Na trama, conhecemos Rick Power, um compositor que sempre sonhou ser levado a sério enquanto artista, mas quis o destino que ele trabalhasse como o vocalista de uma banda de casamentos. Em um dos seus shows, ele conhece Danny Wilson, um antigo astro pop adolescente que, à sua maneira, também tenta encontrar sua voz enquanto músico solo. Neste encontro inesperado, entre uma cerveja e outra, Rick apresenta uma de suas composições para o novo amigo. O que ele não esperava era que Danny faria da sua música um hit global, com um pequeno porém: sem dar para ele nenhum crédito. Rick, então, sai em uma jornada em busca de reconhecimento, sem perceber que pode acabar perdendo tudo o que realmente importa na vida.
O diretor e roteirista John Carney é conhecido por trabalhar sempre com tramas musicais, sendo esse seu estilo próprio aonde ele consegue dimensionar muitas coisas, e aqui ele brincou com duas essências bem marcantes que são as mudanças de carreira para família, aonde alguns bons compositores e cantores acabam abdicando de seus talentos, e também botou em pauta o famoso "roubar" ideias e usar como sendo suas, de modo que ao juntar isso acabou dando uma boa liga, sendo interessante a busca do protagonista por uma verdade, quanto do outro em estourar após sua mudança, e isso deu um ar dramático com uma comicidade legal de ver, mas que na essência geral acabou ficando daqueles filmes que pretendiam ir para um lado e acabou não indo para lado algum, sendo bacana por tudo, mas talvez com mais dinâmicas dos atos finais impactaria mais e teria mais vivência na tela.
Quanto das atuações, não é nem a personagem principal, aliás aqui aparece acho que em duas ou três cenas, e tivemos Havana Rose Liu, sim, a moça do primeiro filme que vi hoje, mas aqui assisti legendado, e era outra atriz, vi alguém completamente diferente na tela, e não era pelo personagem ser diferente, mas a voz, a entonação, tudo, ou seja, sou completamente contra dublagem em filmes com pessoas, e sempre vou continuar assim, e dito tudo isso, vamos aos principais, pois não sabia que Paul Rudd cantava, e aqui ele entregou um Rick com tanta personalidade de palco que até me convenceu bastante que já foi cantor profissional com banda e tudo, pois teve pegada com os instrumentos, teve dinâmicas marcantes e soube chamar bastante o filme para si, ou seja, protagonizou mesmo. Já pelo outro lado, alguém precisava dizer pro Nick Jonas que ele não é ator, só estava no filme para cantar, pois os atos dele tentando fazer caras e bocas com seu Danny foi de uma tristeza imensa, ou seja, não tem tino nenhum para atuação, mas cantou bem e fez suas performances musicais, e tudo certo. Quanto aos demais, vale claro dar o destaque Peter McDonald com seu Sandy bem malucão, que entrou na onda e conseguiu chamar muitos atos para si, sem claro passar por cima dos protagonistas, e assim acabou agradando com o que fez.
Visualmente o longa mostrou boas festas de casamento, mas foram bem espertos ao gravar em ambientes bem pequenos, não sendo festas com muitos personagens, inclusive se duvidar em todas as festas eram os mesmos figurantes mudando só os noivos e noivas, mas nada contra, e também foram bem sagazes em gravar vários shows e exibições de Nick Jonas, de modo que com isso ganharam muito para a produção sem onerar o orçamento, mas ainda tivemos a casa dos protagonistas, aonde a comparação vai bem grandiosa com os estúdios simples de Rick versus o gigantesco aquário de Danny, e assim a equipe de arte ao menos soube usar seus recursos e ambientar bem tudo.
Enfim, é um passatempo simples legalzinho de curtir, desde que não espere muita coisa, então fica como dica para algo musical, e quem não gosta de músicas chiclete é melhor nem passar na porta do cinema, senão a chance de ficar cantarolando por horas depois é bem alta. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.







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