O longa conta a história de Ann, Jason e seus dois filhos que, de maneira inesperada, ficam confinados dentro da própria casa. Enquanto uma força desconhecida transforma o lar em uma espécie de prisão, todos ficam perdidos e sem entender a origem dessa ameaça. Os membros da família tentam manter a esperança e encontrar uma maneira de sobreviver, porém, a falta de água, comida e outros recursos essenciais faz com que o desespero tome conta do ambiente. Além disso, o confinamento prolongado desperta a desconfiança de que a chave para escapar talvez esteja escondida dentro da residência. Entre o medo do que existe do lado de fora e a tensão crescente dentro de casa, todos precisam decidir até onde estão dispostos a ir para permanecer vivos.
Gosto bastante do estilo do diretor Louis Leterrier, e aqui usando um roteiro meio que maluco de Matthew Robinson, conseguiu segurar bem a tensão em poucos ambientes de uma casa, criando dinâmicas intensas e diálogos bem encaixados dentro de uma proposta ousada, ou seja, o famoso filme que alguns julgariam fácil recriar com poucos elementos, mas que se não fosse bem produzido poderia se tornar um desastre gigante, e aqui está justamente o fator que tem feito o público e a crítica amar ou odiar o longa, pois você precisa entrar por completo na ideia da sobrevivência familiar junto dos personagens, senão qualquer deslize ou loucura passa a ser vista apenas como algo bizarro dando certo, mas se incorporar tudo como alguém ali, o resultado acaba sendo exatamente a visão do diretor, e assim acaba sendo funcional. Claro que volto a frisar que é algo de extrema ficção que não dá para trazer algum realismo mais pensante, mas ainda assim mostrou que o diretor soube brincar com o que tinha.
Quanto das atuações, podemos voltar a dizer que Wagner Moura dá show em qualquer estilo, pois aqui seu Jason é completo demais, surta, encanta, cria e trabalha como ninguém, de tal forma que praticamente não vemos meia cena que estivesse fora de enquadramento, estando presente, organizando as posturas, envolvendo e se desenvolvendo, ou seja, dá show na tela. Greta Lee trabalhou sua Ann com muita segurança, com traquejos fortes e bem maternos, sabendo desenvolver as dinâmicas que precisava com carisma e empatia, agradando bem a essência da personagem. Quanto aos jovens, tivemos várias fases na tela, mas todos foram bem trabalhados pelos atores que fizeram Graham e Ruth, tendo destaque para a garotinha Riley Chung na primeira fase da personagem com suas imposições e desejos, e para Gabriel Barbosa na fase adolescente/jovem do garoto, com o desejo e desespero para sair da casa.
Como já disse no começo, visualmente a equipe de arte precisou ser extremamente criativa, pois criar ambientes dentro de uma casa durante anos foi algo bem cheio de elementos, tendo desde a criação da plantação pela esposa, o marido desmontando e montando tudo para criar armadilhas, as várias cortinas e criações para tampar o lado de fora, além de muita chuva, cenas com inundações, esgoto e tudo mais que pudessem recriar. Agora a computação gráfica dos seres da chuva acho que poderiam ter caprichado um pouco mais, pois ficou um pouco estranha demais na tela.
Enfim, não chega a ser algo perfeito e imponente como talvez tenha sido pensado, mas tem muito mais acertos do que erros, e consegue prender demais a atenção do começo ao fim, sendo daqueles que talvez se continuarem (pois até deixam uma pontinha para isso no fechamento!), e souberem dimensionar bem toda a essência de colapso de fim de mundo, pode encantar bastante. Sendo assim digo que vale a conferida sem muitas expectativas, que acabará agradando de certa forma para quem gosta do estilo apocalíptico sem muita informação. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas hoje ainda verei mais um longa que ficou para trás nas minhas férias, então abraços e até mais tarde.







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