O longa expande o universo da franquia e explora uma ameaça ainda mais perigosa vinda de O Além, a dimensão habitada por espíritos e entidades malignas. Gemma, se muda para a casa na qual passou a sua infância para criar a filha. Mas, a paz no novo lar se rompe quando ela descobre que possui a habilidade de atravessar o plano astral e retornar ao mundo real levando consigo aquilo que existe do outro lado. Ao mesmo tempo, a invasão de criminosos ao bairro desencadeia uma série de acontecimentos aterrorizantes que obriga a família a enfrentar perigos físicos e sobrenaturais. Logo, Gemma descobre que as criaturas de O Além encontraram uma maneira de atravessar a fronteira entre os dois mundos, obrigando-a a enfrentar os próprios medos para impedir que a ameaça se espalhe.
Um ponto bem interessante da franquia é que seguem sempre os produtores originais que são excelentes, e eles gostam de testar novos diretores para quem sabe lançá-los ao estrelato, e agora foi a vez de Jacob Chase vir como roteirista e diretor do novo capítulo, de modo que o jovem soube manter muito bem a essência original, brincou com trejeitos e ambientações tradicionais, mas focou muito mais em dinâmicas de terror mais fechadas, não deixando tanto espaço para os demônios e/ou jumpscares, de modo que por alguns momentos, até Elise entrar em ação e o grande demônio botar suas garras para jogo, parecia que veríamos algo completamente diferente dos demais filmes, o que é bom por um lado, mas felizmente ao juntar suas ideias novas com as essências que conhecemos, o resultado deu um belo salto na tensão e fluiu muito bem para encontrar novos vértices, fora que mesmo sendo um pouco confuso com as idas e vindas dos planos, o resultado funciona bem pela entrega completa.
Quanto das atuações, o que mais gostei foi que todas as garotas do longa souberam expressar demais os trejeitos de espanto, medo e tudo mais diante dos fatos que aconteciam, pois geralmente em filmes de terror o ator/atriz ficam parecendo que estão vendo algo tão comum que não transpassam para o público as sensações, e assim sendo diria que aqui a direção de elenco trabalhou muito bem ao instruir todos para fazerem bem. Dito isso, é claro que tenho de começar por Amelia Eve, que sofreu à beça com sua Gemma, tendo de mexer em bocas nada amistosas como dentista (se ela não tinha nojo com toda certeza ficou depois do longa!) entrar em lugares apertadíssimos e fechados, e trabalhando seus trejeitos bem amplos de dúvida junto de temor, ou seja, agradou e muito na tela. Quanto das garotas, tanto Charli Penton como a protagonista jovem, quanto Island Austin como Maya tiveram atos bem marcantes e expressivos ao verem as mães surtando com o que viam, souberam ser intensas nas cenas mais densas, e acertaram bastante com o que fizeram. Ainda tivemos bons atos de Maisie Richardson-Sellers com a tatuadora Grace cheia de boas dinâmicas, mas principalmente incorporando claro a grandiosa dona da franquia Lin Shaye com sua Elise imponente agora no mundo dos mortos, ou seja, uma boa dupla na tela. Quanto aos demais, diria que todos os mortos e acólitos foram bem chamativos e imponentes, tivemos as participações dos demais demônios dos outros filmes apenas como aparições, e sem dúvida o novo demônio Cyrus que Sam Spruell acabou entregando foi bem forte nos diálogos e entonações, agradando bastante na tela.
Visualmente o longa foi recheado de elementos cênicos, com casas bem antigas e cheias de objetos para mexer e dar as nuances, com chãos de madeira para serem quebrados escondendo coisas, fraldas geriátricas sendo usadas para esconder corpos, um mundo do Além bem imponente, um forte de almofadas infinito no melhor estilo do filme "Exit 8", e claro o grande terror do filme, a sala do dentista com seu motorzinho e dentes nojentos, além de rituais e tudo mais, ou seja, um pacote completo que a equipe de arte soube brincar bastante e agradar com fumaças, cenas escuras sem esconder nada do público e por aí vai.
Enfim, é um tremendo filmaço do estilo, que volta bem para as origens da franquia, mas que renova bastante a essência principal, trabalhando o tema de uma forma diferenciada, intensa e que contando com boas trilhas sonoras de Joseph Bishara (que inclusive está no longa como um dos mortos) acaba incorporando muito para o filme, então fica a dica para a conferida nos cinemas, pois sabemos que ver filmes de terror em casa raramente têm o mesmo impacto. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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