Netflix - Ele Está Lá Fora (He's Out There)

5/05/2019 08:04:00 PM |

Quem acompanha os grupos de terror nas redes sociais sabe bem que é algo raro aparecer algum filme razoável do gênero nas plataformas de streaming, pois geralmente são roteiros que assustam pouco, ou quando não, acabam com subjetividades tão bobas que acabamos mais rindo do que ficando impressionados com o que foi mostrado. Pois bem, eis que esse final de semana surgiu na Netflix, "Ele Está Lá Fora", que entrega cenas bem tensas tendo base um maluco com um machado atormentando as férias de uma família em uma casa de lago, e embora não tenham trabalhado tanto a ideologia do personagem, mostrando algumas coisas aleatórias sobre seu desenvolvimento, as cenas acabam sendo bem montadas, o desespero das garotas foi algo bem conciso de ver, e mesmo tendo alguns momentos exagerados (a cena final inteira, embora seja forte, é algo digno de muita risada, pois nunca que aconteceria aquilo!) o resultado acaba funcionando como deveria e agradará quem gosta do gênero, fazendo com que esperem uma continuação, pois acabaram deixando uma brecha para isso.

A sinopse nos conta que uma mãe e suas duas filhas estão de férias em uma remota casa perto de um lago. O que deveria ser uma viagem de descanso, acaba virando uma luta pela sobrevivência quando acabam sendo alvos de um assustador pesadelo que foi planejado por um psicopata.

A estreia do diretor Quinn Lasher é bem mostrada na tela, mostrando que embora não tenha feito nada anteriormente para conhecermos seu estilo, acabamos vendo que ele certamente possui um apreço pelo gênero, e sabendo bem onde colocar sua câmera, como preparar as situações, e principalmente como passar para as atrizes como se desesperar (julgo sempre em longas de terror essa ser a melhor qualidade, pois um filme assustador aonde os personagens principais não se assustam é brochante!) com o perigo iminente de virarem picadinho frente a um maluco, só mostrou que ele já possui a técnica, faltando claro a experiência, que certamente após conferir o que fez aqui, voltará num próximo filme, ou quem sabe até a continuação desse mesmo, com muito mais tensão e preparado para fazer o público não dormir após conferir o que fará, pois aqui faltou somente esse detalhe: causar o pânico também no lado de fora da tela.

A atuação de Yvonne Strahovski com sua Laura foi daquelas bem simples, mas efetiva no que precisava fazer, claro que recorrendo a todos os clichês possíveis de um filme de terror como pegar uma faca na cozinha, sair correndo no escuro para pegar algo que largou, e trabalhando bem os trejeitos ela acaba tendo atitudes interessantes durante toda a exibição, se desespera como uma mãe casualmente faria para salvar suas filhas, mas certamente poderia ter sido menos exagerado seu final, embora não seja um problema seu, mas sim do roteiro, e sendo assim, diria que ela foi bem no que fez. As irmãs Anna e Abigail Piniowsky foram bem colocadas como Kayla e Maddie, entregando personalidade nos trejeitos, e agradando na desenvoltura, mostrando caras e bocas de dor com a comida estragada, e principalmente mostrando muito medo e desespero fronte ao assassino, ou seja, agradaram. Os homens da trama foram simples, porém bem interessantes, fazendo com que achássemos diversas vezes que o assassino poderia ser um ou outro, mas se pensar logo de cara dá para pegar a ideia, de modo que não chegamos a poder destacar nenhuma expressividade deles, e para não dar spoiler, vou falar somente isso.

No conceito artístico, arrumaram uma casa no lago que encaixou bem na produção, não sendo de cara aquelas casas mal-assombradas tradicionais, não tendo conceitos espirituais, e com simplicidade e alegorias bem colocadas o filme vai se revelando desde o livro que a garotinha vai lendo no começo, para depois brincar com as linhas em duas cenas, e finalmente chegando no conceito das bonecas, além claro do machado icônico, das bandagens no assassino, entregando um rastro de morte bem colocado para o estilo, que talvez até pedisse mais sangue, mas nas cenas que mostrou foram bem impactantes. Felizmente a trama não exagera nos tons escuros, e mesmo tendo muitas cenas a noite, o diretor de fotografia soube dosar a iluminação artificial para que o filme ficasse visível durante toda a exibição, e agradasse com detalhes bem precisos, sem precisar trabalhar os famosos jump-scare.

Enfim, é um filme que de certa forma pode ser colocado como simples e efetivo no que quis mostrar, que agrada por causar tensão, e que deixa aberto para uma possível continuação, ou seja, foi bem trabalhado e acabou resultando um filme bem feito. Recomendo ele mais para quem gosta do estilo, pois não tendo nada muito novo para chamar atenção, pessoas que não estão acostumados a ver longas de terror, acabarão achando meio chato, e isso o longa passa bem longe de ser. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.

6 comentários:

Unknown disse...

Assisti ontem e gostei demais!!! Exceto do final, concordo com o que disse. Você sabe outros nesse estilo pra me indicar?? Obrigada!

Fernando Coelho disse...

Vixi amigo... comecei esse ano na Netflix, então desse estilo de psicopatas desconheço bem o que tem lá dentro!!

Danilo disse...

Quando um estranho chama

Unknown disse...

Ótima Resenha, cara. Parabéns!

Fernando Coelho disse...

Olá Danilo... lembra um pouco viu!! Mas esse que você citou é bem melhor!! Abraços!

Fernando Coelho disse...

Obrigado amigo anônimo... abraços!!

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