Amazon Prime Video - Viajantes: Instinto e Desejo (Voyagers)

9/13/2021 01:07:00 AM |

Sinceramente não sei o que estava esperando do novo filme de Neil Burger, "Viajantes: Instinto e Desejo", que estreou na plataforma da Amazon Prime Video, mas com toda certeza não era isso que me foi apresentado, pois a ideia de pessoas presas no espaço por 86 anos, que já nasceram confinadas e que irão se reproduzir para ir criando outras gerações na própria nave até chegar no planeta pré-determinado, é até que boa e claro que conflitiva se não manter o ambiente 100% controlado, mas quando algo dá errado tudo passa a ser insano por parte dos jovens com instintos mais animalescos, ou seja, entramos naquela velha sina de que a pessoa já nasce com suas ideologias formadas ou se o meio a influencia. Ou seja, é uma trama intensa, cheia de desenvolturas fortes e marcantes quando os jovens que estavam sendo drogados desde o nascimento param com o medicamento, mas que tem alguns absurdos não muito aceitáveis no miolo, e além disso o ritmo nem parece ser de um filme de um diretor de longas de ação, e sendo assim ficou parecendo aqueles filmes que não sabiam muito como desenvolver e apenas deixaram ir no fluxo, o que acaba não agradando ninguém.

A sinopse nos conta que situado em um futuro próximo, o longa narra a odisseia de 30 homens e mulheres que são enviados para o espaço em uma missão multigeracional em busca de um novo lar. A missão entra em uma espiral de loucura à medida que a tripulação volta ao seu estado mais primitivo, sem saber se a verdadeira ameaça que enfrentam está fora da nave ou dentro dela.

Acredito que fui com sede demais ao pote esperando ver uma direção clássica de Neil Burger, pois seus filmes sempre são cheios de interações, de personificações, e principalmente de atitudes, aonde cada ato poderia surpreender com algo a mais, e além disso, o próprio nome que traduziram no Brasil parecia dar intensidades a mais para um filme digamos adolescente. Ou seja, está bem longe de ser uma trama ruim, pois mostra a sina que falei de descobrirmos um pouco mais de uma pessoa, de entendermos o instinto de alguém, porém faltou aquele algo a mais de filmes espaciais que tanto gostamos de ver, faltou uma desenvoltura mais própria em cima das personalidades de cada um, e claro uma tensão maior em cima de tudo, pois alguns atos explodem fácil demais e são rapidamente resolvidos, enquanto outros acabam enrolando e não fluindo como casualmente ocorreria, e assim sendo faltou um pouco do estilo do diretor realmente para que não ficássemos apenas como uma trama jovem, mas sim dar a jovialidade clássica que ele colocou em "Divergente" e "Sem Limites", para aí sim o filme ficar bom de ver.

Sobre as atuações, diria que esperaram um pouco demais de Tye Sheridan com seu Christopher, pois o jovem claramente não incorporou um ar de liderança na nave, fazendo mais caras emburradas com tudo do que se prontificando e entrando no clima de guerra realmente que estava ocorrendo, ao ponto que pareceu até mais erro de estilo escolhido pelo ator do que do papel em si, e isso é um grande problema. Já Fionn Whitehead botou para jogo todo o ar animalesco de um adolescente lotado de hormônios, e soltou tudo o que tinha reprimido por anos com a medicação que seu Zac tomava, ao ponto que em determinado momento chega a passar até medo nos demais com o surto completo, e isso foi bom, pois mostrou que ele tem atitude, e agradou de certa forma. Lily-Rose Depp trabalhou até que bem sua Sela, misturando nuances centradas com atitudes desesperadas, mas sempre sendo coerente com todo o percurso ao ponto de ficarmos bem colocados dentro do que a jovem tentava nos passar, e assim ela fluiu bem e manteve atos marcantes funcionais sem desaparecer do cerne completo da trama. Talvez Colin Farrell pudesse ser mais dinâmico nos atos de seu Richard, pois ele usou olhares e trejeitos tão mornos que parecia estar desanimado em cena, o que não é comum de vermos em um papel, e com isso seus atos não foram muito além também, mas ao menos manteve o mesmo ar o tempo todo, podendo ser algo que o diretor tivesse pedido, ou seja, fez as cenas e o resto que sobrevivesse. Quanto aos demais, a maioria dos jovens apenas seguiu os demais, tendo um ou outro ato mais marcante com Chanté Adams e sua Phoebe regrada demais, e com Archie Madekwe trabalhando seu Kai como alguém exagerado e jogado no ritmo do outro maluco, mas sem grandes expressões para lembrarmos deles daqui alguns dias.

Visualmente por ser uma nave de viagem de anos esperava ver algo mais trabalhado lá dentro como já vimos em outros filmes, pois com apenas quartinhos minúsculos, uma academia bem pequena, uma enfermaria, um refeitório de mesas retas e algumas cabines de comando nem em sonho alguém aguentaria passar 86 anos ali, e teriam de drogar muito todos para passar esse tempo apenas andando pelos corredores. Ou seja, faltou criatividade para a equipe criar algum estilo de cruzeiro espacial com mais atividades, pois é tudo muito cinza, tudo sem grandiosas e chamativas cenas, e até mesmo nos atos mais de guerra com as armas atirando a simplicidade não sai do lugar, e sendo assim o filme ficou morno demais. 

Enfim, é um filme com uma proposta interessante que acabou sendo mal desenvolvida, pois não empolga, não cria nada demais, e nem explode com nenhum ator da nova geração, fazendo com que todos apenas tivessem participado ali do filme. Ou seja, não é algo que você vai assistir e achar que perdeu duas horas da sua vida na frente da TV, mas certamente poderiam ter ido muito além em tudo para algo desse porte, e sendo assim recomendo ele com mais ressalvas que tudo. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Netflix - Kate

9/12/2021 07:42:00 PM |

Sempre é engraçado quando alguns diretores/roteiristas inventam de misturar as culturas, pois acabamos vendo filmes que não atingem nenhum dos lados, e ainda estranhamos toda a sensação passada. Ou seja, não digo que o longa da Netflix, "Kate", seja algo ruim desse estilo, pois trabalha bem o lado dos assassinos de aluguel e também o envolvimento das lutas da Yakuza, e assim acabamos curtindo algo que até tem ao menos um bom entretenimento, mas ficamos esperando aquele algo a mais que poderia fazer a diferença, o que não ocorre. Diria que é daqueles filmes de ação que vemos muitos tiros, uma proposta de intensidade boa, mas que já vimos tantos longas semelhantes que é até difícil encontrar algo que seja chamativo nele, mas pelo menos as duas garotas conseguem trazer alguma vitalidade nas suas cenas juntas, e assim dá para rir um pouco no miolo.

A sinopse nos conta que meticulosa e sobrenaturalmente habilidosa, Kate é uma assassina perfeita que encontra-se no auge de sua carreira. Mas quando uma operação para matar um membro da Yakuza não ocorre do jeito esperado e Kate é envenenada, ela tem apenas 24 horas para se vingar dos seus inimigos. Conforme seu corpo se deteriora rapidamente, a assassina forma um vínculo improvável com Ani, a filha adolescente de uma de suas vítimas anteriores. Embarque em uma caçada frenética pelas ruas de Tóquio com Kate.

O diretor Cedric Nicolas-Troyan soube trabalhar bem a dinâmica da ação para que seu filme ficasse intenso de tiros, de correrias no meio de uma Tóquio noturna, e deu um bom envolvimento para seus personagens, fazendo com que o filme até tivesse uma boa vivência cênica, porém um filme não vive só de ações, e as montagens da história acabam não tendo o envolvimento necessário para que o filme criasse algo a mais, ao ponto que até torcemos para a protagonista ir além, já no miolo imaginamos o possível final, e até foi bacana a interação dela com a garotinha, mas não vemos aquele ato que espante, que faça querer indicar o filme para todos, e isso é algo que é uma pena, pois o estilo de ação/tiros sempre traz novidades, e sem elas o resultado acaba sendo monótono demais.

Sobre as atuações, confesso que em alguns momentos achei Mary Elizabeth Winstead tão semelhante com Milla Jovovich que sua Kate acaba sendo até icônica na desenvoltura toda, cheia de saltos, tiros, lutas na mão, lutas com facas e muita imponência visual que acabamos curtindo tudo o que faz em cena, sendo daquelas que sobrevivem até o último segundo depois de estar envenenada, levar vários socos e tiros, e tudo mais, ou seja, é quase uma imortal em cena, e se sai bem. A jovem Miku Patricia Martineau acabou entregando bons atos divertidos (e alguns irritantes também) com sua Ani, ao ponto que gostaríamos até de ver mais dela em cena. Woody Harrelson sempre entrega personagens canastrões, e aqui seu Varrick tem essa pegada meio de instrutor, envolvido em mistérios e trabalhou bem nas cenas do passado da protagonista, mostrando que a conexão entre eles é até algo maior, ou seja, o personagem tem uma boa pegada que acabou sendo cortada na interação final, mas como o ator é bom, seus trejeitos acabaram ficando bem conectados. Agora quanto dos vilões, tanto Tadanobu Asano com seu Renji quanto Jun Kunimura com seu Kijima fizeram atos interessantes mais puxados para os olhares e conversas, ao ponto que a luta entre eles inclusive é o melhor do final do filme, mas sem dúvida a grande luta ficou a cargo da protagonista com o cantor Miyavi, que no longa faz inicialmente um michê, mas que com o tanto que lutou para sobreviver com seu Jojima vemos uma interação bem bacana que mereceria mais tempo de tela.

Visualmente o longa tem bons atos numa Tóquio meio futurista, cheia de nuances digitais, tiros para todos os lados, muitas armas, e claro muito sangue com toda a desenvoltura de ação, ao ponto que todo o trabalho cênico acaba sendo bem convincente e marcante, claro que com exageros demais, mas vemos nuances diferenciadas e estilo, principalmente nos atos junto da garotinha, que acabou fazendo da assassina uma pessoa mais teen. Ou seja, a equipe foi bem na representação, mas certamente poderia ter ido além para mostrar algo diferente.

Enfim, é um bom longa de ação, mas que não se diferencia em nada de outros vários que já vimos nos cinemas e até mesmo no streaming, sendo um bom passatempo para a tarde de domingo, mas que muitos vão mais reclamar do que curtir tudo o que acaba acontecendo, passando bem longe de um filmão envolvendo Yakuza e outros grupos de assassinatos. Bem é isso pessoal, fico por aqui agora, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Um Casal Inseparável

9/11/2021 02:47:00 AM |

Todos que me acompanham sabem o quanto eu reclamo e desço a lenha em filmes que usam como base o estilo novelesco, porém a comédia romântica "Um Casal Inseparável" entrega uma base tão gostosa de acompanhar, trabalha situações tão casuais e críveis de acontecer nos relacionamentos atuais que acabei entrando demais no clima que o filme entrega, ao ponto que quando me vi já tava curtindo o sambinha final de Mart'nália nos créditos esperando até a última letra para ver o nome de algumas das canções que combinaram bem demais com a trama e deram o clima completo para a ótima química entre o casal de protagonistas. E digo mais, os eixos secundários também foram bem demais em cena de forma que o conjunto completo acaba sendo daqueles que você quer ver mais. Ou seja, acredito que alguns amigos irão perguntar se a vacina deu reação errada no Coelho por estar falando bem de um longa nacional de comédia romântica num estilão de novela, mas não, foi um grato acerto do diretor, dos roteiristas e do elenco que fizeram algo que combinou bem tendo sim alguns exageros, alguns pontos que forçam a barra, porém o resultado completo agrada e certamente quem for conferir de boa irá curtir tudo.

A sinopse nos conta que Manuela é professora de vôlei de praia, determinada e autoconfiante. Ela nunca pautou sua felicidade a um relacionamento e não planeja se casar. Léo é um pediatra bem-sucedido, carismático e extremamente sedutor. Os dois se apaixonam e passam a levar uma vida juntos, mas um desencontro acaba provocando a separação. Em meio a brigas e momentos de nostalgia, e com a ajuda da manipuladora Esther, mãe de Manuela, os dois vão descobrir se são mesmo inseparáveis.

Posso dizer que o diretor e roteirista Sérgio Goldenberg entrou inicialmente em uma grande fria, pois sendo muito mais conhecido pelas séries que escreve, aqui arriscou dirigir depois de muitos anos um filme com uma pegada moderna que facilmente poderia ser discriminada pela crítica por usar de ideais e tudo mais, mas também foi muito sábio em não jogar esse estilo como algo sem um rumo próprio, e usando do artifício da casualidade, do acreditar na parceria, e principalmente por não alongar suas cenas, dando uma dinamicidade gostosa de ver na trama, acabamos entrando no clima que o filme passa, e mesmo que usando claro as bases novelescas de vários personagens secundários, vários desenvolvimentos abertos e sínteses clássicas que até poderiam não ser necessárias para a trama, ele acaba nos entregando um romance leve e gostoso de acompanhar, que facilmente veríamos em amigos e tudo mais, aonde algum desentendimento atrapalharia tudo, aonde notamos pessoas bem diferentes que se amam, e principalmente sogras/sogros que tentam de tudo para dar aquele empurrãozinho tradicional quando algo da errado. Ou seja, é um filme simples, que inicialmente você não dá nada para ele e que muitos até irão virar a cara, mas que funciona bastante, diverte e faz valer o tempo na sala do cinema.

Sobre as atuações, já disse no começo que a química entre o casal protagonista é incrível e realmente conseguimos enxergar neles algo casual que veríamos facilmente entre amigos e até com nós mesmos, pois a desconfiança é o principal ponto de brigas entre pessoas bonitas que tem em seu meio uma vivência com pessoas do sexo oposto, e isso é algo muito comum e que foi bem trabalhado tanto pela direção quanto pelas expressividades dos atores, o que acabou sendo um grato acerto. Dito isso, Nathalia Dill entregou uma Manuela muito direta no que desejava passar, daquelas mulheres que não seguem nenhum estereótipo clássico, que é brigona mesmo, que não leva desaforo para casa e que se entrega nos momentos mais casuais, ao ponto que a atriz soube segurar cada dinâmica sua com muita personalidade, e o resultado é muito acertado. Da mesma forma, já disse isso outras vezes e volto a frisar que praticamente todos que saíram do "Porta dos Fundos" para o ar dramático/romântico mantendo um tom cômico gostoso acertaram demais, e Marcos Veras tem sido o que mais tem acertado nesse quesito, mostrando muita personalidade, conseguindo fazer papeis carismáticos marcantes, e aqui seu Léo entrega boas dinâmicas, encaixa olhares certeiros, e faz com que seu médico até tenha um certo charme casual, que acaba envolvendo e funcionando bastante. Como falei também o grupo secundário deu muito show na tela, principalmente Totia Meirelles e Stepan Nercessian com seus Esther e Isaías, mostrando o casual conjunto de sogra e sogro que acabam tendo afinidades com os genros/noras além dos filhos, entrando no meio das brigas, tentando conciliar, e até atrapalhando algumas vezes, mas ambos foram diretos e leves nos entremeios sendo engraçados e bem colocados em tudo. Além disso ainda tivemos Dani Suzuki bem encaixada com sua Cristina cheia de sensualidade jogando muito para cima do protagonista, Claudio Amado e Esther Dias como os bons amigos Péricles e Rita, e até mesmo Carlos Bonow exagerando um pouco com seu Paulo Edu foi bem em cena.

Visualmente a trama é ainda mais simples, pois fica só na praia, no apartamento dos protagonistas, num hospital e na casa dos pais da protagonista, mas sem grandiosos simbolismos, claro com o elo mais marcante no carro do protagonista com o CD do Martinho da Vila que passa a ser a música tema do casal, mas vemos tudo bem encaixado, vemos as situações cenográficas funcionais nos ambientes, tanto que os momentos finais num resort acaba sendo simbólico mais pela dança do que por tudo o que rola ali, e assim sendo a equipe de arte até trabalhou bem, mas não foi mostrada no corte final, o que não é ruim, pois tudo acaba sendo sutil, desde o começo do encontro na rua, até o ato da compra dos móveis dos apartamentos vizinhos.

Enfim, posso até estar exagerando no que vou falar, mas é uma trama tão gostosa que se todos os filmes que seguem bases novelescas fossem parecidos com esse nosso cinema já teria decolado até mais, e sendo assim mesmo não dando uma nota tão impactante para o filme recomendo ele demais, pois é muito gostoso de ver mesmo. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Patrulha Canina - O Filme (PAW Patrol: The Movie)

9/10/2021 09:39:00 PM |

Nunca tinha assistido a nenhum episódio de "Patrulha Canina", mas posso dizer facilmente que me diverti bastante vendo o filme dos cãezinhos no cinema, pois a base é bem feita mostrando diversos resgates, vemos um vilão risível, porém com estilo, e principalmente a trama entrega o que as crianças querem ver (aliás elas cantam a música tema na hora que entra!!!) que são as interações bem trabalhadas, os carros e uniformes tecnológicos, e a fofura claro dos protagonistas. Ou seja, agora sei bem o que os amigos com filhos passam com o desenho sendo repetido a exaustão, pois ver uma vez é legal, mas 200x não rola, mesmo sendo bonitinho. Claro que vai lotar as sessões com a garotada, e depois os pais vão morrer com algum dos brinquedos novos (que até rola propaganda antes nos trailers), pois o filme até faz essa brincadeira de quem pagou a nova central, e assim sendo com boas sacadas dá até para um adulto ver sem muitas reclamações.

A sinopse nos conta que quando o maior rival da Patrulha Canina, o prefeito Humdinger, se torna prefeito da vizinha Adventure City e começa a causar estragos, Ryder e os filhotes heroicos favoritos de todos entram em ação para enfrentar o desafio de frente. Enquanto um dos filhotes precisa enfrentar seu passado em Adventure City, a equipe encontra a ajuda de um novo aliado, o experiente bassê Liberty. Juntos, armados com novos dispositivos e equipamentos empolgantes, a Patrulha Canina luta para salvar os cidadãos de Adventure City e impedir o prefeito Humdinger de destruir a agitada metrópole.

Diria que o diretor e roteirista Cal Brunker, que escreveu também os dois filmes "Big Pai, Big Filho", caiu como uma luva para fazer o filme, pois ele soube como mostrar bem os personagens para os fãs mais doidos e também para aqueles que sequer viram alguma vez o desenho, ou seja, é um bom acerto divertido que agrada pelas boas pegadas, pelo bom colorido, pelo estilo e tudo mais, e sendo assim funciona bastante como um todo. Claro que está bem longe de ser uma animação perfeita, mas vale pelo conteúdo, e entrega uma boa dinâmica.

Sobre os personagens, diria que o carisma de todos nos conectam bem, mas sem dúvida toda a problematização em cima dos medos do pastor policial Chase com a volta para a cidade grande aonde foi abandonado, e as desenvolturas da bassê Liberty ágil e cheia de vontade acaba chamando mais a atenção. 

Sobre o visual diria que foram bem criativos com todos os carros, com todo o colorido, com as roupas tecnológicas dos cãezinhos, e tudo mais, pois agrada tanto no estilo do filme, quanto para vender brinquedos depois, e assim temos personagens bem desenhados, temos uma cidade cheia de estilos, e acredito que até tenha um funcionamento bem dinâmica em 3D, pois vi profundidade nas cenas, e com o design o resultado agrada bem a todos.

Enfim, não é algo que seja surpreendente, mas é divertido, gostoso e agrada adultos e crianças com tudo o que é mostrado, com as canções escolhidas, e tudo mais, sendo algo simples e bem feito, valendo a indicação. Bem é isso pessoal, fico por aqui agora, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Maligno (Malignant)

9/10/2021 01:12:00 AM |

Não tem jeito, já falo isso há anos e muitos ainda não acreditam que James Wan é o melhor diretor de terror da atualidade, pois ele consegue causar tensão, consegue ser violento, e ainda consegue surpreender com seus longas com algo inesperado. E não digo isso da boca pra fora, pois depois de alguns meses vendo o trailer de "Maligno", lendo a sinopse e até apostando algumas ideias do que seria toda a trama que nada havia sido divulgada, fui assistindo a trama tenso com as situações violentas, sem entender quase nada, mas quando a irmã caçula vai num hospital abandonado que mais parece um castelo, a noite no maior breu possível (#CoisasQueSóAcontecemEmFilmesDeTerror) e recupera algumas fitas cassetes antigas, o queixo vai parar no chão com a surpresa completa, e é fato, evitem ler qualquer coisa que diga spoilers, e vá ao cinema sabendo somente o que o diretor colocou na sinopse e no trailer, pois é chocante, e tudo que desenrola depois até fica meio exagerado, mas ainda assim é intenso, violento e de um primor clássico que só o diretor saberia fazer bem. Porém o final certamente poderia ser outro para ficar perfeito, mas nem sempre dá para agradar a todos.

A sinopse nos conta que Madison passa a ter sonhos aterrorizantes de pessoas sendo brutalmente assassinadas. Ela acaba descobrindo que, na verdade, são visões dos crimes enquanto acontecem. Aos poucos, ela percebe que esses assassinatos estão conectados a uma entidade do seu passado chamada Gabriel. Para impedir a criatura, Madison precisará investigar de onde ela surgiu e enfrentar seus traumas de infância.

Como falei acima, a grande sacada do diretor e roteirista James Wan foi evitar falar qualquer coisa a mais sobre o filme, aliás ele falou algo até demais em uma entrevista quando disse o estilo de terror antigo que o longa faz homenagem, pois quem conhece um pouco sobre essa temática até pode captar qual é o grande mistério, mas junto com Ingrid Bisu (que está meio que de enfeite cômico atuando em algumas cenas como a coletora de provas) escreveu um roteiro bem trabalhado, com boas dinâmicas, tensões, e principalmente grandes efeitos, que é algo que ele não utilizava tanto no começo da carreira, aonde apelava para algo mais prático, e aqui usou e abusou do computacional, o que não atrapalhou a essência do filme. Ou seja, o diretor amarrou bem toda a ideia e foi desenvolvendo de uma maneira aceitável para compreendermos tudo, ao ponto que poderia ser qualquer coisa o mal, mas ao virar tudo de cabeça pra baixo (literalmente com o que ocorre) tudo desaba (literalmente também) e muda todo o sentido que impacta na continuidade da trama, e até funciona em algo meio que bizarro de se imaginar, mas que dentro de uma proposta de terror funciona e chama a atenção para tudo. Sendo assim digo que o filme é impactante, porém volto a frisar que os momentos finais me desanimaram um pouco, pois filme de terror tem de terminar de uma forma muito amedrontadora ou com um fechamento traumático para os personagens, e aqui meio que ficou tudo ok demais, mas não desabona tudo o que ocorreu antes.

Sobre as atuações, Annabelle Wallis já é velha conhecida de muitos filmes de terror, e aqui sua Madison tem bons trejeitos, passa bem a insegurança em cima de tudo o que está acontecendo com ela com olhares tensos e fortes, e desenrola tudo de uma maneira bem interessante de acompanhar, ao ponto que entramos no clima passado e o resultado de seus atos funcionam bem ao ponto de tudo ser convincente, afinal a atriz é boa e o papel é marcante, só diria que talvez para suas cenas finais tenham exagerado demais pelo jeito dela, mas nada que tenha atrapalhado o resultado. Maddie Hasson entregou uma Sidney inicialmente meio jogada como uma irmã afastada demais, mas depois que fica ultra corajosa para ir sozinha num hospital abandonado (e achar em segundos todos os registros que precisava - já deve até estar sendo chamada para contratação em diversos órgãos públicos!) a jovem entra numa síntese tão cheia de desenvoltura que até passa a chamar a atenção, ou seja, mudou completamente no segundo ato e foi bem ao menos. George Young fez o detetive Kekoa com tanta desenvoltura na corrida, nos trejeitos marcantes e tudo mais que certamente vai entrar para outros filmes do estilo, pois o jovem foi bem no que fez, e mesmo parecendo exagerado acertou na maioria dos atos. Já sua parceira Regina, vivida por Michole Briana White, foi forçada demais nas atitudes cômicas, sendo daquela que faz piadinha pra tudo, puxa trejeitos canastrões e não sei se era bem esse o papel que o diretor queria, tanto que a roteirista Ingrid Bisu acaba quase chamando mais atenção que ela se não fosse bobinha demais. Quanto aos demais, os médicos serviram apenas para morrer das formas mais intensas possíveis, e diria que foram até que bem picados, mas sem grandes atuações, e assim sendo daria um leve destaque para Jean Louisa Kelly com sua Jane/Serena pela importância na trama, mas acho que colocaram uma pessoa jovem demais para o papel.

Visualmente os filmes de Wan costumam ser melhores produzidos, com ambientes mais usados, simbologias em elementos e tudo mais, porém aqui ele ousou somente nas cenas vistas de cima, que lembraram grandes clássicos do terror pelas paredes vazadas (bem no estilo do "Um Corpo Que Cai" do Hitchcock) enquanto a personagem corre, mas na cena de perseguição do policial ao monstro vemos toda uma cenografia intensa de locações para mostrar a profundidade de uma Seattle escondida, e que depois de tudo bem explicado ainda vemos momentos fortes do hospital que não foram tão mostradas nas cenas do começo, e assim sendo o resultado tem um bom impacto, mostrando que a equipe de arte soube brincar junto com o diretor para enganar todo mundo, além claro de muito sangue para as mortes picadas das formas mais intensas possíveis com os médicos, e na cena da delegacia então virou quase um abatedouro completo.

Enfim, diria que é uma grande volta do diretor para os longas de terror, que ele conseguiu bem homenagear o estilo que estudou bastante, e que tem cenas fortes e bem violentas que agradam muito quem gosta de um bom terror sanguinolento, mas que volto a bater na tecla que esperava outro final, pois o clímax foi tão imponente que parece faltar com a razão para acabar dessa forma, mas que felizmente não estragou tudo o que foi feito de bom, pois quem sabe o diretor vende uma continuação e vemos um pouco mais de Gabriel, e assim sendo recomendo o filme para todos que gostam de muito sangue na tela. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.

PS: Estou dando essa nota mais pelo impacto da revelação em si, pois pelo final daria para cair até para um 6, mas como gostei muito da tensão criado, vou manter o 8.


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Reação Em Cadeia

9/09/2021 01:05:00 AM |

O gênero de ação é um dos que menos vemos dentro do cinema nacional, pois demanda tanto de uma técnica mais complexa, quanto de um roteiro que segure bem o estilo, mas vezes ou outra algum diretor resolve encarar o desafio e se sai até que bem, pois consegue trabalhar toda a dinâmica e ainda cativar o público mesmo que a história pareça diversos outros longas já vistos. E com o filme "Reação Em Cadeia", que entra em cartaz nos cinemas no próximo dia 16, vemos bem isso, uma trama até que bem trabalhada que lembra outros filmes internacionais, e que tem uma boa pegada envolvente em cima de uma boa jogada, e que consegue fazer com que as nuances sejam bem vistas. Porém o filme tem um leve probleminha, os personagens não têm um carisma forte para que nos conectemos completamente a eles, e assim vemos todo o desenrolar acontecendo, vemos toda a dinâmica e no final acaba sendo apenas um final bem feito. Ou seja, ainda é um filme cheio de atitude, com uma história que embora seja fictícia facilmente poderia ocorrer no nosso amado e bagunçado país, mas que faltou aquele detalhe clássico dos filmes de ação: fazer com que o público torça para alguém, seja o mocinho, o vilão ou qualquer personagem, e aqui apenas vemos o protagonista tentar se safar da reação completa que se meteu desde o começo.

A sinopse nos conta que Guilherme leva uma vida pacata e normal, é um bom marido, ótimo pai e o auditor que qualquer empresa sonha em ter. Mas, ele descobre um desfalque na empresa onde trabalha e se envolve numa rede de corrupção que abastece o sistema político brasileiro. Seu reencontro com Lara, sua grande paixão da adolescência, vai mudar o rumo de seu destino.

Eis que depois de 8 anos Márcio Garcia volta a dirigir um longa metragem, e mostra que ainda tem técnica, pois o filme tem diversas cenas de carros correndo no melhor estilo "Velozes e Furiosos", inclusive com toda a parada de uma rave no caso aqui um baile funk no meio do tráfico, tem todas as armações clássicas de esquemas de roubos entre roubos, e claro denúncias envolvendo políticos, policiais e um pobre contador (ou melhor auditor) no meio de tudo. E com um roteiro simples, porém bem amarrado, as sacadas funcionam, o plano é bem executado, e toda a dinâmica clássica do estilo se desenvolve, mostrando que a base foi bem feita, algo raro de acontecer em longas desse estilo, e assim sendo mostraram serviço no conteúdo e na execução, faltando bem pouco para ser algo que realmente chamaria a atenção nacional e internacional. E como disse o problema do carisma por um personagem quase chega a transformar a dinâmica toda numa novela, porém felizmente os papeis secundários não criaram tantos vínculos para quererem desenvolver, e assim o formato é realmente cinematográfico, e isso fará com que quem gosta de um longa de ação clássico se divirta ao menos nos 96 minutos da trama. Ou seja, é um filme de ação bem dirigido e roteirizado, mas que não explodiu realmente como poderia, e isso é uma pena.

Sobre as atuações diria que Bruno Gissoni até caiu bem na personalidade de seu Guilherme, mas como disse faltou carisma para o personagem, pois como um protagonista de um filme de ação seus atos necessitariam explodir, ter atitudes, ter desenvolturas, e como ele próprio diz no depoimento para a PF, ele é apenas um nerd, e isso não bastava para o papel principal, afinal seus atos teriam de ir mais além do que é feito, e mesmo suas mudanças não acabam sendo convincentes, ou seja, o ator foi bem no que fez, mas o personagem precisava mais. Monique Alfradique até trabalhou bem a sensualidade que sua Lara precisava, soube encaixar as nuances clássicas para o famoso golpe, e até trabalhou expressões de piedade que fazem qualquer homem cair facilmente numa cilada, mas nos atos de reviravolta faltou um pouco mais de atitude e desenvoltura, o que não é problema dela, mas sim do roteiro, sendo assim fez o que lhe foi mandado e não deu nada a mais que pudesse chamar atenção. Já André Bankoff colocou seu Zulu no ponto máximo da loucura mista entre ciúmes, drogas e desespero, ao ponto que da mesma forma que está super dentro do golpe para ganhar um dinheiro a mais, também fica receoso de perder a esposa, ou seja, joga dos dois lados, mas acabou sendo divertido dentro da proposta e agradou bem. Quanto aos demais, tivemos poucas nuances chamativas, mas vale o destaque de Adriano Garib com seu Tadeu bem investigativo, quase realmente um detetive profissional, e Chico Melo como o traficante Cabeça, que tem ideias de economia melhores que muito profissional da área. 
 
Visualmente o longa tem bons momentos nas festas com carros, tem uma boa perseguição que é mostrada tanto no começo quanto no miolo do filme, uma mansão bem trabalhada no exterior, mas por dentro ficamos apenas numa salinha minúscula cheia de caixas e notas tradicionais de contabilidade, e alguns momentos na casa do protagonista, ou seja, a equipe de arte até trabalhou um pouco por toda a ideia cenográfica das malas na festa dos políticos, mas certamente poderiam ter usado mais os atos de perseguição para dar as nuances de ação com mais intensidade.

Enfim, está longe de ser um filme que muitos vão amar, mas o resultado até é satisfatório e para um estilo que raramente vemos dentro do cinema nacional, ao menos já é uma tentativa de inovar, e quem sabe assim mais diretores criam coragem e botam pra explodir tudo com as ideias malucas que andam pelo país. Sendo assim recomendo a conferida somente fazendo a ressalva de não tentar esperar o carisma surgir do protagonista, pois senão a chance de não curtir é alta. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.

 
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TeleCine Play - Perdas e Danos (Fatale)

9/07/2021 07:02:00 PM |

Diria facilmente que a história de "Perdas e Danos", que entrou em cartaz no Telecine Play, é daquelas tramas que alguém acaba se metendo em algo errado e quando vê já não tem mais como sair do caos que entrou, pois vemos um grande empresário que tem seus problemas do passado, isso é fato, mas que ao embarcar numa traição acaba caindo como um pato em todas as artimanhas de uma policial corrupta e psicopata, que até podemos julgar algumas atitudes premeditadas, mas que no miolo acabamos confundidos e destroçados com uma revelação bombástica. Agora a dúvida que fica é quase como em um caso dos livros de Machado de Assis, quem traiu primeiro, quem realmente tentou matar, ou tudo já estava rolando desde o começo de forma premeditada? Isso não sou eu quem vai falar, pois o filme é completamente insano, e todas as situações acabam ocorrendo de forma bem aberta e impactante, mas de uma coisa dita no filme temos de seguir que é a frase final de uma rádio: "não se deve trair ninguém, mas se for, que não seja com uma policial!", e eu incremento a frase: "que não seja com uma policial psicopata".

A sinopse nos conta que Derrick passa a noite com uma mulher misteriosa durante uma crise no seu casamento com Tracie. Após o evento, enquanto está em sua casa com a esposa, um invasor entra no local gerando uma complicada investigação policial. No entanto, Derrick logo descobre que o ocorrido pode estar ligado à traição.

Diria que o diretor Deon Taylor trabalhou de uma forma bem colocada para que seu filme fluísse e claro confundisse o espectador, já que esse estilo de chantagens e crimes costumam entregar facilmente toda a ideia, mas aqui ele usou bem o roteiro de David Loughery e soube brincar com o estilo, encaixar todas as nuances certas e até causar uma certa tensão em quem se conectar bem com o protagonista, pois a dramaticidade cênica é mais dentro do filme do que fora dele, e isso é algo que acabou faltando um pouco, de causar no público a mesma inquietação e desespero que o personagem principal passa. Ou seja, é um filme que vemos toda a intensidade ocorrer bem, vemos tudo fluir, mas acabamos não torcendo tanto para o personagem, o que pesa um pouco na ideia toda, e isso é algo que poderia facilmente ter ocorrido com mais mistérios, e claro sem uma abertura tão grande na história com o caso da garotinha e sua mãe, mas erros acontecem, e assim sendo dá para abstrair e curtir tudo o que é mostrado.

Sobre as atuações, Michael Ealy entregou uma personalidade bem aberta com seu Derrick, ao ponto que conforme vamos sabendo mais sobre ele, menos o apoiamos, e com todo o desenvolvimento da trama, seus atos só complicam tudo, e ele vai trabalhando os olhares e nuances com muita imposição cênica, o que mostra uma boa interpretação, e acaba agradando com tudo, porém sua cena final dava para ter sido resolvida bem antes do ato acontecer realmente, mas aí estaríamos querendo mudar o roteiro. Sempre vi os personagens de Hilary Swank com um certo ar de psicopatia, e aqui finalmente a atriz pode se entregar com toda força ao estilo com sua Val, fazendo uma personalidade meio que oculta, meio que explosiva, mas colocando o protagonista em grandes saias justas, e claro fazendo sempre bons olhares, bons trejeitos, e sendo marcante no papel, mesmo que tenha alguns atos bem estranhos colocados na trama. Quanto aos demais, todos foram pouco usados no filme, desde a esposa do protagonista vivida por Damaris Lewis, como o sócio dele vivido por Mike Colter, e até mesmo Tyrin Turner não teria sido destacado se não fosse seus atos mais loucos no final, de forma que o filme ficasse quase todo focado nos protagonistas, e assim sendo foco neles.

Visualmente a equipe arrumou algumas locações de luxo máximo, pois a casa do protagonista é daquelas que só grandiosos empresários mesmo teriam, e ele faz o luxo ser ainda maior com seus passeios de carro, com uma garagem que gira e tudo mais, e comparando com o apartamento da protagonista com uma simplicidade estranha, um ar estranho e tudo mais o filme faz dois grandes contrapontos e mostra também algumas atitudes e elementos cênicos bem marcantes para os atos em si, além de contar com uma festa de despedida de solteiro numa boate luxuosa de Vegas, alguns atos numa delegacia, e algumas cenas numa casa de praia, ou seja, a equipe de arte trabalhou mais com ambientes do que com elementos sutis realmente, e poderiam ter ido além, afinal estamos falando de um filme investigativo que poderia ter sido melhor trabalhado.

Enfim, está longe de ser daqueles filmes que você se impressiona com o resultado, mas é uma trama interessante e bem feita, que chama atenção pela estrutura toda, pela insanidade da policial e até mesmo pela insegurança máxima que o protagonista acaba entrando, fazendo com que o filme valha a conferida como um passatempo bacana para quem gosta de suspenses policiais de traições, mas que certamente poderia ir bem mais além. Sendo assim fica a dica para ver sem esperar muito, que vai valer a pena. Bem é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Netflix - Quanto Vale? (Worth)

9/07/2021 01:03:00 AM |

Chega a ser bem complicado pensar quanto vale uma vida, como elaborar um processo em cima de um acidente, pois a pessoa já morreu, mas para seus entes o valor da vida dela é gigantesco ou nem tanto, alguns não querem o dinheiro, mas sim a justiça ou a homenagem, e por incrível que pareça existem pessoas que fazem esses cálculos matemáticos para determinar tudo num caso jurídico. E se pensar em um acidente envolvendo uma pessoa já é algo traumático, o que dizer do processo completo do 11/09 nos EUA que teve várias pessoas envolvidas, e claro o governo tentando conseguir que um processo menos traumático por não ter salvaguardado as pessoas disso! Pois bem, essa é a história do lançamento da Netflix dessa semana, "Quanto Vale?", que quem não for fã de dramas mais amarrados, estruturados nos diálogos e cheios de intenções, vai acabar odiando tudo, mas quem entrar no clima e se envolver como os protagonistas, certamente irá refletir muito, irá ver um processo duríssimo de análises, e principalmente vai entender um pouco mais do processo, pois não é algo nenhum pouco fácil, e dessa forma o longa tem um valor até maior do que parece. Então vale!

A sinopse nos conta que após os terríveis ataques de 2001 ao World Trade Center e ao Pentágono, o Congresso nomeou o advogado e renomado mediador Kenneth Feinberg para liderar o Fundo de Compensação às Vítimas de 11 de setembro. Encarregados de destinar recursos financeiros às vítimas da tragédia, Feinberg e a chefe de operações de sua empresa, Camille Biros (Amy Ryan), enfrentam a impossível tarefa de determinar o valor de uma vida para ajudar as famílias que sofreram perdas incalculáveis. Quando Feinberg se une a Charles Wolf, um organizador comunitário que lamenta a morte de sua esposa, seu cinismo inicial se transforma em compaixão quando ele começa a aprender os verdadeiros custos humanos da tragédia

É até engraçado imaginar a junção que deu nas primeiras leituras do roteiro, pois a diretora Sara Colangelo tem a característica de filmes mais leves em seu currículo, com nuances claras e bem trilhadas, enquanto o roteirista Max Borenstein já é daqueles que entrega filmes com muitos efeitos, explosões, dinâmicas rápidas e tudo mais, e juntos entregaram um filme dramático com um certo ar simples, porém de uma precisão no tema com muito impacto, ou seja, algo completamente diferente de ver nas mãos de ambos, e felizmente deu certo, pois acabamos conhecendo um pouco mais dessa formação de fundos de compensação, vemos claro uma pessoa cética e que sempre olhou apenas para um lado começar a pensar em algo mais amplo, e claro vemos todo o lobby dos gigantes querendo aproveitar para ganhar algo no fim das contas, e a grande sacada tanto do roteiro, quanto da direção, foi de não ocultar isso, mostrando nomes e personificações, pois isso ocorre direto, mas nem sempre é mostrado. Sendo assim, posso dizer que o resultado do filme no quesito histórico, por sem embasado em fatos reais, conseguiu ir até além do que é proposto, e isso é muito bom de ver.

Sobre as atuações, é fato que o filme é de Michael Keaton, pois ele fez de seu Ken alguém que inicialmente é tão fechado para as ideias, pensa muito no ar político e matemático, com um ar jurista tão sem bases que não olha ao redor de nada, mas vai aprendendo com as entrevistas, vai conhecendo um pouco mais cada base, e até relembrando discursos seus de outras épocas para se conhecer um pouco mais, e com isso seu ar muda, suas nuances mudam, e o personagem acaba sendo ainda maior do que o papel em si, sendo uma grata surpresa de trejeitos e empatia para ser conferido. E claro que tivemos ainda um Stanley Tucci (sem a sua careca tradicional), fazendo um Charles tão preciso de estilos, sabendo exatamente aonde cutucar no vespeiro, fazendo com que seu luto fosse além de apenas alguém que não sabe o que quer para si, mas sim dar uma amplitude para os demais com cenas fortes, bem expressas e que funcionam como um algo a mais. Dentre as mulheres, vale o destaque para Amy Rian com sua Camille Biros e Shunori Ramanathan com sua Pryia, pois a primeira passou a ficar desesperada com os casos que foram lhe trazendo, e trabalhando olhares acabou indo fundo nas resoluções, enquanto a segunda chegou a perder até a crença nela mesma que poderia ter morrido se tivesse começado um dia antes no seu emprego que ficava no WTC, mas que ao conhecer mais sobre tudo ao redor das entrevistas acaba ajudando até mais os demais a perceberem um pouco de tudo. E sobre os familiares enlutados, é claro que o destaque fica para Laura Benanti com sua Karen Donato, ao mostrar com envolvimento tudo o que era o marido bombeiro num primeiro ato, e já no último se expressar ao saber mais das coisas do marido, mostrando olhares e envolvimentos precisos e muito bem encaixados, entre outros bons atores que foram usados também.

O visual do longa se formos olhar a fundo é até simples, pois temos claro o advogado já bem rico, construindo sua casa dos sonhos na praia, influente por frequentar todos os ambientes presidenciais, e com isso vemos reuniões imponentes, embora sem grandes cenários representativos, mas principalmente vemos as diversas reuniões, cheias de figurantes e atores secundários todos desmantelados pelo ocorrido, então com choros, alguns machucados por terem estado no evento, e claro o grandioso escritório do protagonista, com todos os seus funcionários bem preparados para as reuniões secundárias com cada pessoa envolvida, as diversas cartas e formulários voltando com as documentações, e claro alguns momentos nas casas dos personagens secundários para conhecer um pouco mais, mas nada que mostrasse algum envolvimento extra, pois como disse o fluxo está nos diálogos, e além disso tivemos uma reunião comunitária, e várias imagens dos ataques vindas de TV, porém a maior simbologia em cima do protagonista está na sua coleção de óperas que escuta no seu diskman com fone, aonde vemos seu gosto particular que também é mostrado numa ópera moderna mais estranha.

Enfim, é um longa bem dialogado, com um tema forte para se refletir, que inclusive começa com a cenografia de uma escola de direito aonde nos é melhor exemplificado como alguém dá o valor da vida de outra pessoa num julgamento ou melhor numa negociação de julgamento, e assim usando essa base vamos fluindo para todo o resto do filme que acaba valendo muito a conferida, mesmo que sendo sem um ritmo cadenciado que melhoraria bem mais todo o longa. Sendo assim, recomendo ele para todos, mas se você não é acostumado com dramas mais dialogados, é melhor ver com mais calma, pois pode cansar um pouco. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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After - Depois do Desencontro (After We Fell)

9/06/2021 12:43:00 AM |

Todos que leem meus textos sabem o quanto não gosto de séries por ser algo que parece nunca acabar e que ficam deixando coisas abertas demais para continuar vendendo ao público o que esperam, e não disse isso no texto dos dois longas anteriores da franquia "After", porém posso claramente colocar ele como uma série formatada para o cinema, ou seja, fizeram o teste com o primeiro filme baseado no primeiro livro, funcionou bem, então resolveram que lançariam os outros 4 livros e seriam felizes, mas aí você deve estar questionando qual a principal diferença entre um filme (trilogias, quadrilogias e tudo mais que tem sequências) de uma série? E respondo de forma bem fácil, um filme tem começo, meio e fim definido, e você pode assistir ele tranquilamente que vai entender a mensagem mesmo que não tenha visto o anterior, aí entram as séries ou franquias pré-moldadas para o cinema que é o caso de "After" que começam suas sequências exatamente um minuto após o que acabou no anterior, e se você não viu nada antes não vai entender nada do que está rolando, e pior do que isso, tem todo o desenrolar bem feito, para acabar com algo sendo largado para uma continuação que sabe lá quando ocorrerá. Ou seja, apenas comecei o texto dessa forma de "After - Depois do Desencontro", que é a terceira parte de um total de cinco, para dizer que sim, fiquei muito bravo quando fui conferir o segundo ontem e vi peças largadas, e mais ainda hoje quando vi algo começando bem encostado no anterior e que terminou ainda mais aberto, pois se os dois primeiros foram histórias mais casuais de brigas e retornos do casal, aqui a trama tomou novos rumos ao entrar no lado mais familiar, e isso foi bem bom de ver, pois mudou o clima completo, e agradou até bem mais pela história completa, porém foi um capítulo grande e largado de algo maior, que quem não viu os demais não vai entender nada, e ficou claro para o próximo muita coisa para ser resolvida com o que foi mostrado aqui. Sendo assim, ainda digo que é um bom filme, muito melhor que os dois anteriores, mas que ainda me incomoda demais algo "seriado" assim.

A sinopse nos conta que embora a história de amor entre Tessa Young e Hardin Scott tenha passado por muitas complicações, desta vez o problema é mais complexo do que nunca. Agora que Tessa tomou uma das decisões mais importantes de sua vida, tudo mudou completamente. Os segredos que vêm à tona sobre suas famílias colocam em risco seu relacionamento e seu futuro juntos. Embora a jovem saiba que Hardin a ama, os dois estão cercados de ciúme, ódio e perdão. Será que o amor entre os dois será o suficiente para manter seu relacionamento?

Assim como aconteceu do primeiro para o segundo filme, tivemos também mudanças na direção, no roteirista que adaptou, e até em alguns atores, o que não é algo muito comum, porém no quesito técnico essa mudança foi muito positiva, pois a diretora Castille Landon encontrou exatamente o estilo que a trama pedia, sem que precisasse exagerar nas situações mostradas, ou seja, acabamos vendo um filme que conta bem mais histórias, e ainda permeia o lado erótico dos personagens, não precisando que o filme fosse apenas isso, como é o caso do segundo. Ou seja, aqui tivemos uma trama com mais cadência, mais ambientações dos problemas do casal e de outros ao redor, e principalmente uma estrutura narrativa mais coerente para podermos chamar realmente de um filme, e assim sendo o futuro da trama passou a ser melhor visto, tanto que o quarto capítulo já caiu diretamente nas suas mãos, e será o primeiro a não ter grandiosas mudanças na estrutura, o que possivelmente mostre algo a mais no pré-fechamento da saga toda, já que ainda estão pensando se vai ter ou não um quinto filme.

Sobre as atuações, já havia dito que a química entre o casal tinha melhorado do primeiro para o segundo e agora estão ainda melhores em conexões e olhares, além claro que com uma melhor direção cênica pudemos ver melhores diálogos e expressões por parte de todos. Josephine Langford deu uma incorpada e não está mais uma tábua como nos anteriores, ao ponto que sua Tessa agora está mais madura nas atitudes, e também domina bem suas vontades e trejeitos, ao ponto que vemos ela já bem disposta para o papel, se entregando mais e agradando bem mais. Da mesma forma, Hero Fiennes-Tiffin continuou com o semblante sempre mal-humorado de Hardin, porém um pouco menos explosivo nas situações, e trabalhando olhares e dinâmicas com mais coerência, de forma que seu carisma passa a ter um estilo próprio mais funcional para o papel, e acaba agradando bem. Louise Lombardi teve um pouco mais de participação aqui com sua Trish (ou melhor a mãe do Hardin), se envolvendo na grande polêmica final, e tendo um estilo bem colocado, que poderiam ter até ido mais além. Agora uma coisa que ficou muito estranha foi a mudança de uma tonelada de personagens do elenco principal, entraram Stephen Moyer no lugar de Charlie Weber no papel de Vance, Arielle Kebbel no lugar de Candice King no papel de Kimberly, Chance Perdomo no lugar de Shane Paul McGhie no papel de Landon e Frances Turner no lugar de Karimah Westbrook no papel de Karen, entre outros que não são principais, e tirando os dois últimos que aparecem apenas em alguns atos, Vance e Kimberly tem uma ligação muito importante nesse novo filme, e não que os atores novos tenham sido ruins em cena, mas mudar de um filme para o outro que é uma continuação direta, acabou ficando algo bem maluco de ver. 

Visualmente o filme acabou tendo bons momentos com uma casa de campo bem interessante, alguns passeios de barco, todo o envolvimento numa mansão lindíssima dos Vance em Seattle, alguns atos ainda no apartamento dos protagonistas que já tínhamos visto nos filmes anteriores, toda uma situação em um bar bem montado, alguns atos em uma academia de boxe, que depois usam o artifício numa sala de boxe na mansão também, um grandioso evento cheio de luzes numa roda gigante, vários momentos em Londres para um casamento, com nuances numa igreja e na casa da mãe do protagonista já meio vazia já que mudou para a casa do novo marido, e claro várias cenas sensuais, com destaque claro para a do ofurô da casa de campo com uma nuance cênica bem bonita, mostrando que a equipe de arte trabalhou bem.

Novamente o longa está repleto de boas canções para dar o ritmo sensual e claro as dinâmicas que a trama pede, e com as boas escolhas servem inclusive de playlists para muitos ouvirem após o longa, pois foram bem colocadas lá e muito bem interessantes dentro da proposta, ou seja, deixo o link aqui para todos ouvirem depois.

Enfim, é um bom filme, que diria até ter melhorado a franquia, mas que acabou finalizado de uma maneira largada para a continuação, e principalmente tem falhas técnicas estranhas para uma franquia completa (por exemplo o exagero de troca de atores, que já havia acontecido do primeiro para o segundo, e agora com personagens principais, ou seja, algo improvável de ocorrer numa saga mais crível). Claro que os fãs dos livros vão gostar bastante, ainda temos a sensação de mudança de páginas, de cortes de momentos capitulares, mas isso é algo que eles até gostam de sentir, e assim sendo vale a conferida, pois mesmo com tudo isso, ainda é melhor que os dois anteriores. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Uma Noite de Crime: A Fronteira (The Forever Purge)

9/05/2021 02:23:00 AM |

Muitos disseram que a franquia "Uma Noite de Crime" tinha morrido com o terceiro filme, pois ao começarem com histórias paralelas de como foi o início, a falação em cima de uma série e tudo mais, porém no que depender do roteirista e criador da saga James DeMonaco teremos quantos filmes desejarem que sua mente crie, pois até algumas semanas atrás "A Fronteira" seria o último filme, mas já deu uma entrevista que teve uma boa ideia para um 6° filme, ou seja, tudo pode continuar, e no que depender de como esse novo terminou, agora teriam de ir para fora dos EUA, pois aqui a intensidade do expurgo completo fora do dia anual ficou bem marcante, com um grupo de rebeldes atacando sem parar todos que não fossem realmente "americanos" como em algo de puritanismo tão impactante e marcante, que vemos facilmente essa ideologia ser espalhada cada vez mais mundo afora em relação aos imigrantes e refugiados, e que junto da sacada final foi algo bem marcado para se pensar. Ou seja, o filme está bem longe de ser daqueles que ficamos tensos com tudo o que ocorre como rolou no segundo e no terceiro filme, porém está anos-luz melhor que o quarto, e trabalha muito mais algo realista do que algo ideológico apenas, usando claro bases políticas e muito envolvimento entre os personagens, colocando tudo em cheque para refletirmos durante e depois da conferida.

A sinopse nos conta que quando membros de um movimento underground, não mais satisfeitos com uma noite anual de anarquia e assassinato, decidem dominar a América por meio de uma campanha interminável de caos e massacre. Ninguém está seguro. Adela e seu marido Juan vivem no Texas, onde Juan trabalha como ajudante de fazenda para a rica família Tucker. Juan impressiona o patriarca de Tucker, Caleb, mas isso alimenta a raiva e o ciúmes do filho de Caleb, Dylan. Na manhã seguinte ao expurgo, uma gangue mascarada de assassinos ataca a família Tucker, incluindo a esposa de Dylan e sua irmã, forçando as duas famílias a se unirem e lutarem enquanto o país se transforma em caos e os Estados Unidos começam a se desintegrar em torno deles.

O mais interessante da franquia é que depois que o criador e roteirista de todos os filmes James DeMonaco entregou sua obra nas mãos de outros diretores, acabamos tendo filmes completamente diferentes de síntese, e se em "A Primeira Noite de Crime" tivemos algo mais simbólico e de impacto nas mãos de Gerard McMurray, aqui com Everardo Gout a trama acabou sendo mais de história e força, ao ponto que o filme passa a ser bem mais reflexivo e quase que um documentário sobre o que como alguns malucos estão transformando alguns países com suas ideias nacionalistas e de linhagem, ou seja, o fluxo acaba sendo até mais pesado se pararmos para pensar em tudo que a trama traz, mas além disso é claro que ele ainda manteve toda a essência violenta de mortes e ataques mascarados que a franquia sempre trabalhou tão bem, e assim a intensidade acaba funcionando e envolvendo de formas tão imponentes que acabam assustando com cenas rápidas e marcantes. Ou seja, é daqueles filmes que funcionam tão bem com tudo que até ficamos querendo mais, e assim sendo o criador já disse que tem bala na agulha para um sexto filme, veremos nas mãos de quem irá cair, para aí sim vermos o que vai virar.

Sobre as atuações, vemos um elenco bem conciso de estilos, e todos dispostos a se entregar completamente para tudo que as cenas necessitavam, e claro que a destemida Ana de la Reguera foi muito precisa nas dinâmicas de sua Adela, incorporando uma mulher forte e bem trabalhada no estilo, disposta a tudo para se salvar. Vemos também um Josh Lucas com trejeitos caipiras marcantes, mas cheio de nuances expressivas bem marcadas com seu Dylan, ao ponto de inicialmente não curtirmos ele e torcermos para morrer rápido, mas vamos nos afeiçoando e seus diálogos acabam sendo bem marcantes. Tenoch Huerta também foi bem direcionado nos atos de seu Juan, numa mistura bem homogênea de força com personalidade, ao ponto de ser meio duro de trejeitos em algumas cenas, mas não desapontando de uma forma geral. Ainda tivemos bons momentos de Leven Rambin e Cassidy Freeman como a irmã e esposa de Dylan com arcos não muito desenvolvidos, mas segurando bem as dinâmicas com a primeira atirando bem, e a segunda segurando uma gravidez no final bem no meio de todo o conflito, ao ponto que ficou meio forçado seus atos. 

Visualmente a trama é bem recheada de armas de todos os estilos, armadilhas, explosões, carros gigantes e claro muito caos, aonde vemos destruições, pessoas mascaradas com estilos bem diferentes, novamente temos coelhos malvados (somos bonzinhos gente, que sina é essa nos últimos filmes vermos coelhos do mal!!), tivemos ainda todo o ar country do Texas, e claro com isso uma desenvoltura marcada por motos gigantes, caminhões, e nas cenas finais até tanques tivemos em cena, além de um cinema de terror, ou seja, a equipe de arte caprichou bem na formatação e o ar caótico funcionou muito bem em todas as cenas.

Enfim, ainda friso que de toda a saga meu preferido é o segundo pelo ar aterrorizador, mas esse é o que mais me deu medo por estarmos bem próximos da realidade vivida na trama, e assim sendo recomendo muito para que todos vejam e reflitam sobre questões como armas, patriotismo exagerado, xenofobia e tudo mais, pois quem assistir e ver apenas um filme de terror caótico não assistiu a trama direito. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Amazon Prime Video - After: Depois da Verdade (After We Collided)

9/04/2021 07:21:00 PM |

Prorroguei ao máximo ver o segundo filme da série "After", "Depois da Verdade", imaginando que agora que vai estrear o terceiro seria o fim, mas não, logo ao abrir o nome dos atores na tela vi que já está em pós-produção o quarto e ao pesquisar vi que são cinco livros, ou seja, ainda teremos mais conflitos entre o casal para ver acontecer. Dito isso, e ficando bem deprimido, esse segundo filme da saga é basicamente a mesma nuance, mas agora já tendo um pouco mais de intensidade nas brigas, mas ainda tendo toda a desconfiança da garota para cima do rapaz, e ainda tendo um jovem no meio do caminho, mas sem ir muito além. Ou seja, é um filme até que gostosinho de conferir, mas diria que é mais do mesmo, mostrando um casal que tem um grande fogo amoroso (a cada três cenas, uma é de sexo) e que tem muitas brigas por ciúmes e desencontros, e que aqui até funciona dentro da ideia toda, sendo assim irei conferir amanhã o terceiro longa esperando ao menos alguma novidade, pois senão já saberei o que esperar do quarto e do quinto filme.

O longa nos conta que após descobrir sobre a aposta, Tessa tenta esquecer Hardin, o jovem caótico e revoltado que partiu seu coração. Porém, ela está prestes a descobrir que alguns amores não podem ser superados. Hardin sabe que cometeu o pior erro de sua vida ao ter magoado a jovem tão profundamente, mas vai lutar com toda a sua força para reconquistar o grande amor da sua vida.

O mais engraçado é que falei que foi mostrado praticamente mais do mesmo, porém foi trocado, o diretor, o roteirista que adaptou o livro e até alguns atores secundários, ou seja, fizeram praticamente algo igual só que com outras mãos, e isso é algo meio incomum em sagas, e costuma dar mais problemas do que soluções, ou seja, o diretor Roger Krumble até trabalhou de uma maneira interessante dentro da proposta, porém é notável que muitas cenas precisariam ter ido muito além, meio que como se faltassem páginas do livro para serem lidas e desenvolvidas dentro da cena, ficando aquele espaço aberto que você vê e sabe que ali rolou algo a mais, não sendo apenas o que vimos. Ou seja, é um filme razoável que até funciona, e que quem for fã da saga literária até vai curtir, mas com toda certeza terá reclamações de todos os lados.

Sobre as atuações, posso dizer que o casal está bem mais solto, e Josephine Langford deixou com que sua Tessa fosse bem intensa nos atos, mas ainda mantivesse as características da juventude, como ir para uma balada e beber até fazer burradas, se envolver com o namorado e ter ciúmes no mesmo segundo, e tudo mais, ou seja, fez bons trejeitos sendo simples e efetiva. Da mesma forma Hero Fiennes Tiffin trabalhou seu Hardin ainda de uma maneira bem problemática, ficamos sabendo mais dos pesadelos do jovem, e ainda incorporamos suas atitudes aos gestuais que tanto as mulheres gostam, mas parece emburrado o filme inteiro com a cara mais fechada, não sei se o personagem do livro é assim, porém poderia ter algumas nuances mais diferentes. Ainda tivemos bons momentos de Dylan Sprouse com seu Trevor metódico e todo certinho que até tem seu charme, mas que nenhuma garota acaba querendo, e alguns atos espalhados de Charlie Weber com seu Vance, mas também sem grandes chamarizes, ou seja, o filme fica bem mais focado no casal, e o resultado funciona bem assim.

Sobre o visual da trama, posso dizer que a protagonista tem mania de arrumação, pois chega no primeiro dia do estágio e eis que encontra uma sala completamente bagunçada, vai lá e deixa nos triques, depois vai para a casa do namorado encontra tudo zoneado, vai lá e arruma tudo bonitinho, ou seja, a equipe de arte teve um bom trabalho em retratar isso que com certeza estava nas páginas do livro, além disso tivemos algumas cenas numa boate, em um hotel de luxo, e até numa grandiosa mansão de despedida, um grandioso acidente que ficou meio que abstrato sem mostrar muita coisa, e ainda uma festa de fim de ano numa fraternidade, ou seja, é notável que quiseram mostrar os pontos principais do livro, meio que pulando alguns momentos, e isso ficou um pouco estranho, o que não é culpa da equipe de arte.

Agora esses filmes do estilo conseguem sempre entregar trilhas bem interessantes, e aqui não foi diferente com escolhas bem cadenciadas para dar o clima, e que certamente funcionaram dentro da proposta, valendo bem a conferida, e claro que deixo aqui o link para todos curtirem depois.

Enfim, não posso dizer que seja um filme que tenha me impressionado, mas de certa forma não foi ruim, apenas sendo mais do mesmo, e espero que amanhã eu veja algo melhor na metade da saga que é o terceiro livro de um total de cinco (e que acredito que farão todos na versão cinematográfica!), sendo assim até recomendo ver esse para não ir tão perdido, já que está no streaming de bem fácil acesso, mas amanhã direi se é realmente necessário ou não. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis (Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings)

9/04/2021 02:38:00 AM |

Hoje entrei na sala do cinema nem esperando ver personagens conhecidos, pois embora muitos amigos já estejam completamente envolvidos com as séries da Marvel no Disney+, para esse Coelho que vos escreve a 4ª fase do Universo Marvel começou realmente agora, pois mesmo "Viúva Negra" tendo sido colocado como parte dele, lá tivemos algo meio que de homenagem, enquanto com "Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis" entramos em um mundo completamente novo com novos personagens imponentes, muitas lutas fortes com poderes completamente insanos, bichões imensos, cenografias mitológicas e claro muita história para ser desenvolvida nos próximos filmes da companhia, que claro já deram jeito de interligar com alguns personagens bem conhecidos. Ou seja, o filme tem 132 minutos, porém confesso que saí da sessão um pouco cansado parecendo que vi algo de umas 4 a 5 horas, pois é tanta informação, tantos elementos para serem notados, tantos momentos, que nem quando fomos introduzidos no Universo lá no começo tanto foi mostrado (acredito que por lá terem sido personagens que já estávamos um pouco acostumados com os desenhos animados e HQs, enquanto aqui vemos algo que para quem não for um devorador da Marvel nunca sequer pensou nesses personagens), entretanto mesmo cansado saí bem feliz com o resultado completo, pois agora já quero ver logo "Eternos" para aí sim o nó explodir de vez.

A sinopse é até simples demais para tudo o que o filme conta, e ela fala apenas que o jovem chinês Shang-Chi foi criado em reclusão por seu pai, sendo treinado em artes marciais. Quando ele tem a chance de entrar em contato com o resto do mundo, logo percebe que seu pai não é o humanitário que dizia ser e se vê obrigado a se rebelar.

O diretor e roteirista Destin Daniel Cretton já tinha mostrado muito estilo no seu longa anterior "Luta Por Justiça", e no texto que escrevi falei que ele tinha tudo para explodir de vez aqui, e foi o que aconteceu, pois ele trabalhou tantas dinâmicas, criou um mundo completamente novo tanto no real pós-blip como na vila em um lugar meio que místico aonde vivem pessoas milenares junto de animais bem diferentes e bonitos, fazendo com que seu filme tivesse consistência para trabalhar as novidades, mas também se mantivesse dentro de algo conhecido, aplicando nuances intensas e bem criativas, e principalmente mostrou que não tem medo de cenas de ação desenfreadas, tanto que as diversas cenas de batalhas são de tirar o fôlego e lembrar os grandes clássicos do cinema chinês que impressionam tanto pelas coisas absurdas como pelas boas lutas. Ou seja, vemos um trabalho bem abrangente que até poderia ser menor tirando alguns atos cômicos, mas aí não seria um filme da Marvel, pois esses respiros foram tão gostosos, interessantes e divertidos que acabam nos colocando ainda mais dentro de tudo. Sendo assim, acredito até que o diretor volte a ser chamado para outros longas da companhia, afinal acertou bastante tanto na trama quanto na condução dela.

Sobre as atuações costumo dizer que se querem que um novo personagem funcione, coloque alguém desconhecido, e aqui Simu Liu foi praticamente perfeito para o papel de Shang-Chi, pois soube trabalhar bem as nuances tanto de seu personagem como uma pessoa comum quanto de um grande lutador, usando um estilo carismático, brincando nos atos possíveis e se envolvendo bastante nas cenas que precisou dele, só poderia ter trabalhado um pouco mais a expressividade do personagem, pois ficou muito seco em alguns atos, mas nada que mais uns dois filmes já não faça ele virar alguém bem marcante para todos dentro da Marvel. Sinceramente achei que Awkwafina fosse apenas aparecer como elo cômico no começo da trama e depois já era pelo que via nos trailers, mas não sua Katy foi usada do começo ao fim praticamente sendo encaixada como uma heroína bem parceira do personagem, e isso é bom para trazer dinamismo e claro dar o tom que a Marvel gosta mais engraçadinho, e a atriz é perfeita nesse sentido, porém em alguns atos acabou sobrando em cena, mas nada que a sagaz atriz não conseguisse resolver, e no final acaba sendo bem agradável tudo o que acaba fazendo. Tony Chiu-Way Leung entregou para seu Xu Wenwu um personagem bem imponente, cheio de dinâmicas, com lutas perfeitas com seus anéis, e principalmente uma seriedade expressiva bem marcante que acaba chamando muita atenção, ou seja, conseguiu agradar em cheio com um misto entre vilão e anti-herói bem preciso e que funcionou muito. Meng'er Zhang também conseguiu ser marcante com sua Xialing, e certamente ainda iremos ouvir muito de sua personagem, pois aqui apresentada com nuances claras de trapaceira, aparentou um ar meio emotivo no miolo, mas fechou na cena pós-crédito com todo o ar de quem ainda vai aprontar muito, e foi bem no que fez, pois a atriz tem atitude. Ainda tivemos muitos outros bons personagens, mas claro destacando Ben Kingsley com seu Trevor, agora desmascarado como um primoroso ator após se passar como o Mandarim em "Homem de Ferro 3", mas aqui tendo nuances divertidas e sacadas tão gostosas com seu bichinho de estimação quase que encaixou demais, e claro para o homem com uma grandiosa espada no lugar de uma mão, Florian Munteanu que sempre entrega personagens fortes, e aqui foi bem impactante, além da participação de Benedict Wang com seu carismático Wong que já vimos muito nos demais filmes dos heróis e que cada vez cai melhor em cena, entre outros.

Sobre a parte visual, o longa é recheadíssimo de grandiosos efeitos nas batalhas, tendo inicialmente uma perseguição incrível com muita luta dentro de um ônibus desenfreado no meio da cidade, depois tendo todo um grandioso evento num clube de luta clandestino imponentíssimo em Macau, com muita tecnologia e diversos figurantes bem encaixados, depois vamos para o clã dos Dez Anéis com muita simbologia e mostrando ali tanto o ambiente de treinamentos dos homens presentes, como como foi a vida das crianças no passado, além claro da vila mítica maravilhosa, com tons e cenografias perfeitas, animais diferentes bem bonitos, e muitas cenas de ação ocorrendo ali também, ou seja, algo que deu um tom marcante para essa nova época mostrando que não foi apenas a batalha de "Ultimato" que vai ficar marcada, pois entrando dragões no meio e muito envolvimento com os anéis, o resultado aqui acabou chamando muita atenção. E mesmo não indo conferir numa sala 3D é notável o tanto de efeitos de coisas saindo para fora da tela que o longa contém, então certamente os aficionados pela tecnologia irão vibrar bastante com tudo.

Enfim, é um filme incrível de introdução, que volto a frisar ser longuíssimo tanto de tamanho quanto de conteúdo (sendo recomendado ver sem estar cansado depois de uma semana de trabalho), e que certamente ainda veremos muitas coisas ligadas dele nos demais eventos do Universo Marvel, pois o filme funcionou como introdução da nova fase, e tem todo o estilo clássico que estamos acostumados, e sendo assim uma grata conferida nos cinemas (pois ver todas essas lutas na TV é algo quase criminoso). Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Amazon Prime Video - Cinderela (Cinderella)

9/03/2021 09:19:00 PM |

Vou dizer que fui conferir o novo "Cinderela" da Amazon Prime Video morrendo de medo com o tanto de críticas negativas que apareceram nos últimos dias da galera renomada, mas como curto musicais bobinhos acabei me divertindo até que bem com a proposta, curtindo as músicas escolhidas, e até a ideologia de mudar um reino por um mundo aonde a pessoa possa fazer o que quiser para ter seus ganhos, e assim sendo a trama funciona bem, tem uma boa dinâmica, e sendo cantado em praticamente 90% do tempo acaba tendo um ritmo envolvente e gostoso. Claro que está bem longe do clássico, claro que foram exagerados em algumas mudanças, e principalmente a maioria certinha vai acabar odiando tudo, mas os erros técnicos são tão supérfluos em relação à diversão musical que dá para abstrair e curtir bastante se tiver uma mente mais aberta. Ou seja, é um filme que muitos não se encaixarão na proposta toda, mas valeu bem a ideia irreverente para quebrar o padrão casual dos clássicos contos de fadas.

A sinopse nos conta que na nova e ousada abordagem musical da história tradicional que o público conhece, Cinderela é uma jovem ambiciosa cujos sonhos são maiores do que o seu mundo permite. Entretanto, com a ajuda de seu Fabuloso Fado Madrinho, ela é capaz de perseverar e realizar seus sonhos.

Conhecemos a diretora Kay Cannon como sendo a roteirista original dos agitados longas musicais "A Escolha Perfeita", e agora dirigindo e roteirizando um musical ousado e fora das bases tradicionais que já conhecíamos do famoso e clássico conto de fadas, acabamos vendo ela um pouco afoita, pois tudo passa a ser bem divertido pela proposta de sair da caixinha, de querer ser o que quiser sem depender dos outros, mas que sempre com uma mãozinha mágica acaba ajudando, e assim vemos algo irreverente e bem marcado, aonde a diretora pôs quase que um grandioso clipe de várias canções conhecidas, e brincou com mixagens, danças e toda uma vivência bem mais parecida com um longa de Bollywood do que de Hollywood realmente, e isso não é algo ruim, pois como filme musical funciona, tem bons personagens, boas dinâmicas e apenas mostrou algo novo, e como bem sabemos, o novo incomoda, tanto que o longa está levando uma enxurrada de críticas negativas, mas ao contrário do que posso pensar, outro pode amar, e eu acabei curtindo bastante a proposta, só diria que faltou um pouco de técnica por parte de algumas câmeras rodando, mas nada que incomode o público comum.

Sobre as atuações, a cantora Camila Cabello até foi bem em cena com sua Ella, mas não tem um porte chamativo, não é graciosa, e certamente falta muita técnica para podermos chamar ela de atriz, mas como aqui era mais necessário cantar do que atuar, ela foi bem, fez algumas caras e bocas clássicas de videoclipes, e acabou funcionando para a proposta. Nicholas Galitzine até que foi bem com seu Príncipe Robert, mas não é nenhum galã que faça as meninas suspirarem, nem entregou alguém muito marcante em cena, mas como o papel pedia alguém bem dinâmico ele foi bem no que se propôs a fazer. Diria que foi até engraçado ver Idina Menzel como a madrasta Vivian, pois como é um musical foi quase como ver a Elsa de "Frozen" viva fazendo trejeitos e ares maldosos, afinal é a atriz que dubla a versão original e seu tom vocal é incomparável, mas a atriz foi bem em cena, e mandou bons atos. Billy Porter como sempre chamou muita atenção como Fabuloso Fado Madrinho já nos trailers, porém só participou mesmo de uma cena, e isso é até estranho, pois poderia ter sido mais usado além de narrar a história no começo e no fim, mas foi interessante essa mudança proposta. Pierce Brosnan trabalhou seu Rei Rowan de uma forma meio que boba demais, mas conseguiu ter seus atos marcantes para o filme, e com isso agradou de uma forma divertida. Ainda tivemos os ratinhos bem dinâmicos com destaque claro para James Corden e quanto aos demais ainda tivemos as sacadas de mudanças no reino por parte da Princesa Gwen vivida por Tallulah Greive, mas todos mais marcantes claro na cantoria e na dança do que nas atuações em si.

Quanto do visual, temos algo bem marcante, meio que trabalhando algo de época, mas sem ser bem determinado, cheio de figurinos e figurantes de todos os estilos, e trabalhando muitas cores, muitas interações e atitudes, e a sacada de a protagonista ser uma estilista que deseja ter sua própria marca de vestidos, trabalhar para se sustentar e querer mudar a cabeça das pessoas acaba sendo algo bem chamativo para o ambiente em si, além claro de todos os atos do reino como troca de guarda, bailes, lutas e tudo mais que com toda a cantoria e danças acabou lembrando bem um filme indiano como já disse antes, mas nada que atrapalhe, pois a ideia era bem essa, e funcionou com muito luxo também em cena.

Como é um filme musical, é claro que tenho de falar das canções, e todas as músicas foram muito bem encaixadas dentro do tema, tendo algumas misturas bem interessantes, todos os personagens cantando bem com tons bem diferentes dos originais, e fazendo com que tudo funcionasse bem num ritmo gostoso de acompanhar e até de ficar na cabeça, e claro que deixo aqui o link das músicas para que todos ouçam depois, pois vale a pena.

Enfim, está bem longe de ser um filme perfeito, mas para quem curtir um musical leve, descontraído e bem diferente do usual acaba valendo a conferida, porém volto a frisar para ver de mente aberta, senão a chance de só reclamar como muitos estão fazendo por aí é bem alta. Ou seja, não vai ser daqueles filmes que vocês sairão indicando para todos, mas também não é toda a bomba que andam falando mundo afora, então eu recomendo a conferida, e fico por aqui agora já que vou encarar um nos cinemas na sequência, então abraços e até logo mais.


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Amazon Prime Video - As Legiões Emergentes (Legiony)

9/03/2021 01:27:00 AM |

É até engraçado conferir um filme que envolva a Primeira Guerra Mundial, pois geralmente costumam abordar bem mais a Segunda em diversas formas, estilos e tudo mais, então hoje resolvi dar o play no longa que entrou em cartaz na Amazon Prime Video, "As Legiões Emergentes", tanto para conhecer um pouco mais da guerra que estudei só lá no colegial e nem lembrava de quase nada, quanto para se envolver bem com o estilo, afinal filmes de guerra sempre são bem interessantes por toda a cenografia, por toda a imponência e expressividade, e tudo mais, ou seja, acabamos sempre vendo um filme cheio de intensidade e que pode chamar a atenção. Ou seja, o filme realmente veio com uma proposta intensa bem feita, trabalhou uma cenografia incrível muito bem feita, porém resolveram no miolo trabalhar um romance entre um trio amoroso que ficou algo meio que jogado e até chato dentro da proposta toda, sendo assim, se tirassem esses envolvimentos todos, e trabalhassem somente a tensão da guerra, teríamos um filme mais enxuto com pelo menos uns 30 minutos a menos, e que envolveria muito mais, mas aí não chamaria tanta a atenção. Sendo assim fica a dica para ver relevando certos exageros, pois a trama faz valer a conferida.

O longa conta a história das Legiões Polonesas que lutaram pelo restabelecimento de sua pátria depois de 123 anos da repartição da Polônia. Enquanto os aspectos históricos são apresentados muito bem, subjacentes ao patriotismo e bravura dos Legionários, Józek, um desertor do exército czarista que se junta às Legiões emergentes, um agente de inteligência da I Brigada e membro da Liga Feminina - Ola, e Tadek, sua noiva, um membro da equipe de tiro. Além de personagens fictícios cujas histórias foram modeladas nas biografias de legionários reais, muitas figuras históricas aparecem no filme. Entre eles: Tenente Stanislaw Kaszubski, pseudônimo "Król" e muitos outros. O filme enfoca a trilha de combate da Legião de 1914-1916, da partida de Oleandry à batalha de Kosciuchnowka e mostra as cartas mais dramáticas do épico legionário, incluindo o famoso ataque de uhlans em Rokitna - uma das cenas mais espetaculares do filme.

Por misturar coisas reais com ideologias fantasiosas, o diretor e roteirista Dariusz Gajewski, que também é documentarista, soube conduzir uma trama com muito envolvimento, com dinâmicas precisas, e mesmo tendo os atos de enrolação como o romance do trio de protagonistas, conseguiu fazer com que o filme tivesse uma boa fluidez, agradando bem dentro da proposta toda, e principalmente sendo criativo para com um filme de guerra, pois geralmente vemos situações mais engessadas nesse estilo, e ele não pensou duas vezes em soltar mais nos diálogos, botar cenas mais fechadas para não precisar de ambientes tão imponentes, mas sempre colocando tudo como algo bem grandioso, e assim os 140 minutos passam até que bem rápido, claro friso que daria para enxugar, mas com tantas cenas bonitas e bem filmadas, com efeitos de primeira linha, ele quis valorizar cada momento, e conseguiu com isso literalmente um filmão de época e de estilo. 

Sobre as atuações, Sebastian Fabijanski segurou bem seu papel de Jósek, fazendo muitos trejeitos fortes, sabendo dosar explosões com cenas mais simples, e principalmente dando as devidas nuances que o papel pedia, não sendo alguém que facilmente chamaria a atenção, mas dominando suas cenas virou de um desertor com estilo de mendigo para um galã batalhador e bem marcante nos atos finais. Já Bartosz Gelner fez o inverso com seu Tadek, pois inicialmente tinha todo o ar sedutor, tinha trejeitos envolventes, porém ao sumir por um tempo e voltar bem depois acabou ficando com um ar meio que de psicopatia que a moça praticamente ficou mais com medo dele do que amor realmente, mas foi bem nos atos que fez e foi forte quando precisou. A jovem Wiktoria Wolanska fez inicialmente trejeitos doces e sutis com sua Ola, mostrando-se uma guerrilheira bem marcante e cheia de ensejos, porém após a morte de seu amado ficou amargurada e estranha, meio que perdida em cena, e isso é algo que faltou o diretor marcar mais seus atos, pois até poderia se manter assim, mas poderia ter ido um pouco além. Outro bom destaque nas atuações ficou a cargo de Miroslaw Baka com seu Król, se impondo do começo ao seu fim, tendo atitudes fortes e patrióticas para com seus atos, e marcando sempre bons trejeitos e diálogos, ou seja, foi preciso no que precisava ser feito. Ainda tivemos bons atores nos demais papeis, mas sem grandes marcos.

Visualmente todo longa de guerra é sempre bem impressionante, e aqui arrumaram locações maravilhosas, ambientes completamente bem recriados de época, batalhas gigantescas com muitos figurantes, muitas armas, uniformes e tudo mais que chegou a levar o ambiente visual a nível de grandiosas produções, e sem divulgarem o orçamento facilmente é possível ter certeza de que a maior parte ficou a cargo da equipe de arte, pois todo o ambiente do campo de batalha, os hospitais, as trincheiras, e até mesmo os rápidos momentos nas cidades foram bem expressivos.

Enfim, é um filme que até poderia ter ido mais além por outros caminhos, mas aí seria outro filme, e assim sendo como um romance no meio de uma guerra, o resultado acaba sendo bem interessante e funciona bastante, valendo demais a indicação tanto como uma recriação de época, quanto por algo que traz um algo a mais. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.


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