A sinopse nos conta que em um gulag soviético durante a Segunda Guerra Mundial, dois grupos de soldados espanhóis (um franquista, outro republicano) devem aprender a viver juntos se quiserem sobreviver às duras condições de sua prisão.
Diria que o diretor e roteirista Miguel Ángel Vivas foi bem simples nas dinâmicas para que seu filme não ficasse tão complexo dentro da narrativa, pois se ele fosse abordar e contar a história de todos os personagens acabaria indo para muito longe, até mais do que já foi, pois o filme tem 150 minutos e mostra muitas situações entre os personagens e suas conexões, mas segurou a amplitude para o ambiente em si, o que acabou funcionando na tela. O que mais gostei da escolha do diretor foi dele praticamente esquecer a Guerra mesmo, deixando que o foco todo ali no gulag e como as relações entre os diversos grupos presos ali se assemelhavam aos campos nazistas sem terem as mortes só de judeus, mostrando um algo a mais para conhecermos do universo russo da época, e assim ele trabalhou com poucas cores para dar os ares das estações, mas brincou bastante com a essência toda na tela.
Quanto das atuações, posso dizer que todos foram bem intensos em seus papeis, porém o corte de cabelo inicial para todos os personagens acabou me deixando um pouco confuso com alguns personagens muito parecidos, e isso não é algo legal de acontecer, mas com o desenrolar dá para diferenciar e gostar do que cada um fez. A base maior ficou com Miguel Herrán, que a maioria conhece pela série "A Casa de Papel", e que aqui abrilhantou seu Tenente Salgado com uma vivência ampla e cheia de conexões, sendo sutil em algumas dinâmicas e implosivo em outras, mas conseguindo chamar muita atenção e com isso agradando com o que fez na tela. Outro que foi bem colocado no longa foi Arón Piper, que também é mais conhecido pelo seu papel na série "Elite, com seu Capitão Reyes, tendo uma experiência maior no gulag, chamando as dinâmicas de todos ao seu redor com suas imposições, mas sendo direto na conexão com os demais espanhóis, mostrando que o ator teve personalidade para o papel e conseguiu dinamizar tudo para que fosse encaixando dentro das devidas ações na tela. Vale ainda dar destaques para Javier Pereira com seu Padre, Fernando Valdivielso com seu imponente Junqueras, além de Sergey Ufimtzev com seu Nazarov e Dina Tasbulatova com sua Aisulu, mas todos com papeis mais de conexões do que imposições realmente a frente de tudo.
Visualmente o gulag em si lembra demais os campos de concentração que já vimos em muitos outros filmes da Segunda Guerra, com a mesma "receptividade" na entrada, diferenciando mais nas dinâmicas nos alojamentos que aqui como os presos realmente estavam ali para trabalhar pela sua comida, vemos as interações e não tanto as mortes em si, tendo atos nas minas, tendo alguns momentos nas enfermarias e também no aposento do controlador do campo bem mais arrumado, além claro de um concerto montado pelos presos que acaba sendo marcante para uma dinâmica de fuga, ou seja, tudo bem puxado para o cinza pelas cenas mais frias, e o resultado visual funcionando bem assim.
Enfim, é um filme denso, forte e chamativo, que talvez pudesse ter sido mais elaborado para não precisar se alongar tanto, mas ainda assim agrada bastante e mostra esse outro lado da Guerra que não foi muito ainda representado nas telonas. E é isso meus amigos, o filme estreia nessa quinta 21/05 na tela do canal Adrenalina Pura+, que pode ser acessado na maioria das plataformas de streaming, e fica a dica para a conferida, e eu fico por aqui hoje agradecendo o pessoal da Atomica Lab Assessoria e da Adrenalina Pura+ pela cabine, então abraços e até breve com mais textos.







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