O longa nos mostra que uma então amada atriz Samantha Lake embarca numa jornada desesperada para recuperar sua relevância abaixo dos holofotes. Apesar de talentosa e ótima profissional, Samantha não consegue mais arranjar os trabalhos que deseja, o que vem prejudicando não só sua confiança e autoestima, mas também sua conta bancária. Reparando também que é sempre a mais velha nos testes, a atriz é influenciada por sua agente e pelos inúmeros outdoors neon a procurar o miraculoso tratamento da Shell. Comandada pela glamorosa CEO Zoe Shannon, a empresa de wellness e beleza logo oferece a Samantha a oportunidade de ser orientada diretamente pela dona. Mas, rapidamente, Samantha começa a suspeitar dos resultados os quais é submetida, sofrendo com sintomas estranhos e com o sumiço repentino de sua amiga Chloe, dando início, então, a um conflito e uma perseguição de gato e rato pela verdade por trás desse tratamento.
O diretor Max Minghella é muito mais conhecido pelos muitos papeis secundários que já fez em diversos filmes, e aqui apenas como seu segundo longa dirigindo ainda não mostrou muita imponência na tela, de tal forma que quando realmente a explosão acontece nos atos finais, ele simplesmente acaba com o filme, ou seja, faltou desenvolver melhor a finalização para que tudo o que criou tivesse espaço e encaixasse bem. Claro que muito do estilo da trama dependeu apenas do roteiro diferente de Jack Stanley, mas faltou ao diretor saber desenvolver melhor os atos de impacto para que o filme não ficasse só nas cenas tensas que já haviam aparecido no trailer, pois a essência visual em uma trama desse porte importa, mas se não as desenvolver ficam parecendo recortes frouxos jogados na tela, e assim a trama que tinha tudo para ser um suspense bem denso acaba virando um terror B estranho e mal executado.
Quanto das atuações, Elisabeth Moss tem um estilo meio calmo demais para que sua Samantha Lake tivesse a personalidade que o papel pedia, pois pareceu ingênua ao invés de insegura na maior parte do filme, e quando botou banca nos atos finais, logo a trama se encerra, não parecendo mostrar desenvoltura e intensidade, ou seja, foi a famosa bonitinha que apenas teve o ego levantado e não criou muito na tela. Já Kate Hudson colocou imponência do começo ao fim com sua Zoe Shannon, e até mesmo nas cenas mais fortes da personagem ainda conseguiu impactar, sendo exatamente a personificação que o papel exigia, chegando até a incomodar pelos excessos, mas agradou e isso é o que importa. Dentre os personagens secundários, vale alguns destaques positivos como as poucas cenas de Kaia Gerber com sua Chloe totalmente padrão das mulheres bonitas que acabam exagerando em procedimentos estéticos, Este Haim como a amiga que vira assessora da protagonista e quase acaba esquecida, e claro Arian Moyaed que fez um Dr. Hubert interessante que talvez se fosse um pouco mais explorado ajudaria a dar um clima maior nas suas cenas.
Visualmente a trama teve uma entrega até que interessante, que também ficou meio perdida em estilos, tendo um começo sangrento e escuro, depois já indo para algo bem luxuoso, com elementos futuristas e chamativos, indo para o miolo com um ar mais nobre e rico, e fechando com algo mais puxado para o terror B sangrento e desgovernado, mas sem fluir como deveria para algo do estilo. Ou seja, o famoso vamos colocar de tudo quanto é estilo para ver se algum funciona, e no final nada fica interessante de acompanhar.
Enfim, é um filme interessante que tem uma boa proposta para representar o lado negro dos produtos e procedimentos estéticos, que talvez com poucos ajustes resultaria em algo incrível, mas acabou sendo estranho demais para impactar e com imposição de menos para ficar inovador, resultando em um passatempo de suspense/terror mediano na tela. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.







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