírita ou algo do tipo, mas não, o vértice recai mais para algo próprio de doenças, e aí é claro que toda aquela comoção funciona bem, e o fechamento acaba sendo bem marcante e interessante. Claro, volto a frisar que é um estilo que quem gosta não liga para qualquer tipo de clichês bobinhos, estando mais interessado se os personagens são bonitos e possuem química entre si, mas do contrário como falei acima fica parecendo algo meio irreal de acontecer em uma vida normal (mesmo que a trama fosse baseada em algo real)!

A sinopse nos conta que para dois casais, o futuro se desenrola em décadas e lugares diferentes, mas uma conexão oculta os unirá de uma forma que ninguém poderia prever. Baseado em uma história real inspiradora, a trama é uma jornada romântica que celebra a vida, o amor e a generosidade de espírito, e desafia o público a acreditar que milagres são possíveis.

Diria que o diretor Lance Hool até desenvolveu bem sua trama, usando como base a história real de um dos donos da Bacardi, que investiu dinheiro no filme, mas que não chegou a ver o resultado, mas que na trama tem outro nome para não entregar logo de cara tudo o que aconteceu, e o estilo do diretor de quebrar o filme praticamente em dois e ir dosando as partes para montar algo bem diferente no fechamento foi bem bacana, pois caiu nas graças do estilo, e mesmo usando a voz narrativa explicando coisas que o público vê na tela, o resultado acaba não sendo tão atrapalhado, ou seja, tem uma função bem marcada, interessante de ver, e principalmente encaixa na ideia geral. Claro que isso é um artifício muito fácil de ser usado, então não espere algo que vá muito além, porém a ideia é boa tanto para dar valor às pessoas que optam por essa escolha, quanto para as que recebem, e isso o diretor conseguiu passar bem a mensagem, mesmo que o fechamento soasse um pouco piegas demais, mas com já disse, quem gosta desse estilo não liga para isso, e assim sendo o acerto foi bem trabalhado.

Sobre as atuações, diria que Jacob Elordi tem o perfil de todos os filmes românticos da plataforma, e com isso está fazendo uma tonelada de filmes por ano quase sempre com a mesma personalidade, e isso é bom para ele que não exige muito de suas atuações, e acaba vendendo fácil seus filmes, afinal o pessoal já sabe o que esperar, e aqui seu Chris é bem encaixado, tem versatilidade e vontade, uma alegria bem trabalhada e funciona no que se espera dele, então foi bem no que precisava. Adan Canto também botou o corpo para jogo na maioria das cenas de seu Jorge, fazendo um lado mais pesado pela doença, mas sendo galanteador no nível máximo, tendo até bons olhares, mas soando um pouco forçado demais de amor, que nem sempre sabemos que é assim, mas o ator foi bem no que fez. Quanto das garotas, Tiera Skovbye com sua Sam e Radha Mitchell com sua Leslie trabalharam quase que da mesma forma, sendo cortejadas pelos protagonistas e fazendo trejeitos dramáticos emocionados bem tradicionais, ou seja, sem irem muito além foram interessantes no que precisavam, mas sem ir muito além. Quanto aos demais, cada um trabalhou dentro da conexão que deveria, tendo leves destaques para os pais de ambos protagonistas Tahmoh Penikett e Steve Bacic que também foram bem comuns, mas chamaram a atenção com trejeitos mais fechados e rígidos.

Visualmente o longa brincou bem passando por um campus de faculdade, com cenas de familiares jogando futebol nos parques, a tradicional casa bonitinha e arrumada, do outro lado vemos o casal se encontrando nos aviões e em lugares paradisíacos, claro várias cenas em hospitais, e fechando na mesma ilha paradisíaca que abre o filme para dar a devida conexão com tudo, sendo algo bem marcado, tradicional, e que ainda brinca um pouco com a tomada de Cuba, em algumas sacadas meio exageradas, mas nada que impactasse no filme realmente, mostrando um bom resultado, com casamentos também em praias e tudo mais que o gênero pede.

Enfim, é um bom drama romântico que quem gosta vai chorar, vai se envolver e tudo mais, mas que não entrega nada de grandioso para sair da base, então fica a dica para dar play só se você for realmente muito fã do estilo, ou se não ligar para o tradicional de tudo que o gênero entrega, ao menos a mensagem final acaba valendo a pena. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas vou dar play em alguma trama mais intensa para finalizar bem o domingão, então abraços e até breve.


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Apple TV+ - O Banqueiro (The Banker)

6/11/2023 02:28:00 AM |

Falar de filmes que envolvam a época mais tensa da segregação racial nos EUA junto com termos bancários e econômicos tem de ser muito corajoso, pois certamente vão ter os que são contra tudo isso, e também os que não vão entender nada nas negociações, e diria que esse foi sem dúvida o maior problema que o longa da Apple TV+, "O Banqueiro", sofreu para não ter múltiplas indicações no ano de 2020 quando foi lançado, pois tem um elenco incrível cheio de grandes personalidades, trabalhou bem uma história real que foi muito forte de dois negros que compraram um banco no Texas racista dos anos 60, tem toda uma dimensão cênica bonita e intensa de ver, mas misturou um linguajar que eu mesmo que trabalho no ramo sofri para pegar todas as contas e intensidades mostradas. Ou seja, é um exemplar intenso do tipo, mas que tem dificuldades para todos verem, que dá para relevar numa sessão mais de festivais talvez, mas comercialmente pega um pouco.

O longa conta a história de Bernard Garrett e Joe Morris, dois empresários inovadores que traçam um plano de negócios audacioso e arriscado na luta contra a opressão racial dos anos 1960. O objetivo é ajudar outros afro-americanos na realização do sonho americano. Com a ajuda de Eunice, esposa de Garrett, eles preparam um homem branco da classe trabalhadora, Matt Steiner. Ele será a fachada rica e privilegiada de um império imobiliário e bancário em ascensão, enquanto Garrett e Morris se passam como zelador e motorista. O sucesso deles acaba chamando a atenção do governo americano, que ameaça acabar com tudo que os quatro construíram.

Diria que o diretor George Nolfi foi bem intenso nas escolhas que desejou entregar, pois já vi muitos longas que empunharam as temáticas de racismo nos EUA, já vi também muitas tramas que mostram fraudes financeiras e negociações ousadas, mas juntar ambas as coisas e colocar intensidade de técnicas, ensinar valorizações e tudo mais é algo que não dava para pensar, e o resultado embora seja meio lento de estilo, para quem gosta de conhecer um pouco mais desse meio complexo acabará ficando bem chocado com toda a pegada que ele soube desenhar. Claro que para isso ele acabou perdendo muitas chances, que dava para fazer um filme mais fácil sobre a vida real desses personagens, mas não iria ser forte de estrutura como acabou ocorrendo!

Sobre as atuações o trio principal dá muito show com o que fazem, e confesso que Anthony Mackie precisou estudar demais para entregar seu Bernard Garrett, pois o homem é uma máquina de cálculos, trabalhou olhares e desenvolturas, foi bem coeso nas intensidades, e principalmente não se deixou abalar, de modo que faltou trabalhar um pouco sua juventude, pois quando chegou na California já tinha alguns bens, mas soube ser imponente e nunca desistiu do que queria fazer. Samuel L. Jackson já fez seu Joe Morris com o estilão dele, meio que largadão, cheio de explosões faciais, e como todo bom empreendedor não curtia perder dinheiro, de modo que o personagem certamente ficou mais cheio de ginga que o verdadeiro, e isso deu um charme para a produção. Nicholas Hoult soube ser preciso nas dinâmicas de seu Matt Steiner, de modo que teve um brilho bem grande enquanto estava aprendendo, foi intenso e muito bom ator com as perspectivas para enganar e negociar com grandes nomes, e também se mostrou muito influenciável pela esposa nos atos mais fechados, mostrando estilo e agradando na personalidade do papel. Ainda tivemos grandes cenas de Nia Long como uma mulher que acreditava muito no marido e sabia bem o seu papel ali de grande visão e direção dos momentos com sua Eunice, e claro também tivemos Scott Daniel Johnson bem colocado com seu Florance oportunista e esperto para virar a mesa, de forma que todos se encaixaram bem e o resultado funcionou até mais do que deveria.

Visualmente o longa tem um estilo bem interessante da época, mostrando casas tradicionalmente de brancos que o protagonista busca para comprar, reformar e alugar na maioria para negros, mudando completamente a segregação racial das cidades, e ao comprar um banco ele coloca como metas também gerar empréstimos para negros, o que alavancou o progresso de seus correspondentes, ou seja, mostrou muito da visão do real Bernard, vemos bem todo o estilo de visual dos personagens, vemos os carros da época e tudo muito bem colocado, não soando forçado nem fora do padrão.

Enfim, é um filme simples de história, mas que mexe com temas polêmicos e complexos para um único filme, de forma que talvez por ser assim mais fechado não tenha caído no gosto popular e dos votantes das premiações, mas quem gosta de um filme biográfico acaba valendo a recomendação de play. E é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Amazon Prime Video - 12 Órfãos Poderosos (12 Mighty Orphans)

6/10/2023 06:43:00 PM |

Muitos amigos críticos não gostam de filmes sobre esportes por serem praticamente semelhantes, terem a mesma formatação e desenvolvimento e claro exagerar em algum drama para conseguir emocionar o público, mas aí está a graça desse estilo, pois sempre funciona bem, envolve bastante e consegue ser um dos meus gêneros favoritos dentro do grande arco dramático. E hoje caçando algum filme interessante nas plataformas, já que as estreias não me chamaram tanta atenção, dei o play em "12 Órfãos Poderosos" que pode ser conferido na Amazon Prime Video, e traz a história real de um orfanato da maçonaria nos EUA dos anos 40, bem no meio da grandiosa depressão econômica americana, quando um treinador que já foi órfão chega para mudar a vida de 12 jovens problemáticos e levar eles a vencerem grandes jogos e na vida, sendo bem trabalhado, bonito e recheado de envolvimento, o que é muito comum no estilo, mas que funciona bem, sem ter erros ou furos para reclamarmos. 

O longa nos mostra que assombrado por seu passado misterioso, um dedicado treinador de futebol do ensino médio lidera um time de órfãos ao campeonato estadual durante a Grande Depressão e inspira uma nação quebrada ao longo do caminho.

Diria que o diretor e roteirista Ty Roberts soube dosar bem os atos mais fortes com os mais dinâmicos e cadenciar bem a vivência do treinador, os dramas que sofreu na guerra e ainda passar bem as lições de vida para os garotos, além de termos alguns atos bem encaixados de julgamento, as diversas influências negativas, apostas entre jornalistas, e até a participação do presidente no meio do conflito, ou seja, ele conseguiu usar vários artifícios tradicionais, conseguiu colocar bem o jogo como foco, e principalmente soube envolver nos atos certos, não ficando um mar de lamúrias, mas sim uma trama coerente e gostosa de ver. Além disso ao final mostrou que praticamente todos os garotos tiveram boas vidas seja no esporte, na faculdade ou até mesmo na vida que escolheram seguir, o que é bem legal de ficar sabendo quando se vê um filme sobre personagens reais.

Sobre as atuações, a base maior recai em cima de Luke Wilson que não andava pegando bons papeis, mas que aqui deu voz para seu Rusty Russell de uma maneira tão bem colocada e emotiva, soube passar verdade nos olhares e nas desenvolturas, e entregou atos fortes tão acertados na tela que nos atos mais leves pareceu até estar liberto, ou seja, fluiu muito bem em tudo o que fez, e claro chamou a responsabilidade para si. Martin Sheen também desenvolveu de uma forma bem marcante o seu Dr. Hall, criando um personagem leve e interessante de acompanhar, e que mais do que apenas médico do orfanato conseguiu ser um grande amigo e mentor de todos ali, de tal forma que o ator passou muita emoção e carisma em seus atos. Wayne Knight conseguiu trabalhar seu Frank de uma forma tão crua e por vezes tão caricata, que mesmo não sendo um vilão efetivamente falando conseguiu com que o público ficasse com raiva do que fez, e assim acertou bem como um professor do instituto, abusador e claro ladrão de parte do dinheiro que deveria chegar para as crianças, ou seja, fez a base de um vilão sem ser um. Dos jovens praticamente todos tiveram alguns atos marcantes, mas claro que Jake Austin Walker e Levi Dylan e Jacob Lofland se sobressaíram com seus Hardy, Fairbanks e Snoggs, de tal forma que acabamos criando carismas com o jeito mais durão do primeiro, a liderança do segundo e o estilo mais solto do terceiro, que no conjunto funcionaram bem e agradaram como todo. Ainda tivemos atos bem encaixados de outros personagens, mas que serviram mais para conexões do que para marcar algo realmente em cena.

Visualmente o longa trabalhou bem a época com um orfanato grandioso, mas que não foi usado ao máximo, mostrando mais o lado do alojamento dos jovens, mostrando o campo improvisado, e a gráfica aonde os jovens aprendiam o oficio e trabalham para o professor, vemos algumas aulas de matemática do treinador e de inglês de sua esposa, além da moradia aonde passa a viver com sua família, também tivemos muitos jogos em algumas cidades próximas que iam de caminhão, e depois vemos a melhora para um ônibus e melhores uniformes, ou seja, tudo bem simples, com uma fotografia amarelada bem encaixada que acabou resultando em algo bonito de ver até mesmo pela simplicidade.

Enfim, é um longa clássico do estilo esportivo, que envolve bastante e é bem agradável e gostoso de ver, de tal forma que funciona demais dentro da proposta, retrata bem a época e o resultado é perfeito para quem curte tramas do estilo, então fica a dica para se emocionarem e darem o play na plataforma. E é isso pessoal, fico por aqui agora, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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O Demônio dos Mares (The Black Demon)

6/10/2023 02:07:00 AM |

Tem filmes que entregam ideias tão bizarras que você precisa ir conferir já esperando o pior para tentar ao menos não se decepcionar, e só pela ideia da trama do longa "O Demônio dos Mares", que é baseado em uma lenda dos pescadores mexicanos, já fui preparado para ataques malucos, pessoas se arriscando e tudo mais, só não estava pronto para ver uma mistura de trama de conscientização climática e política junto com religiosidade e crença asteca, que juntando tudo acabou virando uma salada tão bagunçada que o tubarão mesmo é quase que um enfeite cênico na trama. Ou seja, dá para passar um tempo vendo o filme, provavelmente será daqueles que vai passar nas madrugadas das TVs abertas, mas se pararmos para analisar friamente tudo o que o filme entrega ainda vamos sair pensando no que realmente o diretor e o roteirista desejavam atingir, pois é muita informação para uma única trama que por base deveria entregar muitas pessoas sendo comidas, alguns desesperos e heroísmos, e nada mais!

O longa mostra o drama de Paul Sturges, um petroleiro que decide levar sua família em uma viagem de férias para a praia, mas o passeio se transforma em um pesadelo quando eles acabam presos em uma plataforma no meio do oceano e são cercados por um tubarão megalodonte com sede de sangue. Para salvar sua família e levar todos de volta para casa em segurança, Paul deve sobreviver a uma batalha sangrenta e enfrentar a fera que fica mais insana a cada minuto.

O mais engraçado é que o diretor Adrian Grunberg fez bons filmes de ação nos últimos anos, então aqui ele poderia ter caprichado mais nas cenas intensas que o resultado impressionaria mais do que ficar tentando trabalhar ideologias e lendas, pois claro que todo o desespero nos atos com a família soaram interessantes e bem desenvolvidos, mas acabou juntando tanta coisa que o resultado geral se perde, e como disse no começo, o principal elemento que é o tubarão gigante acaba apagado. Ou seja, é um filme que faltou o diretor pegar mais a linha e entregar algo de impacto realmente que fosse além de um longa politizado sobre leis ambientais e assinaturas por baixo dos panos, que aí pegaria mais um rumo próprio e funcionaria bem mais, pois mesmo com toda essa bagunça, não é algo ruim de assistir, só não é algo que prometo lembrar amanhã.

Sobre as atuações posso dizer que facilmente Josh Lucas foi explosivo no nível máximo com seu Paul, de forma que em alguns atos até chega a se alterar tanto que algumas veias do seu pescoço parecem que vão estourar, o que não era tão necessário, pois como uma pessoa de elite de um escritório daria para fazer algo menos de peão realmente, mas tem bons atos e consegue chamar atenção ao menos. Da mesma forma, Julio Cesar Cedillo também foi bem intenso com seu Chato, tendo personalidade e imposição, mas também sendo daqueles personagens que entregam algo tão diferente da origem que parecem não ter sido desenvolvidos corretamente no roteiro, o que pesa um pouco. Fernanda Urrejola até tentou ser imponente com sua Ines, fazendo alguns atos mais explosivos e outros mais relevantes, mas da mesma forma que Cedillo, teve atos muito diferentes de personalidade, o que demonstra falha de estilo para algo maior. Os jovens Venus Ariel e Carlos Solórzano até tiveram alguns atos para chamar atenção, mas ficaram bem em segundo plano, com Carlos se impondo um pouco mais dentro da ideia mística da trama, mas nada que chamasse muita atenção. Já os demais personagens aparecem tão pouco que só Jorge A. Jimenez vale algum destaque por ser comido pela metade pelo tubarão, mas só.

Visualmente a trama até tem uma pegada interessante, com uma plataforma petrolífera praticamente destruída, com ambientes abandonados, tudo caindo aos pedaços, algumas comidas vencidas, roupas jogadas, um mar repleto de pedaços de corpos e muito petróleo espalhado, uma vila também praticamente abandonada com pessoas meio que quase no estilo faroeste, e um tubarão gigante que aparece umas três vezes, ou seja, nem dá para vermos os erros computacionais dele, ou seja, a equipe trabalhou muito com vários símbolos de deuses, deu nuances em cima disso com pichações, bonequinhos, estátuas e tudo mais, e esqueceu que o filme era em cima do tubarão.

Enfim, é um filme que até tinha um certo potencial, mas que desandou muito com a forma que foi entregue, e acaba não chamando nem atenção pelas desenvolturas, nem por nada, que como já disse amanhã nem lembrarei direito de ter visto ele, então não tenho como recomendar, mas quem for corajoso até vai falar que o passatempo vale a pena, o que não ocorre com muita firmeza. E é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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