O longa nos conta que Joe e Angela são um casal que se vê preso à rotina da relação. Seu relacionamento está à beira do colapso, porém as coisas podem estar prestes a mudar quando eles casualmente convidam seus vizinhos Hawk e Piña para jantar. No entanto, o que era pra ser uma noite tranquila com coquetel, se transforma em um evento repleto de reviravoltas inesperadas ao descobrir que o misterioso casal, talvez, esteja organizando orgias semanalmente no apartamento de cima, revelando desejos reprimidos e sexualidades pouco exploradas.
Não sou muito fã de diretores se colocarem como protagonistas em seus filmes, mas sabemos o potencial de Olivia Wilde como atriz, e aqui em seu terceiro filme como diretora ela foi muito esperta, pois escolher adaptar uma trama teatral que já deu certo no país de origem (Espanha) tanto como peça como filme, funcionou na versão italiana, e aqui bastou adaptar para o estilo fechado dos americanos, que a trama acabou agradando demais e sendo bem sucinta não arrastou o longa, resultando em algo que tem pegada e não cansa. Claro que o filme tem uma leve dinâmica mais alongada, pois seus 107 minutos parecem ser maiores do que isso, e diria que isso se deve muito ao excesso de diálogos, que é uma característica do drama teatral, mas como são situações bem divertidas, de certo modo, o resultado final funciona e não impacta na dinamicidade.
Quanto das atuações o principal ponto em filmes desse estilo é manter a química entre os personagens do começo ao fim, pois senão acaba dando tudo errado e sem entregas, e felizmente a escolha dos atores foi muito boa, afinal você enxerga nitidamente os choques entre eles, algo que exigiu certamente muitos ensaios antes. Como disse acima não sou fã de diretor atuar em sua própria produção, pois acaba não fazendo bem nenhuma das duas coisas, e como personagem do longa, Olivia Wilde acabou sendo elétrica demais em muitos atos, e morna demais em outros, oscilando demais as entregas de sua Angela, mas ainda assim soube segurar bem os atos e acabou agradando com o que fez no resultado completo. Já Seth Rogen faz você pensar se está vendo ele no personagem Joe ou sendo ele mesmo igual todos seus filmes, e isso é algo muito perigoso se o diretor não souber como encaixar, mas aqui acabou dando certo, afinal pedia bem essa comicidade ácida na tela, e ele fez bem o que foi proposto. Já o estilo irônico que Penélope Cruz encontrou para trabalhar sua Piña foi perfeito, pois a atriz usou tudo o que já fez em diversos filmes de Almodóvar e passou para a entrega que o papel pedia, sendo precisa nos direcionamentos dos diálogos e também cheia de sacadas aonde tinha de se segurar, ou seja, agradou demais na tela. E por fim, mas não menos importante, diria que Edward Norton soube trabalhar seu Hawk com trejeitos mais secos, mas tendo alguns atos com um ar mais cheio de personalidade acabou entregando boas dinâmicas e sendo bem encaixado para a proposta completa do filme.
Visualmente como a trama tem a pegada bem mais teatral, tivemos apenas o apartamento dos protagonistas, tendo um tour pelos vários ambientes, mostrando os detalhes decorativos da protagonista, mas a maior parte rolando na sala de estar e no estúdio do protagonista, tendo boas dinâmicas pela mesa montada com muitos frios e embutidos, com a visita sendo vegana, e também mostrando um pouco de ambientações bagunçadas para o resultado funcionar como um todo, tendo cores e janelas importantes para a entrega e assim funcionando bem o filme dentro dos diálogos.
Enfim, é um longa bem divertido, simples e funcional, aonde a trilha musical impacta bem para dar o tom da trama, e o resultado consegue funcionar bastante com o que entrega, sendo daqueles aonde o diálogo ácido se contrapõe com as situações em si, e no final tudo acaba desandando para a entrega chamar atenção. Sendo assim fica a dica para a conferida nos cinemas a partir do dia 09/07, mas acredito que na semana que vem tenha mais uma pré-estreia paga nos cinemas, então fiquem ligados. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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