O longa nos conta que sob o contexto da recente queda do Império e, enquanto a Nova República luta para estabelecer as fundações do governo baseadas na luta da Rebelião, o lendário caçador de recompensas Mandaloriano Din Djarin e seu jovem aprendiz Grogu entram em uma missão para achar os esconderijos dos senhores da guerra Imperiais espalhados pela galáxia.
Diria que o diretor e roteirista Jon Favreau já mostrou saber dominar bem as técnicas de captura de movimentos, e aqui como temos muitos bichos feios na tela lutando, atirando e tudo mais, ele conseguiu proporcionar uma trama de ação que funciona bem na tela. Claro que o defeito gigante da Disney moderna é entregar os derivados de suas séries nas telonas sem fazer as devidas apresentações no começo do filme, mas como aqui isso não importou tanto, o resultado acabou fluindo bem, afinal o protagonista mal precisou dialogar muito com os demais personagens, apenas lutando e atirando bastante ao ponto da trama funcionar assim, termos seus cuidados com o pequenino verdinho e vice-versa. Ou seja, é daqueles filmes que até agradam pela formatação que o diretor decidiu seguir, mas nada que quem não for extremamente fã da saga saia da sala feliz e sorridente com toda a dinâmica montada.
Quanto das atuações, poderiam colocar dentro da armadura qualquer ator, pois vemos Pedro Pascal atuando mesmo com seu Mandaloriano em uma única cena, ou seja, apenas gastaram muito com o cachê do ator, pois qualquer um que estivesse disposto a lutar, pular e atirar se daria muito bem ali. Outro grande ator da atualidade, Jeremy Allen White emprestou sua voz para Rotta, o Hutt, e o bichão é o que mais fala na tela, então deu uma boa entonação para que o personagem parecesse imponente na tela. Outro que apareceu apenas em duas cenas foi Martin Scorsese, sim aquele diretor que reclama dos filmes de ação, mas aqui os boletos devem ter pesado e deu sua voz para o bichinho cozinheiro Hugo Durant. Ainda tivemos algumas cenas com Sigourney Weaver fazendo sua Coronel Ward bem colocada como a contratante das missões do protagonista, mas sem grandes momentos chamativos.
Visualmente é o que mais importa na tela, tanto que temos muitos personagens que são criações computacionais, outros animatronicos, e ambientes bem interessantes de alguns planetas, tendo boas lutas, tiros, explosões, um coliseu eletrônico chamativo, cidades tecnológicas, e no palácio dos mandantes tivemos ainda um foço com umas cobronas e bichos esquisitos aonde tudo tenta matar o protagonista. Ah e claro tivemos o pequenino Grogu que entrega ótimas cenas, com movimentos e carisma tão grandioso que a equipe de arte e computação trabalhou bem demais para fazer funcionar.
Enfim, volto a dizer que não sou fã da saga, e menos ainda pensei em conferir a série para me situar, então posso dizer que o longa foi ao menos bacana na tela, dando boa interação e funcionando para quem for sem saber nada, porém quem conhecer mais tudo certamente irá gostar mais. Sendo assim fica a dica como algo bem feito, mas que talvez uma abertura rápida melhor desenvolvida agradaria mais ainda, e assim fica a dica para quem for conferir. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas hoje vou encarar mais um filme, então abraços e até mais tarde.







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