O mundo do cinema só é mágico para nós que estamos fora das telas vendo a magia acontecer na tela, pois para o pessoal que trabalha, e principalmente para os aspirantes a atores que tentam por vagas em tudo quanto é filme, e só conseguem figurações, o dia a dia acaba sendo triste e traumático, e com o longa "A Ilustre Desconhecida" vemos isso com a principal e mais conhecida atriz francesa se desenvolvendo de uma forma bem interessante, aonde a dramaticidade funciona bem, porém acaba sendo tão alongado na tela que mesmo nos emocionando o resultado acaba não impactando o quanto poderia. Ou seja, é daqueles filmes aonde o resultado até chama a atenção, mas talvez com bem menos tempo de tela envolveria mais o público.
A sinopse nos conta que Corinne Maclou é figurante. Ela participa de uma filmagem atrás da outra, na esperança de ser notada e, finalmente, conseguir um papel de verdade. Quando seu caminho se cruza com o de Sandrine Kiberlain e uma relação começa a se formar entre as duas, Corinne espera realizar seu sonho. Mas será que a famosa atriz realmente vai ajudá-la a conquistar seu espaço no meio do cinema?
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A sinopse nos conta que Corinne Maclou é figurante. Ela participa de uma filmagem atrás da outra, na esperança de ser notada e, finalmente, conseguir um papel de verdade. Quando seu caminho se cruza com o de Sandrine Kiberlain e uma relação começa a se formar entre as duas, Corinne espera realizar seu sonho. Mas será que a famosa atriz realmente vai ajudá-la a conquistar seu espaço no meio do cinema?
Confesso que o diretor e roteirista Marc Fitoussi foi bem ousado em colocar Hupert no papel principal ao invés de Kiberlain, pois a maioria do público conhece muito mais a primeira do que a segunda, e a forma como ele brincou com todas as imposições dramáticas foi bem forte, principalmente por mostrar o quanto o mundo glamouroso do cinema é cruel com a maioria dos que não são famosos, de modo que ele até trabalhou bastante com o envolvimento dos bastidores, porém quis mostrar demais na tela, e dessa forma seu filme ficou alongado demais, o que acaba cansando até o fechamento bem colocado.
Quanto das atuações, quem realmente teve um papel sem precisar se interpretar foi Isabelle Huppert com sua Corinne Maclou, de modo que a atriz de múltiplas facetas conseguiu ser marcante do começo ao fim, trabalhando cada momento com trejeitos fortes e muitos sentimentos que talvez pudessem ser menos imponentes, afinal ela é uma figurante "profissional" e não uma atriz propriamente na trama, é isso pesou um pouco no nível de arrogância da personagem, mas ainda assim ela dá show nos momentos que precisaram dela. Quanto as demais, vemos muito da personalidade de cada um, afinal eles estão se interpretando a si mesmos, e tentaram parecer honestos ao menos como fariam em suas filmagens, sendo assim vemos desde Sandrine Kiberlain sendo gentil, mas também se fechando em alguns momentos, Anne Marivin sendo meio que arrogante e desconfiada da protagonista, a diretora Emmanuelle Bercot trabalhando intensamente com seu estilo de direção na tela, e até alguns momentos rápidos de Diane Kruger e Ana Girardot, mas sem ir muito além, assim como os demais participantes.
Visualmente a equipe trabalhou bastante nos sets de filmagem, mostrando as famosas salas de esperas da figuração, as mesas separadas para equipe e os refeitórios, além de mostrar alguns processos criativos durante as filmagens, também tivemos alguns encontros em restaurantes, festas e as casas das protagonistas, tudo de modo bem simples que encaixassem dentro dos contextos da trama, parecendo até que foram filmar em alguns longas em produção para economizar material, mas com isso brincaram com figurinos e boas dinâmicas com os devidos elementos cênicos, tendo como principal o currículo impresso da protagonista, que assim como muitas empresas, o povo do cinema também joga fora!
Enfim, é uma trama bacana para conhecermos um pouco desse mundo dos artistas que sonham em ser atores, mas que vivem tentando entrar no mundo fazendo figuração, tendo agentes ruins e raramente conseguindo ir mais além do que uma rápida fala, além claro de ter boas atuações, mas dava para ser resumido em bem menos tempo de tela, então diria que funciona com ressalvas. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas volto mais tarde com outro texto do Festival de Cinema Francês, afinal temos filmes aos montes para conferir, então abraços e até logo mais.


































