Amazon Prime Video - Samaritano (Samaritan)

8/26/2022 09:52:00 PM |

O que dá pegar o ódio vingativo e explosivo de Rambo e as habilidades de luta de Rocky, e ainda dar poderes de super-herói para a mesma pessoa numa cidade em caos dominada pela pobreza e a violência? Se você ficou curioso com toda essa ideia basta dar o play na super-produção da Amazon Prime Video, "Samaritano", que entrega muita ação, cenas de lutas bem intensas e até que uma boa trama do gênero, de forma que não foi nem um longa de origem nem uma finalização de personagem, tendo sido apresentado ambas as partes praticamente juntas, com um resultado que empolga bastante, e que quem curte essa sina de briga entre o bem e o mal vai acabar gostando do que é mostrado. Claro é um herói velho, tem toda a pegada de lições de moral, e tem os vários absurdos clássicos do gênero, mas ver Sylvester Stallone descendo a porrada nos vilões, ver todo o caos atingindo uma cidade dominada pelo ódio da classe trabalhadora que não consegue sobreviver ao desemprego, e assistir um garotinho esperançoso que um super-herói pode mudar tudo, sempre acaba valendo e servindo como um ótimo passatempo, então fica a dica para ir assistir sem esperar muito, que o resultado empolga, e quem sabe resolvam fazer uma continuação, embora não tenham deixado uma brecha específica para isso no final.

A sinopse nos conta Sam Cleary, de treze anos, suspeita que seu misterioso e recluso vizinho Joe Smith é na verdade uma lenda escondida à vista de todos. Vinte anos atrás, o vigilante superpoderoso de Granite City, Samaritano, foi dado como morto após uma batalha de fogo no armazém com seu rival, Nemesis. A maioria acredita que o Samaritano morreu no incêndio, mas alguns na cidade, como Sam, têm esperança de que ele ainda esteja vivo. Com o crime em ascensão e a cidade à beira do caos, Sam assume como missão persuadir seu vizinho a sair do esconderijo para salvar a cidade da ruína.

Se no filme anterior do diretor Julius Avery, "Operação Overlord", eu falei que era um filme de produtor pelo tamanho da produção, aqui ele já me convenceu que esse é seu estilo, de coisas voando, muito fogo com explosões, lutas para todos os lados, dinâmicas sequenciais bem trabalhadas, e claro muitos dublês para o tanto de cenas de ação que coloca, e com um bom texto de Bragi F. Schut, que gosta de tramas bem amarradas, sem pontas soltas e que geram grandes envolvimentos, o resultado foi um personagem que nem sei se existem quadrinhos, mas que funcionou demais com toda a base, com a história inicial bem contada de forma rápida, e toda a dinâmica criada. Ou seja, vemos um filme com tanta expressividade de texto e de dinâmicas de ação, que praticamente nem ligamos para os absurdos que foram colocados (tá, vou reclamar de algo da cena final com todo aquele incêndio monstruoso, o garotinho e o protagonista respirando e vivendo como se nada tivesse acontecendo, sendo que meio foguinho em um apartamento as pessoas já morrem e saem tossindo que nem malucas!), e assim sendo o filme é um passatempo para o público mais robusto digamos assim, que gosta de força bruta, e que não tinha nem como escolher outro protagonista, senão Stallone.

E falar das atuações não tem como sem dar o máximo para Sylvester Stallone, que com seus 76 anos bem distribuídos em músculos e olhares raivosos, conseguiu chamar novamente toda a responsabilidade de um filme para si, fazendo com que seu Joe fosse imponente, com virtudes e defeitos bem trabalhados, com uma força descomunal, e claro fazendo seus trejeitos clássicos bem colocados, que chamam toda a atenção para si, e agrada sem forçar a barra com algo do estilo, ao ponto que aqui dá para acreditar na força, já que é um super-herói, diferente das pancadarias que fazia nos seus outros filmes, ou seja, foi muito bem em tudo, e quem sabe volte para uma continuação, mesmo dando o fechamento que desejava na tela. Após muitas séries, o jovem garoto Javon "Wanna" Walton, que luta boxe desde os 4 anos de idade (então não se surpreenda com seus movimentos!) entrou muito bem na desenvoltura de seu Sam, de forma que chega a ser até irritante a insistência do personagem para com o herói, mas faz atos bem marcantes e consegue entregar boas dinâmicas com os demais atores, criando atos fortes e pedindo um treinamento para a lenda do boxe, ou seja, quem sabe numa continuação o garoto não vire um super-herói? E por fim tenho de falar do sempre imponente Pilou Asbæk, que já tinha agradado bastante o diretor no "Operação Overlord", e aqui seu Cyrus fez o clássico vilão, fazendo maldades, explodindo tudo, partindo pra briga, sequestrando pessoas, e dominando o ambiente com muita força no olhar, agradando demais, e encaixando bons atos do estilo, ou seja, fez o que precisava fazer, e acertou. Quanto aos demais, foram pouco usados, tendo leves destaques para a mãe do garotinho interpretada por Dascha Polanco, para a namorada do vilão que Sophia Tatum fez bons trejeitos, e Jared Odrick e Moises Arias que fizeram alguns dos capangas marcantes do vilão com seus Farshad e Reza, mas tudo bem dando as pontas para que o trio protagonista se destacasse e eles ficassem bem em segundo plano.

Visualmente o longa tem uma boa imposição cênica, colocando Granite City meio como uma Gotham City, aonde a população está em sua maioria desempregada com a crise, vivendo nas ruas, e pronta para o caos, vemos os apartamentos bem simples dos protagonistas numa comunidade quase que abandonada, e vemos o covil do vilão no meio de um ferro-velho, com elementos bem marcantes e que chamam a atenção, tendo claro todo o final com muito fogo sendo bem chamativo, e também o começo da mesma forma, só que com os personagens usando roupas de heróis para contar a história do passado, ou seja, não ousaram tanto em muitas locações, mas conseguiram chamar atenção pelos atos sendo bem executados, e que deram o tom mais escuro e inteligente para que não houvessem falhas nesse quesito.

Enfim, é um filme bem feito do estilo, que certamente vai chamar muita atenção, a galera que é contra as "lacrações" vai ficar bem feliz com o ar parrudo e cheio de testosterona tradicional do herói, e claro a reviravolta de personagem no final foi algo bem interessante dentro do roteiro, que deu toda a linha para agradar a todos e ir por um novo rumo. Então recomendo para quem gosta de filmes de heróis, quem gosta de filme de brucutus, e quem gosta de ação, sendo algo que não é perfeito, mas que funciona bastante, e certamente dá para termos outros do estilo, afinal o diretor já mostrou a que veio em dois filmes, agora é só garantir o dinheiro e sair fazendo. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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