Divergente

quinta-feira, abril 17, 2014 |

Desde que "Crepúsculo" já chegava aos seus últimos capítulos, as distribuidoras já começavam a apostar qual seria o filme que supriria o mote teen nos cinemas, e tivemos com isso diversos filmes baseados em sucessos de livros que não conseguiram sequer emplacar nem o gosto dos fãs dos livros quanto mais animar qualquer cinéfilo de que teríamos alguma boa série nas telonas. Porém agora se basear apenas na gritaria que foi a pré-estreia de "Divergente" com fãs malucas berrando pelos protagonistas, aplaudindo diversas cenas e até chorando em alguns momentos, posso dizer com toda certeza que teremos nos próximos 3 anos, algo bem badalado nas estreias das continuações do longa que aparentemente mesmo antes do lançamento do primeiro filme já trocou de diretor para os próximos longas.

O filme nos coloca em uma Chicago futurista, onde as pessoas estão divididas em cinco facções com base em suas personalidades, e a adolescente Beatrice Prior descobre que ela é divergente - uma pessoa que não se encaixa em qualquer uma das facções - e logo descobre segredos em sua sociedade aparentemente perfeita.

A história logo de início pode aparentar ser complexa, afinal assim como grandes trilogias, o longa utiliza boa parte da sua trama inicial para apresentar de uma forma bem pautada a todos que não leram os livros, e isso é algo que ficou bem bacana de ver na tela, não sendo nem algo jogado como se todos tivessem obrigação de saber, muito menos explicativo para crianças de 3 anos de idade, caindo na medida certa para o filme. Após essa apresentação, o longa se desenvolve bem entre os protagonistas e acaba sendo até bem interessante de acompanhar e que devido à grandiosidade de produção até possui alguns errinhos leves, mas nada que atrapalhe a energia que é colocada pelo diretor Neil Burger, que colocou toda sua experiência dos seus últimos e excelentes trabalhos, como ideologia a seguir na sua câmera para desenvolver o filme com toques sutis onde precisava ir com calma, e onde deveria ir a milhão, dar todo o gás preciso sem que o espectador se perdesse com nada que estava sendo mostrado, acertando em cheio no público que deseja atingir.

Muitos que forem aos cinemas sem conhecer os atores, pode até achar que são novatos, mas a grande maioria já foi protagonista de série, tiveram grandes participações em filmes e essa experiência serviu para que o longa ganhasse qualidade e, principalmente, por ser atores que estão em diversos filmes durante o ano, mantivessem o nome do filme rodando para as sequências não chegarem esquecidas. Shailene Woodley conseguiu ser bem encaixada tanto para o romance quanto para as boas cenas de ação, o que é raríssimo em filmes teen, e suas expressões mesmo oscilando demasiadamente durante todo o longa acabam agradando. Theo James faz bem seu papel de molde para sonhos das garotas, mas diferente de outros que apenas se apresentam visualmente bem, nas cenas que precisa botar alguma expressão nos diálogos faz bem com poucos trejeitos e dando característica própria para seu personagem. Kate Winslet agrada pela imponência que coloca em seu personagem, e fazendo um papel completamente diferente do que já fez nos cinemas, aqui acaba utilizando muitos recursos de caras e bocas costumeiras da TV, mas ainda assim agrada bastante. Jai Courtney faz um papel preciso e muito imponente de forma até espantar suas atitudes e com isso, o ator demonstrou segurança em chamar atenção para si, mesmo enfrentando de frente os protagonistas na maioria das cenas. Dos demais personagens que estão presentes em diversas cenas vale ressaltar Miles Teller saindo do padrão comédia para um papel bacana e mais sério, ainda longe de ser algo que vá chamar tanta atenção, mas já começa a dar bom sinal de mudança, e alguns momentos de bons diálogos com a protagonista de Maggie Q, Zoë Kravitz e Ashley Judd, todas sempre dando prioridade para que não chamasse tanta atenção para sua atuação, mas sim auxiliasse a protagonista a encaixar os seus diálogos. Ansel Elgort que tantos outros sites de crítica ressaltaram acredito que deverá sair melhor no seu outro trabalho junto da protagonista que sai em Junho e nas continuações que pode ser que tenha maior importância, pois aqui apenas fez algumas caras e bocas nas 3 cenas que evidencia seu rosto.

O grande feito do longa com certeza está na produção muito bem encaixada da direção de arte, que trabalhou com cenários muito grandes, onde tudo é encaixado para que a trama tivesse um clima próprio e encaixasse num futuro não tão difícil de imaginar. Todos elementos cênicos estão bem colocados sempre servindo para que o roteiro se desenvolvesse a partir do que é usado em cena, principalmente nas cenas de alucinações, onde nos são explicadas coisas bem bacanas sobre a ideia das facções. Com isso em mente, o filme não comete deslizes nesse sentido, agradando e divertindo bem com o que foi proposto. E juntamente dessa cenografia bem empregada, a fotografia colocou tons bem escuros, mas sem esmaecer cena alguma, agradando por colocar sentimento em cada cena somente trabalhando o tom de iluminação, e quando isso funciona, o longa tem outra forma.

A trilha sonora de Junkie XL funciona para ditar ritmo em algumas cenas, mas diferentemente do seu longa anterior que dá vida aos momentos, aqui acaba servindo mais de pano de fundo sem ser algo que influencie tanto na história. E alguns sons de objetos poderiam ter sido criados menos falsos para agradar mais, por exemplo as seringas parecendo ser de ar comprimido que enchemos os pneus dos carros.

Enfim, é um filme que me agradou muito e recomendo principalmente para quem sentia falta de uma trama adolescente bem feita, claro que temos outras mais jovens que são feitas para outro estilo de público, mas quem for ver com os olhos de uma boa diversão com certeza não irá reclamar do que irá assistir, mas para isso se você meu leitor não for um adolescente vá em horários alternativos que dê para fugir das fãs gritantes, pois chega cansar o exagero que fazem por um homem sem camisa. Como disse para alguns amigos é um filme feito para um estilo de público que gosta de ver filmes nos cinemas, então temos de respeitar também, já que eles dão bilheteria, mas quem não tiver a cabeça bem aberta para o estilo passe longe, pois a chance de reclamar de tudo é altíssima. Mais uma vez agradeço o Cinépolis do Shopping Iguatemi pela oportunidade de participar junto da pré-estreia e claro que recomendo a todos da cidade para conferir lá. Fico por aqui hoje, já que irei dar uma limpada na mente após uma semana bem corrida de filmes, mas logo mais quando menos esperarem o Coelho está de volta com mais estreias, afinal apareceram mais do que apenas esse filme pelo interior, então abraços e até qualquer momento pessoal.


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Antes do Inverno

quinta-feira, abril 17, 2014 |

Se existe um fator chave nos filmes franceses é o de que quando um filme é aberto demais, ele acaba não envolvendo o público e a carga dramática gigantesca empregada acaba mais confundindo o espectador que deixando ele curioso do que pode acontecer. Com "Antes do Inverno" acontece exatamente isso, pois o filme até tenta nos prender com o envolvimento estranho do neurocirurgião com a jovem, mas acaba rolando tantas reviravoltas com ele mesmo e sua família que acabamos perdendo o sentido real do filme para talvez o auto reconhecimento dele próprio como alguém incomum.

O filme nos mostra que Paul é um neurocirurgião de 60 anos casado com Lucie. Um dia, buquês de rosa começam a ser entregues de forma anônima na casa deles no mesmo momento em que Lou, uma jovem de 20 anos não para de cruzar o caminho de Paul. Então as máscaras começam a cair: será que todos são realmente o que fingem ser? Ainda há tempo, antes velhice, de ousar revelar os subentendidos e os segredos?

O diretor e roteirista Philippe Claudel trabalha bem o drama do protagonista mostrando suas paranoias e seus sentimentos, mas esquece de desenvolver suas dúvidas de uma forma mais ampla, então o círculo em volta do personagem acaba girando tanto ficamos nos perguntando se o protagonista é importante para a história ou tudo que acontece em volta dele que é o que devemos prestar atenção. E com isso o filme vai nos tomando tempo sem desenvolver praticamente nada e acaba cansando para um desfecho, falando não da cena final, mas sim de onde o filme deveria ter acabado, mais estranho ainda com a revelação do que a moça fazia. Em resumo, o filme é daqueles que talvez, muito talvez assistindo uma segunda ou terceira vez consiga chegar a conclusões melhores, pois apenas com uma vez, o que podemos afirmar apenas é ser confuso demais.

O ator Daniel Auteuil deve ter acabado as gravações e perguntado pro diretor com certeza se na montagem do filme ele entenderia algo, pois com toda oscilação de momentos que seu personagem tem, aliado a nunca gravar o filme numa sequência correta, se nós ficamos confusos, fico imaginando o pobre ator, e ele acaba nos transmitindo essa insegurança no filme. Kristin Scott Thomas faz um personagem que poderia ser a chave do filme em alguns momentos, mas aparece como uma esposa banal que largou toda sua vida para viver as custas do marido, ou não, onde em raros momentos podemos ver alguma expressividade sua. Leila Bekhti no momento que parece engrenar dá uma reduzida enorme em sua expressividade, faz uma cena onde não se consegue concluir nada, ao menos muito bem atuada, e acaba sem ao menos ligar todos os pontinhos. E Richard Berry tem ao todo 6 cenas sendo 2 jogando tênis, e o que é melhor, seu personagem ao que tudo transparece tem uma boa importância para a trama, então ou muitas cenas suas foram cortadas, ou precisava ter trabalhado muito mais o ator para que saísse algo dali.

A direção de arte ao menos trabalhou bastante, principalmente ao escolher a maravilhosa residência do protagonista, que com toda certeza daria para fazer uns 2 filmes inteiros só ali sem precisar de nenhuma outra locação. Uma casa requintada, cheia de elementos visuais trabalhados e diversas áreas de lazer que serviu para bons momentos chaves do filme. Além de outros objetos que acabam aparecendo tanto no consultório quanto na casa da jovem, que vão servir para ligar mais alguns pontos que estavam abertos. A fotografia poderia ter elucidado mais alguns momentos se tivesse optado por determinar os momentos chaves com cores e tons diferentes dos demais, mas apenas iluminaram bem as cenas noturnas para ficar dentro do tradicional e nas cenas diurnas deixaram que o sol fizesse seu papel.

Enfim, foi meu último filme visto no Festival Varilux e acabou sendo o mais fraco de todos, não pelo conteúdo exibido, mas sim pela toda abrangência que acabou nos deixando confuso com o que é mostrado. Como disse talvez assistindo uma outra vez, possa ficar mais feliz com o resultado, mas de início acabo não recomendando ele. Fico por aqui encerrando minha participação no Festival Varilux de Cinema Francês, agradecendo mais uma vez a Aliança Francesa de Ribeirão Preto por trazer excelentes filmes para a cidade e claro pelo apoio ao site, e ficaremos no aguardo do próximo ano que se Deus quiser não teremos os mesmos problemas que acabamos enfrentando nesse ano. Então abraços e até breve pessoal, já com o primeiro lançamento dessa nova semana cinematográfica.



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A Grande Volta

quarta-feira, abril 16, 2014 |

São raros os filmes esportivos que fogem da linha de alguém resolver competir brigando com alguém, decola fazendo com que todos torçam por ele, algo ruim acontece, a pessoa se redime e temos um bom final. Pode até parecer um spoiler esse começo, mas quem já assistiu a qualquer filme do gênero sabe que todos serão sempre igual. Infelizmente "A Grande Volta" segue a mesma linhagem e não nos apresenta nada de novo, tirando o belíssimo cenário por onde ocorre, atravessando toda a França por mais de 2500 km de extensão de prova.

O filme nos mostra que François é apaixonado pelo Tour de France. Demitido por seu patrão e abandonado pela mulher, ele vai fazer a Grande Boucle saindo um dia antes dos profissionais. Ele é logo seguido pelos outros, inspirados por seu desafio. Os obstáculos são inúmeros mas os rumores da sua proeza se espalham. As mídias se inflamam, os passantes o aclamam, o Maillot Jaune se enfurece. François deve ser detido!

É interessante ver o trabalho do diretor Laurent Tuel, pois  ele trabalhou o filme usando a forma de bolo que citei acima, mas ao mesmo tempo colocou um temperamento adocicado ao protagonista, não temos em cena alguma nenhum desenvolvimento de raiva ou garra de espirito esportivo que costuma aparecer nesse estilo de filme, porém vemos que o protagonista quer competir, mas sem sair matando alguém para isso, e essa visão é o que diferencia o longa de um filme esportivo tradicional para um filme esportivo com a cara francesa. A ideia também de um road-movie esportivo agrada por percorrer lugares incríveis e ir fazendo com que conhecêssemos mais da França, afinal é garantido que muitos conhecem por filmes somente umas 2 ou 3 cidades, e com o andamento quase conhecemos um bom número, só espero que no lançamento oficial venha com legendas amarelas, pois quem não entende muito de francês sofre com o longa filmado quase sempre durante o dia com a iluminação natural ofuscando as legendas.

As atuações poderiam ter definido um estilo a atacar, pois em momento algum conseguimos ligar se os personagens estão dentro de um drama ou de uma comédia, oscilando demais para ambos os lados. Clovis Cornillac se não usou um dublê com toda certeza terminou o filme bem cansado e ao menos nesse quesito podemos ficar felizes com o que vemos na sua expressão que sempre é mantida tênue, porém seu cansaço vai ficando evidente e demonstrável, o que deveria acontecer com outros participantes do filme. Ary Abittan faz "O" competitivo e chega alguns momentos até ficar chato seus diálogos, seu semblante é estável durante todo o filme, e quem já viu qualquer prova desse estilo sabe que os caras chegam mortos após pedalar quilômetros. Bouli Lanners agora sim faz um papel no seu estilo, depois de vermos ele em outros dois filmes do Festival Varilux, finalmente no último achamos um personagem digno de ser interpretado por ele, com seu cabelo bagunçado, barba por fazer e atitude fora dos padrões coerentes, o ator arrasa até mesmo quando atrapalha tudo. E vale destacar o carisma de Bruno Lochet para com o protagonista e sua família, agradando por fazer um ser bom nas telas com suavidade sem ser piegas, e o irreverente papel bem interpretado de Doudou Masta.

Até poderíamos tentar fazer um longa do mesmo estilo no Brasil, mas seria triste com as estradas destruídas que vemos todos os dias nos telejornais, porém no longa estamos falando de um país bem desenvolvido e mesmo na zona rural as estradas, ao menos nos filmes, são verdadeiros tapetes, onde as bicicletas da trama passam maravilhosamente pela cenografia maravilhosa que nos é proporcionada ao longo dos muitos quilômetros percorridos durante o filme. O longa não trabalha com tantos elementos cênicos já que o que era necessário era apenas a bicicleta e o ciclista, mas o trailer da família que acompanha o ciclista é algo bem inusitado e alguns outros objetos que acabam aparecendo durante o filme servem sempre para algo bem colocado. A fotografia usou toda a luz natural possível que o céu lhe permitiu, fazendo algo bem bonito e visualmente interessante, porém como disse atrapalha bem a legenda.

Enfim, um filme bacana que poderia ser genial se tivesse trabalhado um pouco mais os atores e talvez feito alguma coisa diferenciada do que estamos acostumados, mas vale a pena assistir pela beleza cenográfica. Recomendo principalmente para quem gosta de filmes envolvendo esportes, pois quem já tem o costume de ficar com o pé atrás nesse estilo, com certeza irá revoltar ao ver que não tem nada de diferente para observar. Fico por aqui no meu penúltimo filme do Festival Varilux, já que alguns acabaram não passando e outros acabaram não batendo horário após todo o tumulto que foi com as cópias nos primeiros dias, mas valeu pela qualidade selecionada de filmes e pelo apoio que nos foi dado pela Aliança Francesa Ribeirão Preto. Volto mais tarde com o último filme da programação, então abraços e até breve pessoal.


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Grandes Garotos

terça-feira, abril 15, 2014 |

A velha frase que garotos não envelhecem é um primor no filme "Grandes Garotos" e com uma comédia super ágil cheia de referências musicais e toda trabalhada na ideologia de que casamentos só estragam a vida de um homem, o filme é cheio de gags interessantes com o velho voltando à sua infância e todos os encontros e desencontros comuns da comédia francesa, além claro de pitadas bem sacadas mostrando que a música atual se baseia em plágios cantados por crianças mimadas. Perfeito demais para quem gosta de rir.

O filme nos mostra que logo depois de ficar noivo, Thomas conhece seu futuro sogro Gilbert, casado há 30 anos com Suzanne. Gilbert, desiludido, está convencido de que deixou a vida passar por causa do seu casamento. Ele dissuade Thomas a se casar com sua filha Lola e o motiva a abandonar tudo junto com ele. Eles se lançam numa nova vida de garotos, cheia de peripécias, convencidos de que a liberdade é isso. Mas qual é o preço de retomar seus sonhos de adolescente?

O diretor Anthony Marciano fez em sua estreia na direção, escrevendo e claro dirigindo um longa que em momento algum vemos apelo para bobagens e ao mesmo tempo tem o tino comercial de grandes comédias, agradando a todos que assistirem o filme fazendo o que deve fazer: divertir e colocar todo o público para rir com piadas engraçadas. As situações inusitadas sempre lançam mão de algo que nos faz refletir ao mote da sinopse de valer ou não viver como um adolescente mesmo após passar a época disso, e dessa forma o longa toma uma forma tão interessante que se não terminasse da forma tradicional das comédias americanas, poderíamos dizer que o filme seria genialmente perfeito. Mas nem isso atrapalha tudo de bom que ele nos proporciona com planos tradicionais, mas não menos bonitos de acompanhar e se divertir com tudo que é proposto na trama.

O trabalho de atuação da dupla masculina é impressionante de ver, principalmente Alain Chabat que demonstra com perfeição dois trejeitos completamente diferentes num único filme, iniciando com uma cara fechada, mas ao ir se abrindo na trama fica tão divertido que a cada momento ficamos esperando mais e mais de sua interpretação. Max Boublil faz de tudo no longa, boas facetas românticas, cômicas, dramáticas e até solta a voz cantando uma musiquinha bem chata a todo momento que no final até saímos cantando ela da sala, ou seja o ator foi excelente no que se propôs a fazer. Mélanie Bernier poderia ter se soltado mais, pois tem momentos sérios demais que deveria estar mais voltada para o momento feliz e está com cara fechada, e quando precisa ficar mais nervosa e séria fica normal, então se perdeu um pouco no que deveria fazer. Com Sandrine Kiberlain a situação foi quase a mesma, porém com ela os momentos mais sérios combinaram ao menos, claro que poderiam ter envelhecido um pouco mais ela para o papel, mas agrada ao menos na cena com Romain. Já que citei Alban Lenoir faz alguns momentos frescos demais, porém sua cena no banheiro é um dos pontos cômicos que irão ficar na história do filme, muito divertido imaginar o pós-cena que ocorre. E se temos de fazer um destaque que dá vontade de socar é Mélusine Mayance interpretando o Justin Bieber versão feminina francesa, pronto resumi e não preciso falar mais nada dela.

O visual do longa é cheio de criatividade colocando em todas locações algo que marcasse o momento e ainda nos divirta, e sempre recheados de elementos cênicos o filme nos enche de pontos para rir e divertir com todo o ambiente criado, tendo com certeza sido mais difícil trabalhar com tudo que Gilbert monta em seu apartamento. A fotografia fez o comum básico da comédia, colocando cores bem vivas para ajudar a trabalhar a cena, usando somente nos momentos mais dramáticos um tom mais escuro, mas que é sobreposto rapidamente para voltar a divertir.

Agora o ponto chave da trama que ficou incrível são as trilhas sonoras cantadas pelo coral da Escola Internacional St. John que você pode ouvir aqui e sempre tocando algo de fundo nos envolve nos momentos. Destaque claro para "Forever Young" e "Try".

Enfim, uma comédia como ela deve ser: fazendo rir do início ao fim e nos divertindo nas situações mais inusitadas possíveis. Na França o longa estreia comercialmente na próxima quinta dia 17/04, e nos Festival Varilux em Ribeirão hoje aparentemente foi o último dia, então recomendo que assim que for lançado por aqui todos confiram para ver como realmente deve ser uma boa comédia. Fico por aqui hoje, mas ainda falta alguns filmes para finalizar o Festival, espero que passem todos e consiga conferir após a bagunça que foi no início. Abraços e até breve pessoal.





Direção: Anthony Marciano
Com: Alain Chabat - gilbert, Max Boublil - thomas, Sandrine Kiberlain - suzane, Mélanie Bernier - lola.
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Uma Juíza Sem Juízo

segunda-feira, abril 14, 2014 |

A comédia do absurdo francesa pede licença para entrar na sua programação de cinema, pois se você quer rir muito vendo algo completamente maluco deve correr para garantir ingresso no último dia de exibição de "Uma Juíza sem Juízo" que garante gargalhadas bem altas por sinal do público presente durante toda a exibição e a cada cena ficamos mais convencidos da insanidade do diretor para fazer as cenas do crime, utilizando de sátiras a diversos filmes de terror da atualidade, mas com uma pitada cômica incrível para tudo.

O filme nos mostra que Ariane Felder está grávida! É ainda mais surpreendente por ser uma jovem juíza de hábitos rígidos e solteira convicta. Mas o pior, é que o pai da criança é nada menos que Bob, um criminoso perseguido por uma terrível agressão! Ariane, que não se lembra de nada, tenta então entender o que pode ter acontecido e o que a aguarda...

O diretor e protagonista Albert Dupontel consegue ser chamado de maluco no longa diversas vezes e com toda certeza merece o título, afinal levou o Cesar de melhor roteiro pela comédia mais insana que a França fez nos últimos anos que nos diverte demais, tudo é bem encaixado para que o absurdo e mais improvável ocorra a cada momento no filme, e a desenvoltura da trama vai sendo trabalhada a cada momento para que o público se divirta sem pensar em nada com diálogos na medida e bem leves de interpretar. Falar muito sobre a história pode atrapalhar a diversão, então é melhor deixar claro apenas o que é a comédia de absurdo para aqueles que não a conhecem bem, pois os filmes começam com uma história aparentemente comum e no deslanchar da história acontecem coisas grotescas que fogem da realidade tradicional, então a cena do crime é desenvolvida com imagens que podem até chocar, mas são feitas de forma tão divertida que a reação do público é só uma rir de tudo que é mostrado, e assim se desenvolve esse estilo de vertente cinematográfica.

A atuação de Sandrine Kiberlain também rendeu o prêmio Cesar de melhor atriz para sua irreverência séria desenvolvida em tudo que está ocorrendo derrubando seu chão firme que sempre defendeu, e como é tudo tão anormal para ela acabamos rindo demais de tudo que tenta fazer por não acreditar no que está acontecendo, ou seja, o que poderia ser um personagem chatíssimo acaba tendo uma comicidade impressionante que até poderia ser adaptada para uma peça que ficaria talvez até melhor. Analisando o diretor, agora como ator, Albert Dupontel é irreverente em tudo que faz, nos divertindo com seus pensamentos e diálogos bem interpretados, ou seja, ganhou a indicação mas só perdeu para Guillaume Galliene porque o rapaz fez mais que um papel, pois além de tudo que fez bem juntamente da conexão que faz com a protagonista é impressionante o trabalho dele mesmo estando dos dois lados da câmera. Vale ainda destacar as atuações de Nicolas Marié pela sua gagueira e maluquice tentando defender o réu, e as pancadas sofridas pelo pobre Philippe Uchan em todas as cenas que aparece.

A direção de arte mostra seu serviço desde a primeira cena já com uma festa de ano novo muito maluca, lotada de figurantes bem vestidos e que mesmo contendo diversos elementos cênicos nessa cena apenas uma bebida é importante para a história, porém nas demais cenas tudo que aparece na tela é usado e tem seu valor para a trama, passando desde muitos papéis usuais do judiciário, até mesmo canetas marca-texto e vídeos de prova, além claro da cena-máxima do crime, onde todas as formas possíveis de assassinato são colocadas sendo bem ilustradas com tudo que se possa imaginar, ou seja, perfeita. A fotografia usou de muitas cenas em nuances de luz para tentar manter o clima mais sério nelas, mas no geral tudo é bem iluminado para manter a comicidade.

Enfim, um filme brilhante que faz o que toda comédia deve fazer com muito mérito, tirar a risada do espectador e porque não gargalhar muito durante toda sua execução. Recomendo demais o filme, que ainda continuará sendo exibido no Festival Varilux, e teoricamente estreia no Brasil na próxima quinta em algumas cidades. Muitos estão reclamando de não estar colocando o link para os horários do Festival, porém com todos os problemas que tivemos por aqui, ainda estão montando os horários de acordo com o que funciona no dia aqui em Ribeirão Preto, mas para quem quiser ver de outras cidades, o link é esse: http://www.variluxcinefrances.com . Fico por aqui agora, mas ainda irei subir a crítica da outra comédia que assisti nessa terça, então abraços e até daqui a pouco pessoal.



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Lulu, Nua e Crua

segunda-feira, abril 14, 2014 |

Se tem uma lição que a maioria dos filmes franceses gostam de passar e sempre fazem bons filmes com ela é a do Carpe Diem, e o filme "Lulu, Nua e Crua" parecia ser tão diferente e complexo que ao adentrarmos dentro da simbologia que a mensagem nos passa, o filme fica gostoso de acompanhar, mesmo nos vendo a cada 10 minutos pensando o porquê dela ter abandonado a família. Além desse pensamento, nos vemos refletindo também o quanto ajudamos um próximo dando apenas carinho e o que mais ele precisar sem ter um euro na carteira, e com toda essa coisa mística no ar o filme acaba sendo delicioso de acompanhar.

O filme nos mostra que após uma entrevista de emprego que não é boa, Lulu decide não voltar para casa e parte deixando o marido e seus três filhos. Ela não premedita nada. Ela se concede alguns dias de liberdade sem outro projeto além de aproveitar plenamente. No caminho, ela cruza pessoas que também estão na beirada do mundo. Três encontros decisivos vão ajudar Lulu a reencontrar uma antiga conhecida que ela perdeu de vista: ela mesma.

É notável como a diretora Sólveig Anspach trabalhou com um mundo aberto para tudo que pudesse acontecer, e o filme ficou com ares de road-movie sem ficar preso a uma estrada ou carro, levando a protagonista para onde ela pudesse viver feliz e passar sua felicidade que estava oculta até então. Em momento algum conseguimos ver um roteiro redondinho, parecendo ser criado junto com a própria personagem, e com isso como disse no início nos vemos pensando direto como isso pode acontecer? Por que isso? Como pode terminar esse filme? E como todo bom filme francês, a maioria das respostas irão ficar para serem respondidas pelos próprios espectadores, mas longe de ser algo tão aberto como estou dizendo, o filme joga boa parte da culpa no modo de vida do Carpe Diem, e se pararmos pra pensar a vida pode até ser mais bonita se levada sem pensar muito e agir mais com seu extinto.

A disposição que Karin Viard dá para seu personagem vai muito além de uma atuação comum, e adentra a libertação de uma expressão vivenciada e colocada para seu próprio reconhecimento, e além disso é possível notar em seus olhos que tudo está acontecendo conforme lhe agrada, e isso é lindo de ver vindo de uma atriz interessante. Bouli Lanners é o típico ator que nenhum diretor sem colhões colocaria para interpretar o personagem que faz, pois é completamente fora de algo tradicional e acaba dando certo por isso, sua expressão não é algo que chame atenção, mas acabamos gostando do que faz. Claude Gensac está com quase 90 anos, mas ainda demonstra saber lidar com a expressão facial melhor que muita atriz com metade da sua idade, seus momentos junto da protagonista são gostosos de ver e enriquecem nossa alma com tudo de bom que ela nos apresenta. A dupla Pascal Demolon e Philippe Rebbot inicialmente parece divertida, mas suas bobagens começam a cansar um pouco mais pra frente, porém souberam fechar com uma boa cena.

Por ser um longa de descoberta, as locações são visualmente impressionantes sempre marcando por algum elemento chamativo, a protagonista passa por cidades pequenas interioranas que acabam tendo pelo menos um mísero charme para olharmos, e além disso a equipe de arte fez questão de que cada cena tivesse algo para marcar, nem que fosse um pequeno elemento cênico, de modo que desde uma aliança até mesmo uma tinta para cabelo tivesse importância e significado para a trama. A fotografia usou de muitas cores vivas e luzes nas cenas mais escuras para realçar a abertura sempre da mente da protagonista e com isso temos um filme bem claro e bonito de ver.

Enfim, um filme muito divertido e gostoso de assistir, que passa bem rápido e ainda assim não soa bobo como uma comédia qualquer. Recomendo ele para quem está com tanto problema na cabeça e precisa dar uma espairecida, só não saia atacando o primeiro mendigo que ver pela rua ok! Fico por aqui neste Domingo que finalmente os filmes franceses funcionaram todos, não sei se conseguirei fechar o Festival Varilux completo já que agora muitos horários é capaz de não encaixar bem. Então abraços e até breve pessoal.



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Um Belo Domingo

domingo, abril 13, 2014 |

É interessante ver como algumas pessoas conseguem abstrair a forma que nasceram para tentar viver de uma forma diferente da pensada pela própria família. E em "Um Belo Domingo", o filme pode até ser classificado como comédia, mas toda a dramaticidade que o longa passa pelas histórias difíceis que cada um dos três protagonistas protagonizam é de parar pra pensar em cada uma individualmente e refletir se as escolhas que fizeram foram as melhores para suas vidas e porquê não dizer se a conexão final funciona?

O filme nos mostra que Baptiste é professor no sul da França. Na véspera de um fim de semana, contra sua vontade, ele herda Mathias, um dos seus alunos esquecido na saída da escola por um pai negligente. Mathias leva Baptiste até sua mãe, Sandra. Em um dia os três se apaixonam. Mas Sandra tem que ir embora, fugir de uma ameaça por causa de uma dívida. Para ajudá-la Baptiste deverá voltar às origens da sua vida, ao que ele tem de mais doloroso.

A história em si é bem interessante, mas o começo chocante nos deixa um pouco assustado com a forma, parecendo que a ideia da diretora era mostrar os abusos que alguns miseráveis sofrem da polícia, mas logo na sequência acabamos vendo um longa completamente diferente, e de uma forma suave passamos a conhecer o professor substituto Baptiste, pelo menos é o que achamos que iremos conhecê-lo, mas bem mais pra frente é que sua real ideologia é descoberta e vamos saber o porquê de sua opção pela abstração de dinheiro, em contraponto conhecemos o garotinho Mathias que tem um pai riquíssimo mas que não dá bola nenhuma para ele, e pra fechar o triângulo de dificuldades que nos é apresentado aparece sua mãe Sandra que deve muito para pessoas ruins e deseja começar ou não uma nova vida. Pois bem, pode parecer um triângulo difícil de acompanhar, mas todas as situações são apresentadas tranquilamente para nós e acabamos gostando bastante do que irá ser mostrado, acabamos entendendo a moral que querem nos passar do dinheiro não ser a coisa mais importante na vida, e com sequências bem interessantes e bonitas a diretora acaba nos agradando visualmente de forma a história passar bem rápida por nós.

Embora seja um longa com uma carga dramática forte, o elenco não assume tantos riscos na atuação, levando tudo de forma bem leve nas expressões. Pierre Rochefort faz um personagem tão fechado nas interpretações que se o longa não nos mostrasse exatamente tudo de sua vida nos diálogos, assistiríamos o filme inteiro sem saber quem ele é, de onde veio e tudo mais, claro que possui muitos bons momentos, mas poderia ter assumido a responsabilidade do longa pra si e ter feito bem mais. Louise Bourgoin assim como a mãe de Baptiste diz é bonita, mas sem conteúdo, e tenta agradar com alguns trejeitos, mas tirando dois momentos fortes, não nos faz torcer por ela, então faltou atitude na atuação. Mathias Brezot iniciou bem seus trabalhos no cinema, conseguindo chamar a atenção pra si em alguns momentos, mas sua cara de cachorro triste que caiu da mudança é exagerada demais, de forma que até nos momentos alegres está emburrado. Dominique Sanda vale ser citada como destaque, mesmo sendo parte apenas nos momentos finais do filme, dando boas lições em seus diálogos bem pausados e com uma atuação precisa acaba sendo o melhor do filme.

Os locais escolhidos para a filmagem foram de um primor ímpar e desde o local do restaurante praiano, passando pela casa de Sandra e fechando com chave de ouro a mansão de Liliane, o filme conta com diversos elementos visuais bem bonitos de ver e cada um com sua importância acaba fazendo do filme algo luxuoso nas escolhas pelo menos para simbolizar as escolhas de cada protagonista. A fotografia seguiu uma linha tradicional, mas ao mesmo tempo trabalhou com alguns focos de luz nos closes dos personagens para dar um ar simbólico do momento vivido por cada um.

Enfim, é um filme gostoso de acompanhar, com uma mensagem interessante que apenas pecou na falta de direção dos atores, ou em uma preparação melhor de elenco, pois com certeza se eles não tivessem sido tão vazios, o longa teria uma outra forma bem mais forte e marcante. Porém ainda assim recomendo o filme pela mensagem que passa de que dinheiro não é tudo, e procurem sentar longe de grupo de amigas(os) mesmo que aparentem ser cultos, pois os mesmos podem querer discutir o filme durante a própria execução do mesmo. Fico por aqui agora, mas ainda tenho mais uma crítica do último filme desse domingo no Festival Varilux. Abraços e até daqui a pouco.


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Os Incompreendidos

domingo, abril 13, 2014 |

Não sou daqueles que defendem ver um filme 200 vezes, e mesmo clássicos tenho da seguinte opinião que são obrigatórios sim ver eles para conhecer ao menos uma vez na vida, mas como o Festival Varilux de Cinema esse ano é em homenagem à Fraçois Truffaut, fui conferir a cópia remasterizada digitalmente do clássico "Os Incompreendidos". O filme é uma obra de arte pelo conteúdo bem expressado, pelo visual magnífico e pelas desventuras do jovem garoto ao ser reprimido apenas por fazer coisas normais de uma criança, porém ao ver uma segunda vez já é possível, principalmente quem tenha bons olhos e ouvidos, escutar sons de passos diferentes do tradicional, entre outras falhas do cinema na época, e isso acaba incomodando um pouco. Ainda acho o filme excelente, mas se colocarmos olhos técnicos veremos defeitos até no melhor filme do mundo.

O filme nos mostra que Antoine Doinel é o filho negligenciado de Gilberte Doinel, que parece ter tempo para tudo menos o bem-estar da criança. Julien Doinel não é o pai biológico, mas cria o menino como se fosse seu filho. Gilberte está tendo um caso e não se surpreende quando, por acaso, Julien fica sabendo que Antoine não está indo à aula, pois ela sabia que na hora do colégio o filho a tinha visto com seu amante. A situação se agrava quando Antoine, para justificar sua ausência no colégio, "mata" a mãe. Quando seus pais aparecem na escola, a verdade é descoberta e Julien o esbofeteia na frente de seus colegas. Após isto ele foge de casa e arruma um lugar para dormir. Paralelamente seus pais culpam um ao outro pelo comportamento dele, após lerem a carta na qual ele se despede. No outro dia Antoine vai à escola normalmente. Lá sua mãe o encontra e se mostra preocupada por ele ter passado a noite em uma gráfica. Ela alegremente o aceita de volta, mas os problemas não acabam. Antoine se desentende com um professor, que o acusa de plagiar Balzac. Como ele odeia a escola, sai de casa de novo e para viver é obrigado a fazer pequenos roubos.

A história em si é interessante por mostrar um jovem garoto que pula algumas etapas da sua infância, mas também não é algo que se apaixone, pois acaba sendo um filme de cotidiano de uma pessoa, sem que tenha algo que vá impressionar o espectador. Por exemplo, caso fizessem uma refilmagem do longa utilizando a mesma história sem mudar nada nos dias de hoje, era capaz de todos os críticos que são apaixonados pelo filme é capaz que falem mal do longa por ser uma refilmagem, mas com certeza quem assistir falará mal por ser algo sem conteúdo, já que tudo que vemos é algo comum hoje, jovens fugindo de casa cedo por brigarem com os pais ou na escola, alunos sofrendo bullying nas escolas, etc. Porém na época em que foi feito, podemos dizer que Truffaut estaria com uma imaginação de uns 40 anos a frente por pensar assim e fazer um longa dessa forma. Com cenas maravilhosas em plano sequência, mostrava também uma grande faceta do diretor que era mestre nesse quesito.

O garoto Jean-Pierre Léaud já mostrava na época que seria um excelente ator, com expressões bem feitas e diálogos pontuados com muita interpretação agradou em tudo que fez no filme, e nos divertiu emocionando também com o que fez nas diversas cenas. O jovenzinho Patrick Auffay fez boas cenas no longa sempre acompanhando o protagonista e interpretando bem quando precisava mostrar serviço, mas acabou não decolando fazendo apenas mais 2 filmes. Claire Maurier era linda e fez em cena um papel muito bem encontrado, colocando ternura nos poucos momentos que tenta comprar o filho, e sendo ríspida no início como eram as mães da época. Albert Rémy trabalhou bem em cena, punindo até demais com uma expressão forte que quem na época devia ser criança pode até ter ficado com medo de castigos no mesmo estilo, mas isso só mostra o bom ator que era. Vale destacar também a interpretação do professor Guy Decomble que fez tudo com muito bom senso e expressão.

O visual do longa é um dos pontos fortes da trama, ressaltando bem as casas com os aquecedores simples, ou então as famílias abastadas com objetos excêntricos em casa, as escolas com seus cantos de castigo, os brinquedos de parque, entre muitos outros elementos que poderia citar, tudo na medida perfeita, nem mais nem menos, um real deslumbre. E a fotografia, em preto e branco, mas com nuances lindas de sombreamento sempre ressaltando a iluminação para onde devemos ver.

Enfim, é um filme que vai continuar sendo um clássico eterno, que vai agradar muito quem viveu uma época mais dura, porém quem for do século atual e assistir pela primeira vez é capaz de rir de toda a rispidez existente na época. Além claro de quem assistir com um olhar mais técnico da atualidade poder achar diversos defeitos. Como disse recomendo que seja visto pelo menos 1 vez na vida, mas nunca uma segunda, pois a primeira vez se tivesse analisado na época daria nota 10 com certeza, nessa segunda já ficaria entre 7 e 8, então a nota de hoje vai na média. Fico por aqui agora, mas daqui a pouco tem mais Festival Varilux, que hoje está com todas as sessões funcionando perfeitamente. Então abraços e até daqui a pouco.


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Uma Viagem Extraordinária em 3D

sábado, abril 12, 2014 |

Me divirto vendo como o cinema francês é capaz de criar filmes mágicos colocando elementos que muitas vezes nem precisariam estar na tela para que a história acabasse condizente, e isso funciona bem demais, fazendo nossos olhos brilharem com o que é mostrado, e principalmente nos envolvendo nas histórias contadas. Com "Uma Viagem Extraordinária", o diretor Jean-Pierre Jeunet retoma toda a maravilha lúdica, mas não menos pesada que nos agradou tanto em "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", nos colocando agora um jovenzinho muito simpático para nos emocionar com sua sabedoria.

O filme nos mostra que T.S. Spivet, vive num rancho isolado de Montana. Garoto superdotado e apaixonado por ciência, ele inventou a máquina de movimento perpétuo, o que o fez receber um prêmio muito prestigioso. Sem dizer nada à família, ele parte, sozinho, para buscar sua recompensa e atravessa os EUA num trem de mercadorias. Mas ninguém imagina que o feliz premiado só tem dez anos e carrega um segredo tão pesado...

O roteiro que é baseado no livro de Reif Larsen foi adaptado brilhantemente pelo diretor Jean-Pierre Jeunet, colocando uma história que poderia ser mostrada de forma bem pesada, e há momentos em que até nos chocamos com o que é mostrado, mas ele fantasia de tal maneira que tudo fica muito gostoso de assistir, e o jovem garoto assim como em no outro filme de renome do diretor dá um show a parte com a interpretação do seu texto. Trabalhando com ângulos bonitos e uma fotografia bem interessante, os momentos que o diretor coloca algo para voar pra fora da tela, vem justamente para explicitar pensamentos e isso agrada muito visualmente, encantando como mágica os pensamentos dos personagens, e cativando mais em cada cena.

O filme conta com um elenco bem conhecido das telonas, mesmo fora do cinema francês, mas quem mais chama atenção é o estreante em longas e protagonista Kyle Catlett, que encanta sendo um gênio falante, claro que não posso ser preciso quanto a interpretação das falas dos protagonistas, pois com medo dos vários problemas que estão ocorrendo com o Festival aqui na cidade encarei o longa na versão dublada pra já garantir, e talvez depois reveja legendado, então vou levar em conta mais o gestual, e nesse quesito o jovem garoto demonstra uma habilidade corporal que impressiona, fazendo sentimentalismo com dor no momento em que machuca, sempre atento às câmeras e sendo mais que um gênio-garoto, mas sim um garoto que brinca, faz suas criancices e ainda é gênio. Helena Bonham Carter é exótica até em filmes que não aparece lotada de maquiagens, aqui sendo uma bióloga mexe com bichos mais estranhos possíveis, mesmo tendo os afazeres domésticos e do campo, além de estar sempre quebrando eletrodomésticos, sua figura em si já é carismática, mas o que faz ao final no programa de TV é genial. Judy Davis é bem divertida nos seus momentos e agrada tanto pela loucura que seu personagem passa ao final, quanto pelos momentos mais emocionais. Callum Keith Rennie faz um pai, vaqueiro tradicional que agrada bem pela postura e chama atenção em dar preferência por um dos filhos, e suas atitudes são bem divertidas de acompanhar. E Niahm Wilson que é divertida com seus momentos comuns de menina dentro da família de pessoas diferentes acaba nos divertindo com seus chiliques. Podemos ainda destacar a singela ajuda das pessoas que T.S. encontra pelo caminho em sua viagem, onde todos foram sempre interessantes e bem colocados para ajudar ou não, o protagonista em sua missão, destacando entre eles principalmente Dominique Pinon e Julian Richings.

O visual da trama é magnífico desde a cenografia do próprio rancho onde vive a família até o roteiro de trem que atravessa meio EUA, mostrando a beleza do campo vista pelos olhos de um garotinho, sempre acompanhado de diversos elementos cênicos que surgem sempre para retratar algo em que o jovem está pensando, e esses elementos são maravilhosos, servindo para tudo no filme, nos deixando abismados com a riqueza que pequenos detalhes podem fazer a diferença em um filme. A fotografia foi bem utilizada com nuances coloridas e sempre puxando pro tom amarelado dando a característica do interior do país e acabou agradando bastante nesse sentido, ajudando a dar um tom bonito para o filme. O 3D foi feito especialmente para quem gosta de cenas saltando da tela, não é no longa inteiro que está presente a tecnologia, mas quando aparece vem com tudo bem ressaltado para agradar quem pagou mais caro para ver um filme, e está sendo usado com função dramática ao menos.

Enfim, um filme maravilhoso, com um mote interessantíssimo, excelentes atuações numa brilhante aventura, ou seja, o diretor nos faz sonhar novamente junto com um protagonista infantil, então já ficamos na espera de qual será seu novo filme do estilo para nos emocionar. Com toda certeza recomendo o filme para todos, tentarei ver na terça legendado para falar mais sobre as atuações aqui mesmo nos comentários, mas caso não consiga, por algum motivo técnico, pelo menos já pude conferir mais uma maravilha do cinema francês que ficará em minha memória. Bem é isso pessoal, fico por aqui hoje, já que os demais filmes que passariam no Festival Varilux de Cinema Francês hoje acabaram cancelados sendo exibidos os mesmos dos demais dias, então volto amanhã se resolverem conseguir colocar mais filmes na programação do projetor. Abraços e até breve pessoal.



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Capitão América 2 - O Soldado Invernal em 3D

sábado, abril 12, 2014 |

Se alguém tinha alguma dúvida da fase 2 da Marvel nos cinemas, pode rasgar a qualquer insegurança e ir preparado para os melhores filmes que já fizeram, já tivemos "Thor 2" batendo e muito o primeiro filme e agora com "Capitão América 2 - O Soldado Invernal" fizeram algo que saiu muito além de qualquer expectativa que pudéssemos criar, tendo um filme divertidíssimo com ótimas sacadas no roteiro e porquê não dizer na legendagem (colocando inclusive ENEM e Xuxa no meio do caminho), utilizando de tudo que já nos foi apresentado em outros filmes e segundo alguns mantendo-se fiel a muita coisa dos quadrinhos, mas principalmente não deixando que o filme fosse apenas uma aventura lotada de ação perdida nos cinemas, mas tendo tudo que pudesse envolver até mesmo quem não for fã de muita ação nos dando motivos para as guerras e tudo mais. Ou seja, um filme sensacional que vale ser conferido e reconferido diversas vezes, de preferência nas melhores salas que puder assistir.

O filme nos mostra que após os cataclísmicos eventos em Nova York com "Os Vingadores", "Capitão América 2: O Soldado Invernal" encontra Steve Rogers, também conhecido como Capitão América, vivendo tranquilamente em Washington, DC e tentando se ajustar ao mundo moderno. Mas quando um colega da S.H.I.E.L.D. é atacado, Steve se vê preso em uma rede de intrigas que ameaça colocar o mundo em risco. Unindo forças com a Viúva Negra, o Capitão América luta para expor a grande conspiração enquanto enfrenta assassinos profissionais enviados para silenciá-lo a todo momento. Quando a dimensão da trama maligna é revelada, o Capitão América e a Viúva Negra pedem ajuda a um novo aliado, o Falcão. Contudo, eles logo se veem enfrentando um inimigo formidável e inesperado: o Soldado Invernal.

O roteiro é tão bem montado pelos roteiristas que fizeram todos os filmes "Crônicas de Nárnia", que qualquer palavra que seja dita em uma crítica acaba virando um spoiler do filme, e como sou totalmente contra a estragar a sessão alheia, irei me conter ao falar sobre o que vivenciei hoje, aliás essa é a melhor palavra para definir o que fazer ao ir assistir o longa, pois não foi feito apenas como uma diversão, mas sim com todo um pano político, o longa quase nos faz voltar aos anos 60 onde o primeiro filme do Capitão se passou e junto disso colocar uma trama impressionante e envolvente em cima, com isso o filme avança facilmente com um roteiro bem livre e gostoso de acompanhar, mantendo tensão quando precisa de tensão, fazendo rir quando deve fazer rir, e colocando todos para correr nas cenas de correria e muita ação. O fomento às guerras aparece muito bem colocado na trama, e agora ficará difícil para as indústrias Stark nos próximos filmes, mas isso não vem ao caso no momento, o que vale é a forte crítica que o longa conseguiu impor sem que ficasse algo chato de ver. Então com um roteiro brilhante desse nas mãos, os irmãos Joe e Anthony Russo só precisaram arregaçar as mangas e fazer tudo ficar na medida com excelentes ângulos para a trama funcionar perfeitamente junto de toda tecnologia empregada, que o sucesso com toda certeza será iminente e com certeza fará com que todos gostem do que assistirão.

As atuações estão perfeitas e se duvidar até os figurantes saíram bem no filme. Chris Evans achou o tom correto para o personagem do Capitão, pois se no primeiro filme parecia um pouco perdido, e nos Vingadores ele já fez algo bem feito, agora ele entrou de corpo e alma no herói e faz de tudo para que aconteça o melhor no filme, suas expressões estão incríveis tanto no quesito dor frente às porradas que leva, afinal só porque é um herói não pode sentir dor, quanto as piadas que se encaixam com a história, e assim como tivemos diversas nos Vingadores aqui ficaram melhores ainda. Scarlett Johansson é a mulher perfeita para heroína e luta como ninguém na trama, está com tudo em cima, pra não falar outras palavras, e consegue colocar seus diálogos num ritmo sempre encaixado que mesmo na correria acaba agradando demais na forma que é imposta pela sua expressão facial corretíssima em cada momento. Samuel L. Jackson é definitivamente o Nick Fury nosso e se alguém sonhar em substituir ele algum dia literalmente teremos de fazer uma guerra, ele tem toda a sintonia que o personagem pede, impõe sua voz para que tudo seja mais forte e dessa vez até parte pra briga de uma forma impressionantemente divertida, e com isso agradando muito mais do que imaginaria de um semi-protagonista. Anthony Mackie vem acrescentar a trama vivacidade e comicidade com o seu personagem, pois seu ar alegre de interpretar é contagiante, e o personagem passa a ter uma boa participação no filme colocando seu texto sempre na medida. Sebastian Stan agora podemos falar que foi fraquíssimo no primeiro filme, mas agora com toda a força que lhe deram ficou incrível e demonstrou personalidade nos trejeitos impostos ao personagem, fazendo dele alguém que possa ser lembrado por muito tempo e quem sabe aparecer num próximo filme. Robert Redford sempre faz personagens interessantes, e ao aparecer na trama já fiquei de olho no que poderia ocorrer com ele, e surpreendeu com boa interpretação nos seus momentos, colocando seu texto de encontro com tudo que poderia ser mostrado. Bom falei de todos que realmente importava destacar, mas como todo filme da Marvel precisa aparecer seu grande criador, a cena em que Stan Lee aparece é genial e muito bem encaixada para todos rirem e ficarem feliz do nosso bom velhinho estar na ativa.

O visual da trama é todo bem contextualizado e agrada com elementos cênicos aparecendo de todos os lugares para encaixar com o que é mostrado. Os efeitos computadorizados não ficaram em momento algum falsos e se não soubéssemos a dificuldade que seria pra criar tudo que parece real até acreditaríamos terem feito todas as naves e coisas que foram explodidas no longa, ou seja, realidade total na direção de arte que soube encontrar como fazer um bom filme de heróis. Todas explosões estão condizentes e caíram muito bem na ação proposta do longa, não ficando exageradas como costumam ser filmes do gênero. A fotografia usou muitos tons escuros para dar um ar mais forte à trama e cores vivas para ressaltar a tecnologia em diversos momentos, dando perfeição aos movimentos para que encaixassem com as partes computadorizadas e não ficassem falsos também. E quanto ao 3D temos muita profundidade e elementos sendo jogados sempre ao fundo sem esmaecer nada, ou seja, vale a pena conferir com a tecnologia, principalmente nas cenas de ação, já que no 2D talvez acabe ficando simples demais de ver, claro que quem gosta de muita coisa pra fora da tela talvez sinta uma certa decepção, mas no geral agrada bastante o uso consciente do 3D.

Enfim, um filme excelente que vale muito a pena ser conferido, e dessa vez terei de concordar com alguns amigos críticos que disseram que a Marvel vai ter de se superar para conseguir fazer um filme melhor depois do que apresentou hoje. Recomendo para todos sem exceção, inclusive para quem não é tão fã de filme artístico e prefere longas com mais história, pois dessa vez capricharam nesse quesito. Quanto do filme é isso que tenho pra falar e recomendar, mas ainda preciso agradecer mais uma vez à equipe do Cinépolis e do Shopping Iguatemi Ribeirão Preto por organizarem mais um evento preciso que lotou as salas do cinema logo pela manhã do Sábado e por estarem escolhendo tão bem os filmes para colocar nessas sessões especiais, e sempre que precisarem estamos à disposição para ajudar com o que precisar. Fico por aqui agora, mas ainda hoje irei postar sobre o único filme do Festival Varilux que conseguiu passar hoje diferente dos demais, então abraços e até daqui a pouco.


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Uma Relação Delicada

sexta-feira, abril 11, 2014 |

Se existe um cinema que gosta de nos deixar lições nos seus filmes é o cinema francês, e "Uma Relação Delicada" nos mostra que se emprestar dinheiro para algum conhecido já é complicado, imagina para alguém que você não conhece? Mas isso pode ser bom por outro lado, ou não! Isso é apenas um dos motes do filme, que acaba sendo bem trabalhado por uma atuação impecável e maravilhosa de Isabelle Huppert que quem assistir qualquer outro filme com essa mulher, por exemplo o "Um Amor em Paris" que passou ontem no Festival vai quase acreditar num milagre na cura de sua doença.

O filme nos mostra que vítima de uma hemorragia cerebral, Maud, cineasta, acorda uma manhã hemiplégica e diante de uma solidão inexorável. Presa à cama, mas determinada a continuar seu filme, ela conhece Vilko, embusteiro de gente famosa, ao assistir a um programa na televisão. Maud o quer em seu próximo filme. Eles se encontram. Ele não a deixa mais, tira tudo o que ela tem, mas lhe dá alegrias.

A história do filme em si é bem simples, um pouco confusa já que de medicina não entendo nada e até hoje ninguém conseguiu me explicar direito de onde vem esses panes do nada em nosso corpo, mas se tem uma coisa que entendo é de dinheiro, e mesmo que o rapaz lhe dê algumas alegrias, o que a protagonista faz pra mim só tem um nome: burrice. A cada cheque assinado ficava mais irritado com o filme e já no segundo já é notável que não vai dar certo tudo isso. Claro que estamos falando de uma ficção e o fechamento encontrado pela diretora e roteirista Catherine Breillat foi excelente para consolidar ainda mais todos os planos que valorizaram tanto a protagonista.

Falando dela, se ontem já havia elogiado Isabelle Huppert, hoje lhe daria todos os prêmios possíveis pela incorporação do personagem com movimentos dificultados, trejeitos estranhos com a boca torta e muita, mas muita tremedeira na mão, não foram páreos para interpretação do roteiro que ainda foi possível que ela dialogasse de maneira coerente e perfeita, com isso, o filme pode até ter outros atores e uma diretora, mas o longa é dela. Kool Shen pode vir pro Brasil amanhã que viraria um político com a facilidade de lábia que tem para roubar dinheiro de qualquer pessoa, e mesmo tendo momentos absurdos, consegue fazer de seu personagem alguém que o público acaba ficando na dúvida se mataria ou não. O filme praticamente gira somente em torno deles, então nem compensa falar de nenhum outro que serve apenas de ligação.

A equipe de cenografia teve muito trabalho para montar uma casa imensa em reforma, e pra quem acha que bagunçar um cenário é mais fácil do que organizar, ledo engano, pois qualquer coisa fora acaba chamando muita atenção, e aqui souberam trabalhar bem para que tudo servisse de dificuldade para a protagonista com sua deficiência. A fotografia trabalhou de forma tradicional, utilizando cores cotidianas para não quebrar nenhum protocolo, iluminando apenas quando o ambiente necessitasse realmente de alguma luz de teto.

Enfim, é um filme bacana por mostrar as dificuldades da personagem principal e a lábia do coadjuvante, mas mesmo com toda a maravilhosa interpretação da protagonista, saímos da sala com um ar de não saber se gostamos mesmo do que vimos ou apenas nos simpatizamos com os atores e com a lição de moral passada, então recomendo o filme com certa ressalva. Fico por aqui hoje, infelizmente, já que novamente o Festival Varilux teve problemas de cancelamento de sessões, mas amanhã estarei de volta na torcida de conseguir ver todos os que estavam programados. Então abraços e até breve.


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