O Fim Da Rua (The End of Oak Street)

8/17/2026 03:58:00 PM |

Costumo dizer que a mente criativa de alguns roteiristas funciona de uma forma tão sem conexões que nem dá para se imaginar aonde eles estavam com a cabeça para criar tudo o que colocam na tela, de modo que se analisarmos friamente o longa "O Fim da Rua" vemos algo até bem básico envolvendo viagens temporais, dinossauros e a famosa base da junção familiar que está passando por problemas, ou seja, é daqueles filmes que possuem diversos clichês inseridos na tela, mas que tudo rola de uma forma tão bem feitinha que acaba divertindo e envolvendo o público. Claro que talvez um pouco mais de intensidade acabaria dando um tom mais imponente para tudo, mas ainda assim agrada na tela.

Ambientado nos anos 1980, a produção acompanha o casal Denise e Greg que enfrenta uma crise no relacionamento enquanto gerencia a rotina familiar com os dois filhos adolescentes. Entretanto, tudo muda quando abruptamente uma tempestade transporta toda a vizinhança para a era dos dinossauros. Isolados, os quatro serão forçados a cooperar para sobreviver e voltar para 1980, em uma jornada com muita ação e emoção. Após um misterioso evento cósmico que abala o bairro Oak Street e o transporta dos subúrbios para um lugar desconhecido, a família Platt logo descobre que sua própria sobrevivência vai depender da união entre todos para enfrentar um ambiente agora irreconhecível.

Diria que o diretor e roteirista David Robert Mitchell até foi bem criativo na essência geral, trabalhou mortes impactantes e dinâmicas bem trabalhadas na tela, porém faltou para ele a coragem de jogar seu filme para uma classificação maior, que lhe daria um impacto maior na tela, e talvez um chamariz menos fantasioso para a pegada que fica claro estar sendo desejada em diversos momentos, mas isso não garantiria um ar mais denso, então talvez o risco não valesse tanto a pena. Porém posso dizer que ele soube ao menos trabalhar momentos divertidos com um bom ar familiar, é assim sendo o resultado ao menos entretém bastante.

Quanto das atuações, diria que faltou para Anne Hathaway convencer mais que sua Denise estava sentindo, pois vemos um certo ar depressivo em relação aos conflitos com o marido, vemos sua disposição para enfrentar os bichos pela família, mas não convence expressivamente como poderia, afinal sabemos o potencial dela, e aqui apenas segurou as pontas. Já Ewan McGregor fez com que seu Greg tivesse personalidade, e se expressasse bem frente a tudo o que está rolando, só poderia ser menos bobão, pois aí daria um tom mais chamativo na tela. Quanto aos jovens, diria que Maisy Stella trabalhou bem sua Audrey, tendo até alguns vértices meio que "lacrativos" em segundo plano, mas ainda assim agrada com o que entrega na tela, já Christian Convery esqueceram de determinar a idade de seu Brian, pois em alguns momentos parece um adolescente que já está na beirada da maturidade, e em outros atos ficou quase uma criançona crescida, e isso pesou um pouco na tela. Já os demais diria que apenas participaram, sem grandes desenvolvimentos na tela, é isso pesou um pouco para não termos mais destaques.

Visualmente o longa teve uma boa entrega, contando com uma boa computação gráfica para os dinossauros e plantas que transformaram totalmente o visual da pacata cidade, tivemos boas cenas deles comendo as pessoas com sangue bem representado, é figurinos e elementos cênicos bem compostos para os anos 80, mas nada que surpreendesse realmente na tela.

Enfim, acredito que esperava algo a mais do longa e assim acabei não me empolgando o tanto que imaginava, mas ainda assim o resultado funciona como um bom passatempo, que até tenta ter pegada, mas que falta aquele ar imponente que tramas desse estilo pedem. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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