Na trama, Robin Hood luta mentalmente com seu passado marcado por crimes e assassinatos. Depois de sobreviver por pouco à batalha que considerava ser a última, Hood fica gravemente ferido. Enquanto se confronta com os erros cometidos no passado e com as cicatrizes da briga, o lendário herói é encontrado por uma mulher misteriosa que passa a cuidar de seus ferimentos. Fora de combate, ele é obrigado a lidar com as consequências de sua história.
O interessante no estilo do diretor e roteirista Michael Sarnoski é que ele sabe brincar com personagens se desafiando a mudar por completo suas essências, de forma que já vimos um Nicholas Cage mudando de estilo, uma saga silenciosa indo para outros rumos, e agora fez com que um personagem tradicional fosse mudado de vértice, ou seja, ele pega coisas prontas e dá o seu próprio tempero para que tudo fique diferenciado e chamativo. Dessa forma diria que ao menos ele tem potencial por saber brincar com situações ousadas e diferenciadas, mas talvez aqui ele precisasse fechar melhor sua produção, pois o longa exige alguns momentos de lembranças sobre casos que o bandoleiro viveu, e assim o filme não fica somente dentro de seu conteúdo.
Quanto das atuações, já disse outras vezes que gosto muito do estilo que Hugh Jackman costuma entregar para seus personagens, dando densidade e intensidade para que seus momentos soassem bem marcantes, e aqui seu Robin Hood é o retrato de alguém já tão acabado, tão cheio de camadas acumuladas por anos de vivência, que o ator soube impactar com bem pouco e funcionou demais, sendo marcante e chamativo sem precisar ir muito além, ou seja, segurou o filme sem precisar enfeitar muito o doce, e isso se deve também a uma direção consistente. O mais engraçado é que temos outros atores bem imponentes na trama, e praticamente o diretor esqueceu de desenvolver eles, de modo que Jodie Comer com sua Brigid tem momentos que poderiam ser bastante impactantes, mas ficou apenas amornando tudo ao redor dela e do protagonista, Bill Skarsgård evapora com seu Edward logo no começo da trama, de tal forma que a jovem Faith Delaney precisou soltar um pouco sua timidez para que sua Little Margareth se impusesse na tela, e Noah Jupe até tentou ter alguns trejeitos interessantes para seu Arthur, não indo muito além, então sem mostrar tanto o rosto, sobrou para Murray Bartlett impactar nos diálogos de seu Leproso, mas sem ir muito além também.
Visualmente a trama brincou bem com os tons azuis e vermelhos, dando um ar bem fúnebre para a trama, tendo alguns atos intensos e violentos, com lutas bem marcantes no começo, fogo e dinâmicas cheias de sangue e símbolos, para depois ir para uma ilha e ficar com tudo muito calmo em desenhos neutros e sem grandes impactos, aonde poderiam ter trabalhado mais alguns elementos além das sangrias do protagonista e de alguns atos de caça, sendo simples, porém encaixado dentro de algo chamativo.
Enfim, é um longa que tem estilo, porém que faltou mais pegada e desenvolvimento para se encaixar melhor na tela, sendo daqueles que se você tiver um bom conhecimento no personagem é provável que entenda melhor tudo e até se envolva mais, mas do contrário é capaz de esquecer tão rápido dele, que nem vai entender direito o que viu, ou seja, dava para ser bem melhor. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje agradecendo o pessoal da Imagem Filmes e da Sinny Assessoria pela cabine, e volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.







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