O longa acompanha a espirituosa e rebelde Eleanor, uma mulher de 94 anos que, após perder sua melhor amiga Bessie, muda-se de sua casa na Florida para Nova York, onde passa a viver com sua filha Lisa e seu neto Max. Após viver com a amiga por mais de 70 anos, Eleanor vive a dor e o vazio deixados pela partida de Bessie, sua verdadeira parceira de vida. Um dia, durante uma visita ao Centro Comunitário Judaico de Manhattan, a mulher esbarra com um grupo de suporte de sobreviventes do Holocausto. Sem pensar, ela se reúne ao círculo e começa a contar sua história. Mas, alheio a todos os ali presentes, a história narrada por Eleanor é a de Bessie. Sem querer, a idosa chama a atenção de uma estudante de jornalismo do grupo Nina, que gostaria de fazer um artigo sobre Eleanor. As duas forjam um forte laço nesse processo, mas por quanto tempo essa mentira poderá sobreviver?
Quem me acompanha a algum tempo sabe que geralmente dou muita bronca nas escolhas dos diretores para os primeiros trabalhos, mas sempre afirmei também que o gênero drama é o melhor para se começar, e confesso que fiquei com certo medo quando ouvi que Scarlett Johansson iria se aventurar por trás das câmeras, afinal ela não aparentava ser alguém que tivesse um estilo próprio, ou soubesse bem como dominar atores e dinâmicas, mas passou pelas mãos de praticamente todos os maiores diretores, e assimilou tudo tão bem, que aqui posso dizer com todas as palavras que acertou em cheio no que precisava fazer, sendo segura em cada ato, não inventando a roda com ângulos complexos e malucos, e principalmente não querendo criar quebras cênicas ou pegar roteiros sem sentido, além claro de fechar com sua opinião sobre o assunto, ou seja, fez a lição de casa com tanto primor, que posso dizer que até quero ver mais obras suas na telona se seguir dessa forma, pois facilmente estará nas premiações brigando por algo seu, e com chances, afinal foi bem demais e não errou uma vírgula que fosse na tela.
Um grande fator do filme ser incrível ficou por conta da atuação maravilhosa de June Squibb com sua Eleanor, de tal forma que no auge dos seus quase 100 anos, a atriz mostrou presença, mostrou desenvoltura e se jogou fácil na tela, sendo um doce nas caras e bocas que fez, sabendo exatamente o que precisava entregar no filme, tendo a sutileza de abraçar a personagem e também todos ao seu redor, pois dava para puxar o filme só para si, mas não, deu amplitude para os mais jovens e agraciou cada momento seu com algo bem marcante, ou seja, deu show. A jovem Erin Kellyman também foi muito bem colocada na tela com sua Nina, mostrando atos doces junto da protagonista, criando um carinho e uma química tão bem encaixada que a cada ato seu junto tinha uma luz extra, enquanto as sozinha apenas se inspirava, ou seja, agradou e foi bem no que precisava fazer. Agora quem arrepiou nos atos contados foi Rita Zohar com sua Bessie, pois ela poderia facilmente ser apagada da tela e ficarmos apenas com as versões contadas pela protagonista, mas a sensibilidade e a emoção que a atriz deu em cada momento seu foram tão únicos, que emocionalmente falando arrepiou demais. Ainda tivemos Jessica Hecht como a filha da protagonista e Chiwetel Ejiofor como o pai da garota, tendo algumas participações bem colocadas na tela, mas sem irem muito a fundo para deixarem as demais brilharem.
Visualmente o longa foi bacana por mostrar inicialmente a rotina das duas velhinhas, com suas idas ao mercado, à praia, fazer suas caminhadas e exercícios, o quarto bonitinho e suas refeições e conversas durante todo o longa, com o cabelo cheio de bobes e seu penhoar, vemos também um pouco das famosas reuniões de grupos aonde tradicionalmente o círculo para desabafos e histórias, tivemos alguns restaurantes e até o famoso parque/calçadão de Coney Island, uma sinagoga com seu bat mitzvah e alguns momentos em ambas as casas da filha da protagonista e do pai da garota, sendo tudo simples e bem simbólico para as devidas representações de cada momento, com fotografias não muito densas, mas em tons que dessem a devida presença na tela.
Enfim, é um filme que se olharmos superficialmente é simples demais, mas que ao analisar mais profundamente entrega tanta coisa, emoções, passado, histórias dos crimes contra judeus, e claro a amizade e o luto como essência principal, sendo daqueles que com certeza procuraremos lembrar para indicar aos amigos, pois representa demais tudo de uma forma tão bem feita que vale a indicação. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje com essa dica que um grande amigo me deu, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado por comentar em meu site... desde já agradeço por ler minhas críticas...