Netflix - Rebel Moon - Parte 1: A Menina do Fogo (Rebel Moon - Part One: A Child of Fire)

12/26/2023 01:32:00 AM |

Ao mesmo tempo que sou um nato reclamador de séries, gosto muito de franquias cinematográficas com muitos filmes, mas desde que ocorra o princípio básico de que todo filme tenha seu começo, meio e final bem determinado, apenas deixando a abertura para uma continuação breve. E eis que o "visionário", como gosta de ser chamado, Zack Snyder, sempre sonhou em ter um Star Wars para ser chamado de seu, antigamente como um possível diretor de algum dos capítulos, mas como almejou algo a mais, eis que resolveu começar uma franquia com a mesma pegada do zero para ser completamente chamada de sua, e não apenas um filme, e conseguindo que a gigante do streaming Netflix caísse na sua graça, chegou a hora do primeiro capítulo decolar e no sentido de ser algo grandioso começou muito bem, pois é um filme imponente, cheio de batalhas intensas de ação, toda uma desenvoltura bem pegada, e um visual computacional brilhante, que tenho apenas uma grande reclamação, que é de o longa ter ficado tão computacional que acabou parecendo mais um jogo de videogame em determinados momentos, mas como isso é algo bem comum em tramas espaciais, diria que a desenvoltura em geral acabou compensando, sendo algo interessante de acompanhar e vivenciar na tela, que talvez daqui muitos anos acabe virando um clássico cult como é a outra franquia estelar, mas para isso vamos ver se vai continuar conquistando mais com explosões do que colocando logo de cara muitos personagens que acabam deixando o público meio perdido com quem é quem!

A sinopse nos conta que uma colônia pacífica à beira da galáxia é ameaçada pelos exércitos de um regente tirânico chamado Balisarius. A misteriosa Kora passa a ser a única esperança de sobrevivência. Desesperados, os colonos enviam a jovem com um passado conturbado para procurar guerreiros de planetas vizinhos e ajudá-los a resistir. Kora reúne um pequeno bando de insurgentes, deslocados, camponeses e órfãos de guerra de vários mundos que têm dois objetivos em comum: redenção e vingança. Enquanto a sombra do reino avança sobre a lua mais improvável de todas, começa a batalha pelo destino de uma galáxia, que depende deste novo exército de heróis improváveis.

Todos sabemos o quanto o diretor e roteirista Zack Snyder é maluco, gosta de coisas grandiosas, e tem como base muitas histórias com muitos personagens, e claro as famosas cenas em slow-motion, então se você for ver qualquer filme dele sem esperar tudo isso, não necessariamente nessa ordem, vai acabar se decepcionando, já do contrário acabará bem feliz, e o longa aqui tem tudo isso e muito mais, mostrando que ele quis algo gigantesco muito mais do que apenas 1, 2, 3 longas, mas sim uma franquia que facilmente não acabará tão cedo, mas que ao menos já conta com duas partes filmadas, uma lançada agora e a outra dia 19 de Abril de 2024, então o que ele trabalhou aqui foi algo que marcasse o público, que conhecesse os ambientes, e claro os principais personagens, tendo idas e vindas bem explicativas, destruições planetárias e toda uma conexão clara com a franquia que o inspirou, afinal é notável pontos e detalhes clássicos que veríamos em qualquer episódio de "Star Wars", só que aqui voltado mais para algo com uma síntese menos introspectiva com referências que apenas eram jogadas e cada um tirava sua conclusão, o que também mostra muito o estilo de Snyder, afinal ele sabe que o público atual não deseja pensar tanto, então que nos dê a diversão fácil, e assim o resultado flui. Claro que como disse no começo ficou tudo um pouco artificial e maluco demais, mas tem estilo e certamente nos próximos capítulos sem precisar apresentar tantos personagens, irá deslanchar de uma forma melhor, então é aguardar e ver no que irá dar!

Quanto das atuações, diria que Sofia Boutella até caiu bem para a personalidade de sua Kora, mas talvez deveria entregar algo mais explosivo para sua personagem como acabou acontecendo na cena de luta, pois vemos as cenas de seu passado como um soldado imponente, vemos depois no final uma luta insana, mas vemos ela num miolo tão tranquila de paz que mesmo estando atrás de guerreiros passa um lado calmo e sereno demais, o que não condiz com tudo, então como protagonista acredito que ela precisaria se impor mais, e vou torcer para que no segundo filme, agora que já explodiu realmente se coloque na frente de tudo. Confesso que achei que logo após a cena que dá tudo errado na vila com seu personagem Gunnar, acreditava que Michiel Huisman fosse ficar apagadíssimo e sumiria de cena, mas não, ele acaba se desenvolvendo mais em outros atos e entregando dois momentos bem marcantes para apenas um agricultor, ou seja, caiu bem no papel e entregou muito em cena. O vilão Atticus Noble que deram para Ed Skrein é imponente, cheio de explosão, e trabalhou de uma forma tão marcante que acaba irritando o público como um bom vilão deve fazer, agora é ver como ele voltará para o segundo capítulo, pois vai querer muita vingança, e já mostrou que sabe incomodar. Ainda tivemos cenas bem imponentes de Charlie Hunnam com seu Kai cheio de atos duplos, Staz Nair com seu Tarak voando com um bichão quase "Como Treinar Seu Dragão", Bae Dona toda imponente com as espadas de sua Nemesis, e até Djimon Hounson cheio de traquejos com seu Titus, mas entre os secundários que mesmo pouco usado chamou atenção foi a voz de Anthony Hopkins com seu robô Jimmy, então veremos como vai rolar com ele depois.

Visualmente o longa é incrível de detalhes, mostrando vários planetas e suas peculiaridades, mostrando agricultura, minério, e muitos outros diferentes, tendo personagens esquisitos e muitos humanoides, alguns robôs, e claro muitas naves, de tal forma que como disse ficou parecendo algo meio com cara de jogo de videogame, mas que mostrou muita técnica e desenvoltura nas batalhas, muitas explosões, tiros e tudo mais, de forma que talvez a imagem tenha ficado assim pelo 4K ser mais robusto e ter melhorado demais tudo, mas que chama a atenção, isso chama bastante.

Enfim, é uma franquia que terá muitos percalços pela frente, afinal apenas começou agora, mas que acredito muito no potencial, afinal o diretor mesmo sendo completamente maluco, não rasga dinheiro com facilidade, e a proposta é algo bem diferente mesmo que com uma referência clara em outra franquia de sucesso, então é esperar ver o que vai acontecer pela frente, mas já adianto que particularmente mesmo não me apaixonando pelo que vi, acabei gostando bastante e acredito que muitos também irão entrar por completo na ideia, então fica a dica, e eu fico por aqui deixando meus abraços para todos.


Leia Mais

Os Três Mosqueteiros: Milady (Les trois mousquetaires: Milady) (The Three Musketeers - Part II: Milady)

12/23/2023 07:31:00 PM |

Tenho uma ideia peculiar que todo segundo filme de algo pensado como uma trilogia acaba se arrastando para não explodir tudo na tela de uma vez, de tal forma que o resultado da segunda parte de "Os Três Mosqueteiros - Milady" até trabalha bem toda a intensidade dramática que foi começada em março, mas não atinge grandes ápices como aconteceu com o primeiro filme, trabalhando agora a batalha mais efetivamente com grandes nuances e claro com muita personalidade entre os dois protagonistas. Ou seja, continuo afirmando que essa versão completa é muito mais imponente que todas as demais já feitas, seguindo muito mais o livro original, e claro com todo o estilo que as obras francesas sabem entregar, de tal forma que o filme tem classe, não corre para ser marcante, e consegue se desenvolver bem, mas finaliza deixando aberto para uma continuação, então veremos o que rola, pois esses dois foram filmados juntos, enquanto o próximo ainda deverá ser filmado para sabermos o que vai acontecer.

No filme, D’Artagnan é forçado a se aliar à misteriosa Milady após Constance ser sequestrada bem diante de seus olhos, sem ser capaz de fazer nada para impedir. Junto a Athos, Porthos e Aramis, o jovem mosqueteiro enfrentará alguns segredos obscuros que podem balançar velhas alianças e desencadear uma grande guerra.

Diria que o diretor Martin Bourboulon trabalhou tão bem com "Os Três Mosqueteiros: D'Artagnan", usando bem toda a ideia do livro clássico de Alexandre Dumas, que fui conferir essa segunda parte esperando até algo a mais, e como sempre digo, esse é um grande problema, pois acaba sendo mais difícil atingir a expectativa criada, mas ele deu um tom aqui mais dramático do que de aventura como foi o primeiro, de modo que sem precisar apresentar os personagens, o desenrolar ficou bem mais pegado entre tudo. Ou seja, ficou claro que como foi filmado junto as duas partes, aqui ele usou para segurar a dinâmica, que poderia até ir mais além, mas ao menos não desapontou.

Quanto das atuações, François Civil seguiu bem imponente com seu D'Artagnan desesperado atrás de seu amor, mostrando um estilo que sabemos bem que ele tem, com um ar sedutor e carismático para convencer o público de suas metas, e assim sendo entrega tudo com boas dinâmicas e agrada na tela. Embora o nome do filme leve o subtítulo de sua personagem, Eva Green aparece até que bem pouco com sua Milady, de modo que vemos bem toda a arquitetura de seu plano, vemos bons atos de luta dela, bons trejeitos e intenções, de modo que dava para ela ousar mais, mas não desapontou no que fez. Ainda tivemos atos bem colocados de Lyna Khoudri com sua Constance mais fechados no final, toda uma desenvoltura imponente de Vincent Cassel com seu Athos, e claro todos os gracejos de Pio Marmaï com seu Porthos, tendo ainda Romain Duris com seu Aramis um pouco apagado demais nessa etapa, enquanto Louis Garrel com seu Louis XIII e Vicky Krieps com sua Anne d'Autriche apenas colocaram a cara em poucos momentos, tivemos ainda Jacob Fortune-Lloyd bem colocado com seu Duque de Buckingham, Eric Ruf chamativo com seu Cardeal Richelieu e até mesmo Marc Barbé com seu Capitão Treville apareceram mais como conexões do que com atos chamativos, então diria que o filme ficou bem mais nos protagonistas e deixou os demais em segundo plano.

Visualmente o longa teve muita classe de época, com figurinos, cavalos, armas de fogo e espadas clássicas, vemos castelos chamativos e toda a desenvoltura das forças, de marcações com fogo, e assim sendo a equipe de arte mostrou bem seu serviço.

Enfim, diria que poderiam ter ido bem mais além, sendo apenas o resto de um primeiro filme muito bom, mas funcionou bastante e talvez ao chegar a próxima parte ver tudo por completo, pois o resultado vai agradar com certeza. Então fica a dica para ver tudo por completo, e eu fico por aqui hoje, então abraços e até breve com mais dicas!!


Leia Mais

Amazon Prime Video - Saltburn

12/23/2023 01:29:00 AM |

Não sei o que eu esperava ver em "Saltburn", mas confesso que fui surpreendido com a forma de fechamento dos atos finais, pois a trama tinha um lado que iria para um rumo bem posicionado, mas acabou indo para outro totalmente inesperado, e com isso chega a ser impressionante de ver, mesmo com os exageros desnecessários da cena de fechamento, que combinou muito com a música, mas não era preciso o protagonista balançando suas partes íntimas. Dito isso, o longa tem uma pegada de mistério e drama bem colocada que vai se desenvolvendo a cada momento com algo ainda mais complexo, de tal forma que o protagonista que inicialmente parecia apenas um jovem apaixonado muda completamente de personalidade durante o decorrer, e mostra um trabalho de atuação bem intenso do protagonista, aonde seus atos e atitudes vão chocando com o fechamento, e a reviravolta completa de tudo é daquelas que marca e chama muita atenção. Ou seja, não digo que seja um filme fácil, não digo que seja um filme para todos, mas que tem um estilo que certamente quem conferir irá gostar mesmo que não chame tanto sua atenção no começo, pois tudo começa a pegar fogo mesmo do miolo para frente.

A trama se passa nos anos 2000 e acompanha o estudante universitário Oliver Quick, que tem dificuldades para se encaixar na Universidade de Oxford. Após conhecer Felix Catton, Oliver é imediatamente atraído pelo mundo aristocrático do jovem - que o convida para passar uma temporada na casa de sua família. Mas o que começa como uma amizade aparentemente inocente logo escalona para uma crescente obsessão.

Depois do estouro que a diretora e roteirista Emerald Fennell teve 3 anos atrás com sua estreia como diretor em "Bela Vingança", todos ficaram bem curiosos como ela se sairia em seu segundo trabalho, e se lá ela foi mais concisa nas ideias, indo direto por um fluxo, aqui ela optou por manipular tanto os personagens quanto o público com toda a desenvoltura do protagonista, de modo que quem tiver lido um pouco mais sobre o filme nem vai se chocar com alguns atos, mas quem for conferir sem saber de nada acabará impactado com alguns momentos mais fortes. Ou seja, já podemos dizer que o estilo da diretora é de boas reviravoltas e de fazer com que o público se apegue ao personagem principal para também odiá-lo com uma certa facilidade, e essa desenvoltura acaba sendo bem elegante de ver na tela, mostrando que vai continuar chamando atenção tanto do público quanto dos votantes de premiações, afinal já começa o ano com algumas boas indicações.

Quanto das atuações, diria que Barry Keoghan cada dia dá um salto maior na sua forma de interpretar, de tal maneira que não se contenta com algo simples de trejeitos, e aqui seu Oliver começa de maneira sutil, parecendo um tímido estudante deslocado, mas vai se entremeando com tudo, vai mudando conforme a trama vai pedindo e quando vemos seus atos finais praticamente já chocados com tudo, vemos ele se jogar por completo e mostrar que desde o ato mais singelo como o do pagamento de bebidas já estava todo marcado pelas fichas de sua mente, ou seja, o personagem era forte, e o ator mais ainda. Não consigo enxergar como o povo se apaixona fácil por Jacob Elordi, pois o ator até tem personalidade e trejeitos sedutores, mas suas atuações são sempre secas e iguais, sem tanta desenvoltura e estilo, de tal forma que seu Felix parece mais um jovem mimado e facilmente influenciável que já vimos em tantos outros filmes e ele nem tenta ir para outros rumos, o que é uma pena, pois tem feito um filme atrás do outro e certamente uma hora vai pegar um papel bem bom que não chamará tanta atenção. Os demais jovens até tem propostas interessantes e chamam atenção, valendo leves destaques para Alison Oliver com sua Venetia também mimada ao extremo, Archie Madekwe com um Farleigh invejoso e cínico, e até Carey Mulligan que no filme de ontem estava esplêndida aqui entregou uma Pamela fútil e estranha de ver, de tal forma que vale mais a experiência dos mais velhos que chamaram tudo para si com Rosamund Pike brilhante com sua Elspeth cheia de traquejos, Richard E. Grant com seu Sir James todo requintado e direto, e até mesmo Paul Rhys conseguiu aparecer bem com seu Duncan estranho e durão, ou seja, um elenco que seguiu bem as ordens da diretora e chamou atenção nos devidos momentos.

No contexto visual o longa inicia mostrando alguns quartos e salas de uma universidade, várias cenas em bares e logo depois já trabalha bem um castelo luxuosíssimo dentro de uma propriedade que serviu reis do passado e tem muitos detalhes em cada ambiente mostrado, trabalharam com festas bem marcantes, figurinos de gala para todos os jantares, enterros tradicionais bem encaixados, e claro muitas elementos e alegorias intencionais para fazer com que cada elo tivesse boas conexões. Ou seja, é um filme aonde as nuances se desenvolvem bem com cada momento, tendo vários destaques e atos chocantes para realmente marcar presença.

Enfim, é um filme que tem uma pegada bem mais artística, mas que muitos irão curtir todo o lado misterioso e intrigante que o protagonista desenvolve na tela, claro que já aviso de antemão que temos algumas cenas com partes íntimas bem a mostra, então se você tem vergonha de que cheguem no seu quarto ou sala e vejam, escolha melhores horários, e volto a dizer que daria para fazer elas completamente de outra forma, mas foi opção da diretora, então fazer o que. Fica a dica para conferida pela ótima atuação e claro por ser um filme que veremos aparecer em muitas premiações, então deem o play. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


Leia Mais

Netflix - Maestro

12/22/2023 12:26:00 AM |

Já disse muitas vezes que Bradley Cooper entregava algo exagerado demais para todos os seus papeis, e por vezes isso recaia de não funcionar como deveria realmente, mas esse seu exagero finalmente foi recompensado, pois "Maestro" pedia exatamente esse estilo de atuação, de direção e de produção, de tal forma que sem pensar duas vezes posso elencar como o melhor filme da carreira dele, e acho que será difícil ele conseguir se superar com o que fez aqui, pois a trama tem nuances tão bem encaixadas, atuações brilhantes e orquestradas (em todos os sentidos), uma maquiagem/cabelo perfeitos de tal maneira que se você pegar o filme no meio do caminho sem saber quem é o ator, irá ficar sem saber quem é ele, pois está irreconhecível, fora a emoção e a desenvoltura perfeita que teve uma cadência marcante e cheia de vida. Ou seja, posso estar errado, mas se ele não levar seu Oscar agora não leva nunca mais, seja como ator, diretor ou produtor, pois é de longe o seu filme mais completo e que só não diria que é perfeito por termos algumas cenas exageradamente paradas para dar mais emoção, e isso numa noite pós-trabalho acaba sendo cansativo de ver, mas aí entra algo que não é pensado na venda de um longa-metragem, e falando em venda, mesmo a trama sendo exageradamente artística ela tem um peso comercial tão bem trabalhado que certamente não vai deixar a distribuidora/produtora Netflix triste com o resultado, então pare tudo o que está fazendo e dê o play, que vai valer a pena.

O longa conta a história real da vida e carreira do compositor, músico e pianista Leonard Bernstein, responsável pela composição da trilha sonora de musicais aclamados da Broadway, como West Side Story, Peter Pan e Candice. Natural da cidade de Lawrence, Massachusetts, nos Estados Unidos, Bernstein ocupou o cargo de principal condutor da Orquestra Filarmônica de Nova York durante 18 anos, e se consagrou como um dos músicos mais importantes dos Estados Unidos. A produção também mostra sua complexa relação com a atriz de TV e teatro Felicia Montealegre, que se iniciou quando os dois se conheceram em uma festa, em 1946, passando pelo primeiro noivado do casal - que foi desmanchado - até chegar ao seu casamento de, ao todo, vinte e cinco anos de duração, que trouxe três filhos ao casal.

E como já falei no começo, como diretor Bradley Cooper soube pegar uma história de vida bem trabalhada aonde ele e Josh Singer montaram um belo roteiro, que muitos até podem falar que o olhar da trama foca mais em Felicia do que em Leonard, mas vejo como uma conexão conjunta bem estruturada, aonde vemos a paixão de ambos e claro as desenvolturas de Leonard com seu outro lado, e o melhor, sem ficar forçado, pois não era essa a pegada da trama, então vemos muita emoção nas traições, vemos muita emoção na doença, e principalmente vemos muita emoção sendo passada nos concertos e na forma de ensinar do personagem, pois ele foi belo de sentido em tudo o que passou, não deixou que a emoção fosse apenas uma segurança abstrata por ali, e mais do que isso deixou que o conteúdo artístico não sobrepusesse o comercial também, sendo uma biografia que qualquer um que sequer tenha ouvido uma obra de Bernstein, que não tenha a cultura comum de ouvir uma orquestra, ou principalmente que não tenha flerte com o estilo de vida do compositor conseguisse assistir e se envolver com tudo, e isso sim é cinema para todos como costumo dizer, e mais do que isso, é um longa fácil de ser premiado, pois tem tudo o que os votantes das premiações gosta, então é aguardar e ver o que vai rolar, pois volto a dizer, a trama tem assinatura de mestres do cinema (Scorsese e Spielberg por trás de tudo), então será visto por todos.

Costumo sempre dizer que atuar e dirigir é algo que raramente dá certo, pois uma coisa acaba ficando boa e a outra desanda, mas aqui brilhantemente Bradley Cooper deu tanta personalidade para seu Leonard Bernstein que junto de uma maquiagem incrível (que alguns reclamaram do nariz logo que saíram as primeiras fotos, mas que comparado com a foto original do músico ficou na medida) você ficará procurando cadê o Bradley Cooper que conhecemos, estando irreconhecível o ator, mas sim muito semelhante ao músico, e seus gestuais, seu porte, sua vontade nas cenas, tudo com uma precisão cênica merecedora de olhares e prêmios, ao ponto que chega a surpreender demais em cada ato melhor que o outro, fora a diferença intensa dos atos jovem e depois adulto, ou seja, deu show nas duas funções. E não por menos ficou Carey Mulligan com sua Felicia Montealegre, pois entregou emoção nos olhares e na personificação de uma mulher forte, apaixonada, mas também serena de quem era seu marido, de modo que a atriz trabalhou tanto sua atuação que não tem como não se envolver com ela e se emocionar com seus atos, sendo também um de seus melhores trabalhos. Quanto aos demais, diria que a maioria apenas deu conexões com os protagonistas, tendo leves destaques para os trejeitos bem marcados de Matt Bomer com seu David Oppenheim e principalmente Maya Hawke como Jamie Bernstein a filha mais velha do músico.

Visualmente o longa é um luxo completo tendo a juventude e o começo do músico todo com uma fotografia em preto e branco por vezes pensei que ficaria algo desnecessário, mas a equipe de arte soube passar muito simbolismo em todos os elementos, na sua primeira regência de uma grande orquestra, seu envolvimento com os demais personagens e tudo com muitas sombras e nuances em algo primoroso de ver, depois tivemos todo o segundo ato já em sua maturidade e velhice com maquiagens precisas, mostrando festas, sua casa riquíssima, a conexão com a filha e tudo muito bem passado na tela sem florear muito, mas sendo bem encaixado, tendo o ato mais imponente numa igreja com uma orquestra incrível e tudo muito bem representado ali na tela, além de alguns atos no hospital e na recuperação da esposa após a retirada do seio com câncer.

Enfim, é um filme riquíssimo em todos os sentidos, sendo uma biografia muito bem trabalhada na tela aonde você sente a presença da atuação, da direção e da produção, valendo cada minuto de tela, e falando em tempo, diria que os 129 minutos foram muito bem usados, principalmente para dar as devidas nuances emocionais, mas que recomendo ver sem estar muito cansado para aproveitar melhor tudo, pois vale a pena. E é isso pessoal, agora é esperar para ver se realmente vai explodir nas premiações do começo do ano, afinal já chega com 4 indicações ao Globo de Ouro e 8 indicações ao Critics Choice, o que já é um grande feito. Eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.

PS: Até pensei em tirar um ponto da nota por ter cansado um pouco no miolo, mas vi que o cansaço era meu e não do filme, então vou manter a nota máxima já que não tenho notas quebradas e um ponto seria muito para ele.


Leia Mais

Aquaman 2: O Reino Perdido em Imax 3D (Aquaman and The Lost Kingdom)

12/21/2023 12:31:00 AM |

É muito engraçado como um filme que é muito esperado pode ser visto na telona, pois duvido quem não tenha lido qualquer coisa em diversos milhões de sites falando que "Aquaman 2: O Reino Perdido" era uma bomba imensa, que já tinham feito uma tonelada de sessões testes e nem com mil recortes conseguiriam entregar algo decente, outros mil faziam campanha para que Amber Heard fosse cortada do filme, e muitas outras coisas, e dessa forma fui para a sessão esperando o básico: que fosse um bom longa de super-herói com boas cenas de ação e efeitos interessantes por estar sendo vendido como algo filmado em Imax 3D, e acabei recebendo um longa bem divertido (até exagerado nesse sentido cômico) com uma boa intensidade, que não fica de enrolação, entregando novos e bons personagens, e ainda dando toda uma nuance climática bem marcada que acaba chamando atenção também. Ou seja, passa bem longe de ser um filme que você aplauda no final, que saia gritando mundo afora que é o melhor da DC, mas que não chega também nem perto de toda a bomba que haviam cantado durante vários meses, então vá conferir como um bom passatempo e sairá satisfeito com o que verá.

A sinopse nos conta que tendo falhado em derrotar Aquaman pela primeira vez, Arraia Negra, ainda movido pela necessidade de vingar a morte de seu pai, não vai parar até derrubar Aquaman de uma vez por todas. Desta vez, Arraia Negra está mais formidável do que nunca, empunhando o poder do mítico Tridente Negro, que desencadeia uma força antiga e malévola. Para derrotá-lo, Aquaman recorrerá a seu irmão preso Orm, o ex-rei da Atlântida, para forjar uma aliança improvável. Juntos, eles devem deixar de lado suas diferenças para proteger seu reino e salvar a família de Aquaman, e o mundo, da destruição irreversível.

Sou suspeito para falar de James Wan, afinal considero ele como um dos melhores diretores dos anos 2000, e realmente com todos os textos que vinha lendo sobre o filme estava com muito medo dele estar queimando sua carreira consolidada com algo que não fosse bom ao menos, mas como já escrevi em outros textos e discussões, #EmWanEuConfio, e ele não desapontou com o resultado final entregue, pois mesmo que tenha saído bastante da sua zona de conforto com um roteiro exageradamente cômico, ele conseguiu trazer nuances fortes e densas para alguns bons momentos do filme, e principalmente fazendo muita coisa embaixo da água, contando com personagens diferentes, muita luta corpo a corpo e armas bem imponentes, ou seja, ele conseguiu fazer com que o filme funcionasse para fechar bem o elo do famoso "Snyderverso" que acabou não decolando como era esperado. Claro que o filme tem falhas, tem alguns pontos que o diretor poderia ter melhorado para impactar mais, poderia ter colocado mais violência para que o filme não ficasse tão "família", mas essa não era a proposta, então entregou bem uma sessão da tarde, e será curtido dessa forma por quem for conferir sem esperar muito dele.

Quanto das atuações, em filmes desse estilo o que queremos ver é toda a explosão de personagem, e Jason Momoa se divertiu demais com seu Aquaman/Arthur Curry, sendo notável isso na tela, e claro que como roteirista também do longa ele se jogou por inteiro, fez trejeitos e interações com todos, bateu aos montes, montou e tudo mais, de tal forma que chega a ser até gostoso ver como ele estava gostando de fazer seu papel, ou seja, é uma pena que não vão utilizá-lo mais no novo Universo da DC, pois ele fez com gosto o personagem. Patrick Wilson é daqueles atores que tem uma certa imposição cênica em seus atos, de tal forma que seu Orm é muito certinho, muito regrado, e o ator até tentou se jogar em uma ou outra cena de luta, mas não parece ser muito o que queria estar fazendo, não sendo ruim, mas não pareceu confortável em cena. Yahya Abdul-Mateen II teve muita personalidade para fazer com que seu Arraia Negra ficasse ainda mais imponente do que no primeiro filme, e conseguiu chamar muita atenção na tela, criando dinâmicas fortes, lutando com muito impacto, e claro impostando sua voz nos atos mais incorporados pelo demônio do tridente, ou seja, trabalhou muito bem com tudo o que precisava para chamar atenção. Amber Heard teve muitas cenas bem trabalhadas com sua Mera, mas não teve o destaque que poderia para chamar mais atenção, de forma que Nicole Kidman foi mais usada com sua Atlanna de forma que Mera se mostrou muito forte, com poderes bem colocados e Atlanna usou mais o senso de emoção e discurso, o que acabou sendo interessante de ver. Ainda tivemos bons atos com Randall Park com seu Dr. Shin e Jani Zhao como Raia, mas valeria dar um bom destaque para todos os nove bebês usados para fazer o filho do protagonista, que teve bons atos de carisma, mas como não sei qual foi usado nos atos que mais gostei, vou apenas falar que o bebê foi muito bem em cena.

Visualmente não tem nem como negar, o longa é 99,9% computacional, de modo que acho que até a casa de Tom Curry não é uma locação existente no Havaí, mas isso não é algo que importe, pois mostraram cenas bem imponentes de batalhas, túneis, naves e barcos bem marcantes, toda uma fábrica tóxica poluente para superaquecer o mundo (acho que isso realmente existe, já que tá um calor monstro cada dia maior!), e claro muitos cabelos voando e detalhes bem interessantes de efeitos tecnológicos que acabaram chamando ainda mais atenção na sala Imax em 3D, aliás as cenas da floresta pareciam emprestadas de "Avatar" pela beleza e cores, e que claro colocaram alguns momentos de coisas saindo para fora da tela com boa proximidade para os amantes do estilo, então fica a dica.

Enfim, volto a dizer que fui conferir esperando algo muito ruim, e saí feliz com o resultado, de tal forma que muita coisa poderia ser melhorada, poderiam ter desenvolvido um pouco mais os conselhos atlantes, poderiam ter feito mais cenas na floresta e na usina tóxica, mas estaria pedindo algo que acabaria se alongando demais, então recoloco ele como um bom passatempo de fechamento de um Universo que foi idealizado lá trás e teve muitos percalços pelo caminho, que até funcionou para alguns, mas que muitos odiaram, então fica a dica para não ir esperando muita coisa que acabará feliz com o resultado. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


Leia Mais

AppleTV+ - Plano em Família (The Family Plan)

12/19/2023 10:37:00 PM |

Costumo dizer que sou extremamente chato com comédias, tanto que se for olhar a fundo a quantidade de filmes desse estilo que dou play nos streamings é quase mínimo, e somente quando realmente parecer bom o suficiente, senão pulo fora com toda certeza, já nos cinemas, como ainda tenho minha meta de conferir tudo o que sair por lá, não tem jeito, mas por incrível que pareça há um tempo atrás vi o trailer de "Plano em Família" numa sessão de cinema, nem lembro qual filme era, e foi uma única vez, depois sumindo, então quando ganhei 30 dias grátis com o voucher que a AppleTV+ deu na CCBR desse ano, inclusive para quem não estava por lá, vi que a trama estrearia diretamente na plataforma no dia 15/12, e claro que antes de pausar mais uma vez meu plano por lá resolvi dar o play nele. E antes que venham me atirar pedras, fico somente os dias gratuitos sempre na AppleTV+ por raramente estrearem filmes lá, sim os que saem são sempre muito bons, mas a plataforma lança 1 filme por mês e 10 séries, então para minha pessoa não compensa pagar, já quem gosta de séries, fica a dica pois tem algumas bem interessantes. Explicações dadas, vamos voltar ao filme, que já tinha caído na minha graça quando vi o trailer, e hoje posso dizer que entrega exatamente o que o trailer prometeu, uma comédia de ação familiar do melhor estilo, cheio de tiros, porradas, ação e claro sacadas cômicas em família que realmente fazem gargalhar, ou seja, se me fez rir, certamente vai fazer muitos rirem. Claro que o longa passa longe de ser incrível, mas é uma tremenda produção do estilo, com boas cenas que funcionam bastante, e que facilmente passaria na sessão da tarde quase todo domingo na TV, então aproveitem os vários códigos que sempre tem de um mês grátis, e bom play!

Na trama, vemos que Dan Morgan é um marido dedicado e pai de três filhos que adora sua tranquila vida suburbana e sua carreira como vendedor de carros. Mas por trás de toda essa persona pacata e comum, Dan esconde um passado chocante: ele já foi um assassino de elite para o governo dos Estados Unidos. Acreditando ter deixado tudo isso para trás, ele é surpreendido por antigos inimigos, que o encontram e ameaçam o bem estar de toda sua família. Para protegê-los, Dan reúne todos em sua minivan e inventa uma viagem inesperada para Las Vegas.

Olha, nem sei se vi o último filme mesmo que o diretor Simon Cellan Jones fez, pois desde 2000 que foi seu último trabalho no cinema está fazendo apenas séries, ou seja, não sei realmente qual seu estilo, mas posso dizer que o que fez aqui com o roteiro de David Coggeshall - que é muito mais conhecido pelos roteiros de terror que faz, e que agora resolveu ir para um lado mais família light e claro cheio de tiros, facas e socos - foi algo muito bem trabalhado, com sacadas bem encaixadas tanto na desenvoltura do protagonista, quanto com as boas risadas e o carisma do bebê, quanto com as nuances entregues ao juntar boas músicas e desenrolares de ação. Ou seja, ele pegou algo que facilmente parecia jogado e bobo e deu um upgrade, claro que com um orçamento bem reforçado da Apple (que obviamente faz a propaganda de seus celulares na cena de meio dos créditos!), e transformou em algo que funciona bem, que tem um estilo bem colocado, só ficou um pouco morno nas atuações do protagonista, pois sabemos que Mark Wahlberg já fez muitos filmes como agente especial, e aqui não foi tão empolgante como outrora.

E como comecei a falar dele, vou seguir dizendo que Mark Wahlberg até teve alguns atos de boa desenvoltura com seu Dan, mas em diversos momentos parecia cansado em cena, parecendo que não estava curtindo como o papel pedia, e isso ficou um pouco estranho, mas nos atos que precisou botar banca entregou bem como devia fazer e até agradou, só que como costumo falar, poderia ter ido bem mais além, pois ele sabe fazer isso. Já bem ao contrário, Michelle Monaghan trabalhou sua Jessica com desenvoltura, se jogou por completo e entregou atos tão bem colocados como mãe, quanto como ex-aluna de faculdade, e até como uma decatleta nos atos finais, lutando e fazendo tudo que precisava para chamar atenção e agradar bastante. Os jovens Van Crosby e Zoe Colletti também trabalharam de uma forma simples, mas bem colocada os seus Kyle e Nina, com o jovem até fazendo piada com seu próprio nome e mostrando um pouco mais do mundo dos e-sports. Claro que os capangas entregaram boas cenas de dublês de ação, se entregaram com muita desenvoltura em acrobacias, socos, tiros e tudo mais, nem mesmo o chefão vivido por Ciarán Hinds conseguiu ir muito além com seu McCaffrey, valendo um leve destaque para as habilidades de Maggie Q com sua Gwen e só. Mas não poderia deixar de dar o destaque máximo para Iliana e Vienna Norris que fizeram o bebê Max com risadas e sorrisos tão incríveis que fazem valer o filme com a diversão que entregaram em suas cenas.

Visualmente a trama foi muito bem produzida, entregando desde um road-movie de Buffalo até Las Vegas, numa viagem de carro bem cheia de cenas de impacto, passando por paisagens diferentes e tudo mais, até chegar nos principais hotéis e cassinos na cidade com muita interação e atividades de tiro e correria, mostrando um cassino desativado aonde rolaram os atos finais, as cenas do mercado no começo bem encaixadas e tudo mais que acabaram sendo entregues com boas sacadas dentro da minivan e claro com algo sem tanta tecnologia envolvida, para mostrar algo bem familiar.

Como disse no começo a trama brincou muito com as canções sendo usadas para complementar cada momento, desde canções clássicas de viagens familiares até canções com mais ação, mas sem dúvida a sacada de usar Enya para despistar os atos de tiro foi algo brilhante e muito bem colocado.

Enfim, é um filme que não é perfeito com toda certeza, mas que diverte e empolga como uma boa comédia de ação deve ser, então deixo ele como dica para todos que gostam darem o play na AppleTV+. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


Leia Mais

Quem Fizer Ganha (Next Goal Wins)

12/17/2023 11:41:00 PM |

Quem me acompanha por aqui sabe que gosto bastante de longas esportivos, geralmente por entregar casos de superação que acabam emocionando, e claro também por mostrar os perrengues até conseguir chegar no objetivo, pois mesmo sabendo como tudo vai se desenrolar, entro no clima e me divirto bastante. E fui conferir o longa "Quem Fizer Ganha" bem esperançoso de ser algo extremamente divertido e bem maluco, afinal é baseado na história real do treinador contratado pela Samoa Americana após perder para a Austrália por 31x0 nas Eliminatórias da Copa do Mundo em 2001, e também dirigido por Taika Waititi que sempre entrega tramas com muita irreverência, porém o longa ficou bem no básico, sendo trabalhado de um modo simples na tela, com poucos atos inspiradores, mas que funciona como algo representativo da cultura do país não ser algo tão voltado para o futebol realmente, mas que com força de vontade conseguiu jogar e claro dar uma nova vida para um treinador em crise. Claro que o filme poderia ser muito mais imponente, mas o resultado é interessante e agradável, então quem for sem muitas expectativas acabará curtindo o que verá.

O longa traz a história do time de futebol da Samoa Americana que sofreu a pior derrota da história da Copa do Mundo, perdendo para a Austrália por 31 a 0 em 2001. Com a Copa do Mundo de 2014 se aproximando, um treinador rebelde e sem sorte é recrutado para ajudar a mudar o destino do time. Agora, o técnico precisa superar todo o impacto cultural sentido ao chegar na pacata Ilha do Pacífico e o drama de sua decadente carreira para levar a seleção nacional a conquistar seu principal objetivo: marcar o primeiro gol de sua história.

Gosto bastante do estilo de direção de Taika Waititi, e aqui ele soube deixar bem a trama com a sua cara, sendo algo dinâmico e bem colocado, com atos bem trabalhados numa comicidade mais sutil, e procurando manter o mais original possível da história para que o filme não fugisse para algo ainda mais maluco, porém aí é que entra o peso que faltou para o filme ter um charme a mais, essa desenvoltura ficcional que se não for bem colocada deixa a trama morna demais, e aqui a trama tinha tudo para ir muito mais além, só que o diretor optou pelo básico e o resultado acaba sendo interessante para conhecer um pouco mais dos motivos que levou o time a tomar essa goleada, e claro um pouco da cultura do país (bem pouco para falar a verdade), mas que faltou futebol, faltou interação esportiva, e claro, comicidade.

Quanto das atuações, Michael Fassbender deu boas nuances para seu Thomas Rongen, colocando bem o estilão meio explosivo dele, criando atos bem marcados e direcionados, ao ponto que convenceu bastante com o que fez, e foi sincero no olhar técnico e na desenvoltura escolhida, e o melhor é que ao final vemos o verdadeiro Thomas e ele ficou bem parecido até nas atitudes. Oscar Knightley trabalhou seu Tavita com um estilo bem diferente, cheio de personalidade, com mil profissões e sendo até engraçado de ver alguns de seus trejeitos na tela. Ainda tivemos muitos outros personagens icônicos no time, alguns mais chamativos, outros menos, mas sem dúvida o destaque recaiu para Kaimana que fez sua Jaiyah bem imponente e representativa, afinal foi o primeiro jogador transgênero a disputar uma eliminatória de copa do mundo, ou seja, foi bem marcante suas cenas na tela.

No contexto visual a trama foi bem simbólica, mostrando um campo simples, casas simples, e até um programa de TV bem simples do país, alguns treinamentos, alguns atos em praias e na igreja, mostrando alguns almoços coletivos das famílias, e claro a rixa entre os times da Samoa Americana com Tonga, sendo algo bem bacana de ver, mas sem grandes nuances.

Enfim, diria que é um filme leve e gostoso para conhecer mais sobre o que aconteceu nessa época, não sendo algo que você vá falar que marcou sua vida, que riu para valer, mas que funcionou dentro do que se propôs a fazer, então fica a dica para a conferida. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


Leia Mais

A Viagem Encantada (Щелкунчик и волшебная флейта) (Shchelkunchik i volshebnaya fleyta) (The Nutcracker and the Magic Flute)

12/17/2023 05:12:00 PM |

Venho dizendo já faz algum tempo que as animações russas andam entregando muita intensidade visual em suas obras, de forma que acabam brilhando em estilo e chamando muita atenção do público alvo infantil, porém faltam ainda histórias que emocionem como deve realmente. Dessa forma hoje vi em "A Viagem Encantada" uma obra bem simbólica de estilo, contando com personagens bonitos de textura e tridimensionalidade, porém sem carisma algum para emocionar como deveria, de forma que a entrega acaba parecendo artificial até mesmo nas canções. Ou seja, é daqueles filmes que não vão muito longe e não conquistam como deveria, mesmo sendo bonitos de essência.

A trama acompanha a história de Marie, uma garota que faz um desejo para ficar do mesmo tamanho que seu querido boneco quebra-nozes. Porém, ela acaba se surpreendendo com a inesperada descoberta de que o brinquedo é, na verdade, um príncipe de verdade que foi vítima de um terrível feitiço que o transformou em boneco - e, agora, os dois devem se unir e viajar até a Terra das Flores para salvar o mundo contra um grupo de ratos.

Diria que o diretor Viktor Glukhushin até trabalhou bem o roteiro de Vasily Rovenskiy, que já trouxe muitas obras suas para cá, mas precisava ter feito com que a história e os personagens fluíssem melhor na tela ao invés de apenas contar a trama, de tal forma que até os bichinhos bobos que seriam o ponto cômico da trama acabam simbólicos demais no envolvimento completo da história. Ou seja, não é algo ruim de ver, mas fica no ar aquela emoção mais chamativa que os estúdios procuram colocar no estilo, não empolgando e nem cativando como deveria, o que é uma pena, pois visualmente tudo é bem bonito na tela.

E como já falei que os personagens não entregam nenhum carisma, diria que a protagonista Marie até tenta ser mais simbólica, mas é muito morna de estilo, sendo daquelas até esquecíveis demais, ou seja, nem dá vontade de torcer por ela. Da mesma forma o príncipe soldadinho Georg tem personalidade e estilo, mas falharam em não colocar alguém mais forte e imponente na tela. Os vilões soaram artificiais de estilo, nem causando muito na tela, sendo até meio bobos de se ver, e assim sendo esquecíveis também, já os bichos de pelúcia que acompanham os protagonistas acabam sendo engraçados de ver, mas nada que chamasse muita atenção.

Visualmente como disse no começo, o longa é impecável, sendo belíssimo de texturas e cheio de nuances, mostrando porões, cozinhas, castelos, cachoeiras, entre festas e escadarias tão bem colocadas que chegam a ser tridimensionais sem óculos, com ambientes voando e tudo mais, ou seja, poderiam ter colocado com a tecnologia que chamaria ainda mais atenção.

Enfim, é uma animação que até vale como um bom passatempo para os pequenos, mas não espere muito dela senão a chance de se desapontar é bem alta. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas já vou conferir meu 400° filme desse ano na sequência, então volto mais tarde com o texto dele, deixo vocês com meus abraços por enquanto e até logo mais.


Leia Mais

A Maldição do Queen Mary (Haunting of the Queen Mary)

12/17/2023 02:24:00 AM |

Costumo dizer que para um bom terror funcionar ele não precisa entregar muita história, mas que ao menos convença o público do pouco que irá contar na tela, mas alguns diretores gostam de criar vértices e desenvolver um pouco mais tudo para que a trama ganhe um contexto mais realista e por vezes as assombrações/espíritos marquem um pouco mais, e com isso acabam se perdendo no meio do caminho não conseguindo atingir algo que ficasse realmente marcante. E infelizmente o longa "A Maldição do Queen Mary" é um desses exemplares que tentam trabalhar tantas vertentes de uma história, misturando passado, presente, incorporações e desenvolvimentos que quando chegamos na metade do filme ficamos pensando realmente aonde eles estavam tentando chegar, e no final até vemos que a ideia em si funcionou, mas que é tudo tão confuso que só quem realmente não piscar e entrar de cabeça na ideia do longa irá entender toda a base para se convencer de tudo o que acontece. Ou seja, é um filme que tem uma proposta simples interessante, mas que bagunça tanto dentro da forma entregue que acaba parecendo bem mais complicado do que realmente é.

A sinopse nos conta que quando os fotógrafos Anne e Patrick são trazidos a bordo do navio com seu filho Lukas, eles desencadeiam uma série de eventos que entrelaçam sua família com o passado sombrio do navio. À medida que o terror se desenrola à sua volta, eles começam a perceber que há mais neste suntuoso transatlântico do que aparenta: o seu legado notável que mascara segredos violentos.

Diria que o diretor e roteirista Gary Shore exagerou um pouco no desenvolvimento de sua história, pois a trama em si tinha tudo para ser um bom terror de incorporações de espíritos de diferentes épocas, mas acabou tentando misturar criação de livro, história do navio e tudo mais com personagens tão soltos que o resultado fluiu para rumos que acabam mais confundindo o público do que mostrando algo que soasse marcante. Ou seja, acabamos vendo um filme tão complexo de ideias que você vai acabar se perguntando várias vezes se está entendendo a ideia que o diretor tinha para tudo, e isso não é bom, pois mesmo que soasse abstrato alguns elementos, o resultado precisaria fazer um pouco de sentido, e não é isso o que ocorre.

Quanto das atuações, Alice Eve até tentou segurar bem a personalidade de sua Anne, desenvolvendo atos meio que desesperados mistos com alguns atos de descrença, de tal forma que parece ser interessante, mas como a todo momento vamos para o passado e voltando para o presente, acabamos ficando confusos com o que ela deseja entregar realmente, mas ao menos não desaponta com o que faz em cena. Dorian Lough trabalhou bem seu Bittner, sendo direto e com uma personalidade bem forte, que inicialmente parece meio estranha, mas que mais próximo ao final acaba fazendo bastante sentido, e assim o ator mostrou a que veio na trama. Ainda tivemos atos bem tensos de Wil Coban bem marcante com seu David Ratch, colocando muita imponência expressiva sem precisar tirar sua máscara, mas fazendo uma matança com classe e estilo dentro do navio. E claro ainda vale a menção para Wesley Alfvin e Florrie Wilkinson como Fred Astaire e a garotinha Jackie numa cena de sapateado bem encaixada e marcante de ser vista na tela.

Visualmente confesso que as cenas dentro do navio foram muito bem feitas, afinal gravaram muitas cenas dentro do verdadeiro navio para ter uma representatividade maior, mas a equipe de fotografia não ajudou a equipe de arte ter seu trabalho valorizado, pois fizeram um longa escuro demais, aonde você até fica esperando alguns jump scares, masque felizmente não fizeram tanto o uso dessa técnica, ou seja, vemos que tiveram bons trabalhos com figurinos de época, fantasias bem trabalhadas para uma noite de Halloween e até momentos bem intensos com muito sangue, mas quem for conferir vai precisar se esforçar bastante para enxergar tudo com alguma nitidez mais considerável.

Enfim, é um filme que talvez com alguns ajustes seria um terror bem tenso envolvendo épocas e incorporações de espíritos e assombrações, mas que não conseguiu chegar num ápice que marcasse e chamasse realmente a atenção, ou seja, acabou ficando bem mediano para ruim, o que é uma pena. E é isso pessoal, fico por aqui hoje, e volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


Leia Mais

Netflix - A Fuga das Galinhas: A Ameaça Dos Nuggets (Chicken Run: Dawn of the Nugget)

12/16/2023 08:11:00 PM |

Acredito que nos próximos anos veremos muitos filmes que fizeram sucesso ganhando continuações ou refilmagens, afinal as ideias novas andam dando muitos conflitos, então sempre é bom voltar para a segurança de um sucesso e dar um novo tom. Claro que toda continuação trará muitas comparações com o original, principalmente quando foi algo que marcou uma época, e sem dúvida existe a Aardman antes e depois de "A Fuga das Galinhas" de 2000, que abrilhantou os cinemas mundo afora, e agora com a Netflix comprando os direitos veremos ainda outros frutos da companhia nas telas de nossas TVs, afinal a parceria aparentemente foi bem boa. Então o que tenho a dizer sobre "A Fuga das Galinhas: A Ameaça dos Nuggets"? Que é uma entrega bem divertida, com boas sacadas, e principalmente brincando com o modo inverso, de não fugir e sim invadir uma grande instalação, e brincar com as ideias de comida rápida, de liberdade versus felicidade, além de terem conseguido muitos dos dubladores originais na versão nacional para que voltassem com suas vozes aqui, ou seja, é quase voltar 23 anos atrás e se divertir da mesma forma. Claro que dava para terem trabalhado ainda mais na ilha para mostrar mais da vida delas lá, mas acredito que isso acabará virando algum tipo de série dentro da plataforma, afinal amam esse estilo novelesco por lá, mas deixaram claro uma possível continuação para breve com o final entregue, então vamos aguardar.

O filme original acompanhou um bando de galinhas que decidem escapar da fazenda em que vivem contra sua vontade, comandada por uma dupla de maus proprietários. No novo longa a adorável galinha Ginger, que conseguiu escapar da fazenda no primeiro longa, agora leva uma vida pacífica em uma bela ilha que serve de refúgio para todas as suas amigas galinhas. E seu final feliz parece ainda mais perfeito quando ela e seu companheiro, Rocky, chocam uma adorável avezinha chamada Molly. Porém, uma nova - e ainda mais terrível - ameaça surge para abalar as vidas de Ginger e suas amigas.

Um único adendo que gostaria de ter visto é que o longa tivesse sido comandado pelos diretores do original Peter Lord e Nick Park, pois já tinham toda a desenvoltura de seus personagens e sabiam exatamente aonde seguir para que sua trama tivesse vida própria, mas Sam Fell, que fez o brilhante "Paranorman" em 2012, conseguiu pegar o roteiro de Karey Kirkpatrick que também trabalhou no original e dar nuances bem encaixadas, sacadas bem colocadas e brincar com toda a situação inicial de uma criança muito semelhante à mãe, ansiosa por liberdade, querendo conhecer o mundo, e não podendo com a mãe lhe amarrando suas patinhas, de tal forma que o longa teve um lado brincalhão bem misturado com uma pegada que tentou ser séria, mas que não ficou muito explícita na tela, sendo que não vai além. Ou seja, ele até tentou dar uma pegada em alguns âmbitos, mas logo percebeu que não era o melhor caminho, deixando o filme livre para divertir e seguir, que até tem um miolo rápido, mas que dava para florear mais para agradar melhor.

Quanto das galinhas, ops dos personagens, foi uma grata surpresa ouvir ainda a voz de Miriam Ficher dentro da personalidade de sua Ginger, que não envelheceu nem um ano em todo esse tempo, e claro mostrou como uma mãe bem cautelosa com sua cria, botando seus planos em ação e se jogando para cima de tudo numa briga frenética bem encaixada nos atos finais. A pequena Molly foi bem carismática e se conectou demais com Frizzle dentro da granja que pareceu bem um mundo mágico e feliz, tendo boas interações e sabendo bem se virar sozinha. Ainda tivemos claro o galo Rocky bem atrapalhado, mas cheio de boa vontade, os ratinhos Nick e Fetcher com suas trocas, aqui ajudando mais na missão do que apenas vendendo seus equipamentos, e todos os demais muito bem conectados, sendo uma trama ampla que embora seja simples vai agradar a todos.

Visualmente se no primeiro filme era bem notável toda a técnica de stop-motion com todos os personagens em massinha vivendo num cenário bem detalhado, aqui ficou bem claro que usaram muita computação, mas não atrapalhou em nada, sendo até mais intenso nos atos internos da granja, mas com um cuidado bem trabalhado para mostrar muita tecnologia (algumas nem tanto como a leitura ocular! rss), mas tendo uma ilha bem cheia de elementos, muitos robôs e claro todos os artifícios de um plano bem inusitado que funciona e diverte bastante bem ao estilo "Missão Impossível" de ser, ou seja, a equipe de arte trabalhou muito para que tudo tivesse estilo e agradasse na tela.

Enfim, é um filme que vai divertir toda a família, que é bem gostoso de ver, mas que por ser um fã do original acabei esperando um pouco a mais do que entregaram, e assim fiquei um pouco decepcionado com o aceleramento para entregar tudo, e o não desenvolvimento de personagens como aconteceu no passado, mas que ainda assim ficou bacana de conferir. E é isso pessoal, deixo a recomendação claro para que todos vejam, e volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


Leia Mais

O Malvado - Horror No Natal (The Mean One)

12/16/2023 02:11:00 AM |

Confesso que não sou nem o maior apreciador de longas natalinos, muito menos um grande amante de filmes de terror do estilo slasher mais bizarro propriamente dito, mas tinha ficado bem interessado na proposta do longa "O Malvado - Horror No Natal", e mesmo não vindo para a cidade nos cinemas, estreando claro nas capitais e algumas outras cidades, o pessoal da A2 Filmes mandou uma cabine de imprensa para que eu conferisse, e olha... a entrega do longa é completamente bizarra, mas bem divertida de acompanhar, de forma que quem gosta desse gênero de terror mais tosco, com pedaços de pessoas voando para todos os lados, de forma que acho que até classifiquei ele erroneamente, pois está mais puxado para o gore do que para o slasher, afinal o monstro tem "um motivo" para sair matando quem quer que balance um sininho ou qualquer outra coisa natalina, e não sair matando aleatoriamente, e dessa forma o bicho é insano, fazendo triturado de pessoas de tudo quanto é forma, sendo bem imponente nesse sentido. Claro que a história em si é boba, e os demais personagens são tão bobos que merecem ser comidos pelo bicho, mas o conteúdo completo acaba sendo bem interessante, não sendo o melhor do meu gosto pessoal, mas que muitos vão curtir, isso é fato.

A sinopse nos conta que em uma pacata cidade montanhosa, Cindy tem seus pais assassinados e seu Natal roubado por uma figura verde sedenta de sangue em um traje vermelho de Papai Noel – uma espécie de Grinch, da lenda natalina da literatura. Mas quando a voraz criatura que odeia o Natal começa a aterrorizar a cidade e ameaça arruinar o feriado, ela encontra um novo propósito - prender e matar o monstro.

Claro que o diretor e roteirista Steven LaMorte quis dar uma pegada bem diferente para o seu monstro assassino, usando até um pouco de coisas fora de senso total, mas como a ideia foi brincar com o personagem e com as mortes bem ousadas que são entregues, o resultado acaba chamando muita atenção, tendo sua desenvoltura e intensidade, de forma que mesmo quem não é tão fã do estilo propriamente dito acabará entrando no clima tosco da produção, sendo algo meio próximo de outros filmes do estilo, como "Terrifier", mas contando com a pegada natalina, de alguém que não curte a data e acaba atacando quem queira festejar. Ou seja, muitos andam reclamando do filme na internet, mas com toda certeza foram conferir achando ser mais uma versão de "O Grinch" de Dr. Seuss, mas não espere isso, senão a chance de reclamar de tudo é bem alta.

E já que falei em "Terrifier", o ator David Howard Thornton que fez o palhaço protagonista assassino lá, vem agora como o bichão verde Malvado aqui, entregando claro seus trejeitos bem marcados e mortes feitas da melhor forma possível, que acaba sendo por vezes engraçada, mas também bem encaixada, o que acaba agradando dentro da trama. A jovem Krystle Martin acabou soando um pouco forçada demais com sua Cindy, de modo que acaba inicialmente sendo pacata demais e assustada demais, mas depois acaba virando quase uma guerreira ninja treinando em tão pouco tempo que não convence com tudo o que faz. Ainda tivemos o policial jovem que entrega ares apaixonados rapidamente de cara que Chase Mullins acaba desenvolvendo, e o policial já antigo que de cara se nota que está envolvido com a prefeita, ambos feitos por Erik Baker e Amy Schumacher, que até tentam entregar alguns trejeitos, mas nada que seja surpreendentes suficiente na trama, ao ponto que torcemos para serem comidos logo.

Visualmente a trama também tem um estilo meio que exagerado, com mortes bem estraçalhadas e estranhas, mas que dão o show para o filme com tripas voando, pessoas sendo trituradas e tudo mais que você possa imaginar, e claro nos atos de luta/armas a jovem e o cara que parece o Papai Noel atacam com coisas bem intensas e interessantes de ver, dando um tom ainda mais bizarro para tudo.

Enfim, é daqueles filmes que muitos vão odiar, outros vão gostar bastante da entrega, mas que entrega o que se propõe a fazer, e assim sendo acaba sendo bacana de ver. Claro que volto a frisar para não ir conferir esperando um longa natalino tradicional ou um terror bem montadinho com algum suspense, pois não é essa a ideia, mas foi até melhor do que eu esperava ver, valendo a recomendação com essas ressalvas. E é isso pessoal, fico por aqui hoje mais uma vez agradecendo o pessoal da A2 Filmes, e volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.


Leia Mais

Puan

12/15/2023 01:02:00 AM |

Sem dúvida alguma sou um amante do cinema argentino, gosto de ver as perspectivas que acabam fluindo para várias vertentes e possibilidades, mas assim como outros países, costumam aparecer algumas obras que entregam dinâmicas que parecem mais estranhas do que interessantes suficientemente para agradar um ou outro tipo de público. Mas qual o motivo de ter começado o texto de "Puan" dessa forma? Diria que fui com muita sede ao pote, esperando um filme mais intenso dentro das situações, que mostrasse uma vertente politizada bem encaixada da filosofia dentro de faculdades, da vida das pessoas, e claro das mudanças estruturais que entender aonde tudo se encaixa nesse mundo maluco atual, aonde algumas pessoas veem oportunidades e acabam permeando tudo dentro dessas ideologias, porém o filme acaba sendo meio que cômico demais em alguns momentos, aberto demais em outros, não fluindo com um ritmo agradável que chamasse mais atenção e nem os grandes atores conseguiram mostrar muito mais sobre tudo, resultando em um filme que não é algo ruim de ver, mas que facilmente daria para ser muito melhor, e que diferente de muitos outros longas argentinos, muitos irão se perder na ideia toda e acabar desgostando do resultado.

Na trama, um professor de filosofia está prestes a conquistar o cargo que almeja há anos, mas um concorrente pela vaga acaba afetando seus planos. Após a morte repentina de seu mentor, Marcelo Pena está pronto para preencher a cadeira de professor titular de Filosofia da Universidade de Buenos Aires. Mesmo sendo a aparente escolha certeira para a função, seus esforços de anos podem ser em vão, porque tudo muda com o retorno de Rafael Sujarchuk, seu colega mais atraente e carismático.

Os diretores e roteiristas María Alché e Benjamín Naishtat até desenvolveram bem os últimos atos e deram algumas nuances bem fortes do modo como a filosofia atua na vida pública, mas diria que o miolo acabou se perdendo demais, tendo atos sem grande vitalidade, e algumas dinâmicas até que cansativas demais no contexto geral. Claro que a pegada do filme até tem um certo atrativo mais pegado, e usaram a personalidade de um ator chamativo para vender ele, pois seu personagem é quase um enfeite técnico, mas ao menos o resultado geral funciona dentro de uma proposta e acaba sendo interessante ver tudo.

Quanto das atuações, Marcelo Subiotto deu um ar meio carrancudo para seu Marcelo Pena, entregando um professor que sempre foi muito regrado e fechado dentro do seu estilo, sendo até engraçado seus atos mais cômicos por não combinar nem com o ator nem com o personagem, parecendo uma forçada de barra para parecer desconfortável ali, mas ao final quando começa a mudar um pouco suas virtudes se entrega melhor e agrada mais. Como falei no parágrafo acima, Leonardo Sbaraglia só foi usado para vender o filme, pois seu Rafael Sujarchuk aparece em três ou quatro cenas, com meia dúzia de frases, mas sem mostrar seu potencial artístico que sabemos que faz sempre muito bem, de forma que nem precisou ir muito além, e também não desapontou com o que fez, só que poderia ter tido algo maior. Quanto aos demais personagens, a maioria é bem secundário, sem se entregar para algo que chamasse muita atenção, e assim sendo vale destacar só alguns pequenos momentos de Zulema Galperín com sua Amelia e Alejandra Flechner com sua Doris, mas nada que fosse memorável.

Visualmente o longa mostra algumas cenas numa faculdade, algumas instalações na rua em frente a faculdade nos atos finais, algumas aulas na casa de uma senhora idosa, uma festa simples na casa da esposa do professor que morreu com pessoas fazendo vaquinha enquanto o recém chegado rico chega com vinhos caríssimos, e vemos a festa na casa da idosa, ou seja, tudo bem simples, porém bem representativo.

Enfim, é um filme que tem seu estilo, tem uma proposta de mostrar o conflitivo mundo da filosofia e seus usos, mas que dava para ter sido um outro filme, com uma outra pegada mais marcante, ou seja, é daqueles filmes que alguns vão amar, e outros vão ficar sem entender o que queriam dizer com a trama, de forma que fico bem na dúvida de indicar ele, mas que afirmo não ser algo ruim de ver, só poderia ter sido um pouco mais dinâmico que me cansei com ele. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


Leia Mais

La Chimera (La Chimère)

12/13/2023 01:20:00 AM |

Confesso que diminui bastante minhas idas para conferir filmes artísticos demais, e a Mostra Internacional de São Paulo tem essa pegada maior, de forma que fiquei bem receoso em ir conferir hoje o primeiro filme da Itinerância que chegou na cidade, e dito e feito, "La Chimera" é daqueles filmes que levam nada a quase lugar algum, que dava para ser resolvidos em bem menos tempo, e que certamente alguns vão se apaixonar falando que é algo maravilhoso, introspectivo, que fala da vida remexendo com a morte, e muitos outros blá blá blás. Ou seja, quem me conhece um pouco viu na minha cara que não curti o que assisti, que passei os 130 minutos me mexendo o tempo inteiro na poltrona para não pegar no sono, e que sinceramente não conseguiu me cativar de forma alguma com nada da trama, mas se você curte esse estilo de tramas mais fechadas talvez até veja algo a mais no longa.

A sinopse nos conta que todos têm a sua própria Quimera, algo que buscam, mas nunca conseguem encontrar. Para uma gangue de ladrões de antigos objetos funerários e maravilhas arqueológicas, a Quimera significa o desejo pelo dinheiro fácil. Para Arthur, a Quimera se parece com a mulher que ele perdeu, Beniamina.

Diria que a diretora e roteirista Alice Rohrwacher quis desenvolver demais o seu roteiro e acabou se perdendo no que tinha para entregar de forma que na metade do filme a trama já não tinha muitos rumos para acontecer e acabou se arrastando até um final bem jogado que até se conecta bem com o começo, mas que se perdeu por completo com tudo o que foi mostrado durante todo o filme. Acredito que se o filme acabasse com ele jogando a cabeça fora ficaria perfeito tanto no tempo quanto na conexão com todo o filme, mas como não sou o roteirista, o jeito foi aguentar até o final.

Quanto das atuações Josh O'Connor até segurou bem o estilo de seu Arthur, mas é um personagem monótono e sem muita vida, parecendo quase estar realmente morto durante todo o longa, mas acredito que não era bem essa ideia e acabou não chamando atenção como um protagonista deve fazer. É engraçado ver a brasileira Carol Duarte com sua Italia num longa italiano, pois de cara não dava para imaginar sua nacionalidade, mas quando começa a mandar ver no português entrega até mais personalidade para o papel, chamando até atenção demais que não sei se era a opção do filme, o que não incomoda, mas talvez pudesse ter ido por outros rumos. Quanto aos demais, todos tentaram dar mais abertura para o protagonista, de modo que Vincenzo Nemolato com seu Pirro acaba sendo o amigo empolgado com os roubos, Isabella Rossellini com sua Flora entrega a ex-sogra apaixonada pelo genro, Lou Roy-Lecollinet com sua Melodie mostra a assistente que está pronta para olhar tudo, e claro Alba Rohrwacher com sua Spartaco fez atos mais diretos e com isso conseguiu chamar um pouco de atenção nos seus momentos, mas como apareceu só duas vezes não pode ir muito além.

Visualmente o longa trabalhou com uma cenografia meio estranha, afinal revirar túmulos não é algo comum, mas ficou algo meio estranho com o protagonista caçando as tumbas com um galho de árvore, tivemos um FIAT 147 ninja que praticamente voava baixo, algumas casas meio que abandonadas e jogadas, parecendo realmente que tudo estava bem morto, ou seja, dava para terem trabalhado um pouco mais com tudo para ter as devidas nuances.

Enfim, é um filme extremamente cansativo, que raspei de não dormir ou desistir por vários momentos, sendo que dava para facilmente ser mais enxuto, e assim sendo não é algo que recomendo para ninguém, mesmo sabendo que muitos gostam desse estilo mais reflexivo, mas já vi outros filmes nessa mesma pegada mais envolventes. E é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais dicas, então abraços e até logo mais.


Leia Mais

Amazon Prime Video - Silver e o Livro dos Sonhos (Silber Und Das Buch Der Träume) (Silver and The Book of Dreams)

12/11/2023 11:36:00 PM |

Já vi muitos dramas e filmes de guerra alemães, mas não me lembro de ter visto alguma trama de fantasia do país, e hoje fui bem surpreendido com a entrega de "Silver e o Livro dos Sonhos", que estreou esse final de semana na Amazon Prime Video, e entrega algo não tão próximo de "A Origem", mas que brinca com a ideia de invadir o sonho alheio e desenvolver coisas por lá, só que ao invés de roubos, aqui temos realização dos sonhos e dos pesadelos através de magia oculta em um livro, e claro toda uma aventura para saber como evitar que os pesadelos virem realidade também. Diria que o longa consegue prender bastante a atenção, e funciona bastante dentro da proposta fantasiosa, tendo toda uma cenografia bem interessante e personagens jovens bem dispostos a entregar personalidade para seus atos. Ou seja, não é daqueles filmes que você vai falar nossa que obra de arte, mas que funciona bem e agrada como um bom passatempo que até dava para dar uma refinada para melhorar mais e convencer mais de algumas coisas, mas que me agradou até bem mais do que eu esperava dele.

A sinopse nos conta que quando Liv se muda para Londres, ela conhece o misterioso Henry e seu grupo de amigos, que a levam para o fascinante mundo das viagens dos sonhos. Ela e seu novo grupo de sonhadores realizam um ritual para tornar seu maior sonho em realidade, mas isso exige um grande sacrifício. 

Diria que a diretora Helena Hufnagel foi bem corajosa para adaptar o livro best-seller de Kerstin Gier, pois não é uma obra fácil, tendo diversos ambientes diferenciados e um tom dramático que se fosse mal trabalhado com atores inexperientes acabaria ficando bem sem nexo, mas felizmente isso não ocorreu, pois sua trama acabou tendo uma desenvoltura gostosa, trabalhando bem a dramaticidade e até mesmo o mini-romance acabou funcionando, de tal forma que vemos algo dinâmico cheio de nuances, e principalmente cheio de ambientes diferentes, afinal os sonhos de todos eram bem complexos e amplos, que acabaram funcionando demais. Ou seja, a diretora encontrou uma forma interessante de amarrar tudo com tantas nuances, que quem olhar de relance acreditará que está vendo até uma produção gigantesca britânica/americana, mas que feito na Alemanha conseguiu ser chamativo e ter um bom atrativo para o público de todas as idades.

Quanto das atuações, diria que ela conseguiu um elenco bem disposto a se jogar na produção, de modo que Jana McKinnon soube segurar bem a profundidade de sua personagem Liv, trabalhando bem cada nuance da personagem como alguém direta e que não se segura, cheia de dinâmicas e bem disposta a desvendar como se salvar de qualquer maneira, e claro que ficamos esperando ela fazer o que aprendeu, sendo algo bem chamativo e que funcionou bastante na tela. O jovem Rhys Mannion de cara já entrega a possibilidade de romance, de forma que seu Henry tem bons olhares e soube ser enfático no seu desejo para conquistar a moça, chamando bem a atenção e agradando com seus atos. Théo Augier Bonaventure até trabalhou bem seu Grayson, mas pareceu meio eufórico/explosivo demais com seus trejeitos, de modo que não convence muito em seus atos, mas não foi ruim, só poderia ser mais calmo. Ainda tivemos muitos outros bons personagens, valendo um rápido destaque para Josephine Blazier com sua Anabel completamente maluca e explosiva e Riva Krymalowski com sua Mia meio simples de expressões, mas com uma boa conexão com a protagonista.

Agora sem dúvida o show da trama ficou por conta do visual, com o corredor dos sonhos bem planejado com várias portas e estilos, cada um determinando uma pessoa, com a "chave" sendo algo do sonhador, trabalhando alegorias e ambientes bem diferentes e intensos, com muito mais brilho e desenvoltura cênica do que a vida real, trabalhando bem todo o lado dos raios chamando o pesadelo, e brincando com cores, texturas e calores de luzes, ou seja, um trabalho bem amplo da equipe de arte para ninguém botar defeito no que fizeram.

Enfim, é um filme bem trabalhado com uma ideia simples e dinâmica, que vai funcionar como um bom passatempo para quem gosta de tramas mistas para jovens, mas que não se prende a detalhes deixando florear bem ideias e claro sonhos, de modo que quem der o play sem esperar nada vai encontrar um bom filme, já o pessoal que leu o livro anda reclamando pela internet afora já que o filme mudou muita coisa, mas isso é o básico da maioria dos filmes, então releve e veja que vai valer a pena. E é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


Leia Mais

Feriado Sangrento (Thanksgiving)

12/10/2023 11:16:00 PM |

Não me considero um fã do estilo terror gore, mas gosto de algumas tramas que tenham boas sacadas violentas, e que não force a barra com ideias jogadas, e lembro até hoje o trailer fake que teve em "Grindhouse" que ficava me perguntando se não sairia o filme, afinal tinha um bom estilo, e eis que agora 16 anos depois surge algo que se derem corda para o diretor Eli Roth facilmente vira uma franquia para vários outros filmes, afinal deram o start em algo bem intenso, com mortes fortes bem colocadas, e todo um trabalho difícil de descobrir quem era o assassino, mas que facilmente poderia existir outros interessados ali, então quem sabe uma continuação em breve deva surgir. Claro que é um filme para quem gosta bastante do estilo, pois tem uma pegada forte bem encaixada e um mistério bem colocado para ficarmos chutando algumas possibilidades do assassino, mas quem for um pouco fraco vai achar bem exagerada as mortes, e isso é algo que quem queria ver algo do estilo não irá reclamar.

A trama se passa em uma cidade dos Estados Unidos onde surgiu o feriado de Ação de Graças. Após uma confusão durante a Black Friday terminar em tragédia, a população passa a ser aterrorizada por um serial killer misterioso. Com vítimas aleatórias e sem qualquer tipo de conexão aparente, o assassino parece não ter um plano - mas não demora até que os moradores descubram que, na verdade, tudo faz parte de uma trama macabra.

Diria que o diretor e roteirista Eli Roth é daqueles malucos que o estilo permite, aonde você fica imaginando se é alguém normal para pensar em histórias tão violentas, mas isso para o estilo é genial, pois ele sabe segurar seu estilo do começo ao fim na trama, não deixando que o longa desandasse ou caísse para rumos bobos como muitos outros se deixam levar. Ou seja, ele colocou como foco algo misterioso, mas cheio de mortes fortes e brincou bastante com seus personagens, de modo que tudo ali parece exagerado, mas ele soube ir até o ponto aceitável da situação, e o resultado acabou ficando genial e com tantas nuances que acabamos querendo mais, então vamos torcer para que ele traga muito mais, afinal sobrou muita gente viva ainda no longa, e isso não acontece na maioria dos filmes de terror.

Quanto das atuações, diria que Nell Verlaque trabalhou sua Jessica no estilo tradicional de mocinhas de filmes de terror, que corre bastante, que grita e que sempre está no lugar errado e na hora errada, de modo que entrega uma boa personagem e agrada dentro do estilo, sem ir muito além, mas sendo funcional. Patrick Dempsey trabalhou seu Xerife Eric Newlon com uma boa postura, fez alguns trejeitos bem expressivos nos atos iniciais, e conduziu bem todas as suas cenas ao ponto de não ser nem muito explosivo, mas também não ficar jogado no longa. Milo Manheim chegou com tudo nesse ano, e no Brasil nessa semana, afinal esteve no longa que vi ontem "Jornada Para Belém" cantando e dançando, e hoje trabalhou seu Ryan de uma maneira bem interessante de aparecer e desaparecer em cenas chaves, ao ponto que acabamos duvidando bastante da índole de seu personagem, e costumo dizer que esse estilo é o que mais funciona numa trama desse porte, ou seja, foi muito bem no que fez. Ainda tivemos bons atos com Jalen Thomas Brooks com seu Bobby meio que exagerado de trejeitos, mas bem colocado também como possível suspeito, e criando boas nuances chamou atenção com o que tinha para fazer, Rick Hoffman com seu Thomas Wright ficou bem estranho sempre com um sorrisão meio forçado, mas sendo o dono do mercado tinha de ser alegre assim mesmo, e sem me alongar muito vou dar mais um destaque para Karen Cliche com sua Kathleen, mas não pelo que fez enquanto viva, mas sim pela forma que foi servida na mesa, que chamou muita atenção, os demais fizeram tradicionais gritos e desesperos, e foram bem dramáticos em suas mortes, o que agrada bastante na trama, e o mais engraçado foi o jeito que o diretor gravou o longa, colocando vários atores como assassino para não entregar a verdadeira identidade do personagem que estaria nos atos finais da trama, e isso funcionou bastante.

Visualmente a trama foi perfeita com os efeitos de maquiagem e cenografia, tendo já no início o caos no mercado com uma multidão pisoteando os demais, cortando pedaços e saindo literalmente na porrada para conseguir alguns eletrodomésticos promocionais, depois o assassino fazendo picadinho das vítimas das melhores formas possíveis, algumas já no trailer dão o tom, mas tiveram ainda muitos outras com boas próteses e claro muito sangue para todos os lados, tendo um desfile bizarro ainda e claro um galpão bem sem iluminação para pegar alguns detalhes no susto. Ou seja, a equipe de arte trabalhou bastante e o resultado funcionou.

Enfim, é um filme que tem o seu diferencial, que vai conseguir agradar bastante a galera que curte o estilo, e também deve chamar a atenção para quem gosta de terrores mistos com suspense, então fica a dica para conferir, e claro por enquanto é só especulação da continuação para 2025, mas irei torcer, pois como disse sobrou muito personagem vivo na cidade, e isso não é normal em uma produção do estilo. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


Leia Mais