O longa nos apresenta Allie e Owen, dois desconhecidos carentes de amor que se esbarram em uma versão de Nova York com leves toques de ficção científica na única noite do ano em solteiros têm permissão para fazer sexo. Owen, que acabou de ser abandonado em seu relacionamento, e a romântica e esperançosa Allie podem ser os únicos solteiros na cidade em busca de algo além de um encontro casual. Ambos sentem uma conexão especial quando se conhecem, mas uma série de desencontros e situações paralelas complicam a noite, mantendo-os separados. Enquanto cada um corre pela cidade, aproximando-se e se afastando um do outro, eles podem acabar descobrindo que aquilo que mais desejam está mais perto do que imaginam.
Um diretor que anda acertando muito no estilo é Will Gluck, que ultimamente tem brincado bastante com essas pegadas mais descontraídas em tramas românticas, de modo que ele enxerga a essência e consegue passar algo tão leve e descontraído, mesmo com um humor ácido cheio de traquejos sexuais, aonde ele não força a barra para que seja aceitável, mas sim ao ousar em algo simples e bem feito consegue ter a pegada certa para envolver de uma forma gostosa na tela, e ainda fazer rir, que é o princípio de uma boa comédia romântica, e assim sendo o filme desenrola fácil, passa bem com as pegadas na tela, e até mesmo anúncios publicitários com músicas casuais conhecidas acabam funcionando. Ou seja, é o famoso saber ousar sem apelar ou repetir fórmulas, que poucos diretores costumam acertar.
Quanto das atuações, Callum Turner tem um jeitão meio esquisito que muitas mulheres podem até achar charmoso, e aqui seu Owen precisava bastante desse estilo, de modo que ele acaba brincando com as facetas da trama, entrega o desespero de ser diferenciado para o que o dia está pedindo, e assim acaba fluindo tão bem com o que faz, que o papel parece que foi escolhido a dedo para ele, ou seja, ele se joga e acerta em cheio na proposta, tendo uma química até que nem legal com sua parceira cênica. E falando nela, Monica Barbaro trabalhou sua Allie com sacadas próprias, ousando até cantar, e fora isso manteve um estilo sensual meio que jogado que funciona para a pegada do longa, aonde ela trouxe bons trejeitos para os diversos momentos e consegue convencer bem em tudo na tela. Quanto aos demais diria que foram mais conexões para os protagonistas, e isso é algo muito legal de acontecer em filmes desse estilo, de modo que nem vale muito destacar ninguém, pois não sobrepuseram em ato algum, e isso fez o filme funcionar bastante.
Visualmente o longa é quase uma orgia na tela, com diversos figurantes se pegando, mas felizmente sem virar um filme pornográfico, tendo bons atos pelas ruas com os protagonistas, tendo a casa da mãe do rapaz, o apartamento da jovem, boates, restaurantes e mercados bem montados para cada momento desenfreado do longa, ou seja, a equipe de arte soube escolher bem os ambientes, caracterizar cada momento de forma bem colocada, e assim não entregar algo jogado apenas, funcionar bastante.
Enfim, é um filme que não esperava me divertir e envolver tanto como acabou acontecendo, e dessa forma posso dizer que indico ele com certeza para todos, sendo uma proposta diferente e funcional para o estilo. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas vou conferir mais um longa hoje, então abraços e até logo mais.







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