Netflix - O Limite da Traição (A Fall From Grace)

1/23/2020 01:02:00 AM |

Confesso que o ano começou meio estranho na Netflix, só com filmes antigos que não foram lançados no cinema em suas épocas, outros meio bizarros pela estética, e com isso fiquei meio que sem vontade de escolher alguns para conferir, porém ao surgir "O Limite Da Traição" de cara peguei e coloquei na minha lista pensando que deveria ser algo interessante pela temática, mas como não vi trailer, resolvi deixar para uma hora qualquer, pois bem, eis que comecei a ver e achei ele meio lento, aparentemente bobinho demais, atuações mais ou menos, já comecei a pensar em parar, mas eis que começam as intrigas para sabermos mais da protagonista, sua história, e vamos ao julgamento, pois aí meus amigos, a coisa começa a pegar dum tanto que tudo parecia ir para um lado, e então vamos para a cena final que muitos já até teriam desistido de ver antes dela, e vemos um detalhe fortíssimo, que então vira todo o jogo, e vemos algo mais forte ainda. Ou seja, é um filme de duas horas, aonde quase uma hora e vinte passa calmamente quase parando, para nos últimos minutos explodir com força e falar que filmaço. E claro que dessa forma posso dizer fácil que é mais um filme intrigante e bem feito, que vai causar muito, e quem sabe até ter uma continuação.

A sinopse praticamente não nos diz nada, mas ela conta que desiludida após descobrir um caso do ex-marido, Grace Waters reencontra a felicidade em um novo amor. Mas quando segredos vêm à tona, o lado vulnerável de Grace se torna violento.

A maioria do público curte Tyler Perry pelos diversos filmes de "Madea" e claro pelas séries fortes que ele dirigiu, além claro de seu lado ator também em diversos filmes famosos, e aqui ao trabalhar um filme mais fechado, trabalhando julgamento, suspense e claro desenvolvimento de passado, vemos que ele não apenas conseguiu criar uma trama bem amarrada, como envolveu a todos, pois como disse começamos meio que deitados de boa na poltrona, sem esperar muito do filme, depois a coisa começa a esquentar, para no final já estarmos xingando tudo e torcendo para que algo aconteça, e isso só ocorre com bons filmes, ou seja, ele fez o serviço de casa criando algo bem fácil, com um filme que não entrega nada (se alguém descobrir algo antes dos 30 minutos finais pode ir trabalhar como vidente no parque!), e que é desenvolvido de uma forma coerente, pois poderia ser completamente diferente com outra edição efetiva, mas da forma feita agrada muito mais, mesmo sendo lento no começo. Ou seja, o diretor não apenas acertou na forma de conduzir os atores para não entregar nada, como também soube junto da edição montar um filme simples e forte, coisa que poucos conseguem, e o acerto veio direto.

Sobre as atuações, acredito que poderiam ter escolhido melhor as protagonistas, não por elas terem feito algo ruim, mas com certeza poderiam ter ido além nos primeiros atos, e isso se deve à falta de força na personagem de Bresha Webb, pois sua Jasmine é muito comum, muito insossa, e geralmente advogadas criminais vão pra cima e destroem tudo, o que não é o caso aqui dela. Da mesma forma Crystal Fox é uma veterana do cinema e TV, mas sua Grace é entregue muito como ingênua demais para uma pessoa do porte dela, de forma que não nos convence suas caras amarguradas na prisão, muito menos o ar floreado dela na história sendo contada, ou seja, podia ter ido além. Quanto aos demais, diria que Mehcad Brooks até coloca seu Shannon como um homem modelo inicial, cheio de jogadas sensuais, mas de cara vemos que não é bom partido, mas ao menos foi o que mais se entregou para o filme, chamando atenção em todas as cenas, e Phylicia Rashad entregou bem sua Sarah, mas muito calma demais de atitudes, de forma que não convence em quase nada. Agora a turma do escritório de advocacia é melhor nem falar que estiveram no longa, inclusive o diretor, pois foram fracos demais em tudo.

Visualmente a trama é simples também, com um júri sem muitas firulas, uma sala pequena para conversa entre ré e advogada, um escritório de advocacia bem comum sem nada imponente, e uma casa comum, tendo pouquíssimos elementos cênicos chaves, tanto que o sumiço do dinheiro é algo que é jogado na trama sem que vemos muita coisa do banco aonde a protagonista trabalha, e apenas a cena da morte que é violenta na medida certa com o taco de beisebol, além claro da cena final, aonde os detalhes valeram a pena. Ou seja, gastaram tanto para a cena final, que devem ter gravado ela primeiro, e depois não sobrou dinheiro para mais nada.

Enfim, é daqueles longas que tenho certeza que muitos passariam em branco na plataforma, mas que vale certamente perder duas horinhas conferindo, pois, o final faz as vezes do começo lento, e o resultado agrada demais. Sendo assim, fica a dica para quem gosta de dramas de julgamento com surpresas interessantes. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.

PS: Talvez valesse até um pouco a mais de nota, principalmente pelo final, mas o começo é fraco demais, e as atrizes poderiam ter se doado um pouco mais, então vamos com 7 que é uma boa nota.

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