Mortal Kombat 2 (Mortal Kombat II)

5/08/2026 12:50:00 AM |

Se tem um estilo de filme que vou conferir sempre esperando bem pouco são as adaptações de jogos de videogame para as telonas, pois na maioria dos casos tentam agradar os fãs ou fazer um filme com cara de filme mesmo, sendo bem poucos os que conseguem juntar tudo em algo satisfatório de se conferir. E se no primeiro longa de 2021 eu gostei bastante do que vi, mas achei muitos defeitos na tela, principalmente analisando como um filme mesmo, de forma que acabei dando uma nota razoável apenas, hoje posso falar que primeiramente "Mortal Kombat 2" trouxe para a telona exatamente tudo o que os fãs reclamaram que faltou no primeiro longa fazendo com que todos que estavam na sala saíssem comentando com um belo sorriso no rosto, e analisando como filme mesmo, tivemos até que uma quantidade considerável de histórias desenvolvidas na tela sem que atrapalhassem as lutas, e mesmo sendo um pouco corrido o resultado final acaba sendo bem interessante de modo geral. Claro que quem não viu o primeiro filme vai boiar lindamente, ficando sem entender muitas coisas, quem é o que, de onde vieram e tudo mais, mas para quem for ver apenas pela violência das lutas, e pelas boas jogadas cômicas, o resultado também deve agradar.

A sinopse é simples e nos diz que agora, irá acompanhar os famosos campeões ao lado do próprio Johnny Cage. Em uma nova disputa entre as forças do Plano Terreno e regime tirânico de Shao Kahn, eles terão que buscar o equilíbrio entre os reinos e viver lutas intensas. Com heróis e antigos rivais sendo obrigados a se unirem, uma batalha sangrenta e decisiva irá determinar o destino de todos os habitantes.

Volto sempre a bater nessa tecla, diretor que faz o primeiro segue na continuação, e pronto Simon McQuoid ouviu toda a base de fãs do jogo, pegou tudo que tinha acertado no primeiro filme e conseguiu fazer aqui exatamente o filme do jogo que quem jogou queria ver, deixando claro de lado histórias e enfeites desnecessários para que as lutas funcionassem muito bem, mas também colocando algumas dinâmicas para entreter e ficar como algo sequencial não apenas jogado. Ou seja, não cheguei a jogar o modo história que foi criado nos últimos jogos mais requintados, mas o que ele colocou em pauta aqui é o básico para que não fosse algo artificial total, mas que convencesse principalmente os fãs e conhecedores do jogo, para que tudo fizesse sentido ali, ou seja novamente quem for esperando uma história realista, cheia de facetas e pensamentos morais, nem entre na sala, pois não é isso o que estamos falando, mas sim algo que faça sentido para o jogo e para um filme de lutas, e dessa forma encheu de efeitos, de personagens diferentes, ambientes que já vimos muitas outras vezes nos jogos, e o resultado funcionou muito bem, sendo algo que não cansa, que é rápido e que agrada.

Em filmes de luta me estressa um pouco falar de atuações, primeiro pela maior parte das cenas serem feitas por dublês, e segundo que tendo pouca história para desenvolver, os personagens apenas acabam virando elos cômicos e/ou fazendo caras e bocas para aparecer, mas aqui hoje quero dar destaque para dois acertos, o primeiro para Karl Urban como Johnny Cage, pois o ator foi icônico em todos seus momentos, e seus trejeitos mais fechados caíram como uma luva para tudo o que precisava entregar, sendo aquele misto de cômico que tenta ser sério e acaba divertindo e que funciona demais; e o segundo vai para Josh Lawson que já tinha feito um Kano perfeito no primeiro filme, e que aqui voltou ainda mais cheio de piadas e sacadas, ao ponto que entregou tudo o que pode do começo ao fim, e agradou demais. O arco principal da trama é focado mais em Adeline Rudolph com sua Kitana, e a atriz até entregou alguns momentos expressivos interessantes, mas não chegou a cativar para que "torcêssemos" para ela, sendo algo meio estranho de ver. Ainda tivemos muitos outros personagens bacanas da franquia, mas mesmo cheios de maquiagem e capacetes, vale dar o destaque para Martyn Ford com seu Shao Kahn pela imponência em suas cenas, e principalmente pelas dinâmicas intensas e divertidas de CJ Bloomfield com seu Baraka, pois foi irreverente num nível que explode na tela.

Visualmente o longa ficou bem próximo aos cenários de lutas que já vimos nos games, mas dando um realismo mais intenso, fazendo mais armadilhas e criando alguns ambientes aonde os personagens poderiam morrer mais do que nas lutas em si, tendo muito fogo, ácido, cidades destruídas e até ambientes com estacas e uma espécie de deserto com muitos ossos, além claro de muita maquiagem e figurinos icônicos que quem jogava vai reconhecer de cara até alguns personagens sem precisarem ser apresentados, e com isso posso dizer que a equipe de arte trabalhou muito bem com a equipe de efeitos especiais e a de computação, criando quase que o jogo na telona, e assim agradando os fãs.

Enfim, não fui conferir esperando algo que eu falasse ser o melhor filme de videogame da vida, mas também não fui esperando uma bomba como acaba acontecendo muitas vezes, e o que posso dizer é que saí muito satisfeito da sessão (até mais do que do primeiro filme) e vi isso também nos comentários do pessoal que estava saindo da sessão, ou seja, funcionou bem e se você curte o estilo pode ir sem medo. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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