A sinopse nos conta que um encontro improvável entre dois brasileiros se transforma em um road movie inusitado. Uma viagem ficcionalizada a partir de um evento factual que se tornou um famoso meme e tomou as redes sociais brasileiras. Humor e tensão expõem um país marcado por desigualdades e estruturas educacionais frágeis, onde os personagens repetem ideologias que mal compreendem, revelando a impossibilidade do diálogo.
Antes de mais nada, nem sabia que o ator Caco Ciocler tinha virado diretor e roteirista, e aqui é o encerramento de sua trilogia política, ou seja, tentarei ver os demais em breve para poder opinar também se sua mão realmente é boa para criar e desenvolver histórias, pois aqui por mais maluco que possa ser, o argumento foi real, tivemos um manifestante se pendurando em um caminhão e indo "embora" da manifestação carregado por algum tempo, que aqui acabou sendo algo meio insano como é dito no final da produção, mas ele abrilhantou tanto com os diálogos construídos, claro entre os personagens e o documentarista que não aparece, e não entre eles mesmos, que tudo flui, tudo é divertido, vemos as ideias até de muitos sobre democracia, sobre o que está bom ou ruim, que no fundo é que ninguém vale nada entre os peixes grandes, vai você não trabalhar pra ver se o seu prato de comida ou da sua família vai encher sozinho, e com essas ideologias bem colocadas, algumas pautas arriscadas, e toda uma desenvoltura simples, porém muito bem feita, o resultado acaba sendo gostoso de acompanhar. Ou seja, é daqueles longas que não são alongados, tendo apenas 70 minutos, que funciona demais na tela, sem cansar, sem arrumar confusões, e principalmente que daria para algum diretor maluco ter filmado mesmo toda a interação, e assim mostrou uma faceta que nem imaginava que o ator tinha, mostrando potencial na função.
Quanto das atuações posso afirmar que foi a escolha certa trabalhar com Marcio Vito em duplo papel como o Caminhoneiro e o Cordeiro Patriota, sem darem seus nomes para não ficar nada evidenciado na tela, mas principalmente colocar como algo mais representativo, e a entrega do ator foi tão bem personalizada em ambas as posições que acabamos nos divertindo nos dois casos, não se irritando com nenhum, nem polarizando a situação como costuma ocorrer, sendo brilhante de essência e de brincadeiras na tela, tendo pegada e mostrando atitude nos trejeitos e dinâmicas, aonde o ator soube sentir o papel e entregar muito, ou seja, se deu muito bem na tela e dominou ambas as situações sem soar falso nem estereotipado.
Visualmente é engraçado de falar do que nos é mostrado na tela, pois só ficamos na cabine do caminhão e do lado de fora com o rapaz preso, sem mais nada a não ser outros carros e o ambiente das árvores, postes e nuvens passando, que muitas das vezes achei até que tinham errado em escurecer e clarear tão rapidamente, mas que acaba sendo explicado no final, e essa essência simples barateou o custo do longa e o resultado acabou sendo algo íntimo e bem feito, que acabou agradando bastante, e o melhor, sem cansar.
Enfim, é um filme bem bacana, que julguei bem mal o livro pela capa, mas que ao conferir acabei gostando mais do que imaginava, sendo daqueles simples e bem feitos que valem a indicação para os amigos conferirem, então fica dessa forma a dica. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje agradecendo o pessoal da Amaia Filmes e da Sinny Assessoria pela cabine, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.







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