Amigas Sem Filtro (Spa Weekend)

8/23/2026 11:25:00 PM |

É engraçado que costumo gostar de comédias bobas apenas pela curtição de ver os acontecimentos, mas pelo menos coloquem uma história no meio, desenvolvam tudo antes de ter a reviravolta de quebra, e o principal: faça rir, pois do contrário acaba sendo apenas um programa de venda da locação, aonde o produtor resolveu passar umas férias em algum resort, ficou sem grana pra pagar e arrumou ele como filme-propaganda. Infelizmente isso que disse na abertura acontece muito em filmes de comédia nacionais, mas ainda não tinha visto acontecer em tramas internacionais, ainda mais com atrizes que já fizeram bons filmes, e hoje aconteceu com "Amigas Sem Filtro", pois passei as últimas horas tentando rir de algo que não acontece, não tem aquele ar bobinho ao menos que encantasse, e o principal que leva nada a lugar algum, ou seja, nem como passatempo serve para ser indicado, fora que certamente vou esquecer dele em minutos. Então nem sei bem o que falar abaixo, mas vou tentar!

O longa acompanha três amigas que decidem fugir da rotina com uma viagem para um spa de luxo, planejando alguns dias de paz e descanso. Porém, uma quarta amiga aparece de forma completamente inesperada e transforma a tranquilidade em caos. Entre tratamentos relaxantes e decisões impulsivas, o grupo embarca em um fim de semana repleto de confusões que colocam à prova sua amizade. Enquanto tentam aproveitar a viagem de relaxamento, elas precisam lidar com desentendimentos e imprevistos que ameaçam transformar o paraíso em um conjunto de situações absurdas. A comédia mostra que as melhores lembranças podem surgir na hora que tudo sai diferente do planejado.

Diria que os diretores e roteiristas Jon Lucas e Scott Moore estavam com muita preguiça quando fizeram esse novo trabalho, pois sabemos bem da capacidade cômica deles, e como são muito ácidos em suas produções, porém aqui vemos um trabalho quase que jogado na tela, sem força, sem desenvoltura, e até mesmo nas bagunças cênicas ficou faltando ousadia. Ou seja, é como falei no início do texto, talvez tenha sido um filme comprado como propaganda, aonde tudo acabou ficando artificial, e realmente espero que seja isso, pois ver dois diretores que sempre fizeram "bons" filmes de bagunças recair para algo automático é de se entristecer, e o mercado está aberto para todos os estilos, basta querer ir mais além, coisa que não foram aqui.

Quanto das atuações, temos um elenco bom, e não era para ficar algo tão jogado assim, de modo que a protagonista maior Leslie Mann entregou uma Jane até bem encaixada como uma advogada extremamente requisitada, mas nas cenas dentro do resort parecia estar tão sintética quanto um robô, fazendo as situações de modo tão simples que nem seus atos sendo flertada foram suficientes para levarem para um outro estado, ou seja, não se desenvolveu. Já Michelle Buteau trabalhou sua Coco com um estilo tão explosivo que realmente foi a que mais pareceu a garotinha do início, ao ponto que se precisasse sair no soco com alguém ali no resort a atriz estava pronta para isso, ou seja, não fez grandes atos, mas ao menos não saiu da personagem. Anna Farris fez uma Sophie que chega a dar dó, primeiro pelo patrão, segundo pelo estilo da personagem, e depois por não se desenvolver tanto, estando parecendo assustada do começo ao fim. Agora entendo o motivo de Isla Fisher ter migrado mais para dublagens do que realmente aparecendo após a gravidez, pois por incrível que pareça ela saiu de ser sex symbol para uma mulher ainda bonita, mas meio que jogada, que não sei se era a ideia da personagem Mel, mas pareceu alguém completamente diferente das personagens que já fez. Quanto aos demais personagens, vale o destaque para o jeitão implosivo de Erika Heynatz com sua Shanti, e pelo ar sedutor de Adam Demos com seu Kai, mas sem muito o que ajudar dentro da proposta do longa.

Visualmente o resort escolhido é lindíssimo, escolheram um chalé bem imponente para as mulheres ficarem (porém o diretor só deixou elas em duas cenas, sendo uma de uma festa que nem dava para ver nada!), tiveram alguns momentos com corridas de carrinho, outras em piscinas e massagens, e até dentro da cozinha do restaurante, mas nada que realmente importasse e fosse funcional dentro dos elementos cênicos, ou seja, a equipe de arte nem quis atrapalhar os planos do produtor, tirando claro a cena no banho de lama que resolveram lambuzar todas as paredes.

Enfim, é um filme que até tem seu público, mas como não conseguiu fazer rir, não teve nada que impactasse realmente, e muito menos teve uma história maior para se desenvolver acabou sendo fraco demais, e assim sendo não vale a recomendação. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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