Planeta dos Macacos - O Confronto em 3D

domingo, julho 20, 2014 |

Em 2011 o grande público cinéfilo teve uma das maiores tremedeiras ao aguardar a estreia do reboot de um dos maiores clássicos que tivemos que foi "Planeta dos Macacos", mas o que ninguém imaginava era que ficaria tão bom, afinal agora com toda tecnologia possível, ficou até mais fácil fazer a interação macacos com humanos. E com o final do filme, todos já ficaram malucos por aguardar a continuação, imaginando se já iriam dar um jeito de ligar com os anteriores ou se teríamos mais alguns filmes até o ponto culminante que tanto marcou uma época nos anos 70 e depois com o filme separado em 2001. Pois bem, aí é que entra o grande problema que até tentei me controlar, mas acabou acontecendo, de criar uma expectativa enorme para "Planeta dos Macacos - O Confronto\" e ao ver o filme conseguir observar sim um grande trabalho, mas que acabou sendo até mais fraco que o primeiro e deixou coisas demais para um, dois, ou até três outros filmes que devem aparecer em breve, e dessa forma ir ganhando mais e mais bilheteria, até que o público fique cansado de enrolações, o que é uma pena, já que muita coisa poderia ter rolado já nesse filme.

O filme nos mostra que dez anos depois da batalha na Golden Gate Bridge, em São Francisco, o futuro da raça humana está ameaçado. Uma doença, chamada gripe símia (que, no entanto, foi desenvolvida por humanos em laboratório) dizimou grande parte da população mundial. Sem energia elétrica, um grupo de sobreviventes liderados por Malcolm precisará entrar na floresta dos chimpanzés para negociar com César e sua trupe para tentar reativar uma usina localizada no território dos primatas.

Se a mudança de diretor não deu rumos tão interessantes para a história, afinal praticamente temos uma nova forma de apresentação, agora de como as comunidades acabaram se desenvolvendo, e não o que deveria ser mesmo que é o nome do filme, o confronto, em compensação a evolução gráfica foi algo que nem em sonho imaginaria um dia ser possível de ver num cinema, pois as texturas empregadas nos animais que possuem seus movimentos e expressões todos captados por motion-capture, ou seja, uma pessoa com muitos pontos e câmeras junto do corpo captam cada detalhe do ator para dentro de um computador depois virar os macacos, e aqui o trabalho foi muito além pois ao invés de filmarem tudo em estúdio, foram feitas a maioria das cenas tudo isso dentro das florestas, tendo um trabalho de produção muito forte e trabalhoso, mas que acabou recompensando muito o público pelo visual apresentado. Então por que o desânimo vocês devem estar querendo me perguntar? Pelo filme enroscar demais e não evoluir tanto como o primeiro filme acabou nos preparando, deixando no ar a guerra em si, não que o nome não tenha ocorrido, afinal confronto existiu de uma certa forma, mas a batalha ou guerra como deve chamar o próximo filme que vai ser algo grandioso que poderá mostrar como o planeta passou a ser integralmente dos macacos não veio, e o que me dá mais medo por questão de produtores querer tanto dinheiro é que o próximo ainda seja bem enrolado. Além do visual que vou falar mais daqui a pouco, um ponto que vale a pena parar e compreender certa beleza dentro do roteiro e da direção de atores, foi a linguagem de sinais que os macacos desenvolveram, que mesmo Cesar já tendo falado no último filme, ficaria algo estranho que ele tivesse ensinado todos os macacos a falar, sendo mais fácil todos compreenderem a linguagem dos sinais, e isso ficou muito bacana e bonito de ver, mesmo que sendo estanho alguns momentos iniciais do filme com um silêncio monstruoso e apenas algumas legendas aparecendo. Agora fica a questão pros amigos que tanto amam filmes dublados, irão ler na hora que os macacos estiverem conversando, ou a dublagem irá fazer todos os macacos falarem?

Sempre enalteci o trabalho de Andy Serkis, e a cada novo trabalho seu, ele demonstra mais ainda que merece grandes prêmios pelas performances que coloca em seus personagens, e a cada dia como as câmeras pegam mais elementos de interpretação dos atores que estão por trás de "fantasias" digitais, é questão de tempo até que seja mais reconhecido ainda, pois o que faz aqui é algo brilhante novamente, colocando expressão tanto nos trejeitos do macaco Cesar quanto na entonação da voz a cada ato ficando mais impressionante, além dos movimentos precisos e de difícil execução que ficaram perfeitos. Outro destaque vai para Toby Kebbel que já fez muitos papéis sendo personagem humano, mas o que fez como Koba aqui é de arrepiar, misturando um design totalmente feio e desconcertante em algo pior ainda com o que consegue fazer, seus trejeitos e entonações vão num nível se duvidar até acima de Serkis e conseguiu chamar toda a atenção pra si durante quase o filme todo. Dos personagens humanos, Jason Clarke com seu Malcolm foi de uma precisão também que agradou bastante, mas não sei se o diretor lhe pediu ou acabou saindo exagerado mesmo, sua expressão de sempre em pânico ficou forte demais, claro que vendo o que os macacos faziam é de se assustar, mas chega a dar mais pena do que ele vai fazer do que torcer para que consiga algo. Gary Oldman temos de considerar que foi quase uma participação especial que fez, já que é praticamente o líder dos humanos ali reclusos e não tem mais do que 4 cenas expressivas, de forma que poderia ter sido melhor explorado suas cenas, nem mesmo quando volta a energia e ele vê as fotos acaba nos comovendo, tendo seu grande momento apenas no momento do discurso e nada mais, quanto a sua atuação é convincente apenas, já que não fez mais do que está acostumado a fazer, continuando a ser um grande ator, que acabou sendo poupado. Kodi Smith-McPhee é um ator que até agora estou me perguntando qual sua importância na trama, pois em certos momentos até parece que vai engrenar uma boa amizade com o macacão Maurice, mas seu expressionismo é tão fraco que não desenvolve nada, não sei se terá uma participação maior num próximo filme, mas se for precisará trabalhar bem mais do que ter apenas um bom agente para lhe colocar numa produção. Keri Russel também faz algumas caras e bocas de espanto, mas serviu apenas como médica nas cenas mais necessárias e ainda assim acabaram cortando seus momentos de ação, então o que vemos é a mulher do protagonista que está ali como companheira e mais nada. As participações dos demais humanos só serviram mesmo como figuração, ou em certos momentos para gritar ou levar tiros, fazendo algumas besteiras cênicas e servindo pra encher o cenário, então nem vale a pena ficar falando sobre eles. Quanto aos demais atores que incorporaram os macacos, valeu muito cada um que tem seu momento de tela, destacando além dos dois que falei, Karin Konoval repetindo seu papel de Maurice, e Nick Thurston que deve ter uma grande participação no próximo filme já que Olhos Azuis é filho do dono da festa então vai ser o macaquinho rei em breve.

Bom, o que podemos falar do filme no conceito visual é que com certeza nenhum dos grandes mestres do cinema imaginou que um dia os atores não dependeriam mais de suas questões estéticas e físicas para representar perfeitamente qualquer outra coisa de forma bem feita, pois é impressionante o que a computação gráfica foi capaz de fazer com os atores aqui, e o melhor, sem perder as expressões deles, ou seja, tiveram de atuar também, sendo cobertos digitalmente apenas por uma pelagem de textura magnífica que combinada às locações escolhidas e muito bem trabalhadas com elementos cênicos, característicos de todos os problemas que houveram durante a passagem de um filme para o outro, acabou resultando em algo que impressiona demais dando um ar completamente interessante e diferenciado que poucas vezes vimos em um filme. Ou seja, um capricho da direção de arte que poucos teriam coragem de fazer, mas que acertaram a mão completamente. A direção de fotografia teve de optar por nuances mais escurecidas, tanto para mixar bem o digital com o real, como para dar a sensação mais forte mesmo do conflito, só que com isso tivemos um pequeno problema, todo o 3D que falaram tanto nos making of acabou na minha humilde opinião bem mais fraco do que qualquer um pudesse imaginar, de forma que filmando normalmente teríamos o mesmo filme sem mudar uma cena sequer. Claro que a tecnologia 3D nos dá uma profundidade mais chamativa, mas não é nada que vá diferenciar o filme de qualquer outra aventura, e com 1 ou 2 elementos saindo da tela, aqueles que não notam profundidade então com toda certeza sairão da sala falando que pagaram mais caro à toa, e sou obrigado a concordar com eles. O filme em si por toda a trama visual vale a pena ser conferido numa tela gigantesca, mas quanto a qualquer imersão ao lugar que os macacos vivem, ou estar junto deles no confronto pode esquecer e diminuir qualquer expectativa que tentaram lhe vender.

Outro ponto interessante do filme está na trilha sonora envolvente criada por Michael Giacchino que soube orquestrar as situações misturando tensão em um clima mais dentro da aventura que do suspense, e dessa forma acabamos situados dentro de uma correria ampla sem ficarmos presos à qualquer situação, claro que isso acabou deixando o filme mais leve do que talvez tivessem imaginado, mas a sonoridade colocada além da trilha, para compor os sons dos macacos, ou de barulhos na floresta acabaram fazendo esse trabalho mais tenso.

Enfim, é um grande filme, mas que acabou criando tanta expectativa na maioria das pessoas com o que foi deixado no filme anterior, com tudo que foi falado, com os trailers passando uma impressão imensa, com os making of que optaram por passar nos cinemas e tudo mais, que acabamos indo com muita sede ao pote e o resultado foi de achar apenas um filme normal demais que quiseram apresentar mais coisas para serem usadas em outras sequências. Quem gosta do estilo e for sem pretensão alguma assistir, com toda certeza sairá satisfeito com o que verá, mas se chegar com qualquer pontinha de esperança em ser surpreendido a chance de decepção é altíssima. Então recomendo que quem for aos cinemas nas prés que estão ocorrendo nessa semana, ou a partir da próxima quinta que o filme estreia oficialmente, vá pronto apenas para curtir o filme da forma que falei, como um grande projeto visual apresentando a formação que os macacos acabaram criando que aí a chance é maior de gostar do que verá. Bem é isso pessoal, encerro a semana cinematográfica aqui na expectativa de que para a próxima semana venham muitos filmes para o interior, então deixo meus abraços e até breve sempre dizendo para que comentem o que acharem dos filmes nos posts, para que nossa discussão e textos evoluam. Até quinta então!



 
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Aviões 2 - Heróis do Fogo ao Resgate em 3D

sábado, julho 19, 2014 |

É engraçado quando analisamos os estúdios americanos de cinema, pois alguns que são responsáveis por grandes clássicos, onde o primor tecnológico se equipara bastante às suas histórias, tem seguido ultimamente uma vertente mais voltada às finanças, e com isso filmes que seriam lançados exclusivamente para as TVs, acabam sendo lançados nos cinemas, com pouca ou quase nenhuma história nova, mas que acabam até divertindo e dando um público bem razoável, ou seja, fazendo com que eles façam mais filmes ainda desse estilo. Quando lançou nos cinemas "Aviões" em Setembro de 2013 num teste de colocar algo que já estava pronto para sair no Disney Channel, a surpresa dos executivos foi de uma bilheteria bem rentável, e sua continuação "Aviões 2 - Heróis do Fogo ao Resgate" que já estava sendo desenvolvida então já foi acelerada e colocada nas datas de lançamento desse ano. Funcionando como uma homenagem aos bombeiros que dão suas vidas para salvar tantas outras, o longa até é interessante visualmente, mas peca em ser singelo demais, não trabalhando tanto uma história para ser desenvolvida ou até mesmo algo que entretece mais o público, ficando marcado apenas como uma história bonita de ver, mas que não vai ser lembrada por algo como costumam ser as demais produções da Disney.

A animação traz uma equipe de aviões de combate a incêndios com a missão de proteger o histórico Parque Nacional de Piston Peak de um grande incêndio. Quando o famoso avião corredor Dusty nota que seu motor está danificado, ele precisa mudar de ofício e passa a atuar no mundo aéreo do combate a incêndios. Dusty se junta ao veterano helicóptero Blade Ranger e sua corajosa equipe aérea. Unida, a corajosa equipe luta contra um enorme incêndio, e Dusty aprende o que é necessário para se tornar um verdadeiro herói.

O filme em si pode até agradar quem for esperando ver um desenho comum como os que vê na TV, mas quem for esperando algo que vá realmente entreter as crianças pode sair um pouco frustrado da sessão. Como costumo avaliar nas animações, principalmente em sessões lotadas de crianças, verifico se a garotada ficou sentada quieta, sem muito choro e afins, e dessa vez mesmo com poltronas extremamente confortáveis, muitos ficaram se movendo ou chorando, ou seja, não conseguiu prender a atenção completa do público alvo. Se formos parar para contextualizar o filme, até vamos gostar, rir e até emocionar com algumas situações, mas está bem longe de ser uma animação comovente do estilo que tem sido lançado nos cinemas atualmente, claro que assim como o primeiro filme, esse vai trazer um enorme retorno financeiro para os estúdios, mas o trabalho aqui podemos dizer que foi mais corrido para lançar e menos cauteloso ao se pesquisar, pois uma continuação com menos de 1 ano de prazo, para uma animação que costuma demorar muito tempo para ser feita, é algo que temos de considerar também.

Mas também não podemos falar que ver o filme é um desperdício de tempo, pois como disse no início, o funcionamento dele como uma homenagem aos bombeiros, que já é descrito logo no início do filme, é algo muito bonito de se ver, e encaixou na trama de uma forma simples e bem feita. Todos os personagens estão modelados de forma a agradar visualmente e simbolizar cada ato de heroísmo como um fator de nobreza e sensibilidade que foi bem trabalhado na trama. O diretor que foi responsável por diversos outros filmes televisivos, e até seu último também passado nos cinemas "Tinkerbell e o Segredo das Fadas" tem uma percepção interessante para entreter, usando bons elementos para realçar cada traço e segurando a trama consistentemente, porém se tivessem desenvolvido um pouco mais com toda certeza seria até melhor que o primeiro e quem sabe igualaria ao sucesso que foi o primeiro "Carros", mas como já havia até dito para alguns amigos quando os convidei para ir ao evento do cinema, é apenas um desenhinho gostoso de ver, e mais nada além disso, então com certeza algumas crianças e pais ficarão bem felizes com o que verão, enquanto outros saíram apenas satisfeitos de terem visto um desenho bem feito.

Agora se temos um bom ponto a valorizar foi no quesito dublagem, que a cada animação tem sido feita de uma forma melhor que a outra. Aqui os encaixes com expressões que estão na moda como "beijinho no ombro", "sabe de nada inocente", entre outras acabaram ficando muito divertidas de acompanhar e fez de cada personagem algo diferenciado e interessante de ver. De ator/dublador mais conhecido dentre o público normal está Tata Werneck que deu algumas boas pitadas para sua personagem Dipper que nos mostrou cenas bem engraçadas. O personagem Dustin ficou um pouco mais nivelado por baixo dessa vez, e mesmo sendo o protagonista, acabou não tendo tanto destaque como aconteceu no primeiro filme, acredito que por sua história já ter sido envolvente, agora o que importava era toda a equipe de salvamento mais do que seus problemas pessoais em si. Os carrinhos paraquedistas são bem divertidos e encaixaram bem na trama agradando ver suas maluquices para fazer seu serviço. Um grande destaque está na alta criatividade dos diversos estilos de carrinhos que estão na inauguração do hotel, realmente um deslumbre visual que deve ter dado muito trabalho para a equipe de desenho.

O visual do filme ficou no mesmo nível anterior, sem muita percepção nítida de um desenho tridimensional, e também com poucas texturas, mas realçando bem os traços de forma a agradar nas cenas mais tensas. Então visualmente temos noção de espaço ao menos, mas sem muita preocupação com modelagem, trabalhando mais no desenho gráfico em si. E falando da tecnologia 3D, já estou quase definindo um novo significado para os 3Ds: "Desnecessário Desembolsar Dinheiro", pois temos raros momentos de profundidade, e algum ou outro elemento saltante, então quase que se ficarmos sem o óculos veremos apenas alguns borrões, mas sem atrapalhar quase nada no filme.

Musicalmente o longa também não desaponta, usando de canções bem encaixadas para cada momento e levantando a tensão nas cenas que necessitam de algo a mais para nos envolver, então a sensação de estar acompanhando algo agradável aumenta ainda mais com o que é apresentado, ou seja, souberam pontuar bem nos acordes, misturando ritmos como rock e baladinhas para cada momento específico.

Enfim, não é a melhor animação que já vi, mas agrada pela ideologia apresentada tanto como homenagem quanto como um bom filme que seria sucesso na TV e nas locadoras, claro que nos cinemas também terão muitos frequentadores, afinal ainda temos algumas crianças de férias, e os pais estão com poucas opções para levar elas para passear, então até serve para tentar entreter a galerinha, mas não é algo que eu fale valer a pena completamente em desembolsar dinheiro com ele, mas para quem for, fica a dica de levar em salas tradicionais ao invés das sessões mais caras em 3D. Esse era o último filme que faltava conferir das estreias da semana, mas hoje ainda irei conferir uma pré-estreia que surgiu por todo o país, então amanhã comento o que achei dela aqui no site, então abraços e até breve pessoal.


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Juntos e Misturados

sábado, julho 12, 2014 |

Certa vez ouvi de um amigo a seguinte frase: "Se você já viu um filme de Adam Sandler, você já viu todos", e em parte até posso concordar com ele, pois na maioria das vezes, encontramos quase sempre a maioria dos elementos de um filme seu no outro. E mesmo "Juntos e Misturados" contendo a maioria dos elementos que alguns até não gostam tanto de ver em seus filmes, como algumas escatologias, dessa vez a parte acertada é muito maior que a errada, sendo uma comédia romântica bem gostosa de acompanhar que ao mesmo tempo consegue divertir bastante com as loucuras que acaba inserindo, ou seja, mais uma vez a parceria com Barrymore deu certo!

O filme nos mostra que após um primeiro encontro desastroso, Jim e Lauren viajam, por coincidência, para o mesmo resort familiar durante as férias, junto com seus filhos de casamentos anteriores. Sendo obrigados a conviver, uma atração começa a surgir entre os dois.

A sinopse e a ideologia do roteiro é bem simples, mas o andamento do filme é tão gostoso de assistir que acabamos nos envolvendo. Não podemos falar que é o filme do Sandler que mais iremos rir, mas podemos dizer que é o que ele menos apela, então pra quem assim como eu não curte filmes apelativos, a chance de se divertir aqui é bem maior do que em alguns outros filmes que forçam mais o riso. O lado romantizado da história ajuda a comover, então aliado a uma paisagem muito bem escolhida, o resultado é bem interessante. O diretor Frank Coraci foi esperto ao manter o foco nos pequeninos que chamaram mais atenção que o casal protagonista em si, e aproveitou da química que os dois já tem de outros filmes para deslanchar mais a parte romântica que os roteiristas tanto enfatizaram por ser mais a praia deles, mas com algumas sacadas cômicas bem leves, acabaram aguçando ainda mais o tino de que uma relação pode ser divertida também.

Falando dos protagonistas ainda, Adam Sandler optou dessa vez em ser menos abobalhado, fazer vozes bobas e com isso quem é fã de suas bobeiras é capaz de sair bem nervoso de ver ele de forma mais humorista tradicional, mas claro que também não deixou de lado 100% então ele começa num ritmo aparentando que vai zoar o filme inteiro, e vai amenizando até sumir com tudo, ficando até normal demais pra quem já viu uma tonelada de filmes que fez, e esses trejeitos foram interessantes para ver que ele tem sim habilidade para não ser um comediante bobo apenas. Drew Barrymore já está em seu terceiro filme junto de Sandler, e é inevitável que a química entre os dois funciona muito bem, ela não tem um tino cômico muito aguçado, mas conseguiram botar algumas cenas hilárias para ela vivenciar, então através de gritos de desespero, caras, bocas e alguns tiques, ela conseguiu trabalhar esses momentos, enquanto os momentos mais calmos ela consegue dominar muito bem e até agrada, mas ainda poderia ter trabalhado mais algumas cenas. Pra quem curte mais o lado de besteiras, os responsáveis aqui são as crianças e Braxton Beckham inicia seus trabalhos na telona de forma bacana, apesar de abobalhado demais como um adolescente nos seus momentos nível hormonal acima da média, e Kyle Red Silverstein concentra forças para fazer uma criança de nível extremamente agitada que acaba nos envolvendo pela superação. Das meninas, é bacana de ver as sacadas que Alyvia Alyn Lind faz, pois além de fofa acaba sendo bem engraçada e agrada bastante sua forma de atuar. Bella Thorne impressiona pela transformação que ocorre no filme, começando com um cabelo ridículo que deve ser peruca e de repente se torna um mulherão, pois nas demais cenas apenas atua junto com os demais, fazendo uma personagem quase nula. Emma Fuhrmann em certos momentos chega a assustar com sua mãe invisível, mas ao mesmo tempo isso acaba se tornando engraçado de forma bem leve, valendo seus momentos. Terry Crews entra no filme apenas para colocar musicalmente a forma bizarra de ser que ele sempre fez, e acaba sendo divertido de tão absurdo que são seus momentos. Agora é totalmente dispensável os personagens de Kevin Nealon e Wendi McLendon-Covey, fazendo um casal maluco e bizarro com suas besteiras, serve para rir apenas e mais nada.

A escolha por filmar na África foi algo muito bem elaborado, pois o visual do resort escolhido foi muito bem aceito dentro da proposta e junto com as atividades colocadas no filme deram um tino bem agradável de elementos cênicos tanto para o lado cômico quanto para o teor visual que precisaria para agradar nas cenas que puxam para o lado mais romântico. Claro que muitas pessoas devem procurar agora a locação para visitar mais pra frente e irá se decepcionar por não ter certas coisas, mas ao menos a divulgação foi feita. Um ponto bem interessante da trama está na fotografia que utilizou muito de luzes puxadas para o tom amarelado, bem característico que acabaram dando um tom bonito tanto nas cenas noturnas quanto nas diurnas onde aproveitaram todo o sol característico do país.

Agora sem dúvida alguma a melhor parte do longa está nas escolhas musicais para representar as transformações das duas personagens femininas, foi uma sacada muito bem encaixada na trama e que me fez rir horrores, principalmente para quem já conhecer as canções e saber um pouco mais do significado delas, não que seja algo obrigatório, mas diverte demais as duas cenas. E além disso a sonoridade africana que o grupo Tathoo consegue passar bem, juntamente das demais canções incluídas no filme agradam bastante.

Enfim, não é um filme que você irá rolar de rir, mas agrada bastante o que foi mostrado e deve servir daqui uns anos para encaixar em diversos horários nas programações das TVs abertas, pois por não conter tanta cena abusiva dá para toda a família assistir tranquilamente. Eu recomendo para quem gosta de comédias leves e que queiram rir vendo até um romancezinho bacana. O longa estreia somente na semana que vem, mas já está em diversos horários em pré-estreia, então aproveitem. Bem é isso pessoal, com isso praticamente encerro os filmes que vieram para o interior, ficando apenas a animação que veio em pré-estreia, mas deixarei para ver ela na semana que vem, já que não aparenta vir mais nada para o interior já que "Transformers" deve roubar todas as salas. Então abraços e até quinta pessoal.


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A Marca do Medo

sexta-feira, julho 11, 2014 |

É interessante que quando vemos no pôster ou no trailer o escrito "baseado em fatos reais", o filme pode até ter cara de bobo, mas nos incentiva a ver, afinal quem não gosta de ver alguma bizarrice que algum maluco fez não é mesmo? Porém com o filme "A Marca do Medo", que é embasado na Experiência Phillip realizada em Toronto em 1972, o filme ficou na dúvida de qual estilo de linguagem de terror iria seguir, colocando um pouco de tudo e não agradando de nenhuma forma. O propósito de alguns filmes de terror é assustar, mas quando o susto vem trabalhado é uma coisa, agora quando é apenas jogado em nossas caras, acaba não agradando muito e é bem isso o que acaba sendo feito nesse filme.

O longa nos mostra que durante uma aula na universidade, um professor pergunta a seus alunos o que são fenômenos sobrenaturais e se é possível provar que eles existem. Como ninguém consegue responder, ele decide formar uma equipe com três alunos para investigar o estranho caso de Jane Harper, garota aparentemente possuída por demônios. O experimento consiste em isolar Jane dentro de um casarão e fazer uma série de testes, na esperança que os poderes paranormais na garota se manifestem diante das câmeras.

O roteiro em si é até simpático, e se tivessem trabalhado ele um pouco mais ao invés de colocar apenas sustos na tela, por exemplo trabalhando mais a ideologia que o jovem cinegrafista resolveu pesquisar, com toda certeza teríamos outro estilo de filme que agradaria bem mais. Outro problema da direção foi a falta de escolher o estilo de filme que iria seguir, pois temos todos sem exceção modelos que apareceram nos últimos anos, e isso acaba bagunçando a cabeça dos espectadores, que em alguns momentos ficam esperando acontecer alguma coisa sobrenatural em algum canto, outras vezes esperamos a menina sair gritando feito um ser demoníaco, em outras com cenas onde tudo é escuro e não enxergamos um palmo, ou seja, o diretor John Pogue que fez um bom primeiro filme em 2011 acabou se perdendo ao misturar elementos que desconhecia que acabaram não servindo para muita coisa. Além de pegar a história e acabar deixando ela mais confusa do que já era inicialmente.

As atuações estão interessantes de observar, principalmente da jovem possuída feita por Olivia Cooke que conseguiu ser uma incógnita durante todo o filme e isso é bacana de ver quando uma artista segura a tensão e não revela facilmente a resolução de um terror. Sam Claflin abusou do lado romantizado que está acostumado a fazer, e poderia ter sido menos cético no personagem, de forma que alguns momentos seus até soam bobos demais. Jared Harris está bem colocado na trama e agrada seus trejeitos e a forma sombria que mantém até o fim, claro que seu modo de professor desaparece rapidamente demais, mas isso é um problema de roteiro e não de atuação. Erin Richards por muito pouco não virou a garota gostosa que vira picadinho em 30 segundos de filme, o que é um clichê super tradicional dos filmes de terror, mas não convenceu ser a psicóloga experiente para manter a personagem. Rory Fleck-Byrne é o enfeite da vez, sendo sua atuação de técnico dos aparelhos tão útil quanto as cenas mais escatológicas de vômito que sempre colocam nesse estilo.

O conteúdo visual do filme é muito bem feito, com a casa mal assombrada escolhida na medida, com portas pintadas grosseiramente, ambientes sujos, equipamentos antiquados e tudo mais para dar um ar tanto da época quanto assustar mais ainda. A câmera usada pelo rapaz para filmar tudo é uma relíquia total e usá-la para retratar esses episódios é quase uma loucura gigante. Ou seja, ao menos nesse quesito a produção compensa bem dando uma cara própria para o filme que já continha coisas clichês demais no roteiro e ao menos em algo precisariam caprichar. A fotografia padrão total de cenas extremamente escuras que pegam o público desprevenido e quando não usando uma gramatura mais suja e cheia de ranhuras como filtro para aparentar um filme mais de época, além claro das imagens feitas pela "pequena" câmera de mão que dão uma qualidade mais estranha e interessante de ver na trama.

Enfim, é um filme que tinha até potencial para ser um terror excelente, mas foi meio mal planejado e estruturado, de forma que até assustamos com diversas coisas, mas a sensação é de que vimos algo que se duvidar amanhã mesmo já nem lembraremos de ter assistido de tão fraco que acabou ficando o conteúdo. Não posso dizer que foi o pior filme que já vi, mas esperava ao menos algo que ficasse com mais medo do que assustado em alguns momentos, como foi o caso do outro filme dessa semana "O Espelho", portanto só vá assistir se realmente não tiver mais nenhum outro para conferir, e de preferência escolha horários mais vazios, pois ninguém merece uma sala cheia de jovens crianças crescidas que ficam fazendo graça a cada cena mais envolvente. Bem é isso, ainda tenho mais um apenas para conferir nessa semana, mas provavelmente confiro ele hoje a noite, então abraços e até breve pessoal.


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Causa e Efeito

quinta-feira, julho 10, 2014 |

Sinceramente, após o sucesso de "Chico Xavier - O Filme", tinha uma certeza imensa de que veria uma enxurrada de filmes baseados em livros espíritas explodirem nos cinemas, mas infelizmente como digo sempre quantidade não é qualidade, e na mesma velocidade que surgem novos filmes do gênero, a maioria tem decepcionado monstruosamente no quesito técnico. De forma que hoje ao conferir "Causa e Efeito", a história passada até é bem interessante e já havia até ouvido em algum outro filme, mas a maneira que foi produzido fez me sentir vendo os primeiros curtas metragens que produzimos na faculdade, com diversas preocupações menores em esconder rótulos de cerveja, uísque e refrigerante e falhar insistentemente em botar um realismo que fosse no conteúdo interpretativo. E se num certo momento parecia que ia dar uma melhorada, a cena final feita no melhor estilo das primeiras novelas da Rede Record, utilizando slow motion e tudo mais, acaba fazendo o público, em sua maioria frequentadores da religião rirem insistentemente com o que vem na sequência, ou seja, mais um filme que conseguiu manchar novamente o cinema brasileiro, que tanto torço pra decolar e quando acho que está melhorando me aparece alguns assim.

O filme nos mostra que Paulo é um ex-policial que perde a esposa e o filho em um acidente causado por um motorista alcoolizado. O motorista não é preso e inconformado Paulo torna-se um matador de aluguel. Porém, quando é contratado para dar um fim em uma garota de programa, ele se sensibiliza com a história dela e importantes mudanças acontecem em sua vida.

Como disse, a história em si é interessante e possui uma boa mensagem, que podemos acreditar ou não de acordo com a religião de cada um, mas o problema estrutural do filme já começa na composição do roteiro, pois o fator principal para acontecer tudo já começa com a cena do atropelamento parecendo um videoclipe, faltando apenas os cantores surgirem num canto com uma música melodramática, depois temos as cenas cômicas e estranhas envolvendo as três religiões, os sonhos/acontecimentos em plano espiritual beiram toda uma fantasia mística que foi onde gastaram dinheiro para efeitos especiais, os personagens malvados são piores que vilões de animações, ou seja, um misto de problemas que poderiam ter trabalhado mais o roteiro e feito algo talvez menor e mais conciso que agradaria muito mais. Porém o diretor André Marouço que roteirizou outro filme fraco em 2011, mas que ao menos colocava a ideologia em primeiro plano, optou por fazer uma produção totalmente enfeitada que resultou novamente em um filme completamente perdido dentro de uma obra cinematográfica, ou seja, é garantia de arrependimento assistir até para quem for espírita. Ao menos melhorou a parte de diálogos, não ficando tão preso a ideologia espírita, mas com a história desorientada ficou difícil ficar feliz com o que dizem os protagonistas.

E falando nos atores, Matheus Prestes se esforçou bastante para segurar seu semblante, visto que em alguns momentos é notável seu desespero por estar fazendo a cena daquela maneira, já disse isso uma vez e repito, ator quando não está satisfeito com o que o diretor manda transparece fácil na atuação, e o jovem aqui até faz boas cenas, mas em diversos momentos o que está fazendo é tão fora do normal que qualquer um faria que não há quem acredite. Henri Pagnoncelli consegue até manter a linha de durão, de deputado corrupto e tudo mais, mas força muito seu lado teatral, fazendo caras e bocas exageradas demais que não condizem com a linguagem cinematográfica. Naruna Costa é outra atriz que aparenta estar perdida com o que está fazendo, mas é a mais sutil em trejeitos, tentando sempre sensualizar e concentrar dentro da personagem, mesmo que comece sendo forçada, depois passa pelo momento desesperador, depois fica no nível folgado demais. Os personagens do padre, pastor e espírita vou preferir nem comentar nada, afinal é o exagero em cima do exagero o que eles fazem.

Embora o longa tenha muitos erros, um dos poucos acertos está na tentativa visual, que com locações simples, mas bem encaixadas para a trama, o filme nos situa bem de onde eles estão, mas o erro iminente de só porque determinada marca de bebidas provavelmente não patrocinou o filme, é burrice demais arrancar os rótulos e deixar sem nada, ou até mesmo colar um adesivo de algo que beira o amadorismo total. Alguns Inicialmente o filme aparentava ir para um rumo visual, mas com o andamento acabaram se perdendo demasiadamente e os elementos vão ficando mais escassos, e isso é uma pena, pois a direção de arte aparentava ser a melhor coisa do filme no começo. A equipe de fotografia deve ter lido o roteiro e pensado que seriam loucos para fazer tanta cena com diferentes nuances, e aí optaram pelo mais fácil, joga uma fumaça aqui, ilumina de branco estourado ali, coloca uns fantasmas na outra cena, e com isso o filme é trapalhada em cima de trapalhada, não tendo uma linguagem sequer de iluminação.

A trilha sonora do filme é marcada por momentos felizes bobos, suspense que vai acontecer alguma coisa, sons mórbidos para os vilões, e essa regra vai se repetindo durante o filme todo, ou seja, a criatividade sonora passou bem longe deles.

Enfim, como já falei algumas vezes, odeio falar mal de filmes nacionais, mas não tem jeito, assistimos um filme bom e vem 10 ruins para estragar o que o bom faz, e infelizmente esses ruins conseguem não sei por que uma melhor distribuição, mais brasileiros acabam vendo isso e só saem falando por aí que filme nacional não presta, enquanto outros bons passam meia semana numa cidade e já saem de cartaz, isso quando passam. Ainda estou me perguntando muito o que a Paris Filmes viu nesse filme para distribuir tantas cópias pelo país, pois não recomendo de forma alguma o filme nem para meus amigos espíritas, quanto mais para qualquer outra pessoa. Bem é isso pessoal, fico por aqui agora encerrando a semana cinematográfica, a próxima veio com bem poucas opções, mas nem por isso irei desanimar, então volto em breve com mais filmes por aqui, abraços e até lá.


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Jersey Boys: Em Busca da Música

quarta-feira, julho 09, 2014 |

O estilo musical é um dos que mais sofre ao cair nos cinemas, pois ou o público gosta das canções e não vai gostar do que verá no filme, ou quem gosta de um filme mais interpretado irá se revoltar com tantas músicas cantadas. Quando Clint Eastwood anunciou que iria filmar a biografia de Frankie Valli, muitos torceram o nariz, pois o estilo musical da Broadway não é algo que Clint seja bom, e por contar diversos problemas que os protagonistas tiveram talvez o longa se perdesse. Mas foi feito, e "Jersey Boys: Em Busca da Música" é um filme com boas músicas, mas que o diretor precisava ter trabalhado mais a interpretação dos protagonistas e ter exagerado menos na quantidade de diálogos direcionados para a câmera, pois a história poderia ser contada normalmente, não necessitando que cada momento um protagonista viesse dizer para o espectador o que iria acontecer ou no que estava pensando, e isso foi o que mais cansou na história.

O filme nos mostra que na década de 1950, o ítalo-americano Tommy DeVito divide seu tempo entre cometer pequenos furtos e comandar uma banda. Ele é amigo do jovem e talentoso Frankie Valli que, não demora, é convidado para se juntar ao grupo musical. No entanto, com a entrada do compositor Bob Gaudio, eles - ao lado de Nick Massi - formam uma das mais bem-sucedidas bandas dos anos 1960, o The Four Seasons, responsável por hits como "Sherry", "Big girls don't cry", "Walk like a man" e "Can't take my eyes off you". Baseado no musical da Broadway, o longa de Clint Eastwood mostra a ascensão e queda do quarteto, de muito talento, mas envolto em uma nuvem de brigas internas e relações escusas com a máfia.

Como a própria sinopse já nos apresenta, o grupo foi muito grandioso, com músicas que até hoje ainda ouvimos tocando em diversos filmes, e até em rádios, mas ao apresentar a quantidade de problemas que eles tiveram, o filme entra num rumo bem desesperador. O diretor sempre foi muito bom com dramas, mas ao trabalhar um filme musical colocando o ritmo necessário para mixar cada ato, ele ficou um pouco perdido, e certos momentos acabam sendo até desorientados demais. Outro problema é que temos na maior parte atores teatrais, e ao colocá-los frente às câmeras temos muitas cenas que eles parecem não saber para onde olhar, a principal cena que chega a beirar a lástima é a de Frankie sentado após o enterro, que não necessitava daquela cena, e além de feia pelo ator estar estranho, poderia encaixar totalmente a seguinte que ninguém notaria falta. O roteirista brasileiro Marshall Brickman está acostumado a fazer filmes no estilo Woody Allen de ser, ou seja, quando os protagonistas costumam conversar com os espectadores, colocou demasiadamente esse recurso no filme e isso infelizmente atrapalhou o andamento do filme, pois ele poderia ser contado tradicionalmente, ou caso quisessem, apenas utilizando de musicalidade transformando o longa em um musical alongado que agradaria bem mais. Não estou dizendo que o filme tenha ficado ruim, muito pelo contrário, é até gostoso de acompanhar, mas acabaram exagerando muito em coisas que não eram necessárias, e a dramaticidade dos problemas juntamente com as músicas acabaram ficando sempre em segundo plano. Apenas para citar, a cena de créditos que recaiu exatamente para o lado musical de um filme ou peça, é a cena mais bonita de se ver do filme.

Como o filme dependia muito que os atores cantassem, a escolha do elenco foi praticamente toda em cima dos atores do próprio musical e isso foi ao mesmo tempo um acerto e um erro, pois como disse acima, precisariam ter trabalhado mais na interpretação para câmeras com eles, e isso não foi feito, mas por um outro lado, a questão de cantorias foi perfeita. John Lloyd Young fez um Frankie Valli como nunca, tendo o falsete em um tom preciso e agradável demais na sonoridade, mas nas cenas que exigiram uma interpretação melhor de diálogos ou até mesmo de expressão mostrou que ainda é muito novo para as câmeras. Vincent Piazza trabalhou bem e soube mostrar toda a arrogância que Frankie falava de Tommy ter na biografia, e o trabalho do ator foi feito na medida em todas as épocas que o filme passou, mostrando ser o mais experiente ator dentre os jovens ali dispostos, claro que teve que aprender a cantar para se dar bem no time, mas não foi algo que falhasse tanto no filme. Erich Bergen foi preciso nos momentos chave e conseguiu demonstrar tanto na forma musical quanto na atuação bons momentos de seu Bob Gaudio, claro que não é o ponto mestre da trama, mas ao menos se esforçou mais em não dar gafe frente às câmeras. Agora que vozeirão tem Michael Lomenda, sempre dando tons acima da média, agradou muito no que fez, e também por ser segundo plano no quesito interpretativo, conseguiu agradar bastante fazendo Nick. Agora é uma pena que a questão máfia ficou bem em segundo plano no filme, pois as cenas que contém Christopher Walken são as mais geniais e interessantes de ver, afinal o ator é esplêndido em qualquer papel que faça. Das mulheres vale destacar apenas Renée Marino que fez a esposa de Frankie e colocou em força interpretativa todos os seus momentos, mostrando como a mulher forte e representativa era nos anos 50.

O quesito visual foi muito primoroso ao mostrar os estúdios tanto de TV como de gravadoras onde passavam os sucessos do passado, e bem como os artistas tinham de buscar para clamar seus sucessos, e trabalhando bem o quesito épico do filme, temos bons elementos cênicos tanto nas casas quanto nas ruas para representar bem tudo. O figurino está impecável e agrada bastante com o que foi mostrado, e junto da equipe de maquiagem, acho até possível que consiga ser lembrado no Oscar do próximo ano, afinal todos os atores fizeram o mesmo papel durante os 40 anos que se passa a trama, ou seja, mandaram muito bem na caracterização. A fotografia também soube dominar colocando tons avermelhados sempre em contraluz para chamar atenção nos momentos mais densos e iluminando bem nos momentos alegres da trupe, ou seja, um filme que agradou demais na técnica e faltou um pouco na dramaticidade.

Bom, no quesito musical nem tenho o que falar, afinal a banda Four Seasons sempre teve músicas marcantes e bem gostosas de ouvir, então escolheram as mais conhecidas para que o público acompanhasse e saísse ao menos satisfeito com a sonoridade, de forma que nos vemos balançando os pezinhos durante toda a exibição com a qualidade vocal dos atores e com todo o trabalho musical que foi feito.

Enfim, é um bom filme que poderia ter sido extremamente melhorado e agradaria bem mais. Porém quem gostar de boa música vai ficar bem feliz se não notar tanto os defeitos. Recomendo assistir com essas ressalvas. Quem for de Ribeirão Preto e não foi conferir, vai ficar sem ver ele, pois como não deu quase bilheteria nenhuma, ficou apenas 1 semana em cartaz nos cinemas daqui, ou seja, aguardem para locar que vai ser o jeito. Fico por aqui agora, mas hoje ainda irei conferir mais um filme e volto para contar o que achei. Abraços e até mais pessoal.


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O Espelho

quarta-feira, julho 09, 2014 |

O gênero terror é um estilo que ou sabem fazer ou destroem, pois ultimamente acabou virando uma moda de sucesso que fez com que tivéssemos uma quantidade maior do que a qualidade de filmes, e dessa forma quando aparecem bons filmes, aqueles que nos deixam de cabelo em pé sem ficar apenas levando sustos ou vendo sangue vazar pela tela, temos de aplaudir e recomendar para todos que gostam do estilo ver muito para quem sabe os produtores aprendam que é desses que gostamos. Com "O Espelho" temos um filme que mais do que conter uma boa história, nos ganha pela excelente montagem que arquiteta ao misturar passado e presente, trabalhando tanto como um jogo de ilusões que só um objeto tão malévolo como é um espelho conseguiria fazer tudo isso mesmo que não fosse assombrado como preza a história. Ou seja, um filme que pode até confundir um pouco devido a nunca sabermos onde está a verdade ou até que ponto quem está pregando uma peça nos protagonista é realmente o espelho ou suas próprias mentes, mas quer mais beleza do que um filme assim?

A sinopse do filme nos mostra que Tim e Kaylie são dois irmãos traumatizados pela morte inexplicada dos pais. Tim, acusado de matá-los, foi preso. Anos mais tarde, ele é libertado e tenta esquecer o passado, mas Kaylie tem certeza de que o verdadeiro culpado pelas mortes é um espelho, que ela acredita ser assombrado.

Um fator interessante no filme que acaba destacando tanto ele é a sua montagem precisa, e o que mais assusta ao subir os créditos é ver que ela foi feita pelo diretor Mike Flanagan que originalmente escreveu e dirigiu também o curta-metragem homônimo que deu base para esse filme, ou seja, não é apenas uma historinha escrita em 10 minutos que acabou dando certo apenas, é todo um processo que fez com que o filme ficasse sim perfeito de acompanhar e até de ficar com certo medo de dar uma olhada no espelho depois de assistir ao filme. O posicionamento de câmera que o diretor escolhe é outra perfeição, afinal o que acaba diferindo tanto de outros filmes do gênero é que ele abusa do envolvimento dos atores, não necessitando tanto do ambiente em si, então temos muitos closes, muitas câmeras proximais e sendo sábio para usar o cenário apenas quando é necessário envolver um pouco mais de iluminação apenas para aparecer algum detalhe. E dessa forma a história flui prendendo o espectador na cadeira, pois sentei no corredor e durante todos os 104 minutos de duração ninguém levantou para ir ao banheiro nem sair correndo com situações asquerosas que costumam mostrar em outros filmes.

Falar da atuação é repetir uma frase que fico insistentemente pensando nela: como fica a cabeça de uma criança ao trabalhar num filme de terror? Claro que aqui os jovens são pré-adolescentes, mas ainda assim como têm uma grande participação interpretativa tudo o que é colocado para fazerem em algum momento vai ser lembrado nas suas memórias. Mas tirando esse detalhe que é da minha cabeça, o que Annalise Basso faz é de humilhar muito ator grande por aí, a jovem tem um carisma envolvente para chamar atenção em todas as cenas que precisa e conseguiu assimilar perfeitamente os mesmos trejeitos de Karen Gillan que também foi precisa em diversos momentos ressaltando um misto de loucura mental com desespero por resoluções, e o encaixe entre as duas é tão notório que há certos momentos em que a câmera pega certos enquadramentos que ficamos em dúvida de qual está interpretando ali. O jovem Garrett Ryan seguindo minha ideologia já está perturbado pelo resto das próximas 50 vidas, pois a maioria do seu currículo de 15 anos de vida é apenas de filmes e séries de terror, mas com isso o garoto já aprendeu bem o estilo de expressão de medo que convence bem e isso fez toda diferença ao passar seu temor e desespero frente a tudo que precisa fazer em suas cenas. Brenton Thwaites trabalhou bem, mas não foi tão eloquente com sua interpretação, ou melhor, se queria passar intenção de ser uma pessoa confusa com tudo o que estava rolando ali, foi perfeito, mas isso soou muito artificial em diversos momentos e poderia ter se doado na mesma proporção que sua versão jovem. Rory Cochrane trabalhou bem para convencer a influência do espelho sobre ele, e oscilando entre momentos de cara fechada e alguns mais dolorosos, soube impostar bem a voz para ser rude quando precisou, seu personagem é mais um marionete do filme em si, mas trabalhou tão bem que agrada. Katee Sackhoff inicialmente chega a ser mais irritante do que fazendo uma boa interpretação, mas conforme vai sofrendo as ações do espelho e do marido, acaba ficando agradável e assustadora na medida correta. Os demais personagens acabam aparecendo pouco e não sendo algo que devesse ser reparado, tendo apenas James Lafferty fazendo algumas caras e bocas tão desnecessárias no início que ficamos felizes de nas demais cenas apenas dizer poucas palavras ao telefone e retornar apenas em determinado momento chave para conciliar mais ainda a loucura do filme.

Como disse antes é um filme de atores, então gastei mais tempo falando de cada um, mas no quesito visual, a casa onde o longa se passa foi muito bem colocada tanto na versão do passado quanto na que está rolando ali, então o que vemos são detalhes cênicos para relembrar cada ato e além de nos envolver observando algo acabar confundindo com a ilusão de ser outra coisa. O espelho protagonista é ao mesmo tempo uma beleza clássica, mas assusta também com seu estilo robusto e imponente, com toda certeza não gostaria de ter um treco daquele em minha casa sendo assombrado ou não. A fotografia usou muito da falta de iluminação para nos confundir, afinal esse é o fator marcante de um bom terror, saber trabalhar a iluminação escura para pregar sustos nos espectadores, porém aqui serviu mais para dar o jogo de ilusões, a sacada das várias lanternas de LED também foi importantíssima, pois a luz fria ajuda disfarçar rastros que a luz amarelada enalteceria, ou seja, perfeito trabalho de iluminação fotográfica.

Enfim, um filmaço de terror que marcará o nome do diretor e quem sabe volte a fazer mais coisas boas, pois fico na torcida de que apareça sempre representantes do gênero que saibam fazer o terror nos impressionar e não ficar pulando da cadeira a cada dois minutos ou sair do cinema com nojo de tanto sangue derramado. Como já disse uma vez, o terror psicológico é muito mais forte e quem souber fazer bom uso dele, conseguirá fazer filmes perfeitos. Como citei nos atores, o único mais fraco foi o jovem protagonista, que demorou muito para engrenar, então ele será o responsável apenas de não dar a nota máxima para o filme, mas ainda assim recomendo muito que quem gosta de um bom terror confira o filme. Fico por aqui agora, mas ainda irei aproveitar o feriado para conferir mais filmes e poder fechar a semana com tudo que veio para o interior, então abraços e até mais tarde pessoal.


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O Lobo Atrás da Porta

terça-feira, julho 08, 2014 |

Uma coisa que podemos afirmar com muita certeza é que tem surgido no cinema nacional diversos filmes que abrangem gêneros que não costumávamos ver em nossa língua, e isso é algo que nos deixa com muito orgulho, ainda mais quando surgem obras marcantes como é "O Lobo Atrás da Porta" que vem a cada dia conquistando mais prêmios nacionais e internacionais, e arrebatando elogios da crítica. O motivo principal de um suspense conquistar tanto o público é o fator de o diretor trabalhar com vertentes tão humanas que embora possamos falar que uma pessoa normal não faria o que ocorre no filme, também podemos expressar que qualquer um também pode fazer. E ao colocar as diversas versões de cada um dos envolvidos o longa que teria tudo para se tornar cansativo, acaba nos prendendo de uma forma que nos vemos julgando cada um como se fôssemos parte de um júri em um tribunal, sem que o filme precisasse imprimir um tribunal na tela.

A sinopse do filme nos pontua que após o desaparecimento de uma criança faz com que seus pais, Bernardo e Sylvia, fossem até uma delegacia. O caso fica a cargo de um delegado que resolve interrogá-los separadamente. Logo descobre que Bernardo mantinha uma amante, Rosa, que é levada à delegacia para averiguações. A partir de depoimentos do trio, o delegado descobre uma rede de mentiras, amor, vingança e ciúmes envolvendo o trio.

O roteiro que é livremente inspirado na história real da "Fera da Penha" trabalhou bem pontuado em situações cotidianas que estamos habituados, e claro que de um modo ficcional, o diretor e roteirista Fernando Coimbra optou por não ser tão contundente com alguns personagens, e dessa forma o suspense só foi melhorando juntamente com os planos e recortes precisos para a cada ato ir nos envolvendo mais, e ao final já nos vemos torcendo pelos personagens. Porém o que diferencia o longa de recair para o lado novelesco, que beirou muito em diversos momentos, é a linguagem mais impactante de uma trama direcionada, onde o importante é a atuação bem colocada aonde o diretor imprimiu sua marca, e isso só faz com que o nosso cinema cresça mais lá fora e até mesmo aqui, pois nos aproxima mais da tradicional linguagem de seriados que tanto tem crescido. O filme também conta com boas sacadas para nos situar ao cotidiano ambientado de cada um dos personagens, e com trejeitos até puxados para a comicidade, o diretor acerta a mão para nos pregar algo inesperado ao final, desenhando bem mais do que uma trama policial simples dentro de um filme marcado por situações, e não apenas uma linha contínua.

Como ressaltei acima, o ponto forte do filme está nas grandes atuações dos protagonistas que conseguiram trabalhar o roteiro de forma a nos chamar atenção para cada cena individual sua e agradar com personalidades marcantes, mostrando que cada ato foi bem dirigido. Já considerávamos Leandra Leal uma excelente atriz por diversos outros papéis, e a forma que domina a cena no longa é impressionante, conseguindo mostrar mais do que uma atuação única, mas sua essência em forma de uma personagem. Milhem Cortaz possui bons momentos, nem todos tão precisos, mas consegue cativar e ser coerente nas cenas que necessitou demonstrar mais atuação e menos caras e bocas que acabou exagerando na cena em que conhece Rosa. Outra atriz que tem crescido muito é Fabiula Nascimento, pois tem mostrado que sabe incorporar tanto bons personagens cômicos como incorporar uma dramaticidade mais segura, e com isso no filme ela dá um tempero bem interessante para sua personagem de forma a parecer estar vivenciando um momento, e assim agradar no que faz. Juliano Cazarré colocou imponência para fazer um delegado que chama atenção mesmo tendo poucas cenas, fazendo de seus diálogos pontos marcantes no filme que agradam tanto pela eloquência quanto pela ironia apresentada, valeria a pena até ter mais cenas no longa. Outro destaque do filme fica por conta de Thalita Carauta que mostra que não é boa apenas para fazer piadas, e mesmo funcionando em alguns momentos como válvula de escape da tensão, conseguiu manter uma seriedade bem característica.

Visualmente o longa impressiona por um grande detalhe de não parecer o Rio de Janeiro, podendo estar ocorrendo em qualquer cidade se não fosse dito os nomes dos bairros durante toda a execução, pois saindo do tradicionalismo que até chega a cansar de ficar mostrando o Cristo e as favelas, o filme se concentra no subúrbio de uma maneira mais crua e viva, abusando de locações bem encaixadas para a trama e trabalhando mais com cenas onde os atores pudessem ser mais importantes que a própria cenografia em si, não que o longa não conte com bons elementos cenográficos, mas todos são usados apenas como parte da cena, e não como detalhe da cena. A fotografia de Lula Carvalho é algo que já está virando marca própria nos filmes nacionais e internacionais, pois ao colocar iluminações fortes contrapondo o momento da cena, ele nos mostra a essência de cada ato e juntamente com diversos planos-sequência que o diretor usou e abusou, o recorte final acabou impactando até mais do que poderia.

Com uma sonoridade interessante, a trilha original também agrada bastante e dá uma ambientação diferenciada para o filme, marcando cada momento com a forma que deve ser, talvez colocaria alguns tons mais sombrios em mais cenas, mas ficaria piegas demais, então o ritmo colocado foi o ideal para o filme.

Enfim, um ótimo exemplar nacional que coloca o Brasil no rumo de outras vertentes além das tradicionais comédias, e como foi dito no debate pós-filme com o diretor, quem sabe em breve nas locadoras tenhamos filmes classificados como devem, no caso Suspense e não apenas Filme Nacional. Não posso dizer que é um filme perfeito, pois temos alguns momentos que poderiam ser melhores, apenas para citar um o momento de encontro inicial dos dois, mas também não é nada que estrague o mérito do filme de ser um dos melhores do ano. Então recomendo com certeza o longa e fico até na torcida para que quem sabe ele ainda alcance rumos mais altos além de todos os prêmios que já está levando. O longa sofreu um pouco com a distribuição, afinal entrou em cartaz com grandes blockbusters no começo do mês passado, vindo a estrear somente agora em Ribeirão Preto à partir da próxima Quinta-feira, após ter passado por diversas capitais, então fica a dica pro fim de semana. Bem é isso pessoal, fico por aqui agora, mas ainda tenho muitas estreias por aqui para conferir e postar minha opinião, então abraços e até breve.


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Khumba em 3D

domingo, julho 06, 2014 |

Que não existem só três estúdios de animação, o público já conseguiu assimilar, e a cada dia que passa surgem em nossos cinemas filmes oriundos de diferentes países que nem imaginávamos que faziam algo no meio cinematográfico, quanto mais no campo das animações. Proveniente da África do Sul, "Khumba" até tenta passar algumas lições de moral para as crianças, mas ficou tão puxado para uma ideologia mais triste que acabou faltando carisma até mesmo para os personagens mais fofinhos que poderiam levar o filme para um rumo onde as crianças e também os adultos gostassem do que estavam vendo nas telas, e o que se viu na sala foi apenas o silêncio total do início ao fim apenas prendendo a atenção da garotada por trabalhar com cores mais tranquilas, e não porque estavam se divertindo.

O filme nos mostra que Khumba é uma pequena zebra que nasce com a metade do corpo sem listras. O animal logo sofre o preconceito de todos ao redor, e segundo uma lenda local, o seu nascimento é responsável pela falta de chuva na região. Para tentar remediar este grande problema, Khumba decide partir em uma viagem solitária pela savana africana, para encontrar um lago mágico capaz de restituir as listras que lhe faltam, trazendo de novo a chuva ao seu povo. No caminho, ele encontra outros animais com traumas pessoais e isolados de seu bando, como uma fêmea gnu, um avestruz e um tigre cego de um olho.

A síntese do filme é até interessante por trabalhar a parte mais árida da África de uma forma simples, mas bem colocada, de alguns animais se isolarem, outros que acabam debandando de seus bandos, e até por colocar a lição de respeitar as diferenças para os pequeninos, mas poderiam ter trabalhado de uma forma mais alegre e divertida que a certeza do sucesso seria bem maior, mas por ser o primeiro longa do diretor Anthony Silverston, que já está até finalizando uma continuação da animação para o ano que vem, quem sabe tenha conseguido resolver esses pequenos detalhes e colocando mais atenção em alguns personagens mais divertidos tanto para dar lição quanto alegrar as famílias que forem assistir ao filme, e dessa forma fazer com que o roteiro tenha mais vida.

Já falei da falta de carisma dos personagens, e dessa vez, não sei se por terem apelado tanto nos trailers ao mostrar quem são os dubladores dos protagonistas, que ficou notório as vozes de Rodrigo Faro, Marco Luque e Sabrina Sato, e o mais engraçado foi que a personalidade de Luque caiu muito bem para o avestruz, quem sabe se tivesse mais destaque até agradaria bem mais o filme e chamaria atenção para algo mais animado. Outros personagens que acabaram agradando e aparecem bem pouco são os pequenos bichinhos das montanhas que cantam e a ovelha velha que se acha uma cabra, então vale a pena destacar que foram bem feitos seus momentos.

Visualmente, a trama foi bem desenhada, e mesmo não tendo tanto realismo na cenografia e nos personagens, pois a modelagem ficou bem mais próxima de desenho do que parecidos com animais reais, conseguiu nos remeter bem ao problema das secas que muitos animais sofrem e acabam se adaptando para continuarem vivos. A fotografia puxou bem no tom amarelo para secar a cenografia e com isso o tom amarelo demais acaba dando um pouco de sono, e como o ritmo não é muito agitado, o longa acaba cansando um pouco. Quanto do 3D, temos algumas profundidades bem leves, e só, nenhum objeto é retratado com sensações tridimensionais, não temos quase nada saindo da tela, e o se tirarmos os óculos veremos apenas poucas imagens borradas, mas quase nem chega a atrapalhar, então como sempre falo, quem ainda estiver afim de conferir o filme, economize indo nas sessões 2D.

Agora uma parte agradável da trama são as canções africanas que possuem uma cadência interessante, mas ao mesmo tempo que ela é gostosa de ouvir, faltou dar uma toada mais acelerada nela para o ritmo do filme agradar mais, mas ainda assim é algo bonito de ouvir durante a execução da trama. A canção original final foi regravada pela banda Fresno e ficou bacana como um fechamento para o longa, porém quase ninguém acaba escutando ela inteira, já que como de praxe, começou os créditos o pessoal já sai da sala, principalmente num filme que não agradou durante toda a execução.

Bem pessoal, é isso que tenho pra falar da animação, é bacana ir conferir para vermos a forma de traços de uma escola cinematográfica que conhecemos pouco, no caso a africana, mas como o filme é fraco e não empolga tanto, quem for como disse economize e vá ver numa sala 2D para economizar, mas não é nenhum filme que você irá sair feliz de ter visto. Fico por aqui agora, mas essa semana temos muitas estreias pelo interior, então abraços e até bem breve com novos posts.


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Transformers - A Era da Extinção em 3D

sábado, julho 05, 2014 |

Acho interessante parar e refletir alguns minutos sobre o quanto vários críticos odeiam o Michael Bay, mas se olharmos o quanto o cinema blockbuster tem disparado devido às suas explosões e cada vez mais tendo filmes de tirar o fôlego, só temos de agradecer, comprar um pacotão master de pipoca e curtir, pois o entretenimento proposto em "Transformers - A Era da Extinção" vai muito além de apenas um filme cheio de explosões, é ação do começo ao fim que a única vontade que dá ao final de longas quase 3 horas sentado é aplaudir e mandar começar novamente para ver cada detalhe num ritmo frenético que só um diretor maluco teria a capacidade de trabalhar um filme desse tamanho, e já que foi apenas o início de uma nova trilogia, que venham logo os demais, pois esse foi num nível que fez os outros 3 filmes serem formiguinhas esmagadas por um elefante.

O filme nos mostra que alguns anos após o grande confronto entre Autobots e Decepticons em Chicago, os gigantescos robôs alienígenas desapareceram. Eles são atualmente caçados pelos humanos, que não desejam passar por apuros novamente. Quando Cade encontra um caminhão abandonado, ele jamais poderia imaginar que o veículo é na verdade Optimus Prime, o líder dos Autobots. Muito menos que, ao ajudar a trazê-lo de volta à vida, Cade e sua filha Tessa entrariam na mira das autoridades americanas.

Claro que filmes desse estilo não podemos cobrar uma história elaboradíssima, que vá exigir que nossas mentes saiam do corpo e voltem de um outro plano para entender o que é mostrado, afinal um blockbuster de ação tem como primor que o pessoal vá assistir, se divirta, e volte para rever, vibrar com toda a ação, e cada vez torça para explodir mais coisas. E Michael Bay sabe fazer isso melhor que qualquer um, e não nos decepciona em momento algum. Com um misto de reboot da franquia, mas continuando tudo que já foi deixado, a grande sacada do roteiro foi envolver tanto novos robôs quanto novos atores para dar um gás maior na trama, só que aí entrou algo que alguns podem até enxergar como um problema, para explicar tudo nas entrelinhas a duração ficou bem alongada com 165 minutos, mas felizmente não temos nenhum momento para piadinhas soltas e enrolação, misturando todos os pontos cômicos com explosões e peças voando pra todo lado para ninguém em sã consciência pensar em dormir e até fazer muitos morrerem de vontade de ir ao banheiro só para não perder nada. Esse acerto do roteiro de Ehren Krugen que foi responsável também pelos 2 últimos filmes dos robozões mostra que ele agora chegou no ápice da composição dos personagens, sendo muito responsável por deixar nas mãos do diretor um roteiro com minúcias boas para intrigar, divertir e convencer de que não estamos vendo algo que está somente em busca de muito dinheiro, claro que pensam demais nisso e irão conseguir, mas a busca por não errar no que já fizeram e entreter cada milésimo de segundo do espectador é feito na medida correta e com certeza podemos esperar uma nova trilogia bem melhor que a passada e com bem menos erros.

Um outro grande acerto do filme, foi a substituição total do elenco de humanos, pois a entrada de grandes nomes na produção elevou o nível de atuação para outro patamar, não que Mark Wahlberg seja sensacional, mas ele tem maiores facetas interpretativas e sabe se posicionar numa guerra não parando para pancadaria, mas indo pro tiro como deve ser, e nos momentos que exigiram dele dialogar e mostrar reações, fez na medida perfeita. Stanley Tucci é outro nome impressionante para o filme e caiu como uma luva num misto de vilão abobado que por certos momentos acaba ficando até perdido no que deve fazer, mas como sendo uma característica própria do personagem, não havia outro ator melhor para encarar o papel e fazê-lo divertido e carismático. Os jovens Jack Reynorm e Nicola Peltz formaram uma boa dupla, tendo química e encaixando as poucas cenas de romance (Graças a Deus!) com uma interpretação cabível e dando respostas nos momentos certos para interagir tanto com os robôs quanto nas cenas que precisavam demonstrar apenas trejeitos mais fortes. T.J. Miller faz bem seus momentos mais cômicos, mas embora fosse um personagem carismático, o seu Lucas foi o escolhido da vez para dar o lado mais dramático e vingativo nos demais personagens, uma pena, pois o jovem é um bom ator e faria sucesso. Kelsey Grammer foi ao mesmo tempo um vilão humano complexo, mas que não impactou tanto, e mesmo fazendo o que faz nas cenas finais, não ficamos com tanta raiva dele vibrando com o que acontece, poderia ter sido mais impactante nos diálogos que agradaria bem mais. Sophia Myles e Bingbing Li acredito que foram as atrizes que mais sofreram cortes nas suas cenas gravadas, pois aparecem somente em cenas pontuais, mas bem encaixadas, e viram quase figurantes nas demais cenas. Quanto das vozes dos robôs, todos estão tremendamente espetaculares e imponentes, agradando até mais do que poderiam, destacando claro Peter Cullen que faz Optimus Prime desde que era apenas um caminhãozinho de desenho, John Goodman com Hound que podemos dizer que foi feito na medida exata para o ator, Ken Watanabe com seu Drift totalmente zen e oriental na medida, e Mark Ryan trocando de lado saindo de um Bumblebee para um Lockdown malvadão.

Bom, com um orçamento de 200 milhões de dólares tiveram dinheiro para explodir quase o planeta inteiro, mas optaram por um Texas mais calmo, alguns prédios nos EUA, e concentrar nos populosos prédios amontoados de Hong Kong, que deram um ar visual bem interessante para a trama, e dando muitos elementos visuais para sair da tela usando da tecnologia 3D, e mesmo tendo boa parte do filme computacional, o longa não ficou tão artificial e agrada bastante cenograficamente, o que é um acerto considerável na franquia. Falando em elementos, todas as cenas dentro da nave são praticamente um espetáculo à parte, que o trabalho da criação foi impressionante para retratar amontoados que nos remetem tanto a uma prisão espacial quanto à um ferro velho muito sinistro, ou seja perfeito. A fotografia trabalhou bastante com tons de cinza puxando quase para algo meio esverdeado para contrastar fortemente com as cores vermelhas das explosões e isso deu um visual para a trama juntamente das locações escolhidas e dos momentos escolhidos que ficou muito bacana de ver, além de filmar muito em locais com muita vegetação bem verde que agradou também. Quanto dos efeitos especiais, é algo que nem dá para falar mal, afinal o filme é quase todo em cima disso, e são sons de todos os estilos, personagens bem moldados das formas mais diversas e interessantes, cada um tendo características bem específicas para chamar atenção pra si, explosões bem feitas, mas que poderiam ter trabalhado melhor com os figurantes, pois alguns até pulam antes do tiro ou da explosão acontecer, mas que não chega a atrapalhar.

Deixei um parágrafo sozinho para a tecnologia 3D, pois vejo diversos sites falando que pagaram mais caro para ver um filme na tecnologia e não viram nada, ou apenas alguma profundidade, e agora chegou a vez de quem realmente gosta de muita, mas põe muita nisso, coisa saindo da tela. Somos praticamente bombardeados o filme inteiro com peças, fuligem queimando, chamas, babas alienígenas, personagens apontando a arma para nossa cara, tiros, além de muita profundidade com filmagens em ângulos precisos para dar mais realidade ainda para a trama. Ou seja, chega a dar vertigem em diversos momentos e o exagero de momentos chega a causar até dor de cabeça por tanto movimento de câmera usando a tecnologia. Se tiver gente reclamando de ter pago mais caro e não ter visto nada 3D, procure rapidamente um oftalmologista, que o filme foi feito para ver obrigatoriamente na maior sala possível, e com a melhor tecnologia que tiver em sua cidade, pois compensa cada centavo pago a mais.

No quesito sonoro, temos ruídos de diversos estilos, encaixando tão bem para cada momento que realmente impressiona. Cada tiro é diferenciado, cada robô tem um estilo de passo, cada bomba explode diferente, é retorcido, distorcido e tudo mais trabalhando ambiências de forma como nunca vimos, impressionando totalmente. E quanto às trilhas sonoras encaixadas, sou até suspeito de falar, afinal sou muito fã de Imagine Dragons, mas as músicas cantadas encaixaram tão bem no filme que a cada momento só me via ficando mais e mais empolgado com o encaixe delas no filme, além claro das composições orquestradas apenas que Steve Jablonsky montou com ritmo perfeito para a trama, dando o suspense e ação necessária para cada momento único.

Enfim, posso dizer que o filme não era um dos que mais esperava nesse ano, mas saí numa empolgação do cinema com o que vi, que acho difícil esse ano alguma produção me empolgar tanto e já quase posso definir mesmo não sendo o de melhor história, mas como o melhor filme do ano de ação, e quem sabe até o melhor geral, mas ainda estamos apenas no meio do ano, então vamos com calma. Recomendo com toda firmeza do planeta que todos vejam o filme, pois desculpem o palavrão, mas é muito foda mesmo tudo que é mostrado, sendo com certeza o melhor da franquia até agora. Compre sua pipoca, abstenha de que é um blockbuster sem que exija pensamentos profundos e divirta-se como nunca com o que foi proposto, e claro, repito, vá na melhor sala possível pois é um filme para se ver em uma telona, ou seja Imax, MacroXE, XD, e todas afins que existir, pois não irá se arrepender. Bem é isso pessoal, falei muito, mas fico por aqui hoje, ainda teremos muitos longas para conferir na semana, então abraços e até bem breve com mais posts.


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Não Aceitamos Devoluções

sexta-feira, julho 04, 2014 |

Quem me conhece poderia dizer com toda certeza que numa semana com tantas estreias, o filme "Não Aceitamos Devoluções" não seria o primeiro que veria, mas por um acaso do destino, ou melhor dizendo horários ruins de exibições, essa foi a escolha para iniciar a semana. E o que pensar inicialmente de um filme que passou trailer apenas 1 vez durante todas as sessões que como sabem quase moro nos cinemas, além de descobrir que ele era integralmente mexicano por meio de um comentário no Facebook do site, ou seja, nem pesquisa havia feito antes de entrar na sessão, e que não conhecia nenhum dos atores antes de nada. Pois bem, quem não é louco por cinema ao ter todas essas informações julgaria na lata: fria total. Mas o Coelho aqui vê tudo e lá pela metade do filme já estava achando interessante, uma comédia levinha, com algumas pitadinhas de lições de vida, até surgir o dramalhão mexicano que conhecemos das novelas, séries e tudo mais que passou em nossas televisões, falei nossa que besteira aprontaram de colocar isso, "você não é quem eu achava que você seria ou será que você não era quem achei que você fosse sendo!" com todo um ar dramático imenso. Ok, deram uma quebrada no que ia e até ai tudo bem, já estava classificado como comédia/drama mesmo, e a nota já estava só que descia, aí resolveram nos lembrar de um problema citado lá pela metade do filme, que já tínhamos até esquecido, e queixos ao chão, choque total, e o filme se torna genial, tudo que havia acontecido durante os 110 minutos anteriores e revelados apenas nos 5 finais mudam completamente a vertente do longa e tinham muito motivo de estar acontecendo, e aí que saímos da sessão inconformados de não ter prestado mais atenção em diversos detalhes que quem sabe tivesse nos dado alguma dica melhor e pronto, o ator principal que é também o diretor do filme ganhou uns bons pontos.

O filme nos mostra que Valentin nunca se preocupou com a vida no México. Basicamente sua rotina era sair com várias mulheres e alternar em pequenos trabalhos. Porém, um dia, uma mulher bate em sua porta e lhe deixa um bebê, alegando ser sua filha. Valentin toma a decisão de se mudar para os Estados Unidos e criar a pequena Maggie durante vários anos, o que o faz se tornar um homem responsável. Seis anos mais tarde, a mãe de Maggie reaparece com a intenção de pegar a filha de volta.

Falei muito na introdução, e ao ler a sinopse vejo que muitos vão dizer que fiquei maluco de vez, ao dizer que uma comédia atuada pelo próprio diretor e roteirista Eugenio Derbez, o qual nem sei quem é, e no IMDB diz ser uma das estrelas mais conhecidas do México, (que pra mim era o Chaves, mas tudo bem se lá tá dizendo quem sou eu pra discordar). Mas aí é que muitos vão poder falar depois de conferir o filme, que a grande sacada do diretor foi nos ludibriar totalmente com a história paralela, a que consta inclusive na sinopse para que a real história não fosse mostrada tão facilmente, claro que com isso estou dando um imenso spoiler e muitos irão assistir até não tendo o mesmo choque que tive com o final, mas aqueles que caírem vão sair da sessão, fazendo uma comparação ridícula que nada tem a ver, como se tivesse assistido "O Sexto Sentido" e depois de saber que o cara estava morto, a história parece ser completamente diferente, não estou dizendo que ninguém está morto ok, antes que já falem que fiquei mais maluco ainda, apenas citando uma comparação maluca. E com isso, todos os planos estão ali para mostrar, todas as dicas faladas durante o filme estão ali para nos mostrar e só quem acabar entrando no clima vai ficar sem ver logo de cara tudo que ocorre, mas querem uma dica, deixe-se levar pela história e não procure as dicas tão facilmente, que é gostoso se chocar com um final atípico das comédias americanas, e nesse quesito temos de aplaudir o filme mesmo com tudo bem simples e bobo que é mostrado, afinal com o orçamento baixo que tiveram em mãos fizeram até muito milagre com uma ponta do Johnny Depp, ou alguém bem parecido com ele já que o nome não consta nos créditos, que deve ter levado o orçamento todo de 5 milhões.

No quesito atuação, não posso dizer que as facetas de Eugenio Derbez sejam tão boas quanto o que fez na direção, pois quando não estava com cara de cachorro pidão que caiu da mudança, estava tentando passar a impressão de que era alguém que estava superando seus medos de forma obrigatória, e por isso que insisto, quer dirigir, fique atrás das câmeras, quer atuar vá pra frente, mas não misture ao mesmo tempo que o risco é de não ficar 100% bom. Jessica Lindsey faz um papel bem mediano nos 2 momentos principais do filme e é responsável pelo dramalhão tradicional na cena do julgamento, poderia ter sido mais eloquente em algumas cenas, não deixando apenas para na cena final fazer uma personagem mais visualmente interessante. Daniel Raymont trabalha bem com as sacadas possíveis ao dar cara para um diretor maluco que só pega coisas estranhas para filmar, e tem bons momentos, mas poderia ter nas suas poucas cenas chamado mais atenção pra si. Loreto Peralta, sim isso é nome de uma menina, faz bem a garotinha nos momentos que precisa interpretar o roteiro, dando essência para o personagem, e por ser teoricamente sua estreia nas telonas fez bem, mas ainda precisa melhorar a expressão facial nos momentos mais tristes, pois parece sempre estar com a mesma cara de não estar entendendo o que está fazendo. Os demais são na maioria papéis pequenos e até bobos em sua maioria, não sendo tanto o que vai valer para o filme ser bom como foi.

A parte cênica e visual do filme é algo interessante de observar, pois trabalharam com poucos cenários, mas todos muito bem montados, com diversos elementos cênicos que enchem os olhos e nos levam a pensar diferentemente do que a história realmente trata, e com toda esse luxo que é mostrado de forma simples, as cores cenográficas agradam bastante e vai nos conduzindo para um final bem tradicional, o que não ocorre. Um fator bem bacana são os lobos que aparecem a todo momento, são de um primor genial e muito bonito de ver, o de óculos foi o mais divertido na minha humilde opinião, mas os demais foram bem colocados. A fotografia usou também de algumas artimanhas para nos pegar, usando cores invertidas as tradicionais, colocando momentos tristes com cores quentes puxadas para o amarelo, e momentos mais divertidos com tons escuros puxados para o marrom, e isso é algo incomum, mas que funciona bem para deixar o espectador entretido com o enredo que não é o principal.

Enfim, se você gosta de novela mexicana, irá amar o filme, mas se você não gosta também irá gostar bastante pelo único motivo, um final inesperado e que quebra todo o andamento do filme. Como disse no começo, estava preparado para dar notas abaixo de 5, rumando para o 4, mas ao entender tudo o que ocorreu, com o final impactante o filme subiu 4 pontos e me agradou bastante. Recomendo que caiam no que o filme propõe e aí sim mudar toda a opinião do longa apenas com os últimos 5 minutos. É algo completamente estranho, mas agora já sei que o México também pode nos surpreender com uma comédia dramática. Fico por aqui agora, mas nessa semana teremos muitos posts por aqui, então abraços e até breve pessoal.


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